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Muito boa tarde, seja bem-vindo à Rádio Observador. Iniciamos agora uma emissão especial para acompanhar a convocatória de Jorge Jesus para os dois jogos que faltam da seleção portuguesa. É o dia um sem Cristiano Ronaldo. Seguimos para a Cidade do Futebol, em Oeiras. Miguel Cordeiro, há uma homenagem a CR7 antes dessa convocatória de Jorge Jesus.
Sim, já está a falar Pedro Proença, está a falar em nome da Federação Portuguesa de Futebol. O mais profundo e eterno agradecimento a Cristiano Ronaldo, por tudo que fez por nós, pela Federação, pela Seleção e por Portugal. Todos reconhecemos o extraordinário percurso daquele que foi o melhor jogador da história do futebol português. A forma como honrou a nossa bandeira, como honrou o nosso país, mais do que um atleta de eleição, Cristiano Ronaldo foi um líder inspirador, um exemplo de dedicação e o maior símbolo da alma da nossa seleção, numa carreira internacional ímpar, onde somou 234 internacionalizações e 146 gols. Levou o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo, quebrou recordes e conduziu a equipe de todos nós a conquistas que ficarão para sempre na nossa história. Foi, ao longo das últimas duas décadas, a maior bandeira de Portugal no mundo. Cristiano demonstrou diariamente o seu amor por Portugal, em cada gota de suor, em cada gol decisivo. Todas as vezes que honrou a braçadeira a refletir o amor incondicional pela nossa camisola, a paixão pelo nosso país. Marcou-nos a todos pelo espírito, pela entrega, pelo empenho, pela naturalidade da liderança, dentro e fora do campo. Fez-nos a todos melhores. Inspirou e continua a inspirar as gerações de jovens que sonham seguir as suas pisadas. Sabemos que não haverá nunca uma homenagem que chegue para agradecer tudo o que Cristiano Ronaldo fez pela Seleção Nacional, tudo o que fez pelo futebol português, tudo o que fez por Portugal e tudo faremos para homenagear o legado que nos deixa, porque tudo o que Cristiano Ronaldo nos deu merece ser lembrado, merece ser honrado e merece ser celebrado. Mas sabemos também que a melhor forma de o homenagear, de o celebrar, é honrar a inspiração maior que nos deixa. Uma visão sem limites. Ganhar, jogar sempre para ganhar, não ter medo de sermos os melhores do mundo. E é esse o compromisso que hoje todos assumimos. Jogar sempre, sempre para ganhar. Por Portugal, obrigado por tudo, capitão. Esta é e será sempre a tua casa, porque Cristiano Ronaldo é mais do que um jogador, é um símbolo, o nosso maior símbolo, o nosso eterno capitão.
Pedro Proença, a deixar aqui uma mensagem de agradecimento a Cristiano Ronaldo, na altura em que se apagam as luzes e a gente está a ver agora o vídeo de Cristiano Ronaldo, o vídeo que foi ontem divulgado nas redes oficiais, Pedro Proença deixa aqui essa mensagem de agradecimento com algumas palavras fortes a dizer: "marcou-nos pela liderança". Essa foi uma das mensagens de Pedro Proença. Diz que inspirou e continua a inspirar e a deixar esta frase: "Tudo o que Ronaldo nos deu merece ser honrado". Pedro Proença subiu ao palco antes de Jorge Jesus avançar com o anúncio da convocatória, antes de apresentar as escolhas para os próximos desafios frente à Dinamarca e frente ao País de Gales. Pedro Proença subiu ao palco, um púlpito que está instalado nesta sala de imprensa da Cidade do Futebol, e apresentou esta mensagem de agradecimento. Foram cerca de cinco minutos de mensagem. Descreveu aqui alguns números de Cristiano Ronaldo com a camisola da Seleção Nacional e falou desta marca que deixa Cristiano Ronaldo na Federação, na Seleção e no país. Falou de um compromisso que a Federação Portuguesa de Futebol assume e a Seleção passou a assumir com Cristiano Ronaldo. A frase é: "Assumimos este compromisso de jogar sempre para ganhar". Deixou um agradecimento. "Obrigado, capitão", disse Pedro Proença. "Será sempre a tua casa", disse também o presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Várias vezes disse a palavra obrigado, Pedro Proença, que ontem teve uma primeira reação, ainda a quente, logo minutos depois de ser Divulgado o vídeo que agora está a ser transmitido na Cidade do Futebol, o vídeo publicado nas redes sociais de Cristiano Ronaldo, o vídeo em que o capitão da Seleção Nacional, deixou ontem de o ser, deixa uma mensagem de agradecimento também a todos os portugueses e em que descreve a carreira com recurso a várias imagens destes 23 anos, quase 24, com a camisola da Seleção Nacional. Cristiano Ronaldo, que deixa a Seleção depois desses dias quentes da última concentração, do último estágio, mas nesta altura, no momento da despedida, esses últimos dias, esse último momento de Cristiano Ronaldo com a Seleção, acaba por desaparecer um pouco, porque a partir de ontem, o que tem importado e o que a federação também está a fazer por isso, é recordar todos os anos e todos os momentos bons que Cristiano Ronaldo teve nesta Seleção e tudo aquilo que Cristiano Ronaldo deu a esta equipe de Portugal ao longo dos últimos anos. Venceu o Europeu em 2016, está na equipe também que vence a Liga das Nações em 2019 e na equipe que vence essa Liga das Nações em 2025. Participou em seis mundiais, tornou-se o primeiro jogador a marcar em cinco mundiais e o primeiro jogador a marcar em seis mundiais. São imensos recordes de Cristiano Ronaldo com a camisola da Seleção Nacional, uma história que terminou de forma oficial ontem, com essa divulgação do comunicado, a 5 de novembro de 2026, um jogador que começou a carreira em 2023, no jogo frente ao Cazaquistão, que se disputou em Chaves. Desde então, são de fato números recordes. É o jogador com mais jogos na Seleção Nacional, é o jogador com mais gols na Seleção Nacional, é o jogador com mais gols por seleções, bateu esse recorde também já durante esta década. Ao todo, na Seleção, são 234 jogos, 146 jogos. Estamos, neste momento, na sala de imprensa, a ouvir ainda e a ver esse vídeo que Cristiano Ronaldo ontem divulgou e que Pedro Proença, ontem, na reação a quente, disse que todos os portugueses devem ver este vídeo várias vezes. Acredito que Proença já o tenha feito também. E disse que deviam fazê-lo, porque há várias mensagens subliminares de Cristiano Ronaldo neste vídeo em que lê uma carta em frente a uma câmera e em que estão também várias imagens de grandes momentos de Cristiano Ronaldo com a Seleção Nacional, o papel importante que teve em grandes competições, mas também no apuramento para essas grandes competições e também com várias imagens de Cristiano Ronaldo ainda durante a juventude. Pedro Proença não quis esquecer Cristiano Ronaldo, fez questão de, antes de anunciar a convocatória perante uma sala de imprensa cheia de jornalistas, deixar essa mensagem de agradecimento a Cristiano Ronaldo. Novamente, um aplauso nesta sala de imprensa, que é importante referir isto, não tem apenas jornalistas, tem vários convidados e daí esses aplausos. Vamos agora ouvir Jorge Jesus. Já se está a encaminhar o selecionador nacional para o lugar, para esse posto em frente ao microfone, ao centro da mesa, que está nesta sala de imprensa. Jorge Jesus vai agora anunciar a convocatória para os próximos jogos frente à Dinamarca e frente ao País de Gales. Temos agora Alexandre Afonso, assessor de imprensa, e depois Jorge Jesus.
Bom dia, presidente. Bom dia a todos os membros da direção. Bom dia, senhores jornalistas. Bom dia a todos e a todas. Como o Alexandre disse, esta minha convocatória, a minha segunda convocatória em relação à última convocatória, tem mais três jogadores, ou seja, passou de 25 pra 28, e passo a anunciar os 28 jogadores. Diogo Costa, Rui Silva, Samuel Soares, Diogo Dalot, Alberto Costa, Rúben Dias, Tomás Araújo, Renato Veiga, António Silva, João Cancelo, Nuno Tavares, João Palhinha, Rúben Neves, Matheus Fernandes, Vitinha, João Neves, Bernardo Silva, Pedro Neto, Francisco Trincão e Carlos Forbes, Rafael Leão e Giovanna Kenda, Bruno Fernandes, João Félix, Rodrigo Mora, Gonçalo Ramos, Fábio Silva e Gustavo Varela. Estes são os 25 jogadores de campo, mais os três guarda-redes são 28, não quer dizer que os três guarda-redes também não sejam de campo, que vão servir para os nossos dois jogos, como o Alexandre disse, é a Dinamarca e o País de Gales.
Muito bem. Iniciamos a ronda de perguntas e respostas do selecionador nacional. Lembro que face ao número de jornalistas presentes na sala, a quem deseja bom trabalho, uma pergunta apenas e não vai chegar para todos, obviamente. Começo pelo Canal 11, Maria Inês Pedroso.
Jorge Jesus, bom dia. Maria Inês Pedroso, em direto para o Canal 11. O tema é incontornável, depois de ontem Cristiano Ronaldo ter anunciado a sua despedida da Seleção. Queria, no fundo, perceber a sua perspectiva, mas olhando também para o grupo que se vai reunir agora, que legado fica de Cristiano e que reação espera do grupo. E eu sei que o Alexandre pediu duas perguntas, mas uma pergunta, eu é que estava a puxar a brasa minha sardinha. Mas queria também perguntar-lhe, olhando para duas estreias em absoluto na sua convocatória, a de Gustavo Varela e também a de Alberto Costa, o que pretende ao trazer estes dois jogadores para o grupo agora?
Como foi focado aqui, em relação à última convocatória, são sete novos jogadores. Portanto, pretendo o quê? Pretendo que o fato de estes jogadores demonstrarem nas equipes onde estão, ter um rendimento que é compatível com a convocatória para a primeira equipe, neste caso, os cinco jogadores que estavam na seleção sub-21. Pretendemos aqui, aproveitando as palavras do Cris, a renovação, o futuro, para a seleção portuguesa e dentro desta perspectiva.
RTP.
Olá, boa tarde, ministro Carlos Albuquerque, estamos em direto na RTP Notícias. Como é que o mister está nesta convocatória?
Como é o quê?
Como é que se encontra animicamente, depois de já não poder contar com Cristiano Ronaldo? E perguntar-lhe se acreditava genuinamente, depois do comunicado em que acusava o mister de lhe ter faltado a palavra, se acreditava genuinamente que o Ronaldo ainda pudesse estar consigo nestes dois últimos jogos da Liga das Nações. Obrigado.
Para mim, o tema Ronaldo, neste momento, temos que falar sobre ele, mas tudo aquilo que passou no passado não me interessa. O que me interessa é falar do tema Ronaldo. O tema Ronaldo, respondendo à sua pergunta, o fato de não estar aqui, claro que eu pensava que ele voltava, claro que eu pensava convocá-lo, claro que eu pensava conversar com ele, mas tenho que respeitar. Ele decidiu que era a hora de abandonar a seleção. Mais tarde ou mais cedo, isso teria que acontecer. Ele achou que era, neste momento, o melhor momento para sair. Tenho que respeitar, nunca podendo ignorar aquilo que ele foi para Portugal, aquilo que ele ainda é para Portugal, o símbolo que ele é para os jogadores mais jovens que estão a começar a sua carreira como jogadores. Isso são duas coisas completamente separadas uma da outra.
Sport TV.
Ministro, viva. Alexandre Candeias, estamos em direto para a Sport TV+. Aquilo que lhe pergunto é o timing em que soube que Cristiano Ronaldo já não ia estar disponível para esta seleção, se foi avisado com antecedência ou se realmente só soube quando saiu também este anúncio. Obrigado.
Não, o timing eu soube quando todos nós soubemos. A decisão dele foi me comunicada exatamente ontem, como todos vocês souberam, depois do vídeo que ele fez, do comunicado que ele fez. Até aí não tinha conhecimento de nada. Tanto que é assim, como eu acabei de dizer, em face do que ele estava a jogar, estava a jogar, estava a fazer gols, era um dos jogadores que estava na minha convocatória.
CMTV.
Boa tarde, Pedro Menezes de Sousa, CMTV. Eu pergunto se durante o período de castigo tentou convencer Ronaldo a voltar e também como é que lida com a responsabilidade de ficar na história como o selecionador que acabou por forçar o abandono de Ronaldo da seleção.
Eu já sabia que tu ias. Eu, poderinho, já sabia que ias por aí. Não, não falei, não tentei falar com o Cris. Eu ia sempre ficar na história do Cris sair da seleção nos meus quatro anos que tenho de contrato com a federação, que é até 2030. Se não fosse nesta convocatória, na próxima convocatória, se ele achasse por bem, ele prestava novamente a sua decisão, é ele que decidia. Em qualquer momento, penso eu, desta Liga Europa, isso ia acontecer. Eu ia estar sempre ligado à saída do Cristiano Ronaldo até 2030, só se ele em 2030 ainda pensasse chegar.
Liga das Nações, queria dizer o ministro, obviamente.
Sim, a Liga das Nações.
CNN.
Bom dia, ministro. Joana Pires, TV CNN. Disse várias vezes que pediu ao Cristiano para estar a seu lado agora nesta altura na Seleção Nacional, mas há pouco também nos disse que soube, como todos nós, que o Cristiano Ronaldo ia sair da seleção ontem. O que lhe pergunto é se depois até de todo o comunicado, tudo o que aconteceu, se há alguma mágoa em si com toda esta situação. E se há uma forma, pegando até nas palavras do meu colega, se há essa responsabilidade em si também.
Não, se eu acabei de dizer que pensava o convocar, é porque pensava que ele continuasse neste projeto da Liga das Nações. Mágoa em mim, não há mágoa nenhuma. Por quê? Porque todas as minhas decisões foram pensar na equipe, eu, como treinador, defendendo sempre o que era o melhor para a equipe e estou tranquilo em relação a toda a minha decisão.
SIC.
Olá, bom dia, Nuno Luz da SIC. No comunicado do Cristiano Ronaldo É dito que houve uma reunião e que foi combinado o selecionador dizer determinadas coisas na conferência de imprensa, que estivemos lá juntos, e que não cumpriu. Isso é verdade, não é? Quer nos explicar a nós e aos portugueses, de facto, o que é que aconteceu?
Não, eu já disse a um colega teu atrás. Esse tema, para mim, já foi falado. Não vou falar mais desse tema. Se quiseres falar do tema Ronaldo não ser convocado, ok.
Não, era importante porque o Jorge Jesus disse que era muita confusão para a minha cabeça e que, de facto, havia coisas que não estavam bem informadas. Portanto, é a oportunidade de explicar aos portugueses.
Não, o tema Ronaldo, esse momento já foi falado.
Portanto, não quer explicar aos portugueses. Obrigado.
Esse momento já foi falado.
Muito bem. E contabilizei já uma, duas, três, quatro, cinco, seis perguntas. Compreendo o vosso trabalho.
Eu penso também é altura de começarmos a falar da convocatória, dos novos jogadores. Acho que isso também é importante.
Muito bem. Não vou falar tanto de Cristiano Ronaldo, mas vou falar da Federação Portuguesa de Futebol. Jorge, eu tinha uma pergunta, mas entretanto já respondeu, que eu queria perguntar-lhe se não tinha receio de ter ficado associado à saída de Cristiano Ronaldo na sua era. Mas passando à frente. O presidente Pedro Proença assumiu a responsabilidade de liderar a Federação Portuguesa de Futebol e proteger os interesses da seleção. Considera que o presidente esteve à altura da dimensão desta crise ou falhou na liderança institucional?
Você fez-me duas perguntas, a outra eu já respondi, como você disse, e bem. Portanto, o que eu queria ficar sempre associado ao tempo que eu tivesse como selecionador à saída dele. Forçadamente tinha que ser assim. Em relação à situação do presidente, da sua pergunta, como é óbvio, sou selecionador e treinador, eu não vou comentar aquilo que o presidente pode fazer ou que devia de fazer. Isso está fora de questão.
Bola.
Bom dia, mister. Pedro Soares para a Bola. Em face daquilo que aconteceu na gestão deste processo com o Cristiano Ronaldo, eu queria perguntar-lhe se de alguma forma pode prometer aos portugueses que a partir de agora não haverá ingerências externas em casos como este, como aquele que assistimos com o Ronaldo, com pessoas que nada têm a ver com a Federação a participarem em reuniões e outras situações. Obrigado.
Estamos a voltar outra vez ao mesmo tema. Eu já disse que esse tema já foi abordado, não falo mais desse tema. Se quiseres me fazer uma pergunta de por que o Cristiano não está aqui, se pensavas que ias o convocar, pensava. Ele não está aqui porque foi ele que decidiu, e bem, tenho que respeitar. O que eu já falei, já não é tema. Neste momento, o tema é estes 28 jogadores e a decisão do Cristiano, que temos todos que respeitar. Ele é um símbolo. Eu já falei ontem sobre isso, não vou me repetir o que já disse.
Observador.
João Cruz, Renascença, Bola Branca. A cor é igual, é parecida. Gostava de lhe perguntar, pouco mais de 24 horas depois do que aconteceu, se se sente mais pressionado a ter sucesso imediato com esta seleção, ou seja, ganhar o título que aí vem. Obrigado.
Não é por este facto. Os treinadores estão sempre pressionados pelos resultados, como é óbvio. O que é verdade é que nestes quatro jogos, Portugal garantiu o apuramento aos quartos de final, as únicas duas equipes que neste momento conseguiram fazer, Portugal e Espanha. Portanto, a pressão, e quando tu estás numa seleção com a qualidade que tenho como jogadores, onde tu sentes que podes ganhar títulos, essa pressão será sempre igual.
Agora sim, Observador. Lá atrás.
Bom dia, mister. Miguel Cordeiro da Rádio Observador. Gostaria de falar sobre a vaga de capitão da seleção na sexta final. Fica vaga, essa vaga com a saída de Cristiano Ronaldo. Há vários jogadores que podem assumir essa posição. Rúben Dias e Bruno Fernandes, por exemplo, Bernardo Silva também. O que espera do novo capitão? E já se sabe quem é que vai ser o novo capitão?
Na seleção, o treinador, o selecionador, não escolhe os capitães da equipe, eles são escolhidos pelas suas internacionalizações. Os que têm mais, neste momento são cinco, aqueles que têm mais número de internacionalizações. Curiosamente, todos esses cinco já foram meus jogadores em clubes onde eu treinei e, portanto, a lógica vai se manter igual. E o jogador com mais internacionalizações a seguir ao Cris é o Bernardo Silva. Bernardo Silva, Rúben Dias, João Cancelo, Rúben Neves e Bruno Fernandes. Não por ordem, mas são estes cinco.
Lusa. Aqui à frente. Desculpa, Mateus.
Olá, Jorge. Bom dia, Luís Garoupa, da Agência Lusa. Queria um pouco pegar nisso, na questão do Bernardo Silva e da sua relação com o Ronaldo Silva no passado. Tiveram aquele episódio no Benfica, que o Bernardo, na altura, criticou-o algumas vezes publicamente, não o ter usado na posição que queria, etc. Não é preciso estar agora a abordar isso. Mas o que eu lhe pergunto é, não sei se a palavra ironia é bem aqui utilizada, mas Passado este tempo todo, estamos a falar de mais de 10 anos, o Jorge chega à seleção nacional e o seu capitão passa a ser o Bernardo Silva, depois de tudo o que já passaram. O que eu pergunto é o que o Bernardo, agora nesta nova fase, pode oferecer à seleção com esse estatuto?
Pode oferecer a experiência dele, a qualidade dele como jogador. Está a passar uma boa fase no Real Madrid. Não é fácil ser titular do Real Madrid. Portanto, é um jogador que é titular numa das melhores equipes do mundo, não tenho dúvida do valor dele, sabendo que Portugal, pra além do Bernardo Silva, tem outros jogadores com enorme qualidade, que também estão no top das melhores equipes da Europa e, neste caso, do mundo.
Mais Futebol.
Boa tarde, Mister. David Silva pra Mais Futebol. Gostava de perguntar se sente que a sua autoridade perante o grupo foi reforçada na sequência deste episódio e o que espera dos pontas de lança Fábio Silva e Gustavo Varela nesta chamada, na primeira em que não há Ronaldo.
Não, penso que não. O tempo que nós estivemos juntos pela primeira vez foi demonstrado não só a capacidade técnica e tática da equipe, mas também a interligação que há entre eles. Como eu disse, tive alguma vantagem de entrar como um selecionador novo, mas com muitos jogadores que já tivessem trabalhado comigo. Portanto, a minha vantagem é os jogadores acreditarem no processo, na ideia, continuar a ganhar. Essa é a vantagem. Em relação aos dois avançados, ao Varela e ao Fábio. O Fábio tem sido um jogador que tem vindo a crescer na equipe dele, no Borussia Dortmund, e deste último jogo jogou muito bem, fez um gol, fez uma assistência. É um jogador também com umas características que têm muito a ver com a minha forma de pensar em relação aos avançados. E o Varela é um miúdo. Com esta jornada não sei, mas era só o melhor marcador do Campeonato Italiano e pra que tu sejas o melhor marcador do Campeonato Italiano, tens que ter qualidade e portanto foi dentro desse princípio, dessa ideia, que acreditamos no futebol do Varela, pra além dele ser um miúdo com 21 anos.
Jornal de Jogo.
Rodrigo Cortez. Em relação ao Alberto Costa, o que que o levou a convocá-lo?
Exatamente pela mesma questão que os outros. Vi vários jogos do Porto. Acho que é um lateral direito que ao longo dos anos e ao longo desta época, jogo a jogo, tem vindo a melhorar. É um jogador fisicamente muito forte, é um jogador tecnicamente também com muita capacidade e pra além disso, tem algumas características posicionais que são semelhantes ao meu pensamento desses jogadores que jogam nessa posição. E vi no Alberto, vi não, tenho a certeza que vai ser um jogador de futuro, vai ser um jovem jogador, no qual Portugal vai ter também mais um grande jogador a jogar na seleção portuguesa.
TSF.
Bom dia, Jorge Jesus. António Botelho pra TSF em direto. Permita-me voltar ao tema do momento, ao tema Cristiano Ronaldo. Há um mês, o Cristiano Ronaldo diz no comunicado que quer voltar à seleção. Fica claro que ele quer voltar a jogar pela seleção. Passado um mês, Ronaldo abandona a seleção. Não acha estranho que isso tenha acontecido? O que acha que se passou neste intervalo de tempo, sendo que ele não quis voltar porque sendo que não se conseguia compatibilizar com o Jorge Jesus, o que acha que aconteceu?
Tenho que perguntar a ele, não tenho a mínima certeza. A certeza absoluta que eu tenho é que o Cris trabalhou comigo um ano, fomos felizes no clube onde estivemos, fomos campeões e eu respeito a decisão dele neste momento. Já respondendo novamente, seria sempre comigo nestes anos todos que a gente iria trabalhar ou não, ele é que ia decidir. Portanto, não sei responder o porquê da decisão dele. O que eu sei é que ele sabia que o momento dele também estava próximo, ele é que ia escolhê-lo. E ele escolheu. E, portanto, só ele é que pode responder melhor que eu.
Jornal Record. Vem aqui ao micro, Nuno. É o Nuno, não é?
Boa tarde, Mister.
Boa tarde.
Queria perguntar uma coisa. Se tivesse a capacidade de recuar, voltar ao passado, faria alguma coisa diferente neste caso do Cristiano Ronaldo? Ou acha que alguém envolvido no processo poderia ter feito algo diferente? E outra questão, se me é permitida. Esteve ontem no Estádio da Luz, perguntar-lhe diretamente se gostaria de jogar em breve lá pela seleção e se acha que pode ter algum papel a desbloquear a situação com o Benfica. Obrigado.
Duas perguntas interessantes.
Não cumpriu.
Não, mas tudo bem. Respondendo à última, claro que eu gostava que a Seleção voltasse ao Estádio da Luz, não só porque o Estádio da Luz é um estádio emblemático. Para mim, diz muito. Foram oito anos em que eu fui treinador. Oito não, sete, que eu fui treinador do Benfica, seis nos quais muito feliz, onde nunca tive em nenhum clube ganhasse tantos títulos como ganhei no Benfica. Portanto, gostava muito que a Seleção Portuguesa voltasse a jogar no Estádio da Luz. Em relação à primeira pergunta, vou lhe dizer que não mudava nada, zero. Zero por quê? Porque eu tomei uma decisão de treinador. Tomei uma decisão a pensar na minha equipe, na equipe portuguesa, e tomei como tomei a decisão de treinador. Portanto, estou consciente, não fiz nada para que isto pudesse ter acontecido.
Não. Aqui à direita, Mister.
Bom dia. Bianca Rocha, ProNau. Começava por perguntar se já falou com o Ronaldo e se isto aconteceu antes ou depois do anúncio, da notícia. E também queria perguntar se depois da saída do Ronaldo, a Seleção tem outra responsabilidade para chegar longe nas competições. Obrigada.
Não, não falei com o Ronaldo porque estava a pensar convocar o Ronaldo e a partir do momento que iria convocar o Ronaldo, ia ter tempo pra falar com ele. Portanto, não falei com ele. A segunda pergunta. A responsabilidade é a mesma, porque a responsabilidade de Portugal é ganhar. E, portanto, o fato do Cris agora não estar na Seleção, não nos vai trazer nem mais, nem menos responsabilidade. A responsabilidade vai ser a mesma.
Jorge Reis, tenho receio de falhar no teu órgão de comunicação social, portanto, vai pelo nome, pelo teu. Não me leves a mal.
Jorge Reis, Jornal de Notícias. Bom dia, Jorge Jesus. Disse já aqui várias vezes que seria sempre no seu consulado que Cristiano Ronaldo saía, mas objetivamente, sente que ele sai por sua causa?
Não, se calhar eu apressei as coisas, mas por minha causa, não. Estava na cabeça dele que mais convocatória, menos convocatória, porque nós também falávamos algumas vezes. Isso ia acontecer. Portanto, iria sempre ser no meu consulado a saída dele. Não me sinto culpado de nada em relação à saída dele. Respeito a decisão dele, e como tal, a história dele também não pode ser ignorada. E isso eu nunca vou fazer, porque ele será sempre um símbolo e criei, ao longo deste ano e meio, uma amizade forte com ele, que desportivamente agora ele tomou outra decisão e, como eu disse, respeito muito a decisão dele.
Gostávamos de dar ainda o Zero Zero e a Bola na Rede.
Olá, Mister. Manuel Lancheamento, Bola na Rede. O João Félix tem jogado entrelinhas atrás do ponta de lança e o selecionador do país de Gales, depois do jogo de Alvalade, disse que teve que adaptar a equipe três vezes para tentar cobrir aquela posição. Eu gostava de perguntar se o Rodrigo Moura pode ocupar a mesma posição e o que é que pode também oferecer de diferente. Obrigado.
Não percebi o princípio da tua pergunta.
Estava a dizer que o João Félix tem jogado entrelinhas atrás do ponta de lança.
Eu?
O João Félix.
Ah, o João. É que eu também já disse isso.
E se o Rodrigo Moura pode ocupar essa mesma posição e o que é que oferece de diferente, tendo em conta o João?
Não, são dois jogadores com umas características posicionais. Não são dois jogadores com características técnicas iguais, mas posicionais são, que podem desempenhar muito bem aquela posição. O Rodrigo Moura também tem sido um jogador que no Roma tem feito vários jogos, tem sido um jogador muito participativo ofensivamente, não só a fazer gols, como também fazer assistências e, portanto, é um jogador que se enquadra dentro daquilo que eu penso que estes dois jogos podem acontecer, porque ainda ninguém me fez essa pergunta. Por que eu convoquei 28 jogadores? Se na minha primeira convocatória convoquei 25 jogadores e tinha quatro jogos, agora convoquei 28 e só tenho dois jogos, mas isto tem uma lógica. Se alguém me quiser perguntar depois qual é a lógica, eu respondo.
Vamos pra última. Ou aproveitas agora pra saber a lógica ou não.
Deixo essa pergunta e-
Mas identifica-te primeiro, por favor.
Guilherme Terras Marques, Zero Zero. Nesse sentido, olhando pro que o Mister disse, qual é a lógica dos 28 jogadores? E já agora perguntar também pelos nomes de António Silva, que regressou agora à convocatória. Que características o levam a convocar novamente o defesa? E também Giovanni Quenda, que não tem tido muitos minutos no Chelsea, mas está aqui presente. Queria lhe perguntar qual é o sentido dessa convocatória e por que o fez. Obrigado.
Sim, OK. Vamos começar pelos dois jogadores. O Giovanni Quenda Como disse, não tem feito tantos jogos a titular no Chelsea. Fez um dos últimos jogos contra o Tottenham, onde eu vi o jogo e achei que ele fez um excelente jogo. Nos outros jogos, entra, como disse, em bem poucos minutos, mas é um miúdo, é um jovem, é o futuro da seleção, e como tal, eu quero começar a adaptar os jovens jogadores. Não é pensar em 2030, o Campeonato do Mundo ou do Campeonato da Europa, não é nada disso. O futebol, para mim, é dia a dia, é pensar nas minhas ideias, adaptarem-se às minhas ideias e conforme houver as convocatórias, eles estão mais próximos e mais bem preparados para desenvolver as ideias que eu tenho para a ideia da seleção. Em relação ao fato de eu ter dito por que convocar mais jogadores, é porque eu não sei o que vai acontecer nos dois jogos, mas sei que a seleção tem sete jogadores, aquilo que a gente chama à bica, ou seja, se levar um novo amarelo, não podem jogar nem contra Gales, ou se jogarem no jogo de Gales, não podem estar nos quartos de final. E, portanto, como não sei o que é que vai acontecer no primeiro jogo, quantos jogadores podem levar amarelo, e esses jogadores que levarem amarelo já não jogam contra o País de Gales, portanto, não tem lógica nenhuma irem viajar comigo para tomar conta de mim, irão para os clubes onde estão. E, portanto, foi por essa situação que foi pensado, mas como te disse e como tu e eu sabemos, não temos a certeza o que é que vai acontecer. Só o jogo é que dita.
Damos por concluída a conferência de imprensa. Convido o nosso selecionador nacional a assistir à próxima conferência de imprensa, que será assegurada pelo Tiago Sardo e com o mister Luís Freitas para divulgar a lista de convocados da seleção de sub-21 para os compromissos próximos que se avizinham, desejando bom trabalho a todos e lembrando que a seleção A concentra-se na próxima segunda-feira e ser-vos-á distribuído. Termina agora a conferência de imprensa de Jorge Jesus, na Cidade do Futebol. Agora vai ser anunciada a convocatória dos sub-21, já a seguir. Jorge Jesus vai ficar presente na sala, mas termina desta forma este anúncio de convocatória. Há sete novidades: Alberto Costa, António Silva, Mateus Fernandes, Carlos Forbes, Giovani Kenda, Rodrigo Mora e Gustavo Varela são as novas caras da seleção, são os jogadores que entram nesta convocatória. Jorge Jesus, que convocou 28 jogadores desta vez e explicou, avançou com esse número na convocatória devido à possibilidade de vários jogadores verem cartão amarelo e não poderem estar presentes no segundo jogo ou até depois, já nos quartos de final, na restante convocatória. Portanto, Jorge Jesus vai preparando esses jogadores e ao mesmo tempo fica aqui com alguns em carteira para se vários virem cartão amarelo no primeiro jogo desta fase. Muito sobre Cristiano Ronaldo esta conferência de imprensa, muito se falou sobre Cristiano Ronaldo. Jorge Jesus tem esta ideia forte: Cristiano Ronaldo iria sempre sair durante o meu consulado, iria sempre ser durante o meu momento na seleção que Ronaldo iria sair e, portanto, não se sente culpado, nem sente que foi ele a causa para Ronaldo sair, porque considera que iria ser sempre durante esta liderança de Jorge Jesus na seleção que Ronaldo iria acabar por sair. Confirma que não falou com Ronaldo, diz que iria falar quando o convocasse e diz que respeita esse adeus de Cristiano Ronaldo à seleção. Falou também sobre a braçadeira de capitão, diz que há um grupo restrito de jogadores que pode assumir essa braçadeira de capitão, Bernardo Silva, Rúben Dias, Bruno Fernandes, João Cancelo e Rúben Neves. Esse é o grupo restrito que pode assumir a braçadeira, mas disse que naturalmente Bernardo Silva é o jogador mais internacional e, portanto, é ele que fica agora como capitão da seleção nacional. Referiu que foi feliz com Cristiano Ronaldo durante um ano, que conseguiu ser campeão com Cristiano Ronaldo na Arábia Saudita e que respeita a decisão de Cristiano Ronaldo de deixar. Confirma que sempre seria com Jorge Jesus na liderança que Ronaldo iria sair e, portanto, não se sente culpado. Jorge Jesus, que nesta conferência de imprensa disse também que não mudava nada face ao que aconteceu há um mês, na anterior convocatória, em que Cristiano Ronaldo abandonou o estágio. Fechamos este ponto de reportagem com os 28 convocados. Guarda-redes, Diogo Costa, Rui Silva e Samuel Soares. Na defesa, Diogo Dalot, Alberto Costa, Rúben Dias, Tomás Araújo, Renato Veiga, António Silva, João Cancelo e Nuno Tavares. Meio-campo para Palhinha, Rúben Neves, Mateus Fernandes, Vitinha, João Neves, Bernardo Silva, Pedro Neto, Trincão e Carlos Forbes. Lá na frente, nos escolhidos de Jorge Jesus, Carlos Forbes já está entre os avançados e Trincão também, mas juntam-se também Rafael Leão, Kenda, Bruno Fernandes, João Félix, Rodrigo Mora, Gonçalo Ramos, Fábio Silva e Gustavo Varela. Convocatória de Jorge Jesus para duelos com a Dinamarca e o País de Gales.
Miguel Corteiro em direto da Cidade do Futebol, em Oeiras, onde acompanhamos então a convocatória de Jorge Jesus para estes dois encontros da Liga das Nações. Acontecem em Braga, o primeiro encontro frente à Dinamarca, já no sábado, 14 de novembro. Terça, 17 de novembro, há um País de Gales-Portugal em Cardiff. Tenho agora para análise as escolhas de Jorge Jesus, Gabriel Alves, Augusto Inácio, João Pinto e Pedro Henriques. Muito boa tarde, sejam bem-vindos. Pedro Henriques, uma conferência de imprensa muito marcada pela saída de Cristiano Ronaldo. De alguma forma, convenceram estas explicações de Jorge Jesus, que diz que não mudaria nada e que considera que Cristiano Ronaldo não termina o percurso na seleção por sua causa.
Muito bom dia. Obviamente que não termina no sentido da era dos quatro anos, ele terminaria sempre com o Jorge Jesus, mas, na realidade, termina. E termina porque digamos que toda aquela imbróglio que aconteceu e que nós sabemos, acabou por acelerar todo este processo. Quando pergunto ao Jorge Jesus se não mudava absolutamente nada, ele responde já outra vez com aquele ar altivo que conduziu a isto, que é o zero, bola, quando começa com o zero e com a bola e a ter a voz mais dura, ele não está a ser coerente, porque ele próprio disse que, relativamente a um dos problemas que ele cometeu como erro, ele, Jorge Jesus, é que assumiu isso, foi ter posto a aquecer 30 minutos e, no fundo, ter se esquecido dele e um jogador como o Cristiano Ronaldo não se podia estar a aquecer 30 minutos e não entrar. Portanto, ele próprio assumiu na altura que isso mudava. E agora, quando lhe perguntam se mudava alguma coisa, ele nem sequer se lembra exatamente desse episódio. Isso revela um bocadinho daquilo que aconteceu aqui, que é claramente que não sei se houve aqui tentativa de negociação no sentido do Cristiano Ronaldo voltar ou não, já percebi que não. E percebo porque não, porque o Jorge Jesus soube exatamente ao mesmo tempo que eu, que tu e que todos nós, que o Cristiano Ronaldo ia abandonar. Quer dizer, que o Cristiano Ronaldo, naquilo que seria uma situação normal, se isto fosse normal, o jogador antes de colocar o que fosse em termos institucionais ou das redes, etc, o que é que faria? Falaria com o presidente, falaria com o selecionador, mas isso é normal, sem conflito. Está na altura, vou sair ou vou fazer o meu último jogo e, portanto, as coisas eram preparadas. Isto revela que realmente aquele papel, aquelas palavras do Pedro Proença, que tudo estão a fazer. Houve aqui uma cisão claramente entre as partes e, portanto, a distância estava aqui cravada. E depois voltamos a mais do mesmo. Podemos estar aqui centrados em muitas coisas, mas o problema está exatamente nesta estrutura, nesta organização, nesta federação e na maneira como eles não conseguem, uma vez mais, controlar uma coisa tão simples como uma conferência de imprensa. Só podem fazer uma pergunta, ok? Porque somos muitos jornalistas aqui na sala. O Canal 11 abre logo com duas perguntas. E é isto. Mas que importância isso tem? Tem a mesma importância. Quando o Jorge Jesus, da outra vez, do tal ar altivo, que levou a esta conflitualidade toda, chegou lá e disse: "Só vou responder duas questões sobre o Cristiano Ronaldo". E os jornalistas espetaram-lhe com seis, ele respondeu a seis. E uma vez mais, há aqui uma falta de controle, porque parece que fazem ali uma homenagem, metem o vídeo, as 1001 palavras sobre o Cristiano Ronaldo, mas na prática e na realidade, e o discurso do Pedro Proença pareceu-me o discurso típico do funeral, em que ninguém gostava muito sequer do indivíduo, mas depois de morrer, o indivíduo passou a ser a coisa mais relevante e importante. E alguém que aparece no funeral e ouve as palavras de quem diz sobre aquele indivíduo que morreu, este indivíduo é realmente uma excelente pessoa. Quando na prática e na realidade, até pode ter sido, mas a relação com eles ou com essa pessoa não foi assim tão boa. E para terminar, só quero dizer aqui um aspecto para mim que é relevante e importante também na minha análise. É que a Federação Portuguesa de Futebol e nesta questão, houve um jornalista que colocou uma questão muito pertinente do meu ponto de vista, que é a questão do regressar ou não ao Estádio da Luz. E isto vem uma vez mais mostrar que o problema está montante. É que o Pedro Proença tem o caso Benfica-Proença, que não consegue ter a seleção a jogar lá. Tem o problema do Duarte Gomes, a sua demissão, e o Luciano Gonçalves, que aparece na televisão quando está a rever jogos importantes. Tem este problema mais recente do Cristiano Ronaldo. Tem críticas de presidentes como do Porto e do Braga relativamente à arbitragem, à evolução da arbitragem. E nós sempre que vemos estas aparições públicas, parece que não se passa nada e que está tudo bem, quando na prática e na realidade, não está nada bem e as coisas não estão a funcionar.
Gabriel Alves, muito bem-vindo também a esta emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. Queria olhar também para estas escolhas e principalmente para as novidades aqui apresentadas. Fiquei com curiosidade de perceber, acho que ele nunca revelaria, quem é que foi chamado no lugar de Cristiano Ronaldo, já que Jorge Jesus admite que iria sempre convocá-lo para estes dois jogos da Liga das Nações. Temos Carlos Forbes, temos Alberto Costa, temos Mateus Fernandes, temos o próprio Rodrigo Mora também, Fábio Silva, Gustavo Varela talvez fosse aquele mais antecipado, já se poderia perceber que iria ingressar numa próxima convocatória da seleção pelo bom trabalho que está a fazer em Itália. Destas novidades, há alguma mais impactante a teu ver?
Não, eu em relação às novidades não vou entrar muito, porque a verdade é que estão sete novos jogadores. A equipa, em relação à qualificação, portanto, para já, a qualificação está praticamente garantida e obviamente que é um bom momento para o Jorge Jesus, naturalmente, fazer rodar. E ele disse aqui algo que é importante, que era os jogadores, para que eles percebam, independentemente de jogarem ou não, para que eles percebam o que é a sua metodologia. Porque também disse outra verdade, teve a felicidade de pegar na seleção com muitos jogadores que já tinha treinado e, portanto, o conhecem e conhecem bem aquilo que é o seu pensamento sobre o futebol. Portanto, eu acho que sobre isso, estes jogos que vêm, naturalmente, é para boa representação de Portugal e os jogadores escolhidos, obviamente, também são trazidos para a tal assimilação de processos e igualmente para Jesus. E ele explicou a questão dos amarelos, os poder utilizar, em prol da seleção. Portanto, em parte de treino e disso, enfim, tudo correto, rigorosamente nada para já pôr em causa. Agora, quanto ao resto, porque a conferência de imprensa foi isso. Haveria pouco interesse, apetite pelas sete novas caras, a não ser uma ou outra questão, e bem posicionadas, aliás. O Pedro Henriques já disse tudo de uma forma objetiva e concreta. E eu diria que as palavras que Jesus começa a conferência citando o Ronaldo em relação àquilo que é o futuro, e depois tudo o que veio por ali fora, a questão do Ronaldo sair nos seus quatro anos, ele está garantido que é quatro anos. Vamos ver se a federação toda está lá quatro anos, a começar por ele. Portanto, dado aquilo que o Pedro Henriques acabou agora mesmo de dizer, e isso é importante. Quando sair um, se calhar saem todos, ou saem todos logo no mesmo naipe. Estava bem industriado, acho que ele teve aulas até tarde e se calhar hoje pela manhã, pela vespertina, em termos de comunicação. E ele furtou-se exatamente àquilo que era a situação vertical da questão da saída do Ronaldo e do processo do Ronaldo com ele, dizendo que era passado. E depois pegando na questão dos quatro anos, que ele sairia sempre no consulado dele, etc. Sim, naturalmente, era normal que o Ronaldo saísse no consulado dele, se calhar dentro de outro espectro e não dentro deste espectro. Em relação à questão do Bernardo Silva, reparem no capitão, a pergunta foi muito bem colocada e objetiva, e ele não respondeu à pergunta. Portanto, ele foi industriado, e bem, pronto, não há nada contra, para obviamente aquilo que é a sua comunicação, e bem, o Pedro Henriques também focando quando ele fica mais tenso. E ele tentou fugir, naturalmente, tudo isso. Quanto à questão do estado da luz, também aqui bem apresentada pelo Pedro, eu também tenho só alguma coisa mais para dizer.
Muito rapidamente.
É que Jorge Jesus tem a bandeira que tem, não é porque ganhou no Flamengo, pelo pouco que ganhou na Turquia, pelo pouquíssimo que ganhou no Sporting, pelo título da Arábia Saudita. Não, é porque foi treinador do Benfica e deu títulos ao Benfica. E sabe-se que o Benfica é um estatuto, e bem, porque é uma grande marca internacional.
Agostinho Inácio, há alguma ausência de peso nesta convocatória? Estava aqui a tentar recuperar todos os convocados e parece-me que entra Matheus Fernandes, mas falta Matheus Nunes. Tem somado muitos minutos, tem sido titular no Manchester City, ainda assim tem sido titular no lado direito da defesa e se calhar aqui, tendo Cancelo ainda assim à bica com amarelo, chama Alberto Costa, que tem rendido bem no Futebol Clube do Porto, mas deixa Matheus Nunes de fora. O que achas desta escolha de Jorge Jesus?
Boa tarde a todos. Eu acho que são escolhas dentro daquilo que é a perspectiva também de dar sangue novo à seleção nacional. Na última convocatória convocou 25 jogadores, agora convocou 28 e na outra convocatória tinha quatro jogos e agora tem dois. Ele explicou isso, porque é que convocou os 28. E claramente que Matheus Nunes, eu sinceramente ainda não sei bem qual é o lugar que ele joga, se joga a médio, se joga a lateral direito. Pode ser um polivalente, mas tudo tem a ver também com aquilo que é a visão de jogo do selecionador e onde é que esse tipo de jogadores se podem encaixar. Para o Jorge Jesus não encaixa para estes dois compromissos e preferiu convocar o Alberto Costa, que realmente está a passar por um bom momento no Futebol Clube do Porto. Depois, claro, há o Forbes. Eu acho que o Forbes está a fazer uma grande época no Borges e ainda agora na Champions realmente marcou a diferença. Acho que esse miúdo pode ser realmente um bom futuro na seleção nacional. E claro que, já ando a falar nisto há muito tempo também aqui no Observador e tem dado destaque nas notas muito positivas, 17 e 18, ao Gustavo Varela. Não é fácil, não é só ele ser o melhor marcador no Campeonato Italiano, é na equipa que ele está, que luta para não descer de visão e é o melhor marcador. É diferente. E ainda mais valor tem o Gustavo Varela e por isso eu acho que foi muito bem escolhido este jogador. Agora deixa-me só voltar um pouquinho atrás também para acrescentar só alguma coisa, acho que foi dito aqui bem, de uma coisa que eu não chego a perceber como é que as pessoas interpretam as coisas. Jorge Jesus disse que tinha a intenção de convocar o Cristiano Ronaldo e depois tinha a intenção de falar com ele. Mas quer dizer, vai convocar um jogador que está em conflito ou conflito, as coisas não estão sanadas, não estão claras, há ali um divórcio completo e primeiro convoca o jogador, depois aparece, depois é que vai falar, mas vai falar para quê? Para sanar as coisas? Não, as coisas têm que ser sanadas antes disso, para depois poder ter a certeza da convocatória, porque acho que foi como o caranguejo, andou-se de trás para a frente e vice-versa o contrário. Tudo o resto já foi dito por aí, pelo Pedro, pelo Gabriel Alves, mas este aspeto eu não consigo encaixar. Como é que tu convocas alguém quando o conflito ainda está existente e não está sanado? Não entendi.
João Pinto, a tua opinião também sobre as escolhas de Jorge Jesus, uma conferência de imprensa em que muito se falou do Ronaldo, se quiseres deixar algum comentário também para as justificações do selecionador quanto a esta ausência, por culpa do próprio, porque decidiu abandonar a seleção, porque decidiu não continuar a fazer parte da seleção portuguesa. E também a tua opinião sobre uma movimentação, saída de Gonçalo Inácio, também não somou qualquer minuto nos últimos encontros da seleção portuguesa, e a chegada de António Silva, que está num ótimo momento no Bournemouth.
Olá, boa tarde. Sim, exatamente, era mesmo por aí que eu ia. A reentrada do António Silva, portanto continuam o Tomás Araújo, o Rubén Dias e o Renato, e depois vai haver sempre ali um dos centrais que vai rodando. Neste momento, o António parece estar em melhor forma do que o Gonçalo e vem o António para a convocatória. Vamos ver quanto é que vai jogar. Provavelmente, se calhar, também pode jogar o mesmo que jogou o Gonçalo e, portanto, é indiferente. Em relação ao Cristiano Ronaldo, concordo em absoluto com o que o Agostinho Inácio acabou de dizer. Aliás, acho que foi mesmo esse pré-anúncio de uma convocatória, que deve ter chegado aos ouvidos do Cristiano Ronaldo, que o fez lançar o vídeo antes da convocatória. Ou seja, antes que me incluam na convocatória, eu aviso já que não estou disponível e assim poupo trabalho à malta e quilómetros ao avião. Portanto, a convocatória parece-me bem, acho que há muita juventude e muita malta que estava no escalão anterior e que sobe de escalão para os mais velhos e a questão dos centrais, para mim, parece-me a mais relevante.
João Pinto, obrigado também pela tua opinião neste especial de desporto da Rádio Observador. Ouvimos os convocados de Jorge Jesus, tivemos homenagem a Cristiano Ronaldo e grande parte dessa conferência de imprensa focada na saída do até aqui capitão de Portugal. E tivemos também uma nova convocatória com 28 jogadores, com sete novidades desde os últimos escolhidos por Jorge Jesus. Já daqui a pouco, na edição de hoje de "O Campeão é", vamos abordar outros assuntos da atualidade desportiva. Deixo-lhe apenas esta informação. Portugal volta então a jogar com estes escolhidos por Jorge Jesus no sábado, 14 de novembro. Há jogo em Braga, Portugal-Dinamarca. Na terça-feira, 17 de novembro, o País de Gales-Portugal em Cardiff.