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Este é o Som do Juventuré das manhãs. Trazendo este sindicato desta segunda-feira, além do José Manuel Fernandes, está também conosco o Ricardo Conceição. Já cheira a campanha eleitoral, a horas dos primeiros debates televisivos. Vamos ver como os partidos se vão posicionar. Ricardo, parece que os debates vão ser uma espécie de segunda volta?

Sim, um segundo round dos debates. Aliás, esse é mesmo o título do episódio da história de hoje. Queria começar por, obviamente, louvar o regresso dos debates e, sobretudo, o debate da rádio, que vai juntar todos os partidos com assento parlamentar. Hoje vamos assistir a um fato curioso no primeiro debate: Luís Montenegro está disponível para debater com Paulo Raimundo e não envia Nuno Melo para este debate, quase por causa de uma espécie de respeito institucional pelo PCP. Temos que nos lembrar que o primeiro-ministro, que é recandidato, decidiu que há debates aos quais não vale a pena ir. Claro que a razão oficial é que Montenegro diz que só debate com partidos que têm a possibilidade de ser governo. Também quer dar voz ao parceiro CDS, mas acho que é fácil de perceber que o líder do PSD não vai porque não quer, porque acha que não vale a pena, naquela lógica da gestão dos silêncios de Montenegro e do que o PSD elegeu para esta campanha. Este fim de semana, um dado que eu acho interessante é que tivemos o PS a apresentar o programa eleitoral com aquelas promessas de encher o olho, dinheiro para toda gente, nem os bebês escapam. Vão €500 para cada bebê que nascer em certificados de aforro. E a reação que tivemos do PSD, pela voz do ministro Castro Almeida, a esse programa eleitoral, foi na manhã seguinte. A apresentação do PS foi na tarde de sábado e Castro Almeida falou na manhã de domingo. O PSD e Castro Almeida tiveram algumas horas para pensar, para refletir sobre que resposta seria melhor dar, e a melhor resposta que encontraram foi comparar Pedro Nuno Santos a Sócrates, dizendo que Pedro Nuno Santos é um Sócrates. Com Castro Almeida a dizer: "Atenção, se trata de Sócrates na vertente despesista e não outra", como se na nossa cabeça Sócrates não fosse uma pessoa, com todos os seus defeitos e algumas qualidades que terá. O PSD, na resposta ao programa eleitoral do PS, faz o mesmo que o Chega faz com o PSD quando coloca Luís Montenegro num cartaz ao lado de Sócrates. Recordamos que Montenegro recorreu a um tribunal para tentar retirar esse cartaz. Acho que devíamos aproveitar esta segunda-feira e este dia um desta nova ronda de debates em que os partidos, os principais líderes, vão encontrar nas televisões, vão ter meia hora para trocar argumentos e expor argumentos, para lembrar que política se combate com política, com argumentos e contra-argumentos políticos. Umas horas para pensar sobre o programa eleitoral do PS deveriam ter dado ao PSD melhores argumentos do que dizer que Pedro Nuno Santos é um Sócrates que só quer é gastar e tirar o país pra bancarrota.

Sócrates está uma figura muito presente neste debate.

Sim, exatamente. Toda gente está a falar de Sócrates e nós temos que lembrar também que Sócrates já saiu da chefia do governo, fez agora em março 14 anos. 14 anos.

Não deve estar a fazer bem as contas, Ricardo. Mas pronto.

Não foi.

Não foi.

Não foi na esbórnia.

Não sei.

Não foi há 14 dias.

Não foi. Isso foi há 14 dias.

Tudo isto me parece um bocadinho ridículo. Nós temos que exigir mais enquanto cidadãos, enquanto eleitores, temos que exigir mais dos partidos. E temos que exigir que debatam política e que respondam à política com política, porque quando se demitem de combater política com política, deixam espaço para os populistas e para os populismos. E depois não se venham queixar de que as pessoas já não confiam no partido, já não confiam no centro, já não confiam aqui, já não confiam ali, porque o discurso político torna-se igual em todo lado. Por isso, acho que devíamos aproveitar esta segunda-feira, este arranque de semana, para fazer um apelo aos políticos para que falem de política e se deixem de comparações um bocadinho tristes, diria, e fracas.

A tua nota vai...

Dou um 16 para os debates, porque é sempre bom haver debate. Dou só 16 porque há limitações impostas pelos protagonistas dos debates, como sempre, e dou um oito para a resposta do PSD ao programa eleitoral do PS. Acho que o PSD tem que responder ao PS com política e não com comparações.

José Manuel, como é que estás a olhar para o arranque desta fase da campanha, que ainda é pré-campanha eleitoral, mas já cheira muito a campanha a sério?

De uma forma um bocadinho aborrecida, se quer que se diga, com pouca capacidade para, já não direi para... Às vezes, a palavra que me apetece usar é aturar estas Isto vai às vezes entre os partidos e creio que há aqui um risco que temos que ter bem presente. Na última campanha eleitoral, os debates foram mais próximos das eleições do que vão ser agora. Eles arrancaram a 5 de fevereiro, as eleições foram a 10 de março, o que quer dizer que arrancaram cinco semanas antes. Agora estão a arrancar com uma distância temporal maior, seis semanas, e é bom olhar para o calendário, sendo que neste período esta semana ainda é uma semana normal, mas depois para a semana que vem é a semana da Páscoa, na semana seguinte temos um feriado na sexta-feira, que é o 25 de Abril, na outra semana a seguir temos um feriado numa quinta-feira, que é o 1º de Maio, o que significa que vamos ter até ao início de maio, três semanas em que uma boa parte dos portugueses vai estar literalmente a pensar noutras coisas. E andamos às vezes a discutir temas que são repetições absolutas do passado. O primeiro tema foi a presença ou não de Montenegro nos debates todos. Vamos lá ver, não é a primeira vez que isto acontece. Nas eleições de 2015 também havia uma coligação PSD/CDS. O CDS também houve a opção, na altura Pedro Passos Coelho, não ir a todos os debates. Foi Paulo Portas que foi e acabou por como foi ele o indicado para discutir com a CDU, com a coligação do PCP, quem lhe apareceu pela frente foi a Luísa Raposo Plínio, não foi na altura o Jerónimo de Sousa. Isto é um remake, e é um remake também muito daquilo que me está a parecer ser a forma como os partidos estão a avançar para os programas. É tudo um bocadinho mais do mesmo, com esta particularidade de ser mais, e mais corresponder em programas políticos em Portugal quase sempre a mais despesa. Independentemente de os partidos serem mais à esquerda, mais à direita, quase todos eles vão por este caminho, o programa do Partido Socialista é muito isso, as reações ao programa do Partido Socialista foram muito isso, independentemente das questões retóricas de que já falou o Ricardo. Por exemplo, se olharmos para a reação do Chega é: "Mas todas estas despesas nós já queríamos antes. Vocês estão a pedir essas despesas quando já as podiam ter feito antes." É tudo muito mais, e isto é o meu receio, creio que daqui possa resultar um lado de desinteresse, para não dizer saturação, por parte dos portugueses. Vamos ver o que é que acontece nas audiências destes debates. Da última vez foram curiosamente audiências elevadas, mas havia muitas novidades, muita expectativa em relação a protagonistas que não apareceram pela primeira vez. Era a primeira vez que ia aparecer Orlando Raimundo, a primeira vez que ia aparecer Montenegro, a primeira vez que ia aparecer Pedro Nuno Santos. Havia muitos protagonistas, de facto, novos. Agora temos muitos protagonistas antigos, muitos protagonistas que faziam estes debates na Assembleia potencialmente. Eu receio que não tenhamos as audiências tão elevadas como tivemos no ano passado. A própria distância entre o momento em que se iniciam estes debates e o dia das eleições é reveladora. Eu creio que houve cuidado da parte de quem organizou e sobretudo da parte dos partidos, que provavelmente foi quem colocou as condições de começar mais cedo para não apanhar aquelas semanas de pontes. E sabemos como os portugueses gostam de pontes, é uma palavra mágica.

E estão com muitas saudades do calor e do sol.

E sobretudo com muitas saudades do calor e do sol e com muita vontade de ver se aparecem uns dias sem chuva. E por isso vamos ver como é que isto corre, porque daqui da bolha política e mediática vamos sempre estar muito atentos aos golpes baixos e aos golpes altos, aos truques de magia, às espadeiradas e cotoveladas dos debates. Mas eu tenho um verdadeiro receio que isto esteja a cansar um pouco o eleitorado e que não se traduza depois numa participação como gostaríamos que fosse a participação das eleições em maio. Mas isto é apenas o arranque, vamos ver agora, praticamente só tivemos a apresentação do programa por parte do Partido Socialista, falta passar muita água por estas pontes, mas eu devo dizer que neste momento, até pela distância em relação às eleições, eu começo esta campanha com algum ceticismo em relação ao seu-

Ao entusiasmo que vai suscitar.

Ao entusiasmo que a vai rodear e que ela vai suscitar, inclusivamente à capacidade dos partidos usarem argumentos novos. Isto começar logo com promessas, algumas delas que foram apenas recuperação com mais números de promessas antigas, como aconteceu com o Partido Socialista e responder com Sócrates. Eu sei que Sócrates é um fantasma que o PS nunca afastou completamente por culpa própria. Mas neste caso concreto, de vez em quando é bom recordar que Sócrates não fez só aquilo que fez na sua vida privada, também deixou o país entregue à bancarrota. Mas independentemente disso, não creio que seja por aí que as coisas vão, pelo menos onde eu gostava que as coisas fossem. Até ao momento não vejo sinais do que se pode fazer para termos um país mais governável e mais capaz de se transformar. Mas isso veremos mais adiante. Para este arranque

Para este arranque e para esta perspectiva, porque para já nem foi bem um arranque, mas para este arranque, para aquilo que pode vir nos próximos tempos, para a minha previsão de algum aborrecimento do eleitorado, vai para já uma nota a precisar que o aluno se aplique. Portanto, vai um oito.

Um oito para que o aluno estude mais. Lembrar que pelo menos o debate das rádios, onde a Rádio Observador vai estar presente, vai ser a 5 de maio, bem mais perto das eleições, se calhar com mais novidades.

Costuma ser o último também.

Costuma ser o último também.

Ainda bem para nós.

Ainda bem para a rádio. Ganha a rádio com isto. As promessas eleitorais para já, Paulo, o que é que nos dizem?

Diz-nos basicamente que é muito mais do mesmo. Seguindo aquilo que o José Manuel disse agora, eu acho que o fato de nós estarmos a ter estes ciclos de governação curtos, isto é, eleições de ano e meio em ano e meio, ano a ano, mantém-nos viva a memória daquilo que aconteceu no ano passado, a última eleição, e há três anos na anterior e por aí fora. Nós vamos para a quinta eleição no espaço de 10 anos. Isso significa que a nossa memória é mais viva e há coisas que se tornam, de alguma forma, caricatas e altamente descredibilizadoras dos partidos. Mas eu dou exemplos transversais, se calhar, quase do tempo da democracia. Prometer construir um novo aeroporto, por exemplo, ou avançar com alta velocidade ferroviária, ou construir o Hospital Central do Algarve, descredibilizam quem faz, porque há dezenas de programas eleitorais onde estas promessas constam de vários partidos. E, portanto, à medida que o tempo vai passando, que os governos vão passando e que as coisas não acontecem, obviamente que isto é motivo de descrédito. Nós, para já, temos o programa do PS já divulgado e já conseguimos perceber o que é que lá está. E eu dou dois exemplos claros. O PS governou em nove dos últimos 10 anos. Quando o PS escreve no programa eleitoral: "Colocar mais médicos de famílias nos centros de saúde que mais precisam de médicos", obviamente que isto é o descrédito. António Costa desde 2015 que anda a dizer isto. E o PS governou os tais nove em 10 anos. Portanto, isto não se pode levar a sério, tal como uma frase: "O reforço do parque habitacional público é a medida mais importante para ultrapassar a crise da habitação". Isto está no programa do PS agora, que podia se chamar "Desta vez é que é", a este nível. Eu só vou buscar estes dois exemplos, que eu acho que são os mais simbólicos, que também são duas das maiores crises que o país tem, que é a crise do Serviço Nacional de Saúde e a crise da habitação, que curiosamente rebentaram as duas de alguma maneira ou escalaram claramente nos últimos 10 anos.

E que se não são resolvidas, não é por falta de vontade política ou de falta de identificação dos problemas.

Não, mas é assim, digam qualquer coisa diferente. Quer dizer, isto nós já sabemos, que eles querem fazer isto e que querem pôr mais médicos de família. Então resolvam, ou então deixem de colocar estas coisas nos programas eleitorais. Isto é um descrédito absoluto. Para que fazer copy paste, basicamente, destas coisas, mudando uma palavra aqui ou uma palavra ali? Não é por lá estar que as coisas se resolvem. Por estar nos programas eleitorais, mais valia eles omitirem estas coisas do que estarem continuamente a prometer estas coisas que claramente não conseguem resolver desta maneira. Porque ainda por cima as receitas que lá estão para resolver são rigorosamente as mesmas. E portanto, vamos àquela frase do não é uma atitude muito inteligente estar à espera de resultados diferentes quando se faz a mesma coisa. E eu queria basicamente salientar este cuidado com as promessas que fazem. Está tudo muito recente aquilo que foi feito há um ano e há três anos, nas últimas eleições. Não adianta estar a prometer rigorosamente as mesmas coisas, a chover no molhado de problemas que existem, quando a incapacidade do Estado e dos governos para resolver estes assuntos está à vista de todos. Mais vale omitirem. Esqueçam os assuntos, mas tratem de resolvê-los na mesma. Quando os resolverem, então venham dizer: "Conseguimos resolver este assunto".

A nota vai para esse apelo à moderação.

Dou um seis, porque isto é falta também de criatividade, de alguma maneira, sempre a dizerem as mesmas coisas da mesma maneira para problemas que não se resolvem nunca.

Falam. Por que tiraste aqui Rui Tavares, Bruno?

Já explico, mas antes de passar a Rui Tavares, deixa-me só dizer que a comparação com o Sócrates, eu acho que já passou o prazo de validade há muito tempo. Ainda que, do outro lado, também se recupere continuamente a história da troika, do governo da troika, da austeridade, Passos Coelho. Por acaso que volta sempre a culpa é do Passos.

Começa a não colar com algum eleitorado, que já não tem memória disso.

Há um que já não tem memória e há outro que está cansado dessas comparações. Mesmo assim, não ponho ao mesmo nível o uso de Sócrates por parte do Chega, que o Chega fez naquele cartaz com esta conversa agora do despesismo e de comparar Pedro Nuno Santos ao Sócrates despesista. Pode-se separar aqui os dois. Em relação a Rui Tavares, eu acho que Rui Tavares nunca superou o fato de ser o pai espiritual da geringonça, de ter sido o primeiro a avançar com essa proposta e depois ter ficado de fora das fotos de família. Ele é o pai só espiritual, porque depois não aparece nos retratos. Não estava lá, teve azar. É triste para Rui Tavares, mas é o que é. Agora, ele insiste numa ideia que já tinha apresentado, adiantado o ano passado, que era a dos três blocos, e vai um pouco mais longe. Ele agora disse que Pedro Nuno Santos só não foi primeiro-ministro no ano passado porque não quis. E eu acho que esta ideia pode parecer uma reafirmação da fé do parlamentarismo e da democracia parlamentar, mas a mim parece-me profundamente antidemocrática. Pedro Nuno Santos Não foi primeiro-ministro porque os portugueses não quiseram. E isso é facilmente verificável na distribuição dos votos. E parece-me que dizer uma coisa destas é de uma arrogância intelectual, de um desprezo pela realidade, pelos votos dos portugueses, que para alguns será mesmo insuportável. Este cinismo tático inaugurado por António Costa, de que vale tudo para arredar a direita do poder e para perpetuar a esquerda.

Nesse caso, valer tudo era provavelmente fazer um acordo com o Chega. Era a única forma que eu estou a ver. É isso que Rui Tavares está a propor? Fazer um acordo com o Chega?

Pelos vistos, o que seria era Pedro Nuno Santos, no ano passado, como tinha uma maioria de esquerda, retirando o Chega, seria o PSD aceitar os termos.

O que é extraordinário é Rui Tavares achar que há 1 milhão de eleitores que não contam. Está a deitar para o lixo.

Eu não sei exatamente o que é que os eleitores do Chega querem, ou não sei tudo o que querem, mas sei que uma coisa não querem.

Nós estamos a falar do líder do partido.

Claro. E há uma coisa que não querem, isso eu tenho a certeza que o eleitorado do Chega não quer, ou não queria o ano passado, e presumo que continua a não querer: é um governo do PS, um novo governo do PS, ainda por cima, um governo do PS liderado por Pedro Nuno Santos. E os eleitores de esquerda, por outro lado, não querem o Chega no governo, mas a melhor maneira de ter o Chega no governo ou nas proximidades é precisamente uma vitória marginal do PS ou, pior do que isso, uma tentativa de transformar uma derrota numa vitória, um pouco à António Costa. Vamos imaginar que temos um cenário parecido com o das últimas eleições, um cenário pós-eleitoral parecido com o das últimas eleições, e que, seguindo a doutrina do Rui Tavares, o PS, Pedro Nuno Santos, apresentava uma proposta ou era convidado pelo Presidente da República a formar governo. Obviamente, que a reação da direita, de uma direita com uma maioria bastante substancial no Parlamento, só podia ser uma: era ter um governo e aí com o Chega mais próximo do governo ou mesmo no governo. Não havia outra hipótese. Aquilo que está a manter o Chega fora do governo e fora de uma solução governativa, é uma vitória da AD. Não há outra forma de manter o Chega longe, porque se imaginarmos, e eu acredito nisto, apesar do não é não, se o PS tiver uma vitória marginal, muito limitada nas próximas eleições, a AD vai governar à mesma. Se houver a maioria de direita que existe, vai governar à mesma. Não há outra maneira. Eu não estou a ver uma solução duradoura de um governo com esta doutrina de Rui Tavares, que simplesmente, como dizia o José Manuel, anula e ignora 1 milhão de votos, 50 deputados. Não é possível, mesmo que não se queira o Chega no governo, ignorar o peso político e eleitoral desses eleitores. E dizer que Pedro Nuno Santos só não foi primeiro-ministro no ano passado porque não quis. Uma coisa foi em 2015, dizer isso, o que disse Jerónimo de Sousa.

Sim, na noite eleitoral.

Na noite eleitoral, António Costa só não será primeiro-ministro se não quiser. Havia uma maioria de esquerda. Dizer o mesmo, comparando as duas situações, eu acho que é de uma arrogância intelectual, que não sei se será penalizada pelo eleitorado da esquerda, creio que não, mas à direita vai fazer soar os alarmes e haver muito mais atenção em relação a esses cenários pós-eleitorais que se começam a desenhar.

Posto isto...

É uma nota negativa para Rui Tavares, um quatro.

Um quatro, um chumbo direto para o líder do LIVRE no dia em que vão começar os debates televisivos com os líderes políticos. No fim deste "E o Vencedor é?" atribuímos também um 20 para o José Manuel Fernandes, faz anos.

Se for 20, é 20 para cima.

20 para cima.

E vem com bolo.

E vem com bolo e tudo. Um dia feliz para o José Manuel Fernandes. E o Vencedor é regressa à tarde, como sempre, para a segunda edição, que é logo depois das notícias das 17h30.