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O Futebol Clube do Porto leva o primeiro caneco da época. Vitória curta diante do Torriense, que chegou para levar mais um troféu para o Dragão. O Futebol Clube do Porto, que ultrapassa o Benfica e passa a ser o clube português com mais títulos em Portugal. Pedro Proença também voltou a falar ontem aos jornalistas. São os destaques desta edição de "O Campeão É". Hoje voltamos a ter casa cheia com o Luís Pinto Coelho, Gabriel Alves, João Pinto e também o Pedro Henriques. Sejam todos muito bem-vindos e continuação de bom fim de semana. Eu sou o João Costa e Silva. O Futebol Clube do Porto, que acaba por vencer o primeiro troféu da temporada, ergue a Supertaça número 25 na sua história. Luís Pinto Coelho, muito bom dia. Contente, acima de tudo, claro, por esta conquista. Quanto à exibição e ao good pitch, que depois Bednarek também fez questão de falar disso nas redes sociais, que notas é que tiras desta partida e da conquista do Futebol Clube do Porto? Bom dia.

Olá, bom dia. O principal objetivo o Porto conseguiu, foi vencer a Supertaça. Foi um jogo difícil, o Torriense bateu-se muito bem. Teve uma entrada na partida muito forte, 15 minutos iniciais que pôs o Porto em sentido. Depois o Porto melhorou e foi nessa fase que chega ao gol. Na segunda parte, o Porto conseguiu controlar minimamente o jogo. Não há grandes oportunidades do Torriense, ali na parte final, uma ou outra aproximação perigosa. Acho que é justa a vitória, mas uma palavra para o Torriense. Muito bem, na minha opinião, tem o plantel claramente, talvez até se calhar, o melhor da segunda liga e é claramente uma equipa de primeira liga. Bate-se muito bem, tem um bom treinador também. O Porto teve períodos interessantes, mas ainda também tem muito caminho para percorrer. Início da época, é possível que os jogadores também ainda estejam com algumas cargas físicas elevadas e não estando no seu melhor, mas no cômputo geral, apontamentos positivos, mas muito a melhorar.

E a questão de Bednarek?

Isso depois mais à frente vai ser um dos meus pontos. Acho um bocadinho surreal marcar-se uma Supertaça para um relvado daqueles, pôr em perigo. O relvado estava extremamente perigoso. Bednarek fez um estiramento no joelho, espero que não seja nada de muito grave, mas acho que é inadmissível marcar-se uma Supertaça, uma final para um relvado e não se vai dizer que foi dos jogos, que houve muitos jogos nesta fase naquele relvado. Porque não houve jogos, praticamente. Ou se houve um ou dois, não tenho essa informação, mas pode ter havido um ou outro particular.

Muito pouco.

Sim, e outras coisas. A organização do evento foi completamente surreal para quem lá esteve. A comunicação social tinha que subir três, quatro andares. Não havia elevadores, os técnicos com as malas por ali acima, para levantar creditações num estacionamento quase às escuras, para levantar as credenciais. Uma coisa surreal. E acho que a federação tem muito caminho para percorrer, porque eu já estive em Supertaças há relativamente pouco tempo e as coisas estavam melhor organizadas do que foram ontem.

Gabriel Alves, este Torriense, como dizia aqui o Luís também, até começou o jogo com mais intensidade, conseguiu jogar o jogo olhos nos olhos em boas partes desta partida com os Dragões. Podia ter conseguido algo maior. Um gol, por exemplo, seria justo. Bom dia, Gabriel.

Bom dia. Sim, se tivesse conseguido o gol, seria perfeitamente enquadrado com aquilo que o Torriense surgiu no jogo. Para mim, são notas extras. Apareço pelo Torriense. As finais ganham-se ou perdem-se. E o Torriense veio para esta final, porque isto é uma final, é um jogo, foi para ganhar, com a estratégia dele. Era ganhar, portanto, encostar o Futebol Clube do Porto, discutir o jogo e o resultado com o campeão nacional. E foi isso que tentou fazer. Não conseguiu marcar, o Futebol Clube do Porto marcou e obviamente que venceu, conquistou a taça. Mas deixando aqui também uma nota muito importante para o treinador do Torriense, pela sua comunicação. Sensato, sabendo aquilo que diz, nada de narizes no ar, estatutos, porque ganhamos a taça, viemos disputar a Supertaça. Não. Perfeitamente realista daquilo que é, de facto, o enquadramento onde se encontra a equipa de Torres Vedras. Uma palavra para o Futebol Clube do Porto. Muito bem, aquela configuração que já vem da temporada passada, uma equipa, um coletivo forte, muito físico, tático, aquilo parece uma máquina geométrica, mas falta-lhe lá um criativo, falta-lhe lá alguém que dê perfume ao jogo, que seja diferencial, porque com equipas do mesmo estilo, tem que haver alguém que se distinga. Eu quero pegar aqui, desculpa, porque para mim é importantíssimo o que acabaste de colocar ao Luís Pinto Coelho, que o Luís Pinto Coelho fez uma fotografia, esteve no local, portanto, o mais realista possível. Como é que é possível que em Portugal se fale, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, presidente da Liga, e depois aí os mentides e tal, vão entrar mil milhões de euros, vem aí o mundial, e depois organizam-se provas internacionais com este aparato negativo? Eu diria de lixo, porque aquele campo não é um campo para praticar futebol de alta competição, de alta qualidade. Estas imagens passam lá para o estrangeiro, mas quem é que quer comprar isto? Alguém quer comprar isto? Por muitos valores, 460 milhões que vale o Futebol Clube do Porto e os outros 30 e tal, que vale a equipa da Segunda Liga, que é interessante, tem competitividade o futebol português, mas depois apresentas aquilo? Lá fora riem-se disto, não querem isto. Não. Portanto, se temos mil milhões, que é para gritarmos que temos mil milhões, somos os maiores, então apliquem os mil milhões como deve ser, comecem por aí e comecem por organizar as provas ao nível que elas merecem e que os portugueses, quem paga o futebol, merece.

João Pinto, um jogo que termina com vitória para o Futebol Clube do Porto, apenas por 1 x 0. Um Torriense que se bateu muito bem, como dizia há pouco, em vários momentos da partida. Merecia mais o conjunto treinado aqui por Luís Tralhão.

Olá, bom dia. Antes de mais, à malta que vai de carro, vai a caminho das férias.

É verdade.

Tudo a rolar com calma e paciência. E para ti que vais no banco de trás, cala-te 20 minutos, deixa os teus pais ouvirem o programa. Mas o que eu achei, ficou qualquer coisa por fazer para o Torriense. Sim, o Pedro Henriques falou nisso no "Sem Falta" e acho que esse foi o tema daquilo que ficou e esse empate, ou pelo menos esse penalty, seria uma grande oportunidade para o Torriense meter justiça no resultado. Foi um jogo fraquito, foi um jogo que naquele relvado não podia ser melhor, mas para todas as pessoas que estão a dizer mal do relvado, lembrem-se que a Federação Portuguesa de Futebol tem uma nova sede na cidade do Porto, que é inacreditável.

E a própria liga também.

As pessoas só veem o que é mau. É assim, Portugal é isto.

Pedro Henriques, esse lance do penalty acaba por ser muito polémico, tu já falaste dele também no "Sem Falta", mas há aqui também a questão do relvado e acredito que tenhas coisas a dizer, tanto para um lado como para o outro. Torriense, claro, a ter mérito também por chegar a esta Supertaça e perder apenas por 1 x 0 contra o Futebol Clube do Porto, sendo uma equipa de Segunda Liga, não deixa de o ser, claro.

Claro. Tenho aqui alguns apontamentos, vou ser rápido, até porque grande parte já foi dito. Vou começar pelas estatísticas, que deixam aqui equilíbrios e uma ligeira superioridade do Porto, a começar pela posse de bola, 53% para o Porto, mas com algum equilíbrio. Os remates à baliza, quatro a quatro. Curiosamente, os remates no total, o Porto até teve menos, teve 10 contra 12 e os cantos, o Porto superiorizou-se quatro a dois. Portanto, o que mostra bem a atitude que o Torriense teve e aquilo que o Porto eventualmente não fez e que se podia esperar que pudesse fazer mais, embora estejamos numa fase muito precoce da época, tem muito a ver com o mérito do Torriense e não com o demérito do Porto. Depois o suspeito do costume, o suspeito no bom sentido da palavra, Fraol. Portanto, mais do mesmo e mais do mesmo é bom, o homem é mesmo bom e acaba por ser determinante. Torriense é claramente, como já foi aqui dito, no meu ponto de vista, uma equipa de Primeira Liga. Não tenho neste momento conhecimento de todas as outras equipas da Segunda Liga, que obviamente também se reforçam e poderão ser candidatas, mas este Torriense, com aquilo que como terminou a época e como começou, é claramente candidato a regressar. Fico a ideia, embora tenham perguntado cinco ou seis vezes ao mister Farias, ele disse que não, ou pelo menos não deu a entender. Eu acho que ontem houve mesmo despedida do Diogo Costa, porque a maneira como toda a gente esteve em torno do Diogo Costa, os dirigentes, aliás, há muitas imagens disso, fiquei com essa sensação. Mas para isso é preciso muito dinheiro para o levar e é claramente um dos melhores do mundo, provavelmente o melhor guarda-redes português da atualidade. O discurso de Luís Tralhão, acho que é qualquer coisa de fantástico, não só na capacidade de comunicação, como na clareza, como também já foi aqui dito. Sobre a organização, Luís Pinto Coelho teve lá, sabe melhor do que nós, daquilo que nós vimos, e aqui tenho que dar razão ao mister Farias, quando ele disse há dois dias, se não estou em erro, que descobriu-se um novo relvado híbrido, sem relva e com relva, e com as consequências que foi tendo. Houve mais do que um jogador a cair, neste caso, aqui o do Futebol Clube do Porto pode ter saído pior. E esta questão de organização que não faz sentido, como já foi aqui dito, a única coisa boa é que subir três ou quatro andares foi uma medida preventiva no âmbito da saúde para a malta poder fazer exercício físico, e aqui claramente estou a ser irónico.

Tivemos que subir duas ou três vezes.

Gimástica e exercício.

E finalmente termino com os dois últimos pontos. É um lance que para mim, aqui praticamente não tivemos hipótese, foi mesmo a terminar e portanto, com o relato muitas vezes ficam aqui coisas por dizer, mas depois obviamente no "Sem Falta" e outros espaços onde eu estou. E no podcast o "Sem Falta" está lá, portanto, para mim há motivo para penalty. Penalty não é gol, mas podia ser ali uma oportunidade para eventualmente o resultado sofrer alterações. E no fim tem que se dar parabéns a quem ganha, porque reparem, o que importa é que muitas vezes é quem levanta os troféus e o Porto faz duas coisas que é bom em termos mentais e psicológicos e também sobretudo para os adeptos, que é que acaba a ganhar, foi campeão e começa a ganhar. E isso é sempre bom para aquilo que vem da época. Portanto, parabéns, naturalmente, ao Futebol Clube do Porto pela conquista da Supertaça e aquilo que obviamente o Porto está a fazer, começou ontem com os seus jogadores e com o Farias, que é dizer: "Atenção, que neste momento nós", nós eles, obviamente, "somos a equipa, em termos de futebol, com mais títulos", porque eles estavam empatados com o Benfica e agora têm um título a mais e portanto veem o copo cheio pelo lado que é termos mais títulos que o Benfica e obviamente isso também faz parte daquilo que são as picardias e as questões do futebol.

Luís, o Pedro tocou aqui num tema, na questão de Diogo Costa. Tu que estavas lá, percebeste alguma coisa nesse sentido ou nem por isso?

Não, eu acho que teve muito a ver com a questão de ele ter perdido o avô esta semana, até porque ele depois assinou uma camisola, que eu acho que o Porto até já publicou isso

Que era uma dedicatória ao avô. E eu acho que teve mais a ver com isso. Eu, se calhar, neste momento, estou com mais medo de perder o Frahol do que o Diogo Costa, porque a Premier League e o Newcastle vêm forte pelo Frahol e não será tão fácil alguém dar os 60 milhões que o Porto quer pelo Diogo, a não ser o Paris Saint-Germain. Porque o Chelsea, no momento que está agora conturbado, se calhar não vai avançar. E depois o Diogo só vai pra uma equipe dessas top, não vai sair pra uma equipe de meio da tabela. Por isso, se calhar, neste momento, o maior perigo para o Porto é perder o Frahol.

Ontem, também na Supertaça, Pedro Proença acabou por não escapar a algumas perguntas dos jornalistas, depois das polêmicas recentes em torno da arbitragem. Pedro Proença, que promete aqui todas as condições neste arranque de nova temporada, voltou a falar em cobardia na divulgação desses áudios. Gabriela Alves, tu ontem não estiveste conosco, houve essa reunião também em Tomar, com esse pedido desculpas de Pedro Proença e o reforço dessa confiança nos árbitros portugueses. O que tens a dizer sobre estes últimos episódios, que são alimentados diariamente agora na comunicação social, também nestes últimos dias?

Olha, pior do que isso tudo é, de facto, a semana que se viveu a nível do futebol mundial com o senhor Infantino. Foram quatro dias a ferver. Pior que isso, porque é ao nível planetário, ao nível do globo. Portanto, a verdade é essa. E o jornal inglês The Times trabalhou muito bem, inclusivamente ontem, registando o que o senhor Infantino pretendia, que era passar a ganhar 30 milhões de euros, além do bônus, graças ao seu plano empresarial FIFA Forward. Pior, portanto, que isso, só realmente este assunto FIFA. E eu diria que a nível daquilo que nos toca, no nosso quintal, há muita coisa que tem que mudar. E não podemos estar só com os discursos, os sorrisos. "Olha aqui, eu disse", "olha aqui, eu faço", "olha aqui, eu reúno". Não, é preciso atos mais concretos, mais efetivos. A começar por não se marcarem finais que têm âmbito nacional com cariz internacional para campos de batatas. Temos que começar a ter, obviamente, outro tipo de atitude em função daquilo que é a realidade, futebol de alta competição, futebol negócio. E não esquecer, já que falam tanto disso, que vamos organizar um campeonato do mundo de futebol em 2030, vamos ser naturalmente parceiros de mais dois países e de mais três na América do Sul. Olha, que não tínhamos nenhum campo para trens, tipo batatal, como foi ontem a Supertaça. Porque isso é tudo notado lá fora, tudo à vírgula, ao detalhe. E acho que o resto há muita conversa e pouco produto.

Vamos aqui ainda abordar, até porque estamos em tempo de mercado. Uma notícia que surgiu hoje, o Pedro Neto pode trocar de clube na Premier League. Fala-se numa proposta de 80 milhões do Manchester City. João Pinto, poderia sair aqui a lotaria Pedro Neto, no sentido em que o Chelsea está a passar por uma fase um pouco complicada. Contratou, e foi bastante surpreendente, Danny Welbeck, 35 anos, o Chelsea, que já não contratava um jogador com esta idade já há algum tempo.

E o Jordan Henderson também.

Sim. Pedro Neto precisa de um palco maior para mostrar ainda mais também o seu talento?

O Chelsea era gigante quando o Pedro Neto assinou e aqui a perspectiva do Pedro Neto seria que já estava num dos big. Agora, o Chelsea realmente tem se afundado desde a venda do clube, tem sido uma desordem total e acho que ele faz muito bem em meter-se a caminho, especialmente quando vai pro Manchester City. O Manchester City que também herdou um dos treinadores que ele teve no Chelsea e ele sabe bem o que o Pedro Neto vale, sabe bem o que ele pode entregar e sabe bem aquilo que Pedro Neto já fez na Premier League. Acho que seria excelente pro Pedro, excelente para quem o contratar. E pro Chelsea, é mais uma troca valdroba daquelas que nós já estamos habituados.

E Luís, o Chelsea perdendo Pedro Neto, acaba por perder aqui uma grande referência. Pedro Neto acaba por ficar a ganhar porque vai ser treinado por um antigo treinador e para um clube que está na Champions e com grandes ambições nesta Premier League.

Sim, sem dúvida. Pro Pedro Neto, é interessante esta possível mudança, vamos ver se concretiza. Mas eu acho que no futuro vai ter que se investigar um bocadinho estas vendas entre clubes ingleses, que isto parece-me sempre tudo um bocadinho estranho, os valores são sempre altíssimos todos. Parece-me que é uma estratégia montada entre os donos dos clubes, de fazer circular o dinheiro sempre com valores todos altíssimos. Se calhar um dia isso ainda vem cá pra fora e vai se perceber o porquê. Mas sim, para o Pedro Neto, que é o que interessa aqui, acho que era uma mudança interessante pra ele, sem dúvida, até porque o Chelsea está aqui com alguns problemas e é um clube muito desorganizado, por isso também não ajuda à estabilidade dos jogadores.

Pedro Henriques, aprovas este destino para o internacional português?

Aqui a questão que se coloca é um eventual salto. Pra já estares na Liga Inglesa, estás sempre bem. Se estás em clubes que lutam para ser campeão ou pra ir pra Liga dos Campeões, também estás sempre bem. Aqui a questão é que seria aparentemente um salto também qualitativo de projeção em termos de um clube que dentro dos grandes já é um bocadinho maior, se é que isso pode dizer. Agora, o Pedro Neto fez um mundial. Esteve bem, foi titular e foi uma aposta e é daqueles jogadores que Fico feliz se, ao contrário de outros que parecem que estão a ir todos arrumar à Arábia, e não tenho nada contra isso, obviamente, mas penso sempre na questão da seleção. E era importante que nós depois tenhamos um 11 que não seja só os jogadores que estão em forma, mas na Arábia. Era bom que estejam em forma na Champions League, nos seus clubes e nestes clubes maiores. Portanto, fico feliz se isso está a acontecer, porque o Pedro Neto está num bom momento da sua carreira e era relevante e importante se manter na Liga Inglesa e se for para um clube, que se pode dizer, ainda um bocadinho maior, melhor ainda.

Gabriel Alves, tens algo a acrescentar a este dossiê de Pedro Neto?

Eu só tenho a acrescentar aquilo que se está a passar com a Premier League, que é preciso ter nota para o Pedro Neto, que seja o melhor para ele, naturalmente. Mas há um estudo, prejuízos milionários na Premier League, um estudo que quase 90% dos clubes ingleses das quatro principais divisões previram prejuízos financeiros. E eu passo a citar o que está na imprensa internacional. A Premier League está passando por momento em que mesmo com o aumento da receita proveniente de patrocínios e direitos de transmissão, os clubes da liga mais rica do mundo estão a lutar para se manterem lucrativos devido ao aumento dos custos operacionais, à inflação salarial e às pressões de custos exercidas pelo nível já elevado, mas ainda crescente, de competitividade desportiva que a liga apresenta ano após ano, afirma Moizés Assayar, sócio-gerente da Channel Associados e especialista em finanças de futebol. No top cinco das ligas que mais gastaram, é composto pela Inglaterra, 1.390 milhões de euros, Itália 585,5, Alemanha 434,2, Espanha 307 milhões de euros e a França 245 milhões de euros, de acordo com os dados da Transfermarkt. Portanto, atenção, há muito dinheiro, mas a gestão, cuidado, há sinais amarelos no âmbito daquilo que é o negócio de futebol.

São dados para termos em atenção. Vamos avançar para as notas de campeão. Vou começar por ti, Pedro Henriques.

Dou 18 ao Luís Tralhão pelo discurso e a sua clareza, 18 ao Torreense pela entrega, atitude e até pelo jogo que fez, mas obviamente 20 a quem ganha, o Futebol Clube do Porto, que começa a época com uma vitória na Supertaça e, portanto, parabéns, porque os vencedores são sempre os vencedores.

Luís Pinto Coelho.

20 para o Porto, obviamente, pela vitória, para o Frolo, o melhor jogador em campo e decisivo na vitória de ontem e um sete para a Federação pela má organização da Supertaça.

João Pinto.

Nota 3 para o valor conseguido pelo Benfica com a venda do António Silva. Um valor muito baixo para um central com 22 anos que fez quase 200 jogos pelo Benfica. Nota 7 para esta coisa de se somarem títulos para se tentar ver quem é que é maior, porque vá lá ver, isto é uma métrica, claro, mas é uma má métrica, porque equivale uma Supertaça a uma Taça dos Campeões. É uma Liga, é tudo igual. Portanto, se é assim, eu perdi a virgindade aos 12 sozinho na sala a ver o genérico da Tieta.

E ficamos assim com isto no ar, João Pinto. Tem este poder de nos desarmar. Gabriel Alves.

João Pinto está aí com uma nódoa negra qualquer, não sei. Está a indo ver qualquer coisa, não sei. Olha, eu vou também por a comunicação do treinador da equipa do Torreense, de facto muito bom, 18. Para a atitude do Torreense, da sua gloralidade, também 18. Não posso deixar de dar um 18 a Estalira, nos seus 38 anos, como ele jogou, como ele se entregou. E para aquele menino lateral esquerdo, é preciso laterais esquerdos. Pois olha, aquele menino do Torreense, cuidado, aquele espanhol formado no Sevilha, cuidado. Quero dar 18 a Frolo, porque é de facto a máquina, a grande máquina do Futebol Clube do Porto. E para Diogo Costa, porque é assim, quando o Porto precisou, estava lá um guarda-redes a sério. Quando o Porto precisou de arrancar, estava lá, de facto, um homem de meio-campo da casa das máquinas, pôs a máquina a funcionar. Portanto, 18. Quero dar zero a Infantino e à FIFA nestes últimos quatro dias e zero à organização, portanto, à Federação, na organização desta Supertaça. Não merecem mais nada.

Ficamos por aqui nesta edição de domingo de "E o Campeão É". Hoje com o Pedro Henriques, o Luís Pinto Coelho, o Gabriel Alves e também o sempre bem-humorado João Pinto. Amanhã estamos de regresso para uma nova edição depois do Jornal da Uma.