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Jornal das 7, com o Luís Soares e notícia da queda de um drone de origem desconhecida, que foi encontrado na Alemanha, desta vez cerca de 1 km de uma base militar na zona de Hanover.

É o que avança o jornal alemão Bild, que confirmou a informação junto das Forças Armadas alemãs. O drone já tinha sido descoberto ontem pelas autoridades, mas não há, neste momento, indícios de perigo para a população. No local, está em andamento uma grande operação policial, depois de terem sido descobertos os destroços deste drone, numa área aberta e também desabitada. Este aeródromo militar de Wunstorf está localizado na região da capital da Baixa Saxônia. Ainda não se sabe quem é o proprietário do drone, nem qual a proveniência. Só quando forem recolhidas e analisadas outras peças é que será possível obter mais detalhes sobre as circunstâncias da queda deste drone. Tudo isto acontece numa altura em que o Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia afirma que a NATO encontrou indícios de uma possível ligação da Ucrânia com o incidente que envolveu drones em Leipzig, também na Alemanha, já no último mês.

Por cá, o Prêmio Jean-Paul Limoux da Visão distinguiu este ano dois investigadores responsáveis por devolver a visão a cegos.

É um trabalho inovador que permitiu que deficientes visuais ou cegos, devido a doenças da retina, recuperassem a visão. Foram premiados o investigador húngaro Botond Roska e o francês José-Alain Sahel. Em comunicado, a Fundação Jean-Paul Limoux adianta que os dois estão entre os mais criativos e produtivos investigadores mundiais no desenvolvimento de tecnologias destinadas à recuperação da visão. A fundação considera também o trabalho destes investigadores como um exemplo notável de investigação ao ligar descobertas da biologia fundamental à prática clínica para desenvolver novas terapêuticas contra a perda de visão. O Prêmio Jean-Paul Limoux de Visão está a ser anunciado a esta hora, numa cerimônia em Lisboa, em que participam várias individualidades políticas, como o presidente da República, o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia da República, o procurador-geral da República e também marcam presença antigos presidentes como Marcelo Rebelo de Sousa ou Cavaco Silva.

Noutro plano, a Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados já emitiu um parecer no sentido de autorizar André Ventura e outros dois deputados do Chega a testemunhar no processo de alegada invasão do gabinete do partido.

De acordo com o documento publicado no site do Parlamento, o depoimento ao tribunal vai ser feito por escrito. Isto depois de André Ventura ter dito que estava disponível para ser ouvido tanto presencialmente como por escrito, a propósito do suposto assalto ao gabinete da Assembleia da República. Hoje, o líder do Chega pediu celeridade à Justiça em todo este processo.

Ouvi hoje o senhor procurador-geral da República também dizer que está nas prioridades do Ministério Público, uma sede que ardeu três vezes. Tivemos ameaças colocadas diretamente nos gabinetes do Chega. Eu acho que tudo isso mostra que ouçam quem ouvia. É preciso é que se chegue a conclusões rápido, senão ficará a ideia de que vale tudo, que a impunidade é total e que se pode fazer o que entender em matéria de violência política.

André Ventura nega que o ato tenha sido encenado e acusou o PSD e o Livre de desvalorizarem o assunto. Pede, por isso, rapidez à Justiça. O líder do Chega anunciou também que o partido vai votar a favor de duas propostas para constituir duas comissões parlamentares de inquérito, uma sobre a atuação de Luís Nefas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária, outra sobre a correção digital dos exames nacionais. São dois requerimentos que vão ser votados amanhã no Parlamento.

O deputado do PS, António Mendonça Mendes, acusa o governo de faltar à verdade no que toca à descida do IRS.

E faz mesmo uma comparação do atual governo com o de Pedro Passos Coelho. O vice-presidente da bancada parlamentar do PS acusa este governo de mentir ao Parlamento e de estar preocupado com a popularidade nas urnas, ao contrário do que, diz Mendonça Mendes, acontecia com Pedro Passos Coelho. Em entrevista ao sofá do Parlamento, o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais diz que o governo teve duas posições diferentes no espaço de uma semana e critica o pensamento permanente em eleições.

Eu acho que o governo, desde o início, desde há dois anos, e já teve umas eleições pelo meio, tem governado sempre a pensar nas eleições. Isso não tenho a mínima dúvida nenhuma.

Um bocadinho o oposto de Passos Coelho.

Totalmente o oposto. E repare, eu já tinha dito isso várias vezes, não tenho nenhuma simpatia pela política que Pedro Passos Coelho fez. Só que Pedro Passos Coelho não mentia aos portugueses. E este governo, para ser simpático, omite a verdade aos portugueses.

Nesta entrevista ao Miguel Viterbo Dias, António Mendonça Mendes lamenta também a falta de apoios direcionados para responder ao aumento do custo de vida. O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais defende o IVA zero para o cabaz alimentar e também uma descida do ISP correspondente à taxa intermédia do IVA. António Mendonça Mendes garante também que o PS não procura ir a eleições antes de 2029.

O PSD vai mais longe do que o CDS, que avançou sozinho com uma proposta de alteração ao decreto lei sobre a utilização de bandeiras em espaços públicos.

Um decreto que foi vetado pelo presidente da República e para responder a esse veto, a proposta de alteração assinada pelo CDS, por Paulo Núncio e João Almeida, elimina o anterior artigo referente a bandeiras não permitidas, nomeadamente bandeiras de natureza ideológica, partidária ou associativa ou de origem estrangeira. O PSD também apresentou de forma autônoma uma proposta de alteração e considera até que vai mais longe do que o CDS na resposta aos fundamentos do veto presidencial. Em relação à proposta de alterações do CDS, a do PSD acrescenta um ponto relativamente às bandeiras permitidas. O diploma vai ser reapreciado amanhã em plenário. Se o decreto for alterado, é levado novamente às mãos do Presidente da República.

A Associação de Médicos Prestadores de Serviço acusa o governo de empurrar para outubro a publicação da portaria que define os valores a pagar aos tarefeiros, isto para fugir ao verão.

Que é o período tradicional de maior carência nas urgências. A Ministra da Saúde anunciou esta tarde que essa portaria vai ser conhecida no mês que vem. Entrevistado no explicador da tarde política, o presidente da associação, Nuno Figueiredo e Sousa, fala de um ato pensado de forma inteligente e aponta o dedo ao governo por não ter ouvido os médicos tarefeiros.

A publicação de uma portaria que está prevista para outubro, inteligentemente desenhada para ser feita nesta altura, uma vez que passou o verão e o período mais conhecido de carências nas urgências. Portanto, surge numa altura em que o governo, sem ouvir ninguém, apesar da nossa disponibilidade, consideramos que poderíamos ter sido nós ouvidos para além dos representantes dos conselhos de administração, alguém que estivesse no terreno para conseguir chegar a medidas concretas sobre a realidade dos factos.

Nuno Figueiredo e Sousa sublinha que os médicos tarefeiros não aceitam a descida de um único cêntimo nos honorários. O presidente da Associação de Médicos Prestadores de Serviço diz que os médicos tarefeiros não são o problema, o problema é, sim, a desvalorização dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde.

E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 15 de setembro.

Mais de 170 operacionais e também três meios aéreos estão a combater um incêndio no Conselho de Portel, distrito de Évora, é o que indica a Agência Lusa, uma fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central. O incêndio incide numa área de mato e montado na zona do Monte Alameira. Segundo a mesma fonte, o incêndio deflagrou esta tarde, tem neste momento duas frentes ativas, embora não existam, por enquanto, habitações em risco. No entanto, leva este incêndio ao corte do trânsito no IP2 entre Monte Trigo e também Portel. Quanto ao incêndio em Alvito, em Proença-a-Nova, já está dominado em 80%, a informação a esta hora da Proteção Civil. Donald Trump acusa o Partido Democrata de estar por detrás da tentativa de assassínio durante a campanha eleitoral de 2024, em que o chefe de Estado foi atingido por uma bala de raspão numa orelha. Apesar de as autoridades considerarem que o ataque se tratou de um ato independente, o presidente norte-americano diz na rede social Truth que este foi um plano para o tirarem das eleições. Acrescenta também que quando tomou posse a 20 de janeiro do ano passado, havia informação que faltava e que, diz Donald Trump, tinha desaparecido. "Os escândalos de uma revolucionária", é este o título do novo podcast do Observador e narra a história da filha única do último diretor da PIDE, Fernando Silva Pais.

Em 1965, Ani, como era conhecida, deixou tudo, incluindo o marido, que era diplomata, isto para se juntar à revolução cubana. Na altura, Luís, foi um escândalo que Salazar tentou abafar.

E ao longo destes seis episódios, o podcast conta com testemunhos de amigos, familiares e também colegas de trabalho de Ani Silva Pais.

Nem um telefonema, nem uma carta, nem um postal. Muito menos uma chegada à casa de surpresa, que até podia comprovar o fracasso do casamento com Raymond, mas pelo menos mostraria que estava bem. Sã e salva. A prima de Ani, Madalena Nita Palhota, recorda essa fase de agonia à espera de uma notícia.

Sabia-se que ela estava desaparecida. Raymond não sabia de nada, estava tudo num desespero, mas a família estava muito abalada com a falta de notícias. Enquanto não se soube exatamente o que é que tinha acontecido, podia ser qualquer coisa. Eu lembro-me, na altura, até se falou muito em que podia ser espionagem, que ela tinha acesso ao gabinete dele.

Essa continua a ser uma das hipóteses para o desaparecimento de Ani. E torna-se ainda mais relevante, porque a Embaixada Suíça é a representante de vários países em Cuba. Entre eles, os Estados Unidos da América.

Um excerto deste primeiro episódio do mais recente podcast do Observador. Este primeiro episódio chama-se "A filha do diretor da PIDE desapareceu" e já está disponível.

A voz é da atriz Bárbara Branco, que é a narradora desta série, conta com música original de Frankie Chaves. A investigação e os guiões são da jornalista Inês André Figueiredo. Luís Soares vai regressar às 19h30.