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Este é o som do "Iuvensore", que como habitual, além da rádio, também pode seguir em direto através do Facebook, YouTube ou através do site do Observador. E Carla, esta segunda-feira ao pontuar, temos conosco, além do José Manuel Fernandes, Alexandra Machado e também o Miguel Pinheiro. E hoje, naturalmente que só dá Açores. Os votos estão contados, mas ainda falta perceber algumas coisas. Por exemplo, como é que o governo de maioria relativa de José Manuel Bolieiro vai governar. Alexandra, traz os vencedores esta manhã?
Sim, vencedores e perdedores, que isto não se pode ficar só por vencedores.
É preciso o equilíbrio.
Ou isto não fosse o "Vencedora". Então, como vencedores, obviamente, temos a AD, o Bolieiro e Luís Montenegro. Como perdedores, obviamente, temos Pedro Nuno Santos, Vasco Cordeiro e também coloco aqui André Ventura e Rui Rocha. André Ventura, apesar de o Chega ter duplicado o número de votos e de deputados nos Açores. Já foi muita coisa. Diz que Bolieiro consegue ganhar as eleições nos Açores, um ponto a favor dele, desde 96, que o PSD, neste caso coligado à AD, não ganhava eleições no arquipélago. Em 2020, estamos recordados que Bolieiro acabou por formar governo, mas perdeu as eleições, portanto fez uma espécie de geringonça nos Açores, à direita. Bolieiro consegue nestas eleições também encostar André Ventura e Pedro Nuno Santos contra uma parede. Creio que o Miguel falará disso um pouco mais em pormenor. O Chega fica fora do governo e agora terá de decidir se assim se junta à PS para derrubar Bolieiro, se vota ao lado do PSD, se vota contra, claro e cristalino, como disse ontem Bolieiro no discurso da vitória. Afinal, claro e cristalino, foi mesmo o que acabou por resultar das eleições. Como Vasco Cordeiro gosta tanto de Asterix, atrevo-me a associar André Ventura, ele sim, ao Bardo e não os amigos da coligação da AD, como Vasco Cordeiro falou de Asterix. Portanto, André Ventura será o Bardo e Vasco Cordeiro também tenho uma figura para ele, que é a dos piratas. Os piratas são afundados sempre pelos gauleses, por Asterix e Obelix, mas quando não são afundados, eles próprios afundam o próprio barco pra não terem que lutar contra Asterix e Obelix. E eu acho que Vasco Cordeiro está um bocadinho nesta fase de ou afunda o barco ou junta-se. E, portanto, Vasco Cordeiro será aqui o piratinha dos Açores neste momento. Os açorianos com este resultado também terão dado algum sinal de que não queriam que a legislatura fosse interrompida. Aliás, já tivemos isso no continente quando o PS ganhou a maioria absoluta. Parece que os portugueses não gostam muito destas interrupções das legislaturas, embora Bolieiro não tenha conseguido a maioria absoluta que tanto lhe conseguiria de outra forma governar nos Açores.
Ia dar-lhe muito jeito.
Ia dar-lhe muito jeito, mas como o Miguel Pinheiro disse, Montenegro se calhar até gostou mais deste resultado, que assim encosta Pedro Nuno Santos e esta estratégia foi claramente ao gosto de Montenegro. Não é por acaso que ele estava lá ao lado de Bolieiro, não fosse o presidente do PSD Açores meter o pé em ramo verde, Montenegro funcionou ali como um travão pra qualquer outra alternativa que Bolieiro tivesse na cabeça. Quanto aos pequenos partidos, também gostava só de focar aqui muito rapidamente. A IL não teve qualquer vantagem de ter provocado eleições. Lembro que foi a IL que não quis votar o orçamento. Pelo contrário, se antes tinha alguma coisa a dizer, agora fica completamente sem importância nos Açores. Também um parêntese aqui para uma palavra à CNE, à Comissão Nacional de Eleições. De fato, a apresentação do programa da IL no continente, que queriam travar, mexeu imenso com o dia de reflexão nos Açores. Devem ter sido aqueles 470 votos a mais que a IL teve, que foram provocados pela divulgação do programa no continente. A IL consegue um deputado, graças ao cerco da compensação, tão pedido pelos liberais também nas legislativas nacionais. De resto, Bloco e PAN perdem votos. O Bloco perdeu um deputado, um mau princípio pra Mariana Mortágua. Já falámos aqui, o Chega consegue duplicar os votos e eleger cinco deputados, mas claramente não foi vitorioso por causa da sua estratégia mal conseguida. O Chega consegue mais 5300 votos, mais coisa menos coisa. A AD consegue, se somarmos os três partidos juntos, 5400. Ainda assim consegue mais votos do que o Chega. Nestes dois casos, serão por aqui, penso eu, há pessoas com mais dados para fazer estas contas, mas votaram mais 11.600 pessoas nestas eleições e, grosso modo, devem estar aqui no Chega e na AD, porque os outros partidos da esquerda, o PS conseguiu mais uns votos, poucos, mas conseguiu mais cerca de 800 votos. O Bloco perdeu 1000, portanto, deve estar aqui mais coisa menos coisa. Portanto, estes eleitores novos hão de ter ido para a direita, ou seja, quando há mobilização, há mobilização e a abstenção cai.
Mas foi uma ótima subida da taxa de participação, de cinco pontos percentuais, é bastante.
É bastante. Isto assim posto no 11 mil pessoas parece que não é nada, mas é muito.
Não, mas temos que ver a escala dos Açores. São 5,45 pra 50, números redondos.
Exato, e ainda assim, a abstenção ainda é elevada. Vamos cá ver, ainda está ali pouco abaixo dos 50%. Mas foi uma grande vitória esta descida da abstenção e eu também saliento isso nestas eleições açorianas.
Miguel, o que acrescentas a este xadrez açoriano com vencedores e vencidos?
Vou tentar ajudar as pessoas a visualizarem um pouco o que estava em causa. Primeiro, em relação ao Chega, o ponto seria se o Bolieiro, que liderou a coligação PSD, CDS, PPM, se alharia ao Chega. E com o que é que ele se ia aliar? O líder do Chega Açores, José Pacheco, disse isto sobre uma entrada no governo: "Não venham aqui com histórias que vão nos dar essa secretaria ou aquela. O Chega é que escolhe, o Chega é que diz o que quer. Não querem? Façam seu caminho, se faz favor, e o presidente da República que marque novas eleições." Era com este tom que o Chega queria entrar no governo. E depois de estar no governo, o que o Chega queria fazer? Vamos ouvir esta grande figura do Chega Açores, o que ele diz sobre o CDS e o PPM, que fizeram parte de uma aliança formal com o PSD: "Não há governo pra ninguém com aqueles dois senhores. Em política, andar às cavalitas dos outros é a coisa mais feia que existe." José Pacheco queria entrar na casa de Bolieiro, pôr os pés em cima da mesa, expulsar os dois irmãos mais novos de Bolieiro, pedir um uísque e fumar um charuto. José Pacheco acha que era assim que se ia comportar. E de facto, se José Manuel Bolieiro se pusesse nas mãos disto, era o fim. Alguém que admite falar com uma pessoa que é nesses termos que encara uma relação de quatro anos, realmente seria um enorme erro. O Chega convenceu-se que era a última Coca-Cola do deserto, convenceu-se que tinha a chave do cofre eleitoral, falou alto demais e agora está com um problema pra resolver, porque de facto, ou se junta à esquerda ou então deixa o governo seguir. No PS, Pedro Nuno Santos tem um enorme problema. Tem o problema espelho destes, porque tudo isto começou com o Partido Socialista a tentar colocar o PSD numa armadilha, que era ou se juntava ao Chega ou não conseguia o que queria, e chegamos ao fim da noite com a armadilha ao contrário. O PS ou se junta ao Chega ou não consegue o que quer. E há pelo menos uma coisa que já correu mal a Pedro Nuno Santos, é que o PS já se começou a dividir. Já temos pessoas a dizerem que o partido deve viabilizar o governo do PSD, já temos pessoas a dizerem o contrário, e pessoas muito próximas de Pedro Nuno Santos. Francisco Assis, o mais que tudo de Pedro Nuno Santos, veio dizer que é impensável o PS não viabilizar um governo do PSD. Pedro Delgado Alves ontem, numa televisão, a dizer a mesma coisa. E por isso está tudo dividido.
E Alexandra Leitão a dizer o contrário.
A dizer o contrário, claro. E Francisco César a dizer o contrário também. Por isso o partido está rachado. Pedro Nuno Santos vai ter que arbitrar isto e vai ter que se justificar perante os eleitores. Afinal, quem é o aliado do Chega? É o PSD ou é o PS? Vai ser muito interessante perceber se Pedro Nuno Santos tem o jogo de cintura que António Costa mostrou durante anos e se vai encontrar uma saída onde os outros não veem saída. De qualquer forma, para ambos, para o Chega e para o PS, não. Apesar de tudo, as pessoas mal-educadas merecem uma nota pior. Para o Chega vai um cinco e para o PS vai um seis.
Vai um seis. Alexandra, a quem vais dar nota? Encontraste aqui vários vencedores e vencidos. Vais dar nota a cada um deles?
Eu tinha também para o Chega cinco, que foi o número de deputados, e acho que não merece muito mais do que isso. Mas tenho que dar nota à AD, a Montenegro e Bolieiro. Enfim, enfio-os todos no mesmo saco, digamos assim, e dou-lhes um 14.
Um 14 para os vencedores da noite de ontem. E isto, Paulo, como o Alexandre dizia, e penso que é por aí que vais, apesar das preocupações da CNE sobre o dia da reflexão e das iniciativas que a Iniciativa Liberal tomou.
Sim, a Iniciativa Liberal e outros partidos mantiveram ações normais de campanha ou de pré-campanha que tinham previsto para um sábado absolutamente normais. E eu penso, por aquilo que foi dado a perceber, que ontem os eleitores açorianos lá conseguiram votar. Aliás, a abstenção caiu, não se sentiram baralhados com aquilo que se passou no sábado no continente, não houve nenhum drama, não houve uma corrida a psicólogos: "Doutor, ajude-me, porque entretanto eu vi ali um político na televisão, em Braga, ou em Penacova, ou em Lisboa, e agora já não sei em quem hei de votar. Até há bocado eu estava com as ideias muito firmes." Isto só prova que a CNE, a Comissão Nacional de Eleições, que sempre que há eleições tenta dar uma prova de vida, é pena escolher sempre os piores métodos. A tentativa que a CNE fez nos últimos dias de basicamente calar o país todo, em termos políticos, no sábado e no domingo, a propósito de um alegado condicionamento, contaminação da formação de vontade dos eleitores açorianos, basicamente foi um alerta que
Vou usar a palavra estúpido, porque não fazia sentido na cabeça de ninguém. Mas insistiram, nomeadamente em relação à Iniciativa Liberal, que tinha previsto já há alguns dias a apresentação do seu programa para sábado. Mas havia outras ações. Esta se calhar era a mais visível, porque era a apresentação do programa eleitoral, mas toda a gente andou na rua, e bem. E eu fiquei muito satisfeito quando no sábado percebi que havia uma absoluta normalidade eleitoral, os partidos a apresentarem as suas propostas, a fazerem a sua campanha nas ruas e os órgãos de comunicação social a fazerem uma cobertura absolutamente normal e banal dessas ações, como aconteceu no dia anterior e aconteceu depois no dia seguinte. Entende-se cada vez menos estas posições da Comissão Nacional de Eleições. Só para termos uma ideia, no tal parecer em que eles diziam: "É tudo proibido, não vão os açorianos ficar baralhados com a campanha para as legislativas." Depois abriu aqui duas exceções. Exceções fora do território da região autónoma podem ser admitidas ações de propaganda e a publicação de textos e imagens dessas ações. Eu gostava de saber o que a CNE entende, na era da internet, por local de publicação de uma notícia, de um texto ou de uma imagem. Eles saíram das cavernas e são capazes de perceber, não sei se têm telemóveis, se não têm. Cada vez que vem uma notícia, o local de publicação é importante ou não. Portanto, eles estão completamente desfasados no tempo. Provavelmente, estas regras já fizeram sentido em 75, 76, 77. A democracia era jovem, o debate era muito mais vivo, eventualmente, e mais radical, mas isto já não faz sentido nenhum. E esta normalidade de sábado e de domingo naquilo que diz respeito à campanha eleitoral das eleições legislativas, mostra também que basicamente está-se toda a gente a borrifar para a CNE e para as interpretações absolutamente absurdas que a CNE vai fazendo da lei e daquilo que são os dias de reflexão, e por aí fora. E olha, a essa normalidade eu dou um 17.
Um 17 para a normalidade do dia da reflexão. João Manuel, sei que também não gostas muito do dia da reflexão. Para que serve a CNE?
Quando vi a notícia, primeiro que tudo, nós tivemos o porta-voz da CNE no Explicador, ele anda a falar com o Paulo, na sexta-feira. Estava num frente a frente com o Mariana Molino Lopes, da Iniciativa Liberal, e não foi capaz de dizer, preto no branco, qual era a opinião da CNE sobre aquela apresentação do programa da Iniciativa Liberal. Andou ali às voltas, até porque estava entalado pelo Mariana Molino Lopes, que lembrou que em 2019 houve eleições na Madeira pouco antes das eleições legislativas e no dia em que, aliás, com uma proximidade bem maior do que agora, há um mês de distância, um pouquinho mais de um mês de distância, na altura foram 15 dias. E tivemos, inclusivamente, o líder do Partido Socialista nos Açores a fazer campanha e toda a gente a noticiar, e não houve drama nenhum. O Rui Rio também estava em Paris, enfim, campanha normal. Agora, de repente, a CNE achava que tudo se devia silenciar por causa dos Açores. E claro, ali à frente de Mariana Molino Lopes, ele continuou pelas generalidades. E nesse mesmo dia, imagino que ele próprio, porque é o porta-voz da CNE, em declarações à Agência Lusa, veio dizer preto no branco que a Iniciativa Liberal, afinal de contas, não podia fazer nada. Portanto, esta duplicidade e esta cegueira não tem pés nem cabeça. O Paulo tem toda a razão. Ainda bem que nós, apesar de tudo, já somos adultos, os partidos não se atemorizaram e os jornalistas não ficaram em casa e as coisas correram com a maior das normalidades ou com a normalidade possível, porque toda esta narrativa é absolutamente anormal. E é óbvio que o dia de reflexão, tal como está concebido, é outra anormalidade. Portanto, que faz muito pouco sentido. Uma coisa é não haver campanha, outra coisa é não se poder falar daquilo que toda a gente está a falar. Como se de repente, o dia de reflexão fosse para as pessoas se fecharem em casa, não saírem. Eu não quero fazer aqui alusões religiosas, mas há algumas religiões em que há dias que são assim, é para se estar mesmo sossegado, não se fazer nada.
Em que se para mesmo.
Em que se para mesmo, nem se pode ligar uma luz elétrica, por exemplo. Não se pode fazer nada, mas não creio que seja o nosso mundo de hoje.
Hoje só cinza, João.
O mundo da democracia.
Para as redes sociais, hoje só desligando mesmo a ficha.
Só mesmo desligando a ficha, mas não creio que se chegue a esse ponto. Portanto, bem, dito isto, eu também podia acompanhar o Paulo na nota da anormalidade, mas quero dar um chumbo direto à CNE. Hoje estamos com muitas notas positivas.
Isto hoje está um luxo. Então deixa-me diminuir aqui a luz, porque eu acho que isto pode ser um fim de semana de reflexão para a IL, porque do programa pouco se falou. Do programa da Iniciativa Liberal, pouco se falou.
Das medidas concretas.
Das medidas concretas. Da apresentação do programa, o que sobressaiu foi João Cotrim de Figueiredo. Portanto, Rui Rocha teve um mau fim de semana e isso acho que deve ser um motivo de reflexão, mas é para Rui Rocha. E o que é que Enfim, o que aí vem para a IL nestas legislativas?
Sim, esse ponto também é interessante.
A IL não teve um bom fim de semana nos Açores. Subiu ligeiramente, mas muito aquém do que era a expectativa.
Sim, manteve virtualmente a votação.
Manteve, mas perdeu o que tinha.
Perdeu completamente o que tinha.
Sim, perde influência, deixa de ser absolutamente forte.
Correu-lhes melhor com os partidos da esquerda, que foram sugados pelo PS.
Certo, só teve quase 500 votos a mais.
Foi muito pouco.
A estratégia é relevante.
E a estratégia de a Iniciativa Liberal estar fora dos outros partidos de direita não lhe tem corrido bem, não correu em Lisboa, não correu também nos Açores.
E até este fim de semana que ele escolheu para apresentar o programa, lhe correu muito mal. Ainda por cima teve que rivalizar com o Pinto da Costa, não é justo.
É verdade. Pois, e depois há a luta pelo espaço mediático.
Mas para isso é um combate desigual, deve-se dizer.
Paulo, não percebi o que disseste.
Estava a dizer que, de facto, a rivalidade no espaço mediático é fundamental.
É fundamental. E este fim de semana foi muito intenso.
Foi muito intenso. E são questões externas, muitas vezes, à política que condicionam muita coisa. Nós tivemos Montenegro também várias vezes a lançar com iniciativas grandes que foram ofuscadas por outros acontecimentos, nomeadamente judiciais.
Mas não se esqueçam de uma coisa: domingo, 18 de fevereiro, vai haver eleições intercalares na Assembleia de Freguesia de Alveiga e Concavada, na zona de Abrantes e Santarém, e, portanto, no dia 17, sábado, nem um pio. Porque as gentes de Alveiga e Concavada têm o direito, tal como os eleitores dos Açores, ao descanso, à tranquilidade, à reflexão e por isso eu espero que os partidos metam 17 de fevereiro na agenda para ficarem caladinhos.
Muito bem. José Manuel, vais dar nota à CNE, mas ficaste aqui pendurado com outras intervenções. Que nota vai ser?
A nota vai ser, eu diria, até ao quatro. Só uma sugestão: eu acho que quando se fala às vezes de corrigir as gorduras do Estado, uma delas podia ser acabar com a CNE. Há uma parte do trabalho da CNE que seguramente é burocrático e administrativo, e passar para outro organismo qualquer e acabar com a CNE. Nós não precisamos de ninguém a dizer como é que as pessoas se portam nas eleições.
Pelo menos essa função da CNE. Depois há toda a organização da logística.
E está agora a organização do ato eleitoral, deve ser uma coisa rotineira. Não creio que seja necessário uma Comissão Nacional de Eleições para isso.
E está agora a relação, José Manuel.
Temos que pensar fora da caixa, como costumo dizer. E eu diria: pensem lá se não é possível não acabar com aquilo.
Eu fiquei só com uma dúvida. Não é suposto os órgãos de comunicação social tratarem de forma equitativa os partidos neste período de pré-campanha? Aqueles órgãos de comunicação social que decidiram não cobrir a apresentação de programa eleitoral da Iniciativa Liberal, como é que é? Estão a cumprir essa obrigação pela qual a CNE zela?
É uma boa pergunta para a ERC também.
Pois, eu acho que era interessante.
Que às vezes anda a medir centímetros e quantas vezes...
Centímetros de jornais e segundos nas televisões.
Centímetros de jornais e segundos nas televisões. Exatamente.
Enfim, amanhã voltamos.
Ainda bem que o povo é mais sábio no meio disto tudo.
Amanhã voltamos com mais um "E Eu Vencerei" e hoje começam os debates televisivos. Até amanhã.