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E vamos ao desporto na Rádio Observador, mais uma edição de "O Campeão É". Hoje na nossa equipa temos Gabriel Alves, Pedro Henriques e também Bruno Vieira Amaral. E assim, de repente, ao início desta tarde, Fernando Santos a ser apontado como o novo selecionador da Polónia. Gabriel Alves, o que te parece esta solução para Fernando Santos e também para a Polónia?
Parabéns para o Fernando Santos, não ficou desempregado, como talvez se pudesse imaginar que iria ficar. Também não ficou a viver de louros de uma carreira onde é campeão da Europa por Portugal e venceu a Liga das Nações, além de todo um trabalho efetuado ao nível dos clubes e também na seleção grega. Portanto, Fernando Santos é um homem no mercado e o mercado vai à procura dele. A Polónia foi quem o contratou. Parabéns para Fernando Santos e para a Polónia. E a Polónia leva um excelente treinador para o seu país. E assim, ele chegou ao fim de um ciclo em Portugal, tal como Robert Martínez chegou ao fim de um ciclo com a Bélgica. Hoje é Robert Martínez que está em Portugal e passa a ser Fernando Santos que passa a estar na Polónia. É evidente que Fernando Santos não vai ter uma tarefa fácil na Polónia. A Polónia não é bem aquilo que nós possamos chamar um país de grandes talentos do futebol. Lewandowski, que é evidente que é a exceção, é um grande jogador, um futebolista de eleição, mas não são todos Lewandowskis. Mas é um país que tem bons profissionais, profissionais capazes, espalhados por vários clubes de várias ligas na Europa, nas principais cinco ligas. E obviamente que Fernando Santos tem à sua mão um projeto novo, um grande desafio para ele. Da minha parte, parabéns a Fernando Santos, fico feliz e bato palmas, pois ele já está a trabalhar, vai ser apresentado amanhã e obviamente que espero que ele tenha todo o sucesso, todo o êxito possível. E ele bem o merece e certamente vai fazer por isso. A Polónia está de parabéns. Fernando Santos está de parabéns.
Bruno Vieira Amaral, este novo rumo de Fernando Santos, qual é a tua opinião?
É bom para Fernando Santos. Acho que é um projeto aliciante para um treinador que, como dizia o Gabriel, cumpriu o seu projeto e concluiu o seu projeto com a seleção portuguesa. Parece-me que a seleção polaca terá mais que ver com a experiência na Grécia, que tinha corrido bem a Fernando Santos e não tanto com o talento que ele tinha ao dispor em Portugal. Parece-me também que a Polónia queria mesmo um treinador português. A primeira vez não correu muito bem. Vamos ver agora como é que corre a segunda, mas parece-me que é um projeto aliciante. É uma seleção, uma equipa nacional, eu diria, de meio da tabela da Europa. Não é uma das grandes potências do futebol, mas é uma seleção com alguns valores, para além de Robert Lewandowski, com alguns valores. Não estará ao nível da seleção portuguesa, mas pode ser um desafio muito interessante para Fernando Santos, que mostrou que ainda quer continuar no ativo e numa seleção relevante no contexto europeu.
Pedro Henriques, com Fernando Santos, a Polónia pode tornar-se mais forte do que aquilo que tem sido nos últimos anos?
Boa tarde. Em primeiro lugar, a conclusão que eu tiro é que o Fernando Santos foi mesmo despedido pela Federação Portuguesa de Futebol. Portanto, ele não estava com vontade de ir para o monte, tranquilamente, passar agora a sua reforma. Ele queria continuar no ativo, por isso é que ele renovou com a seleção nacional, por isso é que ele disse na véspera ou nas antevésperas ser despedido, que a rescisão não fazia parte daquilo que era o pensamento dele e vem dar mais força exatamente a esta coisa do mútuo acordo. Quer dizer, foi mútuo acordo na perspectiva de que ok, ou é isto ou é isto, e é quase como as relações interpessoais em que ok, eu já não te quero mais, ou não te quero ou não te quero. Espero que o Fernando Santos agora perceba como é que funciona também a parte dos impostos e das burocracias lá da Polónia, que é para ver se daqui a uns anos não temos o take dois de uma situação que não deixa nada as pessoas bem vistas perante a própria sociedade naquilo que diz respeito aos contratos e àquilo que é muitas vezes a tentativa de redução de impostos. Ponto três, obviamente que pressão há sempre. Ser selecionador de uma seleção é sempre pressão, mas é uma pressão menor. Portugal nos últimos anos lutava claramente para ganhar todos os títulos. Não sendo o favorito, era sempre muito candidato. E quando digo muito, era mesmo muito candidato. Com a Polónia, neste momento dá um passo atrás na perspectiva de que pelo menos vai tentar os apuramentos e se conseguir, isso já são vitórias, que é poder estar numa fase final de um Campeonato Europeu, eventualmente do Campeonato do Mundo, de Liga das Nações. De qualquer maneira, vai continuar no ativo. É bom. Acho que para a Polónia é ir buscar alguém que pelo menos tem currículo na perspectiva de que foi campeão, ganhou e portanto tem estatuto também.
Vamos então olhar para o Campeonato Português, para as contas do Campeonato Português Fechou-se a primeira volta, a 17ª jornada a realizar-se neste fim de semana e a fechar com o Benfica na liderança. Estamos já nesta 17ª jornada. Vamos ter a Taça da Liga agora pelo meio, para definir esse campeão de inverno, esse slogan definido também pela liga, mas contas à 17ª jornada: Benfica em primeiro com 44 pontos, Sporting Braga em segundo com 40, Futebol Clube do Porto em terceiro com 39. O Sporting surge na quarta posição com 32 pontos. O Casa Pia, que vinha sendo a sensação deste campeonato, tem nos últimos cinco jogos, três derrotas, uma vitória e um empate e fica na quinta posição com 27 pontos. Vamos olhar para estas contas. Bruno Vieira Amaral, o Benfica continua na liderança, tem apenas uma derrota frente ao Sporting Braga. O que te parece esta primeira volta? O que destacas desta primeira volta? E perguntar-te se a verdadeira surpresa que estamos a ter nesta temporada é o Sporting Braga, que continua na corrida pela liderança.
Sim, sem dúvida, é uma primeira volta muito consistente do Sporting Braga, uma equipa à qual tem faltado nos últimos anos, acima de tudo, consistência. Tem alternado esses momentos de algum brilhantismo, muita qualidade, com momentos de apagamento em que de repente fica muito para trás da discussão, fora completamente das contas do título, e agora chega ao final da primeira volta, ou seja, depois de enfrentar todos os adversários, com 40 pontos. Creio que é o melhor resultado sempre do Sporting Braga, o que demonstra uma evolução com Artur Jorge na competitividade. Alguns resultados menos bons, um período também de maior turbulência, mas todos os clubes têm esses períodos. O Benfica também teve, agora depois do Mundial, esse período. Parece estar a regressar ao melhor Benfica do início da época, mas sem dúvida que se tivesse de eleger uma surpresa, seria, mais do que o Casa Pia, que agora parece estar a regressar àquilo que se esperava, à normalidade, depois de uma primeira parte de época extraordinária, eu elegeria o Braga como a surpresa. O Benfica tem mostrado muita capacidade, muita qualidade, claramente acima da concorrência, com três resultados negativos, mas dentro desses resultados negativos eu acho que há diferenças. Um empate no dérbi, mesmo em casa, mesmo com um Sporting que não é o melhor Sporting dos últimos anos, é um resultado aceitável, normal. Um empate em Guimarães também não é um resultado escandaloso. Creio que o momento verdadeiramente negativo do Benfica é a derrota contra o Sporting Braga pelos números e pela péssima exibição, ainda que haja algumas atenuantes, aquele momento mais complicado que se vivia no clube com a situação de Enzo Fernández, o regresso do Mundial, que ajudou a que esse jogo fosse um pouco diferente dos outros jogos que o Benfica disputou. No entanto, fica esse como um ponto negativo e os adversários esperam que o Benfica tenha mais momentos desses, mais apagões iguais ao que teve em Braga. Mas parece-me que se o Benfica retomar, como tudo indica estar a retomar aquela capacidade que mostrou na primeira parte da época, vai ser muito difícil para quem vem atrás, porque o Benfica vai perder pontos, disso eu não tenho dúvidas, vai perder pontos nesta segunda volta, mas os outros também vão perder pontos. E se o Benfica mostrar os níveis que mostrou nessa primeira parte da época, eu acho que é muito difícil para os outros alcançarem o Benfica.
Gabriel Alves, olhando para os lugares cimeiros, o que destacas e se vês aqui alguma desilusão? E olhar também para os clubes que estão na linha de baixo. Santa Clara, Marítimo e Paços de Ferreira. Paços de Ferreira, por exemplo, tem apenas seis pontos ao fecho da primeira volta, sendo que quatro desses seis pontos foram conquistados nas últimas três jornadas.
É verdade. Isto cá por baixo está bastante aceso, mas há um subcente a recuperar. É preciso ter em atenção que isto começou muito turbulento e neste momento recupera. Santa Clara, Marítimo, as duas equipas das ilhas estão numa posição muito periclitante e esse Paços de Ferreira, que já foi capital do móvel com muita força, em termos de bandeira e de promoção, nessa altura é lanterna vermelha e com pouca viabilidade de mudar. Em relação ao resto, é verdade que o Benfica está na frente, tem um arranque de campeonato fantástico. Como o campeonato e todas as ligas da Europa tiveram aquele Mundial a meio das provas e todas as formações aqui e ali, desta ou daquela forma, tiveram 15 dias. Estava previsto que isso ia acontecer. Nada que fosse de anormal ou que seja de anormal. E o Benfica foi uma das equipas que naturalmente também teve esse pequeno problema de baixar o seu índice de rendimento. Estar nesta altura com os últimos cinco jogos, três vitórias, um empate e uma derrota, está na frente. E a verdade, e isso talvez ninguém pensa que fosse viável, é que o seu principal adversário nesta altura chama-se Sporting Clube de Braga a quatro pontos. E este Braga está forte, vem de cinco vitórias consecutivas. Depois daquele percalço com o Sporting Clube de Portugal, onde tremeu por todo lado, com uma derrota colossal. Mas este Braga está bem. Este Braga está de saúde e mostra jogadores, além de mostrar coletivo, além de mostrar capacidade. Futebol Clube do Porto, muito esforçado, mas é preciso ter atenção ao Futebol Clube do Porto, porque é este que terá de vencer Portanto, tem um treinador que tira o maior partido, eu diria, aquilo é tudo até ao osso em termos dos seus jogadores. Há um Sporting que não está bem. Esse Sporting não sei mesmo agora com a vinda das competições europeias, aliás, que é algo que naturalmente vai também trazer novos dados a todos, a Benfica, Braga, Porto e Sporting, cada um nas suas competições. Benfica e Porto na Champions, Braga na Conferência e Sporting na Liga Europa. Obviamente que vai trazer mais trabalho, mais competitividade, mais carga competitiva, o que obviamente vai trazer também outro tipo de desgastes e ver até que ponto. Agora, esse Sporting parece-me a mim que é uma equipa com pouco guarda-fato, tem um armário muito curto para as necessidades. Aliás, o que se vem vindo a notar desde o princípio da temporada. Não é uma coisa de agora. O Benfica ao reforçar-se com o Gonçalo Guedes traz um novo fôlego. É uma excelente contratação. Gonçalo Guedes é um excelente futebolista, vem por seis meses, vem com alegria, vem com vontade, depois daquela miragem de ir à Premier League. Eu compreendo, Premier League é Premier League, é uma liga especial, mas a verdade é que vem para Portugal, regressa ao seu clube, onde se formou, e aparece com essa alegria. E naturalmente, eu penso que Néris é que terá de pensar que tem que mudar de vida, porque Gonçalo vai trabalhar com muita exника, muita atitude e muita intensidade. Estamos aqui num campeonato em que nada está decidido. E aqui a grande verdade é essa. Penso que Braga vamos ter já aqui. É essa a grande curiosidade. Mas o Braga está aí a intimidar muitas gentes.
Pedro Henriques, as tuas contas na primeira 17.ª jornada, os seus sacos e olhar aqui também para jogadores. Que jogadores é que vês maior destaque neste final de primeira volta?
Vou ser telegráfico em relação àquilo que são as desilusões, claramente as equipas das Ilhas Santa Clara Marítima e obviamente o Passos Ferreira com a trapalhada da troca dos treinadores. Cá mais acima, o Sporting acaba sempre por ser uma desilusão, que é sempre um dos pretendentes e dos candidatos por perda de jogadores importantes e também pelo tal bipolarismo que o próprio Rúben Amorim apelidou. Aqueles que serão os destaques, embora o Casa Pia nas últimas jornadas tenha cedido, Casa Pia e Arouca, claramente. Atenção ao Arouca, sexto classificado muito bem na sua caminhada. E obviamente o Braga. A única questão que eu ponho em relação ao Braga, e que eu já disse várias vezes quando disse que as primeiras jornadas ganhou aos últimos 10 da classificação, eu vou relembrar que o Braga, nesta segunda volta, tem que ir ao Casa Pia, tem que ir à Luz, tem que ir ao Avalade, tem que ir ao rival Vitória Sport Club, tem que ir ao Bessa. Portanto, o Braga tem uma segunda volta com saídas muito difíceis. E por isso aí vou tentar perceber. Exato, é aí que tem que se mostrar. E indo ao encontro daquilo que o Bruno Vieira Amaral também estava a dizer há bocadinho, e concordo, que é vamos lá ver a consistência. E eu acho que o Braga ainda não tem essa consistência. Oxalá esteja enganado, para bem do Braga e para bem até do futebol. Em relação aos jogadores, há muita gente que a gente pedia, naturalmente, ainda ontem no WhatsApp, o João Pinto estava a dizer pra gente pôr lá os nossos 11 e tal, e eu por acaso estava num programa desportivo e até mandei logo pôr lá o 11. Eu acho que não podemos fugir de nomes como o Enzo, nem vale a pena estar com grandes justificações. E é difícil também separar, porque estamos a falar da liga, mas não podemos separar depois do que aconteceu, que foi aquele interregno para o campeonato do mundo. Naturalmente que o Enzo é um desses jogadores que tem que estar claramente em destaque, como o Porro no Sporting, como se calhar depois jogadores como o lateral do Casa Pia, que o Sporting anda atrás. Quer dizer, há muitos e bons jogadores, mas se dissesse assim, mas escolhe lá o jogador das 17 jornadas. Eu não conseguia fugir, claramente, com muitos e bons jogadores que deram nas vistas, que foram determinantes nos seus clubes. E eu diria que o Enzo é claramente, por razões óbvias, o grande destaque pra mim.
Bruno Vieira Amaral, algum jogador em destaque dessas 17 jornadas?
Eu vou tentar aqui ser salomónico, tentar dividir os prêmios. Creio que no Sporting o jogador em maior destaque, e creio que é o jogador mais valioso do Sporting neste momento, é sem dúvida Pedro Porro. É o jogador mais desequilibrante do Sporting esta época e vai ser um rombo grande desportivamente falando se sair do Sporting agora, ainda no mercado de janeiro. No Braga, dois nomes, Al-Musrati e Ricardo Horta, parecem-me dois nomes em destaque e também Vitinha. Vitinha, eu naquela brincadeira que fizemos da escolha dos jogadores para a seleção, tinha convocado o Vitinha e felizmente ele está-me a dar razão. Acho que é um avançado notável. Se estivesse num dos grandes, provavelmente já teria alcançado uma visibilidade. Mesmo assim, não tem no Braga, mas creio que em pouco tempo terá. Vai dar o salto muito em breve para um clube de outra dimensão, provavelmente já não em Portugal. É um jogador de enormíssima qualidade e que está a fazer a diferença. O Taremi no Porto, um jogador que não é só gols, creio que está em segundo ou terceiro nos melhores marcadores, mas é muito mais do que o homem golo, é um homem que faz jogar e é fundamental no ataque. E no Benfica, viu-se este fim de semana, há Enzo e depois há todos os outros. Enzo é o jogador claramente acima da média no Benfica e no Campeonato Português, sem a mínima dúvida. Também não queria deixar de destacar um jogador que, aí sim, é o golo, é pelos gols que ele se destaca, que é Fran Navarro no Gil Vicente. Ainda agora neste jogo contra o-- são dois gols excelentes. O segundo é absolutamente genial e é um jogador que está num Gil Vicente e a marcar gols como se não houvesse amanhã, merece claramente um destaque também pela primeira volta que fez.
Gabriel Alves, num minuto, algum jogador em destaque desta primeira volta?
Para mim, destaco a equipa do Sporting de Braga, o Vitinha. Obviamente deixo também menção para o Ricardo Horta, que fez uma grande campanha. Depois de tudo o que se passou e que poderia tê-lo afetado e não afetou. O Benfica tem Enzo, que é a grande contratação do futebol português para esta campanha e tem António Silva, não esqueço. Grande entrada, um miúdo cheio de maturidade. No Futebol Clube do Porto, Taremi que está em crescimento e falo do Pedro Porro, que poderá se calhar não ir para a Inglaterra e se calhar ali no Real Madrid possam andar sem falar. E depois temos este Fran Navarro, que já está com o mercado dos espanhóis. Os espanhóis já andam em cima dele também. São destaques, mas haverá mais jogadores. Era preciso ter aqui um complexo global daquilo que são outros jogadores de clubes mais pequenos, mas cheios de potencialidade.
Antes de irmos às nossas notas, Pedro Henriques, no andebol foi muito esforço, foi muita qualidade da seleção portuguesa, mas foi por pouco que acabamos por não seguir para a próxima fase.
Sim, a Suécia ontem quando meteu os tubarões, era difícil segurar a vantagem de um ponto ao intervalo. E quando eles vão ao banco buscar toda a artilharia, é muito difícil. A questão não foi a Suécia, foi mesmo aquele empate com o VAR à mistura, obviamente, com o Brasil, que nos retirou daquilo que seria uma possibilidade dos oitavos de final. Mas só o facto de nós andarmos já, aliás, quartos final, só o facto de nós andarmos já a lutar nestes patamares ao mais alto nível e presenças assíduas nas provas internacionais revela muito daquilo que é o andebol português atual, pela positiva, obviamente. E portanto, penso que o futuro só poderá ser brilhante.
Tínhamos também aqui como tema os árbitros escolhidos para a Taça da Liga. Vamos deixar isto para amanhã. Fábio Veríssimo no Arouca-Sporting, Rui Costa no Futebol Clube do Porto-Académico de Viseu. Falamos disso amanhã, dia de antevisão também da Final Four da Allianz Cup, que começa já amanhã. Vamos então partir para as nossas notas. Bruno Vieira Amaral, começo por ti, o campeão do dia.
Eu tenho vários campeões, uma catrefada de campeões. O Arsenal pela vitória contra o Manchester United. O resultado indicia um equilíbrio que, quanto a mim, é enganador. Ou seja, o resultado é enganador porque o Arsenal foi claramente superior ao Manchester United, mas este Manchester United já revela alguma coisa de equipa e já não apenas de conjunto de bons jogadores. No entanto, parece-me claramente que o Arsenal, enquanto equipa, é muito superior, não só ao United, mas a quase todas as equipas da Premier League. Muita atenção ao Manchester City, que ainda não está derrotado e se o Arsenal se descuidar, se não mantiver este nível, o City está lá a morder-lhe os calcanhares e é sempre um favorito. Aliás, só há dois neste momento, o Arsenal e o City na disputa pelo título. Também para Gonçalo Guedes, pela entrada de rompante, pelo gol que marcou logo na sua estreia neste regresso ao Benfica. E Djokovic, que no Open da Austrália, em que não pôde participar no ano passado, agora já chegou aos quartos de final, depois de eliminar quase a pé coxinho Alex de Minaur e uma exibição tremenda. É um prazer ver este Djokovic e uma vez mais, é uma pena que ele não tenha podido participar no ano passado.
Pedro Henriques, os teus campeões?
Eu deixo para o Bruno Vieira Amaral esse tipo de futebol inglês. Eu vejo futebol a sério. Portanto, vou destacar o futebol da Arábia Saudita.
Também vi.
Pensava que me ia dar a provocação.
Também dei uma olhada nela ontem, confesso.
Estou a brincar. Agora falando a sério. Vou dar nota 15, naturalmente, ao Cristiano Ronaldo, porque ele continua a conquistar todos os adeptos e ontem era mesmo a estreia oficial e portanto, esta referência, os olhos do mundo continuam lá colocados. Não marcou, marcou o Talisca, mas de qualquer maneira, nota 15 para o Cristiano Ronaldo e para tudo que ele continua a fazer. Nota 16 para o Fernando Santos, já falámos aqui e obviamente, nota 17 para aquele que será, se o Sporting move isso, obviamente, o futuro avançado do Sporting, mas eles não querem, eles não precisam de pontas de lança, estão bem servidos. Portanto, nota 17 para o Navarro. Continuem a deixá-lo lá.
Gabriel Alves.
Ainda vai para Espanha. Há lá mercado que é muito interessado nele. Eu vou dar ao Arsenal e acima de tudo ao seu treinador, ao Mikel Arteta. Quanto a antes, este jovem treinador de San Sebastián jogou no Barcelona, no Paris Saint-Germain, 50 jogos no Brasil, Real Sociedad e Everton nacional. Ele foi adjunto de um senhor que se chama Pep Guardiola, de 2016 a 2019, no Manchester City. Portanto, não esquecer isso. Em 2019, foi para o Arsenal. E eu lembro-me perfeitamente que o Guardiola lhe desejou o maior sucesso e adivinhou os maiores êxitos, sabendo de mão quem era o profissional que havia trabalhado com ele e que naturalmente Arteta bebeu muito daquilo que o Guardiola sabe. Portanto, Arteta está a fazer aquilo que é um trabalho, teve serenidade, consistência, uma base sustentável e agora é que o Arsenal está a aparecer. É assim que se faz, é assim que se constroem equipas. Estamos muito longe do final do campeonato, poderá ou não ser campeão, mas a verdade é que tudo, para já, indicia, pelo menos ele é que vai à frente. Portanto, quem vai à frente é quem ilumina a estrada. E é o Arsenal que vai lá com Arteta. E parabéns para Arteta. Vou-lhe dar 15, espero dar-lhe 20 no final do campeonato.
Arteta ainda não é campeão, mas já recebe as nossas notas nesta edição de "E o Campeão É..." hoje com Pedro Henriques, Gabriel Alves e Bruno Vieira Amaral.