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Começa agora mais uma edição de "E o Campeão É". Há temas de mercado para analisar: Luiz Suárez no Sporting, Bednarek já confirmado no Futebol Clube do Porto, o Benfica a tentar resolver a pasta Ivanović, ainda por confirmar esse reforço para o Benfica. Eu sou o Miguel Cordeiro. Nesta edição de "E o Campeão É", contamos com a análise do Augusto Inácio, do Pedro Henriques e do Bruno Roseiro. E vamos começar por falar de Luiz Suárez, o reforço do Sporting, confirmado, já apresentado pelos Leões. Chega este avançado do Almería. Época passada, 44 jogos, 31 gols. Marcou na segunda divisão espanhola 27 gols, conseguiu também oito assistências. Olhando para este avançado, Bruno, tem condições para fazer esquecer Gyökeres?
Tem condições para marcar muitos gols, eu vou mais por aí. Ou seja, tem características diferentes de Gyökeres, e parece-me que vai ser um jogador que, ao contrário do que aconteceu com Gyökeres, não é necessário montar uma equipe inteira para adequar-se às suas características. E isso com o Gyökeres era quase uma inevitabilidade. Ou seja, nós vimos aspectos da ideia de jogo e do modelo do Sporting que só era possível ter com Gyökeres, e que quando se tentava com Harder não era a mesma coisa. Portanto, eu diria que o Suárez tem condições para fazer uma boa época no Sporting. É importante também perceber o que o Rui Borges acha de Konrad Harder, porque sobretudo nos primeiros dois meses, é provável que Harder tenha de aparecer um pouco mais para dar tempo de adaptação também a Suárez. E em relação ao trajeto que fez, também perceber por que Suárez teve tantos picos para cima e para baixo. Ou seja, perceber que ele era sobretudo um jogador que andava em clubes que pertenciam ao grupo Pozzo. Muitas vezes estes jogadores sul-americanos, quando estão aliados a um grupo, não têm tanta capacidade de irem para uma equipe A ou B, mais do seu agrado, porque envolve outros interesses econômicos. Fez duas grandes temporadas, a última temporada é uma grande temporada e, portanto, partindo desse pressuposto, parece-me que é uma boa contratação. É um erro pensar que será igual a Gyökeres, porque nunca será. E dar aqui só uma nota, ainda não é a contratação mais cara do Sporting, por uma razão que tem fugido um bocadinho à atenção de toda a gente. É que o negócio de Gyökeres faz por 20 mais quatro milhões de objetivos, que foram cumpridos. Mas além desses 20, houve também os mecanismos de solidariedade e os custos de intermediação. E se nós repararmos naquilo que foi comunicado ontem à CMVM, o Sporting quando coloca 22,15, salvo erro, milhões de euros, já coloca a parte dos mecanismos de solidariedade dentro desse valor global. E os serviços de intermediação até foram mais baixos do que Gyökeres. Portanto, muito provavelmente será a compra mais cara de sempre do Sporting, mas ainda não é nesta altura.
Muito bem. Augusto Inácio, o que te parece este jogador? O Sporting fica, de facto, aqui sem seu matador. Vitór Gyökeres, chega Luiz Suárez, chega ainda a tempo da Supertaça. Vamos ver se vai ou não a jogo, mas parece uma boa solução para a equipe leonina?
Boa tarde a todos. Aquilo que eu acho é que se as pessoas estão a olhar para o Luiz Suárez e estão a olhar para o Gyökeres ao mesmo tempo, a coisa não vai dar certo, porque Luiz Suárez é uma coisa e Gyökeres é outra. Gyökeres tem as suas aptidões. Foi goleador no Almería, na segunda divisão espanhola. O Sporting contratou um jogador que acha que vai ser muito útil, vai marcar muitos gols ao Sporting. Agora, só contratar o jogador não é sinal de que o Sporting vai ganhar e que vai marcar muitos gols. É preciso um envolvimento, uma dinâmica de equipe para que o jogador também possa marcar gols. Eu acho que o Sporting, da maneira como está a jogar, e isto são só os dados iniciais, isto vale o que vale. Não podemos ter agora uma ideia absoluta daquilo que vai valer o Sporting no futuro, porque são jogos de preparação, os jogadores estão muito sobrecarregados fisicamente. A destreza não é a melhor e os movimentos também não são os melhores, até porque os jogadores também estão a jogar num formato completamente diferente daquele que foi o ano passado. O Sporting está a ter enorme dificuldade, mas aquilo que mais salta à vista é que naqueles jogos que nós tivemos a oportunidade de ver, o Sporting para o Celtic, o Sporting para o Sunderland, o Sporting para o Villarreal, aquilo que mais salta à vista foi a evolução da equipe do Sporting, que foi zero. Não foi nenhuma. O Sporting não evoluiu nada. Via-se ver o Sporting, pronto, não está fresco fisicamente, que é normal, mas via-se ali uma ideia de jogo, via-se ali umas rotinas, via-se ali uma tentativa de combinação de jogadas ofensivas e mesmo defensivas quando se perde a bola. Eu não vi nada, sinceramente. E podes colocar o Gyökeres. Olha, não vendes o Gyökeres, o Gyökeres joga a ponta-lança do Sporting. Do formato como o Sporting está a jogar, nem o Gyökeres aparecia. Por isso, tem que haver um jogo de envolvimento, até porque o Luiz Suárez tem uma coisa, na minha opinião, melhor do que o Gyökeres. Não estou a dizer que é melhor jogador que o Gyökeres. Tem uma coisa melhor que o Gyökeres, que é o seu jogo de cabeça
Acho que é melhor, mas para isso acontecer é preciso também um envolvimento para que as bolas cheguem lá para o Suárez poder fazer aquilo que gosta, que é fazer gols. Agora, todo o resto, que são os outros movimentos que o Bruno Rosário estava a dizer que o Sporting estava formatado para jogar para o Paulo Jogares, não vai haver esse tipo de jogo. Tem que encontrar uma outra forma para que realmente o goleador possa marcar gols, porque senão as pessoas logo no início vão tentar comparar isto ou aquilo, e então a pressão sobre o jogador vai ser muito maior e é capaz de ficar ainda mais encolhido, digo eu, e capaz de não render. Por isso, vamos ver o que ele vai dar, mas acima de tudo, o que o Sporting vai fazer, porque só um jogador não faz uma equipa.
Pedro Henriques, é uma nova vida para o Sporting, uma vida depois de Viktor Gyökeres. Chega este novo avançado, achas que pode ajudar a colmatar estas lacunas que o Agostinho descrevia aqui?
Bom dia. Olha, eu vou um pouquinho mais além, dizendo, nos últimos programas o que foi dito, e agora mesmo o Agostinho disse assim: alguém esquece o Pedro Pele, o Yazalde, o Jardel, o Jordão, o Manuel Fernandes ou o Liéss. Estamos a falar de jogadores que mais ou menos jogavam com a mesma função: marcar gols. Cada um marcou a sua época, a sua geração, uns mais do que outros, e cada um tem as suas particularidades. E o Gyökeres, ainda por cima, bateu e quebrou aqui uma série de recordes, sobretudo se olharmos para aquilo que são os últimos 25 anos, o novo século, onde apareceu Miguel Jardel e o próprio Liéss e outros. Realmente, o Gyökeres acaba por, neste contexto, independentemente da maneira como agora aconteceram as coisas finais, acaba por marcar, ainda por cima, associando, que isso é outro aspecto muito relevante, esses muitos gols e essa maneira de jogar a títulos. O Sporting acaba por, na época de Gyökeres, ser bicampeão. Portanto, são coisas diferentes. E como diz o Inácio bem, é normal que isso vá acontecer. O jogador se aparece agora, não marca o mesmo gol, falha na cara do goleiro, vão logo comparar isso. Nos pés do Gyökeres era o gol e fazia a diferença. É normal fazer essas comparações. Agora, o importante é que o próprio Sporting, a própria estrutura, os próprios colegas não façam, nem direta, nem indiretamente, esse tipo de comparação, que é um jogador com características diferentes. Agora, respondendo também à tua questão, para terminar, eu acho que ter só o Conrad, que até pode ir fazer uma grande época e até pode fazer muitos gols, e vai fazer gols com certeza, era arriscado para o Sporting. E era importante alguém que, mesmo com características diferentes, pudesse ser alternativa, até inclusivamente chegar ao mesmo tempo que o Conrad, dependendo depois do jogo, e o Sporting precisava de alguém. E percebe-se claramente, até por estes últimos dois anos, que muitas vezes a solução do Sporting, que às vezes também não conseguia resolver o jogo, que às vezes também não tinha ideias, era tomar lá em profundidade e o Gyökeres tirava um coelho da cartola e marcava o gol e o jogo mudava. E, portanto, muitas vezes o que se espera de jogadores como o Suárez e, neste caso, como o Gyökeres, é que possam encostar a bola, seja de cabeça, seja de pé, ou possam meter-se a bola e resolver o problema, e o Sporting precisava de alguém, aliás, precisava também de laterais esquerdos e direitos, que está a resolver também essa problemática, mas precisava de alguém que pudesse competir, provávelmente, com o Conrad, ser uma alternativa ao Conrad, poder até inclusivamente chegar antes que o Conrad, e nesse aspecto eu acho que o Suárez pode encaixar. Lembro que ele pode não ter feito uma grande carreira até agora, embora tenha marcado muitos gols na última época, mas quem é que era o Gyökeres também de chegar ao Sporting? Ok, é exatamente a mesma coisa. E, portanto, tudo pode acontecer no nosso Campeonato Português, por exemplo, onde o Sporting vence aqui o Porto, são mais vezes no ataque, tem mais posse de bola, etc. E onde pode, para um jogador que joga lá à frente, as coisas correrem bem e depois é tudo uma questão de moralizar. Quando começas a moralizar, depois ganhas uma alma e voas e passas de um jogador normal, mediano, para um jogador diferencial.
Sim. No Futebol Clube do Porto, confirmo mesmo a chegada de Benedict Hendry. Bruno Rosário, avaliar também este reforço do Futebol Clube do Porto. Ontem já falámos um bocadinho sobre ele e dessas lacunas que o Futebol Clube do Porto vai tendo na defesa. Mas há aqui também esta informação que tem sido transmitida. É um fechar de porta do mercado do Futebol Clube do Porto, se não se confirmar nenhuma saída?
Não, não vou por aí. Deixa-me só acrescentar um pormenor em relação ao Suárez que eu me esqueci de frisar e que me parece importante. Ao contrário do que aconteceu com o Gyökeres, o Suárez nunca vai jogar sozinho. Ou seja, seja com o Pote nas costas, seja com o Trincão nas costas, seja com outra opção nas costas, o Suárez nunca vai jogar sozinho, ao contrário do que acontecia com o Gyökeres, que muitas vezes parecia que até se sentia mais confortável jogando sozinho na frente. Em relação ao Benedict Hendry, é contratação três em um, ou seja, parece-me que é uma das contratações mais importantes dentro das lacunas que o Futebol Clube do Porto tinha, e por três razões. Razão um, reforça aquele que era o setor e a zona do setor mais carenciado do plantel. Razão dois, consegue ser alguém com experiência e com capacidade de liderança em campo, que faltava na equipe do Futebol Clube do Porto. E razão três, consegue dar um poder de fogo em termos de jogo aéreo, seja nas bolas paradas, ou seja, cantos, livres laterais, seja também em termos defensivos, que o Futebol Clube do Porto não tinha. E, portanto, por aí, parece-me que é uma excelente contratação, um jogador com quase 200 jogos de Premier League, e isso conta muito. Em relação ao mercado, dizer que o Futebol Clube do Porto, se contarmos com os investimentos no Nehon Pérez e no Samu, em maio, o Futebol Clube do Porto já gastou mais de 100 milhões, ou já investiu mais de 100 milhões, veremos se é gastar ou investir. Mas em contrapartida, em janeiro também recebe mais de 100 milhões por Galeno e Nico González e neste mercado já recebeu mais de 70 milhões também em vendas, o Francisco, o Otávio, o Gonçalo Borges, o João Mário, etc. Portanto, parece-me que o Futebol Clube do Porto atacou, e bem, o mercado. Não me parece que tenha fechado. Por quê? Porque quando alguns jogadores nesta altura estão em posição excedentária, saiam. Alguns exemplos, o Fábio Cardoso, o André Franco, o Romário Baró, o próprio Grujić, que ainda é uma incógnita perceber o que o Farioli acha dele. Quando esses jogadores saírem, muito provavelmente haverá ainda margem para perceber o que é preciso reforçar. E até 31 de agosto, eu continuo a dizer, a questão de Rodrigo Mora deverá ser, no mínimo, alvo de uma reflexão. Ou seja, que papel é que o Futebol Clube do Porto tem guardado para Rodrigo Mora? Porque Rodrigo Mora tem muito para dar. Agora a questão é o palco onde poderá mostrar essas aptidões.
Vamos falar também aqui da Supertaça. Na quinta-feira há essa Supertaça entre Benfica e Sporting. Pedro Henriques, nomeação de Fábio Veríssimo. Há alguma coisa a dizer?
Olha, há várias. Primeiro, a maneira como anunciaram. Ontem houve uma ação de formação dos árbitros que estão em curso na Federação de Futebol, por parte dos árbitros da I Liga, que são os árbitros internacionais e os da I Liga. Foram convidados órgãos da comunicação social que ontem estiveram presentes e foi publicamente anunciado, que é também uma nuance nesta perspectiva de abertura da própria arbitragem em relação àquilo que é o exterior, à própria comunicação e com várias coisas que vão acontecer no futuro, já imediato, que vamos ter tempo de abordar noutros programas. O Fábio Veríssimo tem 187 jogos na Primeira Liga. Esta época que acabou foi quarto classificado, o que é bastante bom. A anterior tinha ficado em segundo lugar. É um árbitro com esta experiência. Já arbitrou quatro finais, duas Taças da Liga, uma Taça de Portugal e até uma Taça do Egito e agora vai fazer a sua quinta final. Já começa a acumular experiência também nestes jogos, que têm características diferentes de todos os outros. Os finais são diferentes de todos os outros, para os árbitros, para os treinadores, para os jogadores. Dentro desta perspectiva, que o Luís Godinho, que até foi o melhor classificado a época passada, tinha apitado a final da Taça de Portugal e com toda a envolvência que teve. O próprio João Pinheiro, que agora estava nomeado para o melhor sub-20 e também tinha apitado o Benfica-Sporting umas semanas antes. Estes dois árbitros, à partida, estariam de fora por razões distintas desse jogo. Alguém com a experiência, sendo internacional e com a experiência como o Fábio Veríssimo, teria que ser um desses árbitros dos primeiros classificados que teriam que aparecer neste tipo de jogo. Obviamente, depois o adepto vai sempre buscar o pênalti, o fora de jogo, mais verde ou mais vermelho, conforme aquilo que quer. Mas o importante era que houvesse também aqui um sinal dentro daquilo que são os árbitros internacionais e um bocadinho a fugir do normal, que é para estes jogos, dérbis e clássicos, só temos o João Pinheiro e o Fábio Veríssimo aqui, no meu ponto de vista, aparece como uma boa alternativa e sabendo que o jogo vai ter um contexto muito difícil por tudo. O que aconteceu na Taça de Portugal, aquilo que o Benfica depois diz que ia com a equipa B, até todos estes contratos que nós temos comunicado, e os jogadores, por muito que se isolem, vão transportar isso para dentro de campo. Ainda por cima com estas questões dos castigos do Debast e penso que é do Marcosiru que foram levantados. Do Debast e do Kenda. Do Debast e do Kenda. Há aqui uma série de questões que não têm a ver propriamente com a arbitragem. Algumas decorrem da arbitragem da Supertaça, outras têm a ver com estas envolvências. Espera-se um jogo de nível de dificuldade elevado e agora é ver e esperar que o Fábio Veríssimo dê uma boa resposta.
Augusto Inácio, de facto, espera-se aqui um dérbi quente, como sempre, e a arbitragem estará certamente também no centro das atenções, principalmente depois do que aconteceu na Taça de Portugal.
Sabes, é o primeiro jogo, é o primeiro troféu que qualquer uma quer ganhar. O Benfica porque também tem um ano de eleições, que é daqui a três meses, a 25 de outubro. Para o Benfica é importante ganhar esta Supertaça e também mais importante do que ganhar a Supertaça, é entrar diretamente na Champions League. Mas as equipas estão no início da temporada e como estão no início da temporada, também não vamos exigir aos árbitros que também estejam na sua plena forma, que também estão no seu início de temporada. Agora, o que é importante é que as pessoas olhem para o árbitro, e antes do jogo começar, com olhos de que o árbitro vai tentar fazer o melhor. É possível que cometa um erro aqui ou acolá, é normal. No final do jogo, um ou outro é capaz de ter razões de queixa. Mas de antemão, com antecedência, já estar desconfiado daquele árbitro, isso não vai a lado nenhum, ninguém acredita em nada, nem em ninguém. Por isso eu acho que vai começar uma nova temporada. As novações daquilo que se pretende para a temporada são sempre as melhores e no início é tudo positivo. Agora, claramente que é preciso dar esse sinal também ao longo da época. É preciso que as pessoas e os árbitros também, quando os árbitros erram, tenham aquela capacidade de autocrítica. E os clubes também, quando tiverem alguma razão de queixa, não sejam assim tão acintosos ao ponto de estar tudo em causa, estão todos contra mim, não querem que a gente ganhe e colocam uma pressão enormíssima sempre para os árbitros e a todos os jogos. Por isso, há que dar calma, confiança, tranquilidade, porque todos vão errar, mas desde que as coisas não sejam aquelas que têm influência no resultado, tudo certo.
Bruno Roseiro, tua opinião sobre esta nomeação, sobre esta temporada que começa também depois de um fecho de temporada com muitas críticas à arbitragem e até a tua análise àquilo que disse o Luís Godinho, que falou esta semana, disse que a arbitragem fez a sua crítica interna por causa da final da Taça, diz que fez o seu luto. O que te parecem essas palavras?
Acho que está na altura de toda a gente começar a olhar para a frente e começar a perceber que isto é futebol, isto não é quem é que marca mais comunicados, não é quem é que pede mais castigos, não é quem é que vai mais vezes ao TAR. Acho que está na altura de começarmos a perceber que o que vai começar é a nova época de futebol. Não é nova época nem de comunicados, nem de pedidos de castigos, nem de nada, e que toda a gente consiga perceber isso. Sendo que a Supertaça vai ser um jogo que não terá nada a ver com aquilo que serão as equipas daqui a um mês, mas que, recordo, a última vez que Benfica e Sporting jogaram uma Supertaça, foi a sentença de morte de Marcel Kaiser, apesar de só ter saído um mês e meio depois.
A última vez foi o 5x0.
Foi o 5x0.
No Algarve também.
Também no Algarve.
Muito bem. Vamos às nossas notas de campeão. Pedro Henriques, começo por ti.
Olha, eu vou dar exatamente como nota de campeão a ação de formação que marca este pontapé de saída da própria Federação Portuguesa de Futebol no que diz respeito à arbitragem. O que foi feito na última semana, quando chamaram lá os ex-árbitros, o que foi feito ontem, em pleno curso da ação de formação fundamentalmente acerca do VAR e do chat, chamar a própria comunicação social, jornalistas, etc. Para perceberem também. Ouviram exatamente ao mesmo tempo as mesmas instruções que foram dadas aos árbitros, em termos daquilo que é a Prosegur. Também a comunicação social ouviu e hoje é só ler a maior parte dos órgãos de comunicação social, onde isso está refletido e espelhado. Portanto, eu acho que esta abertura, e em simultâneo fizeram aqui também uma operação de charme. No meu caso concreto, chamaram-me para ir ontem ao Final 11, para exatamente falar daquilo que nos tinham dito e daquilo que eu achava. Ou seja, eles concertaram aqui toda uma ação que eu acho que é muito importante em termos de comunicação, que eu acho que querem mostrar, pelo menos, e para já, que há uma diferença, há uma abertura e vai haver mais, que é muito relevante e importante. Por isso eu vou dar nota 18 a esta ação. É que quando houver circunstâncias e erros, como por exemplo tivemos de forma extra e menos normal, como aconteceu aquele da final da Taça de Portugal, porque não é só a questão do erro, é a questão da comunicação, etc. Este novo, entre aspas, Conselho Arbitral e Diretor Técnico Nacional vão ter uma reação diferente, porque vão ser os primeiros a aparecer e a explicar, para dizer pelo menos qual é a versão da arbitragem do árbitro relativamente àquilo que aconteceu. E isso vai ser muito marcante e importante, independentemente de concordarmos, discordarmos e de haver mais ruído em torno disso.
Bruno Roseiro, a tua nota?
Duas notas 20. Uma primeira nota 20 para a Katie Ledecky, ou seja, os Mundiais de Natação estão a marcar uma passagem de testemunho, digamos assim, da Summer McIntosh, que é uma canadiana de 18 anos que claramente veio para comandar a natação mundial feminina nos próximos tempos, e que mostrou isso nos 400 livres. Mas a Katie Ledecky na final dos 1500, não só deu mais uma demonstração de classe, 22ª medalha de ouro em Mundiais, num total de 28 medalhas, como chegou a estar a nadar três segundos abaixo do recorde do mundo, depois acabou por desacelerar, porque entretanto já tinha ganho uma vantagem demasiado grande, mas não deixa de ser um grande exemplo aos 28 anos. Nota também Simona Quadarella bateu o recorde da Europa dos 1500 livres, portanto foi também outra grande notícia do dia na natação. E uma segunda nota 20 para o Vitória de Guimarães. Acho que a apresentação da equipa, dos equipamentos, milhares de adeptos, acho que muitas vezes o Vitória não é tão reconhecido como devia ser. Acho que é um clube fabuloso, tem um treinador que promete, tem uma equipa que também promete e acho que é um clube que deve ser valorizado por tudo aquilo que envolve, pelos adeptos, pela cidade, pela estrutura. Acho que deve ser mencionado.
Para fechar, Augusto Inácio.
Olha, prevê-se aqui um braço de ferro entre o Vinicius Junior e o presidente do Real Madrid, por causa da renovação de contrato, termina em 2027 e o Vinicius ganha 15 milhões, mas quer ganhar o mesmo que o Mbappé, que ganha 23. E se o Real Madrid não chegar a acordo, porque não vai pagar os mesmos 23 milhões ao Vinicius, pode colocá-lo inclusivamente numa lista de transferências. Isto vai ser um braço de ferro, vai ser uma das histórias bonitas daqui para a frente, porque o Vinicius também tem o seu ego, gosta de ser alimentado dessa forma e não está agora para ganhar menos que o Mbappé. Era o que faltava agora o Vinicius ganhar menos que o Mbappé e por isso está aqui um braço de ferro. Nota 10 e vamos esperar pelos próximos episódios.
Vamos ter certamente uma boa novela para acompanhar também com Vinicius e o Real Madrid como protagonistas. Está feita a edição de hoje de "O Campeão É". Estamos de regresso amanhã.