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11:34, está no ar a edição deste sábado, véspera de Natal, do "Campeão É..." e hoje contamos com João Castro, Luís Pinto Coelho e Pedro Henriques. Bom dia aos três. Já em modo Natal.

Olá, bom dia.

Muitas rabanadas, muito boló ré, a mesa está posta.

Nada disso, acabei de vir do ginásio.

Tem tudo a ver, Pedro. Que desmancha-prazer.

Mas agora durante a próxima semana não vais dia nenhum.

Amanhã é corridinha de manhã e depois toda a semana, até é sempre o meu limite. Olha, eu fazia sempre a São Silvestre depois do Natal, mas este ano trocaram as datas da São Silvestre, não se percebe.

Tão desportistas que nós somos.

Exatamente. Bem, vamos lá então olhar aqui para os temas hoje em cima da mesa. Vamos começar pela Seleção Nacional. Estamos na reta final do ano, Portugal continua sem selecionador. Aliás, parece que o Brasil também quer Mourinho. Luís Pinto Coelho, segundo o Daily Mail, Ancelotti já recusou também o convite, isto para ir para a seleção do Brasil, daí os brasileiros. Então, agora estarem de olho em José Mourinho. É carta fora do baralho para a nossa seleção, Luís?

Sim, penso que vai ser uma carta fora do baralho, quer para a seleção portuguesa, quer para a seleção brasileira. Não acredito que Mourinho também possa assumir a seleção brasileira, até porque até o próximo Campeonato do Mundo são três anos e meio. Não vejo o Mourinho deixar a Roma neste momento para estar quase quatro anos sem grande competição. Não me parece muito viável. Ancelotti também me parece que irá recusar a seleção do Brasil. É difícil para uma seleção da América Latina convencer um grande treinador europeu, enquanto na Europa ainda existe o Campeonato da Europa que entra os dois campeonatos do mundo, há a Copa América na América Latina, mas é uma competição que não tem a expressão de um campeonato europeu. E não é fácil convencer estes treinadores a emigrar para a América Latina.

João Castro, outra novela que ainda não tem episódio final é a novela Cristiano Ronaldo. Há notícias que dão conta de que está cada vez mais próximo esse acordo, ou que pelo menos as negociações se têm intensificado para que Ronaldo vá para o Al-Nassr. Este acordo, diz-se também, pode incluir uma participação de Cristiano Ronaldo como embaixador da Arábia Saudita para a organização do Mundial de 2030. Se isto tudo se confirmar, é uma grande desilusão?

Olha, bom dia. Entretanto, é uma proposta irrecusável. Sete anos a receber aquele valor, eu acho que é uma proposta irrecusável, que qualquer ser humano se calhar não tinha hipótese mesmo de rejeitá-la. Eu e o Gabriel já tínhamos falado dessa possibilidade de ele ser embaixador para o Mundial 2030 aqui na rádio. E a verdade é que é uma cartada muito importante da Arábia Saudita, tentar aproveitar as poucas condições do Uruguai para organizar esse mundial, que faria o centenário em 2030. E depois temos uma candidatura forte de Portugal e Espanha com a Ucrânia a juntar-se. Mas face ao sucesso deste mundial no Qatar, e houve sucesso, não houve episódios de violência, tivemos bons espetáculos, tivemos uma grande final, estádios bonitos, grandes, e portanto a FIFA poderá, e já sabemos que quando os árabes querem, investem muito nas infraestruturas, portanto poderá ser uma candidatura forte. Se tiver uma figura como o Cristiano Ronaldo à frente dessa candidatura ou como embaixador, acho que vão ganhar outro poder e, portanto, não é uma desilusão, obviamente.

Não, a questão da desilusão era mais porque Cristiano Ronaldo pode ser embaixador de uma candidatura adversária à portuguesa.

Sim, isso é verdade. A federação deve estar aqui numa posição um pouquinho difícil, até porque Ronaldo tem grande peso na seleção portuguesa e foi com Cristiano Ronaldo que a seleção também deu um pulo face aos contratos publicitários. Por exemplo, o contrato da Nike, obviamente, o Ronaldo é cabeça cartaz da Nike. É difícil para Portugal. Agora, Cristiano Ronaldo, obviamente, tem que olhar para a sua vida e um contrato destes é quase irrecusável. Agora, em termos desportivos, se me perguntares, aí as coisas mudam de figura. Ir para a Arábia Saudita, por mais que Ronaldo se fique em forma e jogue muito, para convocá-lo terá mais dificuldades, obviamente, porque o ritmo competitivo na Arábia Saudita não é igual ao daqui, nem as dificuldades. Mas sendo o jogador que é, provavelmente seria convocado. Agora vamos ver se seria convocado para jogar ou só para ser mais um dentro dos convocados.

Pedro Henriques, concordas aqui com o João, é mesmo um convite irrecusável ou na fase e tendo enfim, já alcançado tanta coisa, não será bem tudo este contrato?

É assim, se me dissessem vai ganhar 500 milhões, eu como não sei o que é que é, se calhar recusava porque não percebo, mas se dissessem assim: "Olha, vais ganhar 26 € ao segundo." Épa, isso já quero.

Já queres. Dito assim fica a pessoa a perder noção, não é?

26 € eu sei o que é. 26 € eu sei o que é, praticamente.

Mas estamos a falar do Ronaldo.

Sim, mas olha, por que não falamos do Messi? É que o problema é: a Arábia Saudita está a fazer uma coisa fantástica. Quais são as duas candidaturas que existem além deles? Portugal, Espanha e Ucrânia. E a outra não é a candidatura do Uruguai. Uruguai, Argentina, Chile e Paraguai. O que significa que o Messi, embaixador do turismo, ou seja, também está com o mesmo problema lá na Argentina, já começou-se a badalar. E Cristiano Ronaldo, como embaixador, neste caso propriamente dito do Mundial 2030, teríamos as duas figuras mais proeminentes, que se calhar as outras duas candidaturas poderiam ter a seu favor, exatamente nessa candidatura. A Arábia Saudita não dá ponto sem nó. Mais Neste momento, Uruguai faz 100 anos, isto é, em relação ao último mundial, e daí o 2030, 1970 e 2030 tinha muita força. Portugal e Espanha, inteligentemente, no meu ponto de vista, para tentar ir buscar também qualquer coisa, foi buscar a Ucrânia por razões óbvias. Mas esta candidatura tem mais força, esta, a terceira. Arábia Saudita, Grécia, Egito, tem mais força do que nós podemos pensar. Era a primeira vez que desde que há o mundial, que tínhamos três continentes a organizar o mundial. Nós tínhamos o mundial em três continentes, na Ásia, Arábia Saudita, na Europa, Grécia, e no Egito, neste caso, África. E, portanto, esta figura tem muita força e com duas figuras, uma direta e outra indiretamente a trabalhar, que são as mais midiáticas dos últimos 15, 16, 17 anos do nosso futebol, a trabalhar diretamente, mais o Cristiano Ronaldo, não tão diretamente, mas também lá, o Messi. E o Messi, neste momento, também já está a ser equacionada essa questão em relação a 2030. Agora, relativamente ao dossiê Cristiano Ronaldo, eu acho, na minha perspetiva.

Adoro. Dossiê Cristiano Ronaldo.

Dossiê Cristiano Ronaldo. Há aqui uma questão que eu continuo, posso estar enganado, e se estiver enganado, como estive nas apostas que fiz aqui do mundial. Está aqui o vencedor Luís Castro, atenção. Eu serei o primeiro a dar o-- Luís, não, perdão, o João. Desculpa. Eu serei o primeiro a dar o braço a torcer. Reparem só nesta questão. O Al-Nassr e o Newcastle têm uma coisa em comum. Eu já disse isso aqui e vou repetir, que é o dono do fundo de investimento saudita é liderado pelo senhor Mohamed bin Salman, que é o príncipe herdeiro da Arábia Saudita. Ele é o dono, entre aspas, juntamente no fundo, mas no fundo é ele o dono, ele é que dá o carcanho, para estes dois, Al-Nassr e Newcastle. O Newcastle está em terceiro lugar no campeonato inglês e vai ficar em posição de Liga dos Campeões. O Cristiano Ronaldo já perdeu metade da época, foi o mundial que correu mal, o dossiê Manchester United correu tudo mal. Ele agora regressa, vai ali pro Al-Nassr, marca uns gols, digo eu, se correr bem, põe-se em forma, etc. Daqui a seis meses, o mesmo dono que tem o Newcastle, tem o Newcastle na Liga dos Campeões. Querem mais golpe de mestre do que vermos o Cristiano Ronaldo em agosto ou em setembro, outra vez na Liga dos Campeões do futebol inglês? Portanto, por isso é que eu tenho algum cuidado em estar a olhar para estas notícias e dizer assim: "Não, ele vai pro Al-Nassr, acabou a carreira desportiva, nunca mais volta à seleção." Não sei se é bem assim.

Achas que há aí outra jogada?

Acho, muito honestamente, acho. Agora, se o Cristiano Ronaldo regressar, continuar a ter os problemas que tem, porque o treinador o senta, porque ele não joga, porque ele desportivamente abandona, então aí teremos a falar de outra coisa. E depois também temos aqui o dossiê seleção, que ainda não sabemos como é que vai acontecer, quem vem, quem não vem, os dois jogos, Liechtenstein e Luxemburgo, se o Cristiano Ronaldo é chamado, não é chamado. Portanto, há aqui muita coisa que está muito em causa e também depende, obviamente, daquilo que vai acontecer com o Cristiano Ronaldo. Portanto, são dossiês interessantes. Claro que eu preferia ver o Cristiano Ronaldo na candidatura portuguesa, mas daqui a pouco vamos dar favas e brindes e é aí que vai bater uma das minhas questões que tem a ver com a Federação Portuguesa de Futebol.

Isso mesmo. Daqui a pouco eu já explico o porquê das favas e dos brindes. Foi algo que nós nos lembramos, já que estamos numa véspera de Natal e em vez de hoje atribuirmos só o campeão é, decidimos, já em jeito de balanço de final de ano, convidar o Luís Pinto Coelho, o João Castro e o Pedro Henriques também.

Nunca te saiu uma fava quando comes bolo rei com manteiga?

Não, com manteiga, não, mas já me saiu a fava e na altura os brindes. Os brindes agora são proibidos, mas em tempos a pessoa ficava sempre muito feliz. Pronto, isso só para justificar o porquê que o Pedro há pouco estava a dizer que hoje íamos então entregar favas e brindes. Ainda à volta do Ronaldo, Luís Pinto Coelho, os Estados Unidos está fora de hipótese, isto porque, entretanto, Marius Niculae, que foi companheiro de Ronaldo, perdeu o balneário na temporada de 2002, 2003, estava a dizer que não está também fora de hipótese uma ida para os Estados Unidos e que depois vai querer dedicar-se ao cinema e a Hollywood. Será que sim?

Sim, é possível isso aí. Eu acho até que seria bem mais interessante ele terminar já a carreira e dedicar-se a um lado mais comercial. Não vejo porque que isso não poderia ser já a hipótese, ou até comprar um clube, como o David Beckham fez nos Estados Unidos.

Exatamente.

Eu acho que seria muito mais dignificante, até para um jogador da dimensão que estamos a falar, se calhar um dos cinco maiores jogadores da história do futebol, do que ir para a Arábia Saudita. Nós não sabemos o que é este dinheiro, porque a gente não tem a noção do que é gerir esse tipo de dinheiro, mas faz-me alguma confusão. Para um país com os problemas da Arábia Saudita, ir para a Arábia Saudita apenas por dinheiro, alguém que já tenha a fortuna que tem.

Por isso é que eu há pouco fiz exatamente essa questão, Luís. Coloquei ao Pedro Henriques a dizer, tendo em conta tudo o que alcançou, e quando alcançou, também estamos a falar, obviamente, em termos monetários. Será que se justifica? Ok, estamos a falar de muito dinheiro, mas não sei. É a pergunta para o Caixinha.

Sim, ele tem dinheiro para ele, para os filhos, para os netos, para os bisnetos. Mas pronto, eu acredito que quem tem muito quer sempre mais, mas eu acho que há certos limites. E esta questão dele ser embaixador por uma candidatura contra a candidatura de Portugal, parece-me um bocadinho de birra de menino. Está a sair mal com a federação, as coisas não estão a correr bem, então vou ser embaixador. Eu acho que há certos limites e espero, eu sou muito crítico até do Cristiano neste estilo de coisas, espero que o próximo selecionador não volte a chamar o Cristiano Ronaldo. O Cristiano Ronaldo saiu a mal com os últimos três selecionadores nacionais. E ele parece aquele senhor que vai na autoestrada em contramão a mandar bico toda a gente A culpa nunca é dele. Foi do Carlos Queiroz, foi do Paulo Bento, foi do Fernando Santos. E estamos a falar de pessoas. O Carlos Queiroz foi fundamental no crescimento dele no Manchester United, quando ele chegou à Inglaterra. O Fernando Santos foi dos treinadores que sempre o defendeu. E a partir do momento que o contrariam em qualquer coisa, ele amua, faz birra. Todos os jogadores fizeram publicações a agradecer o Fernando Santos e ele não. Qual foi a única razão? Porque o substituiu aos 60 minutos de um jogo em que Portugal já estava apurado. Eu acho que a federação deve ter aqui uma postura firme e não voltar a chamar o Cristiano Ronaldo, porque eu acho que até os outros jogadores já estão cheios desta história do Cristiano Ronaldo.

Continuando exatamente sobre esse tema, João Castro, e antes de irmos ao Sporting. Entretanto, o Paulo Bento também deu uma entrevista onde ele próprio diz e acha que o Cristiano Ronaldo também já não é uma peça tão fundamental na seleção quanto já foi. Concordas?

Tudo veio com esta época. O não fazer a pré-época terá ajudado, obviamente, a não estar em grande forma, quer na liga, quer no mundial. Agora, atenção que estes grandes jogadores muitas vezes dão a volta. Eu lembro perfeitamente o Messi também quando chegou ao Paris Saint-Germain, demorou um bocadinho a carburar e tinha saudades de Barcelona. O Cristiano Ronaldo é um grande jogador. Temos de ter muito calmas com estes funerais antecipados da carreira do jogador, porque é realmente um grande jogador, um dos melhores que eu vi jogar. Portanto, vamos ver a volta que ele vai dar. Pode dar a volta por cima, pode não dar. Agora, eu acho que ainda é prematuro dizer. Em termos da seleção, sim, poderá haver aqui algumas situações que possam ter complicado o futuro do Cristiano Ronaldo na seleção, mas muito depende do rendimento esportivo dele. Se ele for para qualquer lado e começar a marcar gols, eu acho que é quase impossível um selecionador não o chamar. Atenção, não é com a obrigação de o colocar a titular, é não o chamar para a seleção. Até porque se repararmos, em termos de posição de ponta-lança, Portugal tem alguns jogadores, mas podíamos ter aqui um avançado com muito mais qualidade.

João Castro, entretanto, também ficamos a saber, e agora falando sim do Sporting, que o emblema do Sporting vai ser alvo de remodelação. Como sportinguista, o que tu achas?

É uma bela questão. Eu acho que as pessoas também já estão a partir muito à frente daquilo que foi dito pelo André Bernardo. Vai haver realmente uma nova arquitetura de marca, o que não é só o símbolo ou emblema, é tudo mais em termos de comunicação, design do que é marca. Isso é muito importante. Eu acho que já tem sido feito algum bom trabalho no digital, quer com os insights, o ADN Leão, o backstage. Portanto, o Sporting tem recebido uma reformulação. Em relação ao símbolo, eu preferia até o antigo do que este. Não gosto verdadeiramente do amarelo neste símbolo, do leão amarelo, portanto, preferia o antigo, mas também se calhar porque nasci com esse símbolo. Agora, deixa-me dizer uma coisa que eu acho importante. Há coisas que foram bem feitas, por exemplo, as novas cadeiras de Alvaláde, o relvado está estável, há coisas que estão a ser muito bem feitas, mas eu acho que aqui, mais do que a própria marca, há que melhorar as condições a quem vai experimentar a experiência que é ir ao futebol. São muitas filas para entrar, são muitas filas para sair. E estou a falar das portas de Alvaláde, obviamente, o trânsito acontece em todos os lugares. Depois, os bares, a alimentação é péssima. Portanto, acho que esta direção tem um calcanhar daquiles, que também é a relação com os adeptos. E isso deve ser um dos pontos que tem que ser melhorado por esta direção, porque nós vemos as assistências de Alvaláde terem diminuído, não terem conseguido uma boa relação com os adeptos, com os claxons. E a verdade é que Alvaláde tem-se tornado um ambiente mais vazio em muitos jogos e, portanto, mais do que uma arquitetura de marca, e tem sido feito um bom trabalho de merchandising com a loja do Sporting, com muitos produtos, que anteriormente não havia, era praticamente só produtos de futebol. Portanto, tem existido essa preocupação, isso é ponto positivo, mas não esquecer o calcanhar daquiles desta direção, que tem sido realmente a relação com os adeptos. É necessário voltar a tornar Alvaláde uma experiência agradável para todos que lá vão e uma melhor comunicação com os sócios.

E não achas que também, um bocadinho desligado dos resultados da equipa, quase a desvalorizar? Não sentes isso?

Sinto. Repara, Alvaláde só enche, ou praticamente enche, quando há grandes jogos. Da Liga dos Campeões, o Porto, Benfica, depois do resto, as assistências ficam sempre muito baixas. Obviamente que os resultados também não ajudam este ano. No ano passado o Sporting estava bem e mesmo assim as audiências não eram assim tantas. E portanto, é preciso também dar condições às pessoas para sentirem, eu, por exemplo, levar os meus filhos, alguém levar os filhos, não estar ali apertado para entrar, ter boa comida para obviamente depois no intervalo comer. Os horários de jogos também são péssimos, diga-se de passagem. Depois, a nível digital, por exemplo, o Sporting ainda não tem uma app igual à do Porto, nem a do Benfica, tem uma app já do tempo da pedra, que não é possível fazer nada. Há todo um trabalho que deve ser feito, além, obviamente, da arquitetura, do novo símbolo, eu percebo que as empresas às vezes têm que se atualizar. Espero é que não sigam o exemplo da Juventus, porque nessa entrevista do André Bernardo, ele cita a Juventus, e quando olho para o símbolo da Juventus, arrepio-me um bocadinho. Portanto, deixem lá estar o leão quietinho. Se calhar, mais vale só dar ali um pequeno retoque, Catarina, e não inventar muito.

E não inventar muito. Muito bem. Em jeito então de balanço de ano e hoje antes de irmos à ronda com o Campeão App, porque estamos em véspera de Natal, hoje vamos entregar favas e brindes. Luís Pinto Coelho, começo por ti.

O brinde vou dar aqui à nossa Rádio Observador, até porque eu entrei, fui acolhido este ano na rádio e acho que a equipa é fantástica e o trabalho é muito bem feito por todos. Por isso, um brinde para todos nós pelo trabalho magnífico que se faz na Rádio Observador. A fava vou dar à Liga de Futebol. O João Castro falou agora nisso, que são os horários dos jogos. Ontem eu vi um jogo da Segunda Liga a começar às 21h15. Na quarta-feira, o jogo do Futebol Clube Porto com o Arouca, uma quarta-feira às 21h15, em dezembro, eu acho que não faz qualquer sentido, quando nesse dia até só há mais um jogo da Liga Portuguesa, marcar um jogo às 21h15, numa quarta-feira em dezembro, quando o jogo podia ser às 20h00, 20h15 no máximo. Agora 21h15 acho que não faz sentido algum e a Liga são os clubes, por isso também é uma crítica aos próprios clubes, porque uma coisa é eu ir ao cinema ou ir ao teatro às 10 da noite, mas estou quente, dentro de um recinto fechado. Outra coisa é ir à chuva, como está aqui no Porto hoje, às 21h15 numa quarta-feira, quando no dia a seguir tem que ir trabalhar de manhã. Acho que não faz qualquer sentido e a Liga tem que melhorar muito nisso.

Isto às vezes também tem a ver com as transmissões, não é? Da televisão. Parece que está tudo um bocadinho refém das transmissões.

Do dinheiro das transmissões. Mas, por exemplo, para este jogo de quarta-feira do Porto, até nem faz muito sentido, só há mais um jogo da Liga Portuguesa. Se houvesse muita sobrecarga de jogos, agora com dois jogos e meter um jogo às 21h15 não faz sentido.

Portanto, está entregue o brinde e a fava. Pedro Henriques.

Vou dar sem justificar. Fava, no plano social, para o Putin, para a Rússia e para a guerra na Ucrânia. No plano desportivo, para o Mundial no Qatar versus Direitos Humanos e para a Federação Portuguesa de Futebol, na forma como geriu o dossiê Fernando Santos e Cristiano Ronaldo e, sobretudo, para a péssima comunicação que tem. O brinde para a Argentina, para o Messi, para o nosso desporto nacional, com todos os campeões e medalhas de ouro que nós ao longo deste ano fomos falando sistematicamente, inclusivamente aqui no "Campeão". Para o nosso João Castro, que ganhou os palpites. Ainda estou com isso atravessado, mas quando estivermos juntos vou lhe oferecer mesmo uma coisinha a dizer: "Rádio Observador, palpites". Vou fazer dois, um para ele, um para mim, é para eu relembrar que perdi.

A ti oferecemos tumulão, Pedro Henriques.

Ai, que horror desagradável, Diogo.

Exatamente. E também termino com a questão da Rádio Observador, porque neste caso concreto, aquilo que nos une aqui, que é a parte do desporto, aconteça o que acontecer, estamos mesmo juntos em todas as frentes e por isso tem sido um orgulho, um privilégio e uma honra estar no desporto, na Rádio Observador.

João Castro.

Olha, o brinde, eles roubaram o brinde, era para a Rádio Observador e para esta fantástica equipa, a cobrir todos os espetáculos de futebol que têm existido por este país fora, quer seja Taça da Liga, Taça de Portugal, quer seja a Liga Portuguesa, depois ainda mais o Mundial. Portanto, um grande trabalho feito pela Rádio Observador, um grande grupo do WhatsApp, diga-se de passagem também. E portanto, para a Rádio Observador, que tem aqui um excelente projeto. Em termos de desporto, vai claramente para a Argentina, não só pela conquista, mas pela paixão que realmente têm pelo mundial. É incrível as festas que se viu na Argentina, portanto, toda aquela paixão acho que merecem. Em termos de fava, vai para o presidente da FIFA, por todos os escândalos que houve por causa do mundial e também porque ainda agora, recentemente, fez uma publicação com um chef de cozinha muito conhecido, que infelizmente apareceu nas festas junto com o Messi e com o Argentina e não se sabe como é que entrou. E eles vão fazer um inquérito sobre isso, mas é verdade é que o presidente, o Infantino, foi jantar com ele, publicou nas redes sociais, portanto, acho que há aqui muita promiscuidade e portanto a fava vai mesmo para ele.

Muito bem. Pedro Henriques, Luís Pinto Coelho, João Castro, muito obrigada. Um feliz Natal e Bom Ano.

Bom ano.

Bom ano e bom Natal.

Bom Natal. Boas festas.

Não nos voltamos a falar antes do Ano Novo, portanto, só em 2023 voltaremos a ter o "Campeão" aqui nas manhãs 360 de fim de semana. Por isso, boas festas.

Bom Natal.

Boas festas.