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E o campeão é de quarta-feira, a coincidir com o arranque dos oitavos de final da Taça de Portugal, quando faltarem 15 minutos para as 21h, começa em Alvalade o Sporting-Santa Clara. Não se avizinha tarefa fácil para os Leões, tendo em conta o desempenho mais recente do Sporting nos últimos cinco jogos, quatro derrotas e uma vitória na última partida frente ao Boavista, mas também, e talvez sobretudo, pela época que o Santa Clara vem fazendo. Está neste oitavo final da Taça e no campeonato o clube açoriano ocupa atualmente a quarta posição à frente de Braga e Vitória Sport Clube de Guimarães. É por aqui que começamos. Bruno Roseiro, Gabriel Alves, João Pinto e Pedro Henriques, bem-vindos. Imagino, Bruno Roseiro, que este seja um teste importante para o Sporting e para o seu treinador, João Pereira.

Este é mais importante do que os outros, porque se perder, está fora da Taça de Portugal. Acabou. Mas diria que é um triplo teste. Teste número um: a estabilidade defensiva do Sporting. Nos últimos cinco jogos, foram oito gols sofridos. É certo que nos últimos quatro jogos de Amorim o Sporting sofre cinco gols, mas havia uma diferença: nada conseguia abalar a estabilidade da equipe. E neste caso em específico, e neste contexto do Sporting, qualquer gol sofrido consegue abalar a estabilidade da equipe e, portanto, a estabilidade defensiva é um primeiro desafio. Segundo desafio: estabilizar a atual equipe, que não pode contar ainda com o Pote, com o Bragança e com o Morita, e penso sobretudo no lado esquerdo do ataque continuar a ser um problema. Ou seja, está mais do que confirmado que, além do Sporting ter um plantel com poucos médios centro, o Pedro Gonçalves é o único jogador que não tem um substituto direto e isso acaba por ter depois interferência em todo o rendimento coletivo da equipe. E depois um mais do que óbvio desafio para o próprio João Pereira. E desafio neste sentido: não me parece que a vitória com o Boavista tenha alterado algo mais do que simplesmente acabar a série de derrotas consecutivas. Também não é pelo fato de estar muito mais interventivo no banco, muito provavelmente porque andou a ler aquilo que se escrevia e as perguntas que se faziam nas conferências de imprensa. Não é por aí que as coisas vão mudar. Também não é com artigos, como eu ontem li no Jornal Desportivo, a dizer que está tudo muito unido, que está tudo muito com o treinador, que as coisas vão mudar, até porque aquele artigo é claramente excessivo e não é um reflexo da realidade que se vive atualmente no Sporting. É, sobretudo, a partir do momento em que se entenda que os jogadores do Sporting conseguem assumir a atual identidade de jogo da equipe. E é isso que ainda falta. A partir desse momento, João Pereira consegue dar o passo para chegar a alguma estabilidade. E depois os resultados ditarão todo o resto. Uma última nota só para uma frase do Di María, que até foi interpretada como uma provocação, mas que eu percebi o que ele queria dizer, que é quando ele diz que o Sporting na última época estava muito afinado, mas agora já está diferente. Ou seja, o Sporting, claramente, até aos olhos dos adversários, passou a ser uma equipe, entre aspas, acessível, e isso não é só perante o Benfica, é perante um Santa Clara, perante o Moreirense, perante um Clube Rouge. E é esse carimbo que o Sporting tentará agora recuperar, ou seja, fazer ver às equipes que vão a Alvalade que vão a um terreno onde é muito complicado passar. Algo que se foi esbatendo, não só com a derrota do Santa Clara, mas até o próprio jogo do Boavista, onde o Boavista conseguiu discutir o jogo até o fim.

Perdeu 3x2 a equipe atrasada em Alvalade frente ao Sporting. Gabriel Alves, boa tarde também, bem-vindo. Achas que se joga também a continuidade de João Pereira à frente do comando técnico do Sporting, como eventual derrota pode pôr em causa essa continuidade ou achas que isso não é um cenário com que nos deparemos nesta altura?

Boa tarde. Pegando nas palavras do Bruno Roseiro e dando-lhe agora outra dimensão. O Bruno olhou muito bem o Sporting, fez aquilo que é a autópsia, mas eu vou falar do Santa Clara, porque é evidente que o Santa Clara está hoje em Alvalade com os olhos todos nele, porque está tudo a olhar para o Sporting, está tudo a ver o que o João Pereira vai fazer, o que os jogadores do Sporting vão executar, como é que vai ser o figurino do jogo. Mas o Santa Clara está lá. O Santa Clara é o compadre de tudo isso. Vai estar aos olhos de toda Portugal, isto é, dos adeptos do Sporting, obviamente, em primeiro lugar, dos do Benfica e dos do Porto e de todos os outros. O Santa Clara tem aqui um grande desafio a si próprio também, porque quer fazer história, quer mostrar que é capaz, que veio da segunda divisão, que está bem classificado.

Está a fazer uma grande época.

Uma grande época e veio da segunda divisão. Não esquecer, é o quarto, 27 pontos, atrás do Benfica, mais dois que o Braga. É preciso ter atenção a este Santa Clara, que não perdeu para a Taça os seus jogos fora e nos jogos fora, na globalidade, tem cinco vitórias e tem cinco derrotas. Não é um clube qualquer que está ali. Independentemente de não marcar muitos gols, sofrer alguns, mas tem uma gestão entre 16 marcados e 13 sofridos. O Sporting vai ter uma equipa muito bem orientada, um treinador que eu já aqui falei. Houve aí, enfim, há um tempo, quem dissesse que ele não tinha perfil, o perfil dele está bem mostrado no Santa Clara, daí que o Sporting tem que mostrar hoje muito service. A linha vermelha não é só para o João Pereira

Esquece. Não, é para o João Pereira, é para a equipa e é para o presidente.

Pedro Henriques, boa tarde também, bem-vindo. Pergunto se, em tua opinião, há, de fato, uma linha vermelha. Este jogo pode representar uma linha vermelha para João Pereira e, de forma mais abrangente, também para o presidente do clube? E pergunto também, é uma pergunta sacramental e habitual aqui feita: com que 11 vai alinhar o Sporting mais logo frente a este Santa Clara?

Em primeiro lugar, relembrar que estas jornadas da Taça de Portugal dos quartos-final já têm vídeo-árbitro. Portanto, isto também vai ser bom, porque as questões da arbitragem têm vindo à lume ultimamente, mesmo com o vídeo-árbitro no campeonato, e as coisas não têm andado bem. Até aqui algumas confusões com as nomeações para esta semana, com o Hélder Malheiro, que ia arbitrar hoje, Gaíta, e VAR amanhã no jogo do Benfica, e depois já foi desnomeado. A arbitragem quando não tem, arranja coisas para se expressar. Partindo do princípio, e depois tivemos também este enquadramento do próprio Porto, o túnel, também a ligação com o jogo anterior que o Porto fez muito contestado em relação à grande decisão que o Tiago Martins teve por anular o golo do Sláven penalti. Portanto, a arbitragem também está um pouquinho aqui debaixo de fogo. Esperemos que nesse aspecto seja um bom arbitragem e até podemos VAR. Relativamente ao Sporting. Eu acho que a vitória do Sporting frente ao Boavista, pelo menos é a minha opinião, foi empurrar o problema para frente com a barriga, porque foi uma vitória tal, mas fez uns 220 minutos. É pouco, é fraco, não tem nada a ver com o Sporting de Rúben Amorim, como aqui ontem disse o Fernando Santos, como eu também tinha dito anteontem e continuo a dizer, o Sporting de Rúben Amorim hoje, frente mesmo no Santa Clara fortíssimo, era só tentar perceber por quanto é que o Sporting acabaria por ganhar e eu acho que não iria ter esse problema. Hoje, a questão é mais do que isso. Hoje há adeptos do Sporting que não têm a certeza se o Sporting vai passar aos quartos-final. Esta é que é a realidade, o que é grave pelo ponto de vista de uma equipa que vinha, como dizia ali Maria, muito afinada nas três pessoas que o utilizou e de repente descarrilou completamente. Por isso, eu continuo a achar que o João Pereira precisa de matar alguns patamares para poder depois estar em projetos como este. Vamos ver o que vai acontecer. De qualquer maneira, que hoje seja menos iPad e um bocadinho mais de terreno, porque aquilo são pessoas que estão lá dentro e as pessoas não é PlayStation, as pessoas é pessoas e é com elas que têm que se lidar diretamente e não estarem três meninos em volta de um iPad a decidir um golo. Sobretudo quando sofre. Em relação à equipa, eu acho que se a Taça de Portugal normalmente serve muita gente para fazer rotações e ajustes, eu acho que o Sporting, além de ter as lesões, tem as derrotas e, portanto, não tem que estar a inventar. Eu acho que tem que ir quase com aquilo que possa ser o melhor 11, correndo o risco de inventar e custar caro. Portanto, eu acho que o Israel vai se manter na baliza, Diomande, Sanjusto, Gonçalo Inácio. Ouman continua a fazer dupla com João Simões e depois nas alas eu acho que vamos ter o Gélio à direita e o Matheus à esquerda. E eu acho que vai haver uma alteração nas muitas experiências que têm vindo a ser feitas, vai ter Trincão e Gyökeres. Eu acho que hoje o Ardher vai a jogo. Eu acho que hoje o Ardher, até para ser diferente, o Sporting também tem que fazer diferente daquilo que fez exatamente contra o próprio Santa Clara, que lhe custou caro.

Ardher e Gyökeres lá na frente.

Sim, acho que é aquele trio, Trincão, Gyökeres e Ardher, porque obviamente o Sporting está com o João Simões a fazer aquele duplo pivô e, portanto, nas alas o Gélio e o Matheus. Também o Sporting não tem muito para mexer e se vai inventar muito mais em relação a isto, corre o risco de tornar as coisas piores, porque uma derrota hoje tem impacto, que é uma eliminação.

João Pinto, boa tarde também, bem-vindo. Pergunto se este é o contexto ideal para o Santa Clara, tendo em conta a época que o Santa Clara vem fazendo, mas também tendo em conta o atual momento de forma do Sporting.

O Santa Clara tem o problema de não ter o elemento surpresa. O Santa Clara criou esta onda de indignação em Alvalade e agora já ninguém vai arriscar. Concordo com o Pedro, acho que vão entrar os melhores por causa disso. Agora, como eu inventei há bocadinho, o futebol é o momento. Isto é tudo muito relativo. Repara, o Sporting pode olhar para as derrotas que teve. Com o Arsenal, bem, perderíamos sempre, com o Santa Clara houve problemas de arbitragem, com o Moreirense, o João Pereira não faz lançamentos, com o Brugge houve mil azares e entretanto já ganhamos. Portanto, isto pode ser o começo de alguma coisa que eu acho que, na realidade, não vai ser testado hoje. O grande teste do João Pereira e também do Bruno Lage. É mesmo esse Sporting-Benfica que está aí ao virar da esquina. Isto são tudo ensaios e aqueles combates secundários antes do big event, do main event que está para acontecer no pós-Natal.

Bruno.

Deixa-me só acrescentar uma coisa em relação ao Sporting. Nós estamos muito a olhar para a perspectiva João Pereira, mas dizer o seguinte: um, a Abel recebeu contatos informais para saber a atual situação. Dois, e depois daqui a umas semanas, se calhar, podemos discutir isto. Atenção que se o Vasco Matos ganhar pela segunda vez em Alvalade, é mais do que um cartão de visita. E o Vasco Matos é claramente um nome estranho em Alvalade, até porque jogou lá.

Achas que há uma possibilidade de vir a orientar o Sporting num futuro próximo?

Acho que é um treinador que é há muito tempo acompanhado no Sporting, muito provavelmente sempre numa perspectiva de equipa sub-23, equipa B, por se reconhecer, de fato, mérito em termos de treinador. Mas ganhar duas vezes em Alvalade com esta temporada do Santa Clara, vamos ver.

Deixa-me só acrescentar aí ao que o Bruno acabou de dizer. E se acontecer, o Vasco Matos, acima de tudo, entrará com um sorriso largo para ele próprio. Para ti.

A coincidir com esta edição de "E o Campeão É", e talvez não por acaso, Pedro Proença dá nesta altura uma conferência de imprensa em que anuncia João Miguel Santos candidatura à presidência da Federação Portuguesa de Futebol.

É o que está a fazer.

Então vamos lá ouvir Pedro Proença.

Responderá aos desafios que aguardam o futebol português

Mais informo que após a validação formal da minha candidatura pela Comissão Eleitoral, apresentarei de imediato as ligas programáticas do meu projeto. Até lá, assumirei as minhas responsabilidades e continuarei absolutamente focado nas minhas funções enquanto presidente da Liga Portugal, enquanto presidente da European Leagues e membro do comitê executivo da UEFA.

Para já, presidente da Liga Portuguesa de Futebol, com a Federação Portuguesa no horizonte, é uma candidatura anunciada. Já há alguns dias que vinha ganhando forma esta candidatura do atual presidente da Liga à Federação Portuguesa de Futebol. João Pinto, como é que acolhes esta intenção? É um bom candidato, é bom para o futebol português?

Eu acho que é sempre bom quando temos uma pessoa com o nome e com a reputação que ele tem à frente da Federação. Agora, o Pedro Henriques tem nos explicado a todos, programa após programa, o virar de página que isto representa, toda uma nova brisa que vai entrar por ali dentro. Faltam as formalidades, mas definitivamente o Pedro Proença vai ser o novo presidente da Federação e resta perceber que linhas mestras é que ele vai impor, o que ele vai mudar. Vejo com bons olhos esta mudança. O Pedro Henriques sabe muito mais. Pedro Henriques, e agora contigo o detalhe.

E agora, Pedro. Satisfeito pela candidatura do teu homónimo?

Na sexta-feira, quando estive lá em cima na inauguração da Arena Liga, eu depois tive a oportunidade de falar aqui no sábado que eu até pensava que vinha na segunda-feira a reunião de presidentes, mas a reunião de presidentes foi hoje a nível da Liga e portanto o que ele iria anunciar. Amanhã termina o prazo até às 17h59, portanto tem que ser entregue a candidatura formal até amanhã à noite. Tinha que ser esta semana, já se constava, até porque reparem quais são os grandes aspectos que estão dentro da Federação. Além da Federação Nacional ou todas as federações, há o aspecto que passou lá para dentro, tem a ver com a parte da justiça e da disciplina, que é um órgão sempre muito relevante e importante, sabemos por quê, e a parte da arbitragem, que há uns anos esta parte, por obrigação da lei, passou lá para dentro e que também acaba por assumir aqui um papel muito importante. E penso que das muitas coisas que o Pedro Proença vai propor, eu não tenho dúvidas, até porque algumas coisas já vão ser dentro, sobretudo da minha área, e as grandes mudanças vão ser exatamente na questão da arbitragem. Ainda há muito pouquíssimo tempo, há três semanas, os ingleses estiveram reunidos naquilo que é a melhor organização em termos de arbitragem, sob o ponto de vista da maneira como eles são organizados, a empresa que trabalha, etc. E tivemos já lá um ponto de balança que vai estar no futuro, não sou eu, atenção. Tivemos já lá um ponto de balança que vai estar no futuro, que já esteve a acompanhar todo esse projeto, já com grandes ideias para aquilo que vai ser uma revolução que eu penso que vai ser muito importante em termos também de arbitragem, mas não é só arbitragem, o Pedro Proença vai ser presidente da Federação Portuguesa.

Claro.

Ele tem várias linhas, mas isso deixaremos para outros programas que há para falar sobre isso.

Gabriel Alves, bom candidato à Federação?

Ver para crer, porque olho para trás e vejo na Liga o que é que a nossa Liga ganhou em termos de expressão internacional. E ele já lá está há quantos anos? Ver para crer.

Como São Tomé. Bruno Roseiro, há um outro candidato, Nuno Lobo, que será também candidato à Federação Portuguesa de Futebol. Alguém parte em vantagem para esta corrida?

Pedro Proença, claramente. Parte em vantagem até por uma razão lógica, que foi Nuno Lobo quis apresentar a candidatura e só depois é que foi falar com os delegados. Pedro Proença está há mais de um ano reunido com delegados a preparar o seu programa eleitoral, as suas ideias mestras para este projeto e só agora é que se apresenta. Portanto, só isso é uma diferença muito grande. O programa de Pedro Proença tem mais de 400 pontos, tem 18 linhas gerais que falam um bocadinho de tudo. Já tem a lista completa, que já demos esta madrugada no Observador, com o Toni, com o Domingues, com o Daniel Carriço. A parte da arbitragem também já está definida e, sobretudo, Pedro Proença teve aqui um mérito, e este é o seu primeiro mérito. Agora, se vai ter depois ou não sucesso na Federação, logo veremos, mas tem aqui um mérito que é: conseguiu criar a sensação de compromisso entre associações distritais, associações de classe e clubes profissionais que foram estando com ele em todas estas reuniões feitas há mais de um ano, para definir este novo programa e esta nova era para a Federação, que eu acrescentaria em relação àquilo que o João Pinto disse, é mais do que uma brisa. Eu diria que é uma ventania que vai ser por ali.

Veremos seguramente de ter a oportunidade aqui no "E o Campeão É" de abordar mais em detalhe esta corrida à presidência da Federação Portuguesa de Futebol. O quarto árbitro deste "E o Campeão É", João Miguel Santos, acaba de levantar a placa com o tempo de compensação deste programa. Três minutos, parece-me manifestamente pouca arbitragem até pela hora da morte neste programa "E o Campeão É". Vamos lá então aos vossos campeões em três minutos. João Pinto, quem é o teu campeão?

Rashford, pela honestidade, pela sinceridade e pelo feedback que isto depois acabou por ter em todo lado. Rashford tem um oito em campo, mas um 12 nas declarações.

Rashford que admite, abriu a porta de saída do Manchester United. Rashford, que com Garnacho, foi afastado por Ruben Amorim do último encontro da equipa do United no derby de Manchester frente ao City. Pedro Henriques, o teu campeão.

Pedro Proença, candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol, chegou na Liga em falência técnica, sai da Liga com um défice de 20 milhões e construiu, portanto, sem recapagens, sem fora do tempo, sem recapagens financeiras, etc. É um tecnocrata, é muito bom naquilo que faz, em tudo aquilo que se mete. É daqueles que é sempre o primeiro a chegar, o último a sair. Conhece-se perfeitamente de diversos pontos de vista, e sei do que estou a falar, e tenho a certeza absoluta que vai ganhar as eleições e vai fazer com que o futebol português dê mais passos em frente. Não quer dizer que o que está para trás não tenha sido bem feito. O doutor Fernando Gomes tem muito mérito nestes últimos 11 anos, mas aqui o objetivo não é fazer comparações, é acrescentar. E Pedro Proença vai acrescentar, de certeza, mais coisas boas ao futebol português.

Essa é a expectativa e a esperança de Pedro Henriques. Gabriel Alves, o teu campeão.

Rachada, eu dou-lhe mais do que um 12, dou-lhe 15, porque criou aqui uma situação que pôs Rúben Amorim em sentido. Embora eu também dê uma nota boa a Rúben Amorim, vou lhe dar 12, porque não entrou em despique, foi inteligente na sua comunicação e eu até cito: "Não falei com ele ontem, dei folga. É nosso jogador e está pronto para o próximo jogo. Só quero uma equipa melhor e somos melhores com ele. Este clube precisa de grandes talentos e ele é um deles. Só precisa de ter performances ao melhor nível e é nisso que eu quero ajudar e é esse o meu foco." Portanto, é uma resposta ao futebolista, mas é também para o balneário. Não entrou em despique. Agora Rachada pôs em sentido tudo aquilo ali no Manchester United. Esperem lá, vamos ver como é que é para contar como foi. Quer dar 18 a Pedro Gonçalves. Falámos ontem de treinadores portugueses lá fora, não falámos do atual treinador selecionador de Angola, um trabalho notável, e ele em entrevista à Bola, aos grandes clubes portugueses deixa o desafio: "Têm de acordar rápido. Ou acordam rápido ou perdem Angola." E frisa que os mais jovens, e lembra que os mais de 30 milhões de angolanos, a maior parte é jovem, mas os jovens jogadores começam a ligar-se a clubes de Inglaterra e Espanha. Diz ele, e eu também digo, Itália e França, acrescento. E já Chiquinho Conde, essa figura fantástica ímpar do futebol moçambicano, que jogou em Portugal também, Eusébio os dizia lá há dias. Há muitos por aí. Claro que é parábola, mas é também um alerta para, naturalmente, quem não quer ver. É isto, quando algum destes jogadores estiver no grande mercado, então vamos lá todos atrás. Entretanto, é tarde e fica caro.

Pode ser tarde. Bruno Roseiro, o teu campeão.

O meu campeão não é bem um campeão, é um descampeão, é uma nota zero para os prémios, neste caso da BS, de Bola de Ouro, FIFA. Cada vez mais a ideia que eu tenho é: os grandes clubes europeus não têm é de estar preocupados com o rendimento dos seus jogadores e aquilo que as equipas fazem. Têm é de contratar um bom departamento jurídico e uma boa equipa de lobby, porque aquilo que interessa é depois da Bola de Ouro e depois da birra do Real Madrid, que não percebeu que o Vinícius não ganhava, já não foi ninguém, Ancelotti já não podia receber o prémio, etc. O Qatar e a FIFA abriram as portas ao Real Madrid como se fosse o dono do futebol mundial. Vinícius ganhou o prémio, independentemente de merecer ou não merecer, que eu por acaso acho que não, e o Carvajal passou ao lado.

Somos dois.

Passou ao lado da questão, foi campeão europeu de clubes, seleções, etc. Mais uma vez, passou ao lado, só porque é lateral direito. Mas sobretudo a ideia que transparece é que aquilo que interessa é o lobby, a política, o diz que disse, as birras, etc. E eu acho que se é para isso, mais vale fazermos uma nomeação estatística, porque assim pelo menos confere alguma credibilidade a estes prémios que o tempo vão começando a perdê-la.

Nota negativa do Bruno Roseiro para estes prémios. Fica por aqui esta edição de "E o Campeão É?", a coincidir com o arranque dos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Mais logo, à bola em Alvalade.

Sporting. Santa Clara. Os Leões recebem os açorianos nos oitavos da Taça de Portugal. Esta quarta-feira, a partir das 20h15, emissão especial com relato em direto do Sporting. Santa Clara. A Taça de Portugal joga-se na Rádio Observador.