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Este é o Som do Juventuré das manhãs 360. Nos próximos minutos damos notas aos principais protagonistas da atualidade e por isso hoje juntam-se a nós e ao José Manuel Fernandes, o Miguel Pinheiro e o Ricardo Conceição. Carla. Vem aí mais um grande evento para Portugal. Marcelo já pensa na reforma e ontem houve mais um debate quinzenal. Mas vamos começar por perceber quanto custa agendar um serviço no Consulado de Portugal em São Paulo, Ricardo. E pode custar bastante.
Sim, vai aí 300 € mais ou menos, por um serviço que é gratuito, como é óbvio, é um agendamento para tratar de matérias junto do Consulado Português em São Paulo. E nesta nova rúbrica que temos na Rádio Observador, que é o "Onde Para o Caso", vamos pegar em casos com um ano ou mais e vamos tentar perceber como é que estão as coisas. No caso das gêmeas, um dos pontos do caso das gêmeas está relacionado com a nacionalidade das crianças e a forma como o processo foi ágil. E fomos tentar perceber como é que as coisas estão agora. Como é que estão a funcionar. E rapidamente concluímos que um cidadão normal que tente marcar junto do Consulado Português em São Paulo para tratar de qualquer coisa, como o cartão de cidadão, enfim, há uma série de coisas que se tratam nos consulados, não consegue vaga, porque as vagas estão todas tomadas, pelo menos até o próximo ano, durante um período largo. Então como é que isto se resolve? Pagando. Pagando a quem? A uns senhores, que nós não sabemos bem quem são, que têm as vagas tomadas. Portanto, é um esquema. E perguntas tu, Carla: "Mas isto é uma coisa obscura, subterrânea, ninguém sabe." Não, toda a gente sabe. Sabem as autoridades, sabe o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros, que é sempre tão fleumático na defesa dos interesses nacionais e nos interesses do ministério. Nunca o ouvi, posso estar a ser injusto, mas nunca o ouvi falar sobre isto. Não se percebe se o ministério já fez ou não fez alguma coisa, diz só que está a acompanhar.
Sim, não se entende se é um problema.
Que tem conhecimento do caso. Mas isto não se resolve? Será assim tão difícil retirar da mão destas empresas? Nós chamamos empresas.
Empreendedores.
Sim, exato. Obrigado, Carla. Acho que salvaste-me de dizer aqui uma palavra se calhar menos correta. E ninguém resolve isto? E os cidadãos ficam capturados por estes esquemas em que têm de pagar para ter acesso a um serviço que é gratuito e que devia ser fornecido pelo Estado para resolver a vida delas? É muito cedo, são 08h01 certas. Eu vou só dizer, acho que isto é tudo inacreditável e acho inacreditável a incompetência do Estado português para resolver isto. E não percebo a aparente tranquilidade com que o ministro e o Ministério dos Negócios Estrangeiros olham para isto tudo.
E será que é só neste consulado?
Eu imagino que não. Não sei. Podemos ir ver, podemos ir consulado a consulado e perguntar. Agora, que isto é estranho, é, mas depois também temos o inverso cá. Não vamos tapar o sol com a peneira e pensar: "Isto acontece só lá." Não, basta sair à rua para tropeçarmos em casos de pessoas que querem a nacionalidade portuguesa, que têm direito a ela.
Ricardo, às vezes até para uma consulta no centro de saúde.
Eu já não vou por aí. Mas nesta questão específica, em que é preciso pagar a alguém para se conseguir dar um passo para começar o processo ou para desbloquear o processo. E isto existe, tudo isto é triste e tudo isto é fado. E todos nós sabemos que isto existe e não se resolve.
É o clássico quando o Estado não funciona em serviços que são da sua exclusiva responsabilidade, tu não podes tirar o cartão de cidadão noutro sítio qualquer, senão nas competências públicas, e o passaporte e uma série de outras coisas, e a consulta no centro de saúde e por aí fora. Quando o Estado não funciona, abre caminho a uma série de negócios paralelos.
Exatamente.
De alguma maneira, porque há sempre aproveitamento sobre isso. Isso é um clássico. Quando não há segurança, por exemplo, e as pessoas sentem inseguras, contratam milícias, quem pode fazê-lo, por exemplo. E aí faço justiça pelas próprias mãos, de alguma maneira. Neste caso é esses tráficos de venda de vez na fila. É basicamente isso.
E ainda bem que nesta segunda-feira assinalámos o Dia Internacional contra a Corrupção, com vários discursos e iniciativas. Ficou bonito na segunda-feira, hoje é quinta-feira e hoje há "Onde Para o Caso", às 17h10. Este trabalho é da jornalista Diana Rosa e vamos poder ouvir isto.
Perceber melhor, com maior dimensão. Apesar de já estarmos a passar aqui um pouco dessa história. A nota, Ricardo, vais atribuir a quem?
José Manuel, desculpa, vou ter que recorrer ao teu quatro.
Faz muito bem.
E vou dar um quatro ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e também ao senhor ministro, porque se toda a gente sabe que isto acontece, está na hora de resolver isto de alguma forma. Não deve ser assim muito difícil resolver isto. Quem sabe restringir o número de agendamentos a um cidadão Imagina, o cidadão se calhar só pode ter um agendamento e se calhar não pode haver empresas a ter 400 agendamentos. Estou a tirar um número para o ar. Não sei, se calhar se consegue resolver assim. Ou então estou a ser muito ingénuo, mas tenho a certeza que o senhor ministro e o ministério vão explicar tudo bem explicado.
Nós para já vamos explicar melhor à tarde, um chumbo direto para o ministério e o ministro dos Negócios Estrangeiros. Miguel, enquanto isso, tomaste atenção às declarações de ontem do Marcelo Rebelo de Sousa nos Países Baixos? A pensar no que vai fazer à vida.
Certo. Estive a tentar perceber o que aí vem. Marcelo já nos tinha dado algumas pistas aqui há uns tempos. Ele disse-nos basicamente duas coisas. Uma é que não vai ter saudades da vida de presidente. Foi muito enfático, disse: "Nenhuma."
Ninguém diria, sinceramente.
Nenhuma. E depois disse-nos isto: "Nenhuma neste sentido: é que a minha vida foi sempre assim. Tenho uma vida enquanto tenho essa vida e terminada essa fase, começa uma outra fase completamente diferente", disse-nos Marcelo. Ora bem.
"Tenho uma vida enquanto tenho esta vida" é bom.
Eu não quero estar a embirrar, até porque isto é um assunto menor. Mas a vida de Marcelo é pública e ele nunca a escondeu. A vida de Marcelo é um contínuo, não é uma sucessão de fases completamente diferentes. Marcelo sempre fez política quando estava a fazer jornalismo, sempre fez jornalismo quando estava a fazer política e sempre acumulou jornalismo, comentário, política, com aulas na Faculdade de Direito de Lisboa. Isto não tem nada de mal, atenção, é só para não nos contar uma história que não é verdade. Como assim? Quais foram as várias vidas estanques que Marcelo foi tendo ao longo destas décadas? Isso não existe, isso não é verdade. Marcelo sempre teve exatamente a mesma vida, que andou nestes três eixos: jornalismo, política, Faculdade de Direito de Lisboa. Sempre somou tudo isto, sempre acumulou tudo isto. Não sei de onde é que ele está a tirar agora esta ideia de que é alguém que vai passando de vida diferente em vida diferente. Mas enfim. Disse-nos que não vai falar mais de política quando deixar o Palácio de Belém e que vai dedicar-se a atividades nas escolas básicas e secundárias. Isto fez-me lembrar uma coisa. Marcelo Rebelo de Sousa tem uma velhíssima competição com António Guterres. Eles conhecem-se há muito tempo e têm esta competição um com o outro. Isto fez-me lembrar quando António Guterres deixou o cargo de presidente e teve ali um interregno antes de ir para mais altos cargos. E o que António Guterres fez nesse período? Ficou-se a saber. Estava a dar explicações em bairros pobres, e muito bem. E esta ideia de Marcelo agora ir dedicar-se a escolas do ensino secundário e do ensino básico fez-me lembrar este interregno de Guterres. Sim, Marcelo Rebelo de Sousa dedica-se, por exemplo, aos cuidados paliativos, e muito bem. Acho que isso é um exemplo e faz isso de forma discreta, Marcelo também tem esse lado, mas há aqui uma mensagem política. Eu acho que Marcelo, que sempre pensou à frente, já está a pensar na história e a mensagem política é a de querer transformar-se numa espécie de monge.
Recatado.
Sim, uma espécie de Pepe Mujica português.
Onde será o ermitério? Será em Cascais, não?
Não sei, vai andar ali entre Cascais e, pelos vistos, umas escolas. Acho que Marcelo realmente agora quer trabalhar para a história. Este final de mandato não lhe correu nada bem e ele quer ficar na história como uma espécie de ermita político desprendido. O Pepe Mujica andava num Volkswagen de 87 e numa bicicleta com 60 anos e doava o salário. Acho que Marcelo está a querer escrever o seu próprio lugar na história. Nada de errado com isso, atenção, se todos os nossos problemas fossem estes, por amor de Deus. Mas acho interessante que ele esteja a pensar já nos livros de história e, portanto, vou dar-lhe aqui um 12. Vamos ver se ele consegue concretizar este plano, mas eu por acaso até suspeito que se calhar consegue. Ele é uma pessoa muito disciplinada.
Um 12.
E não gosta de aparecer.
Nada.
José Manuel, e como é que correu ontem o debate quinzenal na Assembleia com o primeiro-ministro?
Olha, teve aspetos variados. Talvez a notícia mais importante, aquilo que fica, é o anúncio, que já foi aliás comentado pelo Miguel no Bom, Mau e Vilão, relativo à questão do turismo de saúde, chamemos assim. Eu não gosto muito do termo turismo, porque aquilo verdadeiramente é tráfico de saúde. Mas enfim, daquilo que nós sabemos que são, neste momento, um número enormíssimo de estrangeiros que pagam a organizações para os trazer para Portugal, onde depois são tratados no nosso sistema de saúde sem qualquer compensação, um sistema de saúde que está à beira da rutura, como todos sabemos, ou está em estado de rutura mesmo. Mas independentemente disso, o debate teve algumas partes que eu não consigo sinceramente compreender e digo, se os portugueses estivessem a seguir aquilo, porventura ainda faziam zapping, iam para outro lado
Houve uma coisa que quero perceber ainda bem o que se vai passar, que é a discussão relativa ao vice-presidente da Autoridade dos Transportes e a forma como o Chega mudou de posição e o conlui ou não conlui, o que diz o dicionário sobre o conlui. Eu, por acaso, conheço bem Ricardo Reis. Ricardo Reis vem muitas vezes à nossa rádio, ainda ontem esteve no Contracorrente, mas a forma como tudo isso se está a passar e a forma como foi ali discutido, penso que é absolutamente ininteligível para os portugueses. Assim como pareceu também absolutamente ininteligível, imperceptível, o tema trazido por Mariana Mortágua e as explicações dadas pelo primeiro-ministro, que me pareceram, à primeira vista, razoáveis. A seguir, estamos a falar de um decreto-lei ou de um contrato em concreto. E não se conseguiu perceber se estamos a falar de um decreto-lei, um decreto-lei não é um contrato. Pareciam estar em galáxias diferentes. Houve muitos momentos daquele debate em que, de alguma forma, Pedro Santos esteve um pouco melhor do que é habitual e levou muitos números, mas às vezes os números, toda a gente sabe, servem pra tudo. E com esses números, porventura, algumas vezes atrapalhou Luís Montenegro, mas sobretudo houve muitos momentos do debate em que quem estivesse a segui-lo se perdia. Eu sempre fui um grande defensor dos debates quinzenais. Achei péssima a ideia a proposta do Rui Rio logo abraçada por António Costa de acabar com esses debates. Felizmente que eles regressaram, mas para eles regressarem e terem interesse, eu sugeria que se fizesse, porventura, um modelo mais parecido com o modelo britânico. Nós não temos um parlamento como o parlamento inglês. Não temos uma Câmara dos Comuns, em que o líder da oposição e o primeiro-ministro se sentam ao mesmo nível em frente um do outro, se levantam e falam a dois metros, um metro e meio um do outro. Há uma dinâmica completamente diferente, mas aquilo dura pouquíssimo tempo, tem que ser muito rápido e muito acutilante. Até é semanal, nem sequer é quinzenal, é todas as semanas uma sessão de perguntas ao primeiro-ministro, tudo aquilo é quase telegráfico, é seguido com uma atenção e os temas, por regra, são relevantes. E percebe-se se os líderes da oposição vão ou não a algum lugar ali. O modelo que nós temos demora muito tempo. Ontem esteve cheio de truques, de interpelações à mesa.
Incidentes.
Incidentes. Eu penso que, repito, quem estivesse a ver aquilo não ficava muito esclarecido e a certa altura não percebia o que ali estava a passar, desligaria e passaria pra outra. Não creio que alguém se tivesse destacado particularmente naquele debate de ontem e ficamos com uma notícia. Os governos habituaram-se a levar notícias para os debates quinzenais pra depois dominarem os títulos do dia seguinte e desse ponto de vista, o PSD, a AD, o primeiro-ministro conseguiram isso, mas fora isso, tudo o resto foi abaixo do exigível. Como eu espero que estes debates melhorem pra não achar que não tinha razão quando achei que eles deviam existir, e sempre achei que eles deviam existir, eu dou uma daquelas notas pra recuperação. Não vou pôr uma nota tão baixa como o Ricardo, dou um oito, que é aquela nota com que facilmente o aluno consegue depois-
Recuperar
...recuperar no próximo.
Estamos no fim do primeiro período.
Ouviram, meninos? Oito é uma nota que dá pra recuperar. Estão a ouvir, os meninos que estão no carro?
É preciso ter ambição.
Acreditem.
Acreditem. Paulo, também acreditas no mundial de futebol de 2030 em Portugal?
Não, acreditamos todos.
Já preparaste a buzina?
Está preparadíssima, eu acho que rola. Tu, Ricardo, começaste, no tema que abordaste, por dizer que o governo não consegue resolver um problema. Mas como não consegue? Queres o mundial de 2030, queres mais o quê?
Está resolvido.
Está resolvido. Esperávamos, desejávamos conseguirmos vitória.
Exatamente.
E cá vamos nós. Vocês reparem que esta questão do mundial 2030 não nasceu com este governo, vem do outro governo, a candidatura foi feita já há algum tempo. Mas este governo acolheu como se fosse seu. Mas acontece sempre assim quando se trata da bola. Já o Euro 2004 nasceu no governo Guterres, com José Sócrates, na altura secretário de Estado, a liderar a candidatura, ainda com Eusébio e por aí fora, e depois acabou por ser executado, também correu tudo bem, houve ali uma troca de governo, se não erro, em 2001, e depois aquela reta final até à execução mesmo já era um governo de Durão Barroso. Reparem uma coisa, o PS e o PSD e os governos nunca se entendem. Na Segurança Social, na reforma da Justiça, na saúde, nunca há entendimentos, nunca há projetos que passem de um governo pra outro e se mantenham. Quando chega o futebol, é uma espécie de união nacional, estão todos de acordo, vamos lá fazer a festa e por aí fora. E cá estamos nós mais uma vez. Ontem, durante a cerimônia em que foi divulgado que Portugal ia coorganizar com Espanha e Marrocos este mundial, e aqui socorro-me da reportagem do Público, o ministro Pedro Duarte não quis comprometer-se com números quanto ao custo. Disse que o governo vai fazer a sua avaliação e remeteu para a Federação Portuguesa de Futebol, que supostamente terá um estudo. A federação também não disse nada, disse que não era a altura de falar do assunto. António Laranjo, que é o coordenador da candidatura, que aliás já esteve envolvido na candidatura do Euro 2004, também não quis arriscar comprometer-se com valores. Mas depois Luís Montenegro, no Parlamento, disse que havia um estudo de impacto de 800 milhões de euros no PIB, 20 mil empregos E um retorno de €8,50 por cada euro investido por Portugal. Eu não sei onde é que o primeiro-ministro vai buscar estes números, mas eu imagino que nem o tráfico de droga terá um retorno destes. €8,50 por euro investido. Se é assim, se isto é verdade, eu acho que devíamos fazer sozinhos a organização.
Eu ia dizer uma coisa, mas podia ser crime, é melhor estar calado.
Oito euros e meio de retorno assegurado por um euro investido? Então vamos fazer tudo, porque resolvemos uma grande parte dos nossos problemas económicos com isto. Era bom que o primeiro-ministro explicasse de onde é que vem e que retorno é este. Eu imagino que aqui estejam misturadas várias coisas. Despesas efetivas com impacto no PIB para o Estado, que depois o Estado vai buscar uma parte que são impostos, mas tudo bem. Depois há aquela conversa dos estádios estão todos feitos, não precisamos de investir nada. É mentira.
Mas é preciso.
Claro, é mentira. O Estádio da Luz vai ter que aumentar, já tem projeto. É o único que cumpre os 60 mil lugares que a FIFA pede. Mas a direção do Benfica quer aumentá-lo para 70 mil lugares.
Alvalade também vai ter de aumentar.
António Laranjo já disse que isto é uma ótima notícia, de facto. Alvalade vai ter que aumentar também, porque tem, se não me engano, 50 mil.
Sim, à volta disso.
À volta de 50 mil e a mesma coisa com o Estádio do Futebol do Porto, vão ter que aumentar também para 60 mil. Isto é uma boa notícia ou uma má? André Villas-Boas já disse que o Estádio do Dragão será modernizado. Eu quero saber quem é que vai pagar estas contas, se são os clubes, que são SAD, sociedades anónimas, e que têm depois o proveito disso, ou se são os contribuintes. E depois é assim, não construímos estádios novos. Mas qual é a racionalidade deste aumento de capacidade? O Estádio do Benfica tem uma média de espectadores por jogo de 34 mil, o do Sporting 40 mil e o do Porto 37 mil. Para que é que se vai duplicar?
E esta é a época.
E esta é a época, porque depois há épocas em que corre menos bem.
Há dois ou três anos, o Sporting tinha 10 mil no estádio, de média, ou 20 mil, no máximo.
E para que esta gente precisa de estádios que enchem uma, duas vezes por ano, que provavelmente vão ser pagas pelo dinheiro dos contribuintes? Que falem com a Câmara de Leiria, de Coimbra, de Aveiro, de Faro ou de Braga, que ficaram com estádios novinhos para o Euro 2004 e que agora estão com eles ou praticamente às moscas, sem utilização, e com encargos de milhões na dívida que ainda têm para pagar sobre isto e com outros milhões para a manutenção dos estádios para aquilo não cair de podre.
Paulo, vais dar um oito e meio?
Não, não dou oito e meio. Qual dou oito e meio? Eu dou zero a nós próprios, que somos parvos, basicamente, porque continuamos a achar que estas coisas são assim, que estes números são verdadeiros.
Eu posso ter estado um pouco distraído ontem, mas não vi grandes manifestações de contentamento popular com este anúncio.
Um momento de preocupação, se calhar, também.
Sim, as pessoas estão resignadas. Vai ser a conta para pagar e mais uma vez nós, enfim, o Euro 2004 ia ser um salto para a economia, passado cinco anos estamos na bancarrota.
Voltamos amanhã com mais um "O Invencível". Até amanhã.