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Passa agora o Youven Sorê das manhãs 360, que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. Carla, esta segunda-feira estão conosco o José Manuel Santos e também o Luís Rosa. Há um rastro de destruição pelo país, sobretudo na zona centro. Ontem o governo anunciou várias medidas para fazer face a esses estragos. Luís Rosa, como é que avalias essas medidas que foram ontem conhecidas?

São medidas globalmente positivas. Acho que foi um Luís Montenegro a correr atrás do prejuízo. Foi uma semana desastrosa pra imagem do governo e Montenegro tentou retificar essa péssima imagem. Parece-me que conseguiu atenuar algum prejuízo. Foi uma comunicação profissional, calma, serena. Mostrou aos habitantes das zonas afetadas que o Estado, a administração central, está presente e vai ajudá-los, porque é isso que os cidadãos querem saber e querem ouvir neste momento muito difícil, os cidadãos da zona de Leiria e da zona de Coimbra. E é assim que se reforça a confiança dos cidadãos no Estado, uma confiança que foi muito abalada. Basta ler as reportagens no Observador. A ideia de muitos habitantes de que se fosse em Lisboa, já estaria resolvido, isso é uma ideia que coloca muito em causa a confiança daqueles cidadãos no Estado. Portanto, a comunicação de ontem do primeiro-ministro acho que ajudou pelo menos a atenuar um bocado este efeito. E Montenegro fez o contrário da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, e até do ministro Leitão Amaro, com o seu famoso vídeo. Foram dois membros do governo que estiveram muito mal neste último episódio. Eu acho que o único membro do governo que se safou e que esteve à altura dos acontecimentos foi mesmo a ministra do Ambiente com a gestão das barragens, que acho que foi a única parte desta tragédia em que o governo esteve razoavelmente bem. Agora, o Montenegro fez também ali uma prestação de contas sobre o que estava a ser feito, o envolvimento de 34 mil operacionais. Falou também do envolvimento de 2 a 3 mil militares que estarão no terreno nos próximos dias. Falou também da questão da reposição da energia, que é um fator muito importante. Já tínhamos ouvido o presidente da E-Redes no domingo de manhã falar da evolução que se passou de um milhão de pontos de ligação sem energia para 167 mil pontos de ligação que estão ainda com falta de energia. Isso também é importante, fazer essa prestação de contas. Agora, as medidas são positivas. Este pacote de 2,5 bilhões de euros é robusto. Acho que as medidas são globalmente certas. E é importante percebermos que Leiria, que é um importante centro econômico do país, tem um polo de industriais, tem muitas empresas de materiais de construção, por exemplo, tem muito emprego, é uma zona muito empreendedora, precisa de fato de medidas para as empresas, além das pessoas, também precisa de medidas pras empresas, e essas medidas estão neste pacote do governo, porque é importante que aquelas empresas estejam abertas e que não exista desemprego. Agora, o que eu acho que o Luís Montenegro fez mal, em quatro pontos muito rápidos. Primeiro, não se comprometeu com a reposição da normalidade elétrica, se quiseres, até o final do mês de fevereiro, passou a responsabilidade pra E-Redes. Não respondeu por que razão não acionou o mecanismo europeu de proteção civil. Eu não sei quais são as regras para esse mecanismo ser acionado. O autarca de Leiria pediu isso. Mas era importante que o primeiro-ministro tivesse explicado por que razão é que esse mecanismo ainda não foi acionado, porque no que diz respeito a essas 160 mil pessoas que não têm energia e que provavelmente só no final do mês terão energia, era importante que se tivesse se o mecanismo europeu pode ou não ajudar a colocar mais geradores na zona de Leiria para atenuar essa questão. Nada disse sobre o SIRESP, que é uma questão que tem que ser resolvida de uma vez por todas. O SIRESP tem de funcionar nestas alturas de emergência, e é importante que o governo reformule o SIRESP, que já nos custou 700 milhões de euros. É uma quantia colossal pra um sistema que não funciona. E por último, o primeiro-ministro nada disse sobre o futuro a longo prazo. Ou seja, é importante nós estudarmos o nosso sistema de emergência nacional pra acudir a estes fenômenos climáticos extremos. Nós não estamos preparados pra esses fenômenos e é muito importante que estudemos e que façamos uma revisão do que está mal para conseguirmos, no próximo fenômeno climático extremo, reagir de forma muito mais eficiente. Portanto, globalmente, esta é a avaliação que eu faço da comunicação do Luís Montenegro.

Como é que isso se traduz, de zero a 20, Luís?

Se traduz num 13, porque reagiu de forma atrasada, mas atenuou uma parte dos erros. Agora espero que o processo de aprendizagem que Maria Lúcia Amaral referia seja de fato aplicado ao governo. Espero que aprendam bem depressa pra não repetirem a péssima avaliação que fizeram das consequências da tempestade Cristina.

E daí o teu 13, Luís Rosa. José Manuel, o tema vai ser mais aprofundado no Contracorrente contigo. Em todo caso, que apreciação é que fazes à forma como toda esta questão do mau tempo está a ser gerida?

Há dois pontos aqui: há o ponto das medidas substantivas e há o ponto da comunicação. E por incrível que pareça, dar nota boa a um pode implicar dar nota menos boa ao outro, porque no que diz respeito a encontrar medidas substantivas, é necessário o mínimo de percepção de todos os problemas que existem e das soluções que podem ser encontradas. E isso não é instantâneo. Ao contrário do que, porventura, as pessoas querem, quem está aflito quer, quem entra nos órgãos de informação quer, mas isso é muito difícil de concretizar, porque o ótimo é meio bom, pura e simplesmente. Só pra dar um exemplo ao que percebi Para conseguir apresentar o pacote de ontem, o governo reuniu antes com as seguradoras. As seguradoras têm uma rede no terreno de tipo diferente, especializada em avaliar danos, ao contrário das redes públicas que existem, que ainda por cima são bastante disfuncionais e têm muitas camadas de competências. Os organismos não falam uns com os outros, os vários níveis da administração também não falam uns com os outros. As empresas, neste aspecto, funcionam de forma diferente. Portanto, ontem já tivemos medidas que decorrem da avaliação feita pelas seguradoras, não sabemos se são finais, mas que se fossem analisadas imediatamente, se calhar não seriam as melhores medidas possíveis. Eu creio que muitas vezes a informação e a comunicação é importante politicamente, as medidas substantivas são mais importantes para solucionar os problemas. Por exemplo, nós tivemos, de novo, falhas aparentemente não totais, circunscritas a algumas zonas, não foi em toda a zona afetada pela tempestade do SIRESP. Mas uma coisa, o SIRESP baseia-se em antenas e qualquer infraestrutura baseada em antenas, a não ser que nós construamos, nem sei bem, um tipo Linha Maginot para o SIRESP, se calhar as antenas vêm abaixo. Será que temos que ir para os satélites? Quanto é que isso custa? Temos que ir para os satélites para pontos localizados, fixos, que é aquilo para que está vocacionada mais a rede de satélites atualmente existente, que é a rede do Elon Musk. Mas se for para cada corpo de bombeiros, cada carro da polícia, cada organismo da Proteção Civil ter uma ligação direta a esses satélites, já estamos a falar de um custo completamente diferente. E isso suporta, isso faz sentido? Não é fácil de encontrar estas soluções. O SIRESP deu muitas voltas já. Creio que a evolução, para todos os efeitos, comparando com o que aconteceu em 2017, é positiva. Nós tendemos sempre a achar que tudo está mal, mas não está como estava em 2017, em que puramente desapareceu. Agora, numa parte dos sítios, pelo que sei, houve um conselho em que estive embaixo não sei quantas horas, mas no resto não esteve. Eu acho que a avaliação, de facto, tem que ser feita. Eu acho que tem que haver uma avaliação, não sei se é uma comissão de inquérito, se é um grupo de especialistas, mas a avaliação tem que ser feita. Isso acontece sempre, porque o que é essencial nós percebemos aqui é que é assim: nós não estamos preparados. E na verdade, dificilmente estaríamos, porque isto que está a acontecer nunca tinha acontecido. Nunca tinham acontecido ventos desta dimensão numa região tão vasta como aquela que foi afetada por esta depressão. Isto provavelmente vai acontecer mais vezes e implica que muita coisa porventura tenha de mudar, mas não se pode conseguir fazê-lo sem duas coisas: instantaneamente e sem estudos. Portanto, se queremos fazer instantaneamente, vamos fazer mal. Se queremos ter estudos, temos que saber nomear de forma competente. O primeiro sinal que existe no que diz respeito à unidade de administração, a única coisa que nós podemos dizer é: será que teria sido melhor mais cedo? Por exemplo, uma das coisas que de alguma forma é sugerida num texto que nós publicamos aqui hoje no Observador, do coronel José do Carmo, que é quando há ocasiões destas, há um comandante rapidamente nomeado. Porque uma das coisas que acontece sempre que há ocasiões destas, é que há muitos comandantes. Há o comandante da administração central, há o comandante da administração local, há o comandante da GNR, há o comandante dos bombeiros, há os comandantes militares que só podem atuar se alguns dos outros chamarem, há a Proteção Civil, tudo isto se baralha. Todos têm narizes muito grandes e, portanto, ninguém quer- Portanto, faz falta uma task force. Tem que haver mecanismos que digam que quando acontecem coisas que ultrapassam certo tipo de limites, quem manda aqui sou eu. Nós interrogamos e quem é que mandava? O problema é que agora temos o Paulo Fernandes, que vai mandar neste processo a partir daqui. Mas até agora, quem é que mandava e quem é que coordenava? Eram umas pessoas em Leiria, outras pessoas em Alcobaça, outras pessoas na Batalha, outras pessoas em Figueiró dos Vinhos, outras pessoas em Coimbra. A ministra. Atenção, isto não foi só a administração interna. Vou dizer uma coisa, eu tenho imensa consideração pela ministra, provavelmente não é uma pessoa que tenha jeito para a política e para a comunicação, mas administração interna não é só andar a correr atrás de um ciclone. Nós temos muitos problemas nas nossas polícias, muitos problemas, muitas questões. E portanto, eu não digo já que ela tem que ser remodelada porque de repente teve uma má conversa de imprensa. Portanto, eu nisto vou mais devagar. Não sei, se calhar tem, porque ela tem dificuldades de comunicação e, porventura, quanto a dificuldades de comunicação, nunca conseguirá fazer bem aquele papel. Não é só da responsabilidade da ministra, uma parte das coisas que ela disse ali, com toda a franqueza, eu diria o mesmo. Aquilo é tão surpreendente que eu não sou capaz, se me perguntarem o que vou fazer a seguir, digo: "Não sei, tenho que estudar." Agora, isto é péssimo em termos de comunicação. Se calhar, o melhor é nem aparecer, mas se não aparecer, depois vão cair em cima e dizer: "Então por que não apareceu?" Portanto, nós estamos numa situação nova.

Isso é verdade, mas a comunicação nestes momentos é crítica, como é evidente.

E a presença. Está bem, mas há uma coisa que eu também quero. Sabes uma coisa? Há uma coisa que eu também quero. Eu não quero só especialistas em comunicação a governar.

Claro, sem dúvida.

Não quero só especialistas em comunicação a governar. Eu já tive um chamado José Sócrates E dei-me mal com isso. Eram ótimos pessoas em comunicação, genial. E depois, o que é que eu fiz?

Sim, mas não pode ser a solução entre dois extremos.

Estávamos sempre a elogiar a capacidade de comunicação dele. Nós tivemos outro ótimo dono da comunicação, chamava-se António Costa. E qual foi o balanço no final?

Certo, vamos sempre encontrar exemplos.

Às vezes esta pressa que os comentadores têm para a comunicação, a mim deixa-me os cabelos em pé, porque grandes comunicadores já nos deram muito mau resultado.

O que não torna os bons comunicadores bons governantes.

Está bem, eu sei isso. Mas eu não vou de repente pendurar no pelourinho alguém que teve uma questão de comunicação, apenas porque teve uma questão de comunicação, porque eu já estou cansado, com toda a franqueza, de gente que foi elogiada por todos os comentadores da comunicação e que no fim não se percebeu que o essencial da comunicação estava errada. E eu aqui, o que me interessa é o essencial da comunicação. Portanto, sinceramente, provavelmente a ministra não vai ficar, porque como tens razão, Bruno, a comunicação também é importante e se eu tenho zero na comunicação, mesmo que tenha 18 no resto, acaba por ter nota negativa e tem que ir embora. E aparentemente ela está muito perto do zero da comunicação, pelo menos.

Então por falar em notas, temos que avançar.

Eu vou só dar notas para já ao pacote, que à primeira vista parece inabultante. Preocupa-se com as empresas, preocupa-se em complementar os seguros, preocupa-se em criar mecanismos para o apoio temporário. Não sei se consegue resolver o problema de faltarem ali muitos recursos pra reconstrução, e nós temos um problema de meios na construção civil. Não sei se consegue resolver esse problema. Portanto, eu presto. Para já estou na expectativa. E acompanho, por isso, o 13 do Luís Rosa.

Do Luís. Um 13. Bruno, vais também às medidas?

Sim, vou falar das medidas. Acho que Luís Montenegro tem tido a capacidade de pôr algum gelo nos pulsos pra não reagir, como muita gente exige, reagir depressa e ir pra todo lado, e depois quando vão é porque vão, quando não vão é porque não vão. Temos de distinguir o que é o apoio direto no terreno e medidas indiretas de apoio a empresas, a particulares, como as que foram tomadas ontem. Umas são mais ao nível local, tem de haver uma boa coordenação, boa capacidade dos municípios. O governo tem de estar atento às necessidades também pedidas pelas autoridades locais, mas não é o governo que vai varrer telhas. André Ventura estava a pedir pro governo vir andar a levar telhas. Isto é simplesmente ridículo. Há uma vontade de apanhar o governo em falso. O governo também deu a sua ajuda depois com algumas ações. De facto, hoje, não é só a questão da comunicação. Hoje um ministro, principalmente o ministro da Administração Interna, não pode ser bom apenas a trabalhar em contexto de invisibilidade, como disse a ministra, ou nos gabinetes. Claro que essa parte tem essa dimensão do conhecimento dos dossiês, das matérias, também é importante. Mas é sempre preciso, sempre foi preciso em política, uma presença, capacidade de comunicação. E não cometer erros de palmatória como cometeu o ministro Leitão Amar com aquele vídeo infeliz, porque isto depois distrai e desvia as atenções do essencial. É importante o simbolismo da presença do poder político. Quando um primeiro-ministro fala, em que condições e em que contexto é que o primeiro-ministro fala. Isto é importante também para as populações, chegar essa mensagem às populações, tudo isso é importante, porque ao nível do trabalho no terreno, nestes casos, ou as autoridades locais estão preparadas porque são quem conhece melhor o terreno e tem boa coordenação, ou não é São Bento que vai lá resolver problemas nenhuns. Agora o governo tem de estar atento a estas situações e tem, por exemplo, naquilo que o José Manuel falava, da reposição da energia elétrica, tem de ser o governo a pressionar a empresa, a Redes, para garantir que a reposição é feita no mínimo.

No mais rápido tempo possível.

Exatamente, o mais rapidamente possível. E tem de perceber o que a empresa precisa pra isso. Eu distingo em tudo isto os gritos.

Bruno, deixa-me te dizer uma coisa. Ainda por cima uma empresa que atua em monopólio. Portanto, o governo só tem que pressionar a empresa pra fazer mais e melhor.

Isso aí, sem dúvida, não vão ser as autarquias. Temos de distinguir o que são gritos de desespero das populações, que nestas situações estão sempre desesperadas. Nós vimos quando foi o apagão, e não era por ser no interior ou não ser, ou ser em Lisboa, todos nós entramos em desespero. Muitas vezes também por responsabilidade própria, mas nós entramos em desespero. Portanto, há aqui situações desesperadas das pessoas, temos de distinguir isso sobre a discussão do que deve ser o papel do Estado. E acho que os dois candidatos presidenciais, cada um à sua maneira, deram maus exemplos. Por exemplo, António José Seguro, com conversa das elevações, é óbvio que ele não quer assustar agora o eleitorado do centro-direita, de que precisa também pra obter uma vitória substancial. Mas depois dizer que a solidariedade social nestas ocasiões não se deve substituir ao Estado. Solidariedade social nestas situações também é necessária, não se deve substituir ao Estado. Bem, enfim.

Vamos à tua nota, Bruno.

Sim, eu vou dar uma nota a esta pressão para que o Estado esteja em todo lado e ao mesmo tempo, quando o Estado está em todo lado, depois criticamos o excesso da presença do Estado, eu vou dar esta

Espécie de esquizofrenia, um seis.

Um seis. Temos falado muito aqui em comunicação, Paulo, mas há depois a questão prática dos sistemas de alerta.

Dos alertas. Isto é só um alerta sobre os alertas. Basicamente, não tenho sequer opinião definitiva sobre isto, mas nós evoluímos nos últimos anos de não haver alertas praticamente para alertas muito frequentes da parte da Proteção Civil. Se não me engano, houve uma polêmica aqui há quase 10 anos, a tempestade Leslie, que colocou essa discussão. Foi uma tempestade em 2018, as zonas de Coimbra, Figueira da Foz muito afetadas, uma parte do país também sem eletricidade. Logo a seguir discutiu-se se as autoridades teriam alertado devidamente ou não as populações. O que é certo é que logo a seguir, o que se faz em Portugal quando há um problema? Faz-se uma lei. Foi feita a lei Sistema Nacional de Monitorização e Comunicação de Risco, de Alerta Especial e de Aviso à População, que define tudo. Define cinco níveis de alerta, até o conteúdo das mensagens, define que podem envolver oito entidades públicas e por aí fora. Estamos numa cultura burocrática e nós sabemos que nas culturas burocráticas os procedimentos acabam por tornar-se um objetivo final. O que interessa são os procedimentozinhos, independentemente da sua finalidade, da sua importância ou de até eventualmente terem efeitos previstos. O que eu pergunto é se eu, enquanto cidadão, não só os alertas que me chegam aos SMS, mas sobretudo através da comunicação social, nos últimos anos, eu sinto que o país em metade do tempo está sob alerta. Ou alerta laranja ou amarelo, porque faz calor.

E desvaloriza-se.

Desvaloriza-se de alguma maneira. Ou porque está calor no verão ou porque está frio no inverno, de alguma maneira. E desvaloriza-se. Eu acho que do lado das entidades não querem ter responsabilidades e, portanto, na dúvida, sai um alerta, ninguém os vai acusar de não terem alertado. A questão é se nós depois tomamos a devida atenção quando o assunto é sério. A velha história do rapaz e do lobo. Não tenho ideias definitivas sobre isto, mas acho que provavelmente devíamos estudar estes últimos sete ou oito anos de alertas, alerta versus consequência no terreno, para saber se nós todos não estamos um bocadinho já a encolher os ombros cada vez que nas televisões nos falam de bom alerta amarelo ou laranja.

Quanto merece esse teu reparo?

É só um nove este. Basta um bocadinho para fazer melhor.

É isso mesmo. Fica este nove e o vencedor é: regressa mais logo na tarde política.

Numa versão alargada que começa a seguir ao jornal das 18h, esta segunda-feira dão notas a Judite França, a Raquel Lucas e o António Costa.