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Como já tive a oportunidade de dizer, as biossoluções são o tema deste ano da Feira Nacional de Agricultura. Há um sem fim de tecnologias à disposição dos agricultores, algumas já sendo utilizadas. Vamos ter a oportunidade de falar de algumas delas. São convidados deste painel Armando Oliveira, administrador-delegado da Repsol Portugal, também o Nuno Nascimento, diretor de Estratégia e Transição Energética da Floena, que é a maior empresa de distribuição de gás do país, e também Filipa Sacadura, secretária-geral da PBio, Associação Portuguesa de Bioindústria. Bem-vindos todos aqui ao estúdio da Rádio Observador na Feira Nacional de Agricultura. Filipa, começo por si. O que é uma biossolução?
Em primeiro lugar, eu queria agradecer o convite para estar aqui nesta emissão. Uma biossolução, no fundo, é uma solução que utiliza ou recursos biológicos ou processos biológicos para obtenção de produtos de valor, que podem ser utilizados em diversas indústrias, desde a agricultura, da alimentação, da cosmética, da parte da medicina, também na energia. Portanto, temos uma panóplia muito grande de soluções com diversas aplicações.
Pode dar-nos alguns exemplos de biossoluções que estejam a ser já adotadas pelo setor agrícola?
Pelo setor agrícola?
Sim.
Temos o caso, por exemplo, dos biofertilizantes, que é, no fundo, a produção de fertilizantes com propriedades biológicas ou que permitem melhorar o microbioma do solo. Temos os bioestimulantes, que são as vitaminas das plantas, que permitem ajudar as plantas a crescer melhor e com os fatores nutrientes necessários para conseguirem desenvolver-se. Temos soluções também na parte da valorização de resíduos e subprodutos para obtenção de produtos de valor acrescentado. Portanto, há aqui uma panóplia muito grande de soluções. Muitas delas já estão em aplicação, outras ainda estão em fase de desenvolvimento e de validação da solução para depois poderem ser incorporadas na agricultura.
Muito bem, vamos ter a oportunidade de falar até às 15h deste cluster em Portugal, de empresas dedicadas à promoção de biossoluções. Armando Oliveira, a Repsol vai lançar uma versão bio de um gasóleo agrícola. Quer explicar-nos o que é isto deste gasóleo agrícola feito a partir de?
Resíduos agrícolas.
Muito bem.
Antes de mais, muito obrigado mais uma vez por estarmos aqui. No ano passado, penso que tinhas feito melhor o trabalho de casa e não chamavas gasóleo, já dizias agrodiesel. Mas vamos começar por aí. Efetivamente, nós, dentro do que é este ano a dedicação às biossoluções, são duas palavras interessantes, uma é bio e outra soluções. E vamos até separar isso, porque nós todos fizemos este caminho até hoje com o que era energia, com o que eram soluções para a agricultura. E hoje estamos aqui juntos com os agricultores, é importante falarmos nesse futuro que temos que fazer em conjunto. E dessa parte do bio, nós temos um grande compromisso, assumido em 2015, em que como empresa, e eu repito, como empresa de combustíveis tradicionais, que todos conhecemos, até tu, João, chamar de gasóleo, eu agradeço. E o caminho foi feito durante 80, 90 anos, mas agora o que temos que fazer para o futuro não pode ser igual ao que já fizemos até hoje. Parece-me óbvio, não é? Se quisermos ter algum êxito. E foi aí que nós inventamos estes novos caminhos e não se trata de uma realidade abstrata. Trata-se de ir a uma estação de serviço aqui em Santarém e encontrar, agora eu vou dizer devagarinho para vocês acreditarem no que eu vou dizer, encontrar um produto que substitui o que tu estavas a chamar como gasóleo, mas é o combustível necessário para que o trator, para que um carro a diesel, vulgo motor a diesel, consiga ter as mesmas performances, e digo as mesmas para ficar por aí, do que tinha o antigo combustível que nós disponibilizávamos. Portanto, não é uma solução teórica. Está ali, já temos frotas cautivas, este é um termo complicado, porque o regulamento que nos permite vender ou não este combustível tem que estar ligado a um conjunto de prioridades, nomeadamente quem são as empresas que podem fazer isso e, portanto, esperemos, desde a empresa da área de transportes em que foram obrigados para continuar a sua atividade, e atenção a esta ligação com a agricultura, empresas de transporte terrestre, caminhões, que nós conhecemos, a trazer aquelas galeras, para dar continuidade à sua atividade, têm que utilizar combustíveis bio, nova solução. E é aí que entrou o nosso HVO, já comercialmente com marca, que se chama Nexa. Esse combustível, efetivamente, substitui o outro que vinha do chamado petróleo. E agora pergunta-se: qual é a origem? De onde é que vem isto? A bonita ligação com a agricultura é que este combustível vem de resíduos agrícolas, não de óleos usados, da alimentação. Estamos a falar de resíduos agrícolas.
Resíduos agrícolas, como por exemplo?
Por exemplo, na analogia, este fardo de palha que está aqui atrás de nós, ou mesmo as explorações agrícolas que nós temos. Por exemplo, aqui perto de nós, em Almeirim, o que sobra da exploração do melão e que é queimado, repara bem o efeito que está a acontecer, não presta, queima, polui das duas formas, nós o que fazemos é esses resíduos agrícolas, e quando digo fazemos, já o estamos a fazer na refinaria de Cartagena. Em vez de entrar por um tubo petróleo, entram cisternas carregadas de resíduos agrícolas ou florestais. Neste caso, concretamente, até estamos utilizando mais resíduos florestais porque são de mais fáceis a chegar hoje em dia, mas estamos numa feira de agricultura e o que eu tenho que dizer, onde é que estão os resíduos que vocês tanto problema têm em tratar depois da apanha do melão? Porque isso interessa-nos para produzir o gasóleo, neste caso, o agrodiesel Nexa, que vai permitir que o trator funcione.
Esse agrodiesel Nexa é 100% produzido a partir de biorresíduos.
Exatamente.
Portanto, não há incorporação, é mesmo 100%.
Resíduos florestais, resíduos agrícolas, também pode ser feito através de resíduos alimentares. O que nós queremos com a companhia, encontrando a cadeia de valor, é esses próprios resíduos. Isto tem tudo a ver com onde nós temos a instalação, que é em Espanha, em Cartagena, onde já estamos a produzir este produto. Por quê? Porque vocês conhecem todos um pouquinho o setor agrícola e sabem que a Andaluzia, a parte sul de Espanha, é conhecida por uma grande produção de artigos de agricultura, nomeadamente frutos, vegetais, etc. Depois da apanha, tudo aquilo são resíduos. O que nós estamos a dizer é que depois da apanha, tudo isso passa a ser matéria-prima.
Muito bem. Nuno Nascimento, a Fluener é a maior empresa de distribuição de gás do país, também já tem biosoluções?
Muito bom dia. Bom dia, João. Bom dia também aos meus colegas que estão aí. Antes de mais, também agradecer o convite que nos endereçaram para falar aqui sobre biosoluções e transição energética. Sim, de fato, a Fluener é o maior operador da rede de distribuição de gás em Portugal. Operamos em mais de 100 municípios, temos mais de 14 mil km, imagina, de infraestrutura de gás de norte a sul do país. E o que circula hoje nas nossas infraestruturas é gás natural. O gás natural é um combustível, diria, dos mais limpos dos combustíveis fósseis, mas não deixa de ser um combustível fóssil. E o que nós, enquanto operador e com essa responsabilidade social que temos, pretendemos é descarbonizar a nossa infraestrutura. E o que é isso de descarbonizar a infraestrutura? É passar da distribuição de um gás fóssil, aunque que seja o mais limpo, para gases renováveis. De que gases renováveis estamos a falar? Estamos a falar de biometano e de hidrogênio. Porque estamos na Feira Nacional da Agricultura, estamos mais focados no biometano. O hidrogênio também seguramente irá ser utilizado para descarbonizar a infraestrutura, mas o biometano é uma tecnologia madura, uma tecnologia que se pode utilizar já em toda a Europa. Todos os operadores das infraestruturas de gás já incorporam biometano nas suas infraestruturas. Nós ainda não estamos a fazer. Ao fazê-lo, e eu ouvi com muita atenção o Armando Oliveira falar sobre, de fato, agrodiesel com o Nexa, tudo bem. E eu diria que é muito similar. Acontece que não vamos produzir um agrodiesel, vamos produzir um gás, que é o biometano. Sendo que a matéria orgânica, a matéria-prima é igual. Estamos a falar de resíduos florestais, resíduos agroindustriais. Estamos a falar de resíduos urbanos, estamos a falar de lamas de ETAR. Tudo o que seja essa matéria orgânica, que hoje é um resíduo, e que vamos continuar a produzir, porque vamos continuar a comer, as indústrias vão continuar a produzir, as águas vão ser tratadas. Portanto, esses resíduos são produzidos diariamente. Acontece que há países que olham para esses resíduos e que os valorizam, e há outros países, como nós, que olhamos para esses resíduos e que temos um problema em mãos. Temos que saber geri-los e que muitas vezes não os sabemos gerir corretamente.
E não sabemos por quê? Porque não temos capacidade instalada ou porque há estrangulamentos na lei, na regulação?
Exato. Porque não lhes estamos a dar o sentido vivo, que é transformar um resíduo numa energia. Quando estamos aqui na Feira Nacional da Agricultura, e é isso que nós queremos passar muito, e por isso a nossa presença da Fluener aqui na Feira Nacional da Agricultura, tem um objetivo primário, que é falar com os agricultores e dizer: "Vocês têm resíduos da apanha do melão", como dizia o Armando, "da apanha do tomate, do milho, do trigo". Isso são resíduos que podem ser até os resíduos agropecuários, os estrumes, os chorumes. Tudo isso tem valor energético. E o que estamos a querer passar essa mensagem, com o apoio da CAP, é claramente dizer: "Vocês têm resíduo em mãos que podem transformar em energia, que podem transformar em biometano". E o biometano, e é aqui que eu queria chegar, é um gás rigorosamente igual ao gás natural. Igual, estamos a falar na mesma molécula. E ao introduzir este biometano nas redes de gás, qualquer molécula que eu injeto na rede de gás é menos uma molécula que eu vou importar, porque nós não temos gás natural em Portugal. Portanto, tudo aquilo que seja produzido localmente, estou a incentivar a economia circular, estou a incentivar a produção ou a criação de emprego local. Estou a incentivar, claramente, um tema que tem a ver com a gestão dos resíduos. Eu estou a produzir um biometano, que vou injetar na rede para evitar o consumo de gás natural, que é um gás fóssil.
Quanto desse biometano pode representar no consumo do gás natural em Portugal?
Muito bem, eu acho que essa é, de fato, a pergunta que se impõe. O que isto representa depois? Estamos a falar de uma coisa muito grande ou não? O plano de ação, e eu vou falar com planos do governo, porque nós temos os nossos, mas prefiro apontar para o plano de ação do biometano, que é um plano que o governo lançou. O plano de ação do biometano visa substituir 9% do gás natural distribuído em Portugal até 2030. 2030 está ao virar da esquina. E cerca de 19% até 2040. Ou seja, 1/5 do gás natural será substituído até 2040. Portanto, cerca de 20%. Nós temos ambição maior, ou seja, nós temos a ambição de chegar a 2050, também mais longa, naturalmente, com 60% da nossa infraestrutura Com gás natural substituído por biometano. Os restantes 40% por hidrogénio. Portanto, a ambição da Fluener aqui é ter uma rede totalmente descarbonizada em 2050, 40% hidrogénio, 60% biometano. Repare, João, o ponto aqui é que, para além da produção do biometano, a produção do biometano gera um digerido, gera uma matéria orgânica rica em nutrientes. Esses nutrientes que vão voltar à floresta, vão voltar à agricultura, porque está cheio de nutrientes. E isso é que é a parte importante. Repare, até 2030, se tivermos de substituir 9%, estamos a gerar cerca de 550 mil toneladas de digerido. 550 mil toneladas de digerido, só para ter uma ideia, vai substituir 23% dos fertilizantes inorgânicos que Portugal compra anualmente.
O potencial é enorme. Armando Oliveira fazia-lhe a mesma pergunta, realisticamente, que fatia deste biodiesel pode, a partir de desperdício agrícola e não só, é que pode representar no consumo total do biodiesel em Portugal?
Muito bem. Temos sempre por uma questão temporal. Mas deixa-me dar os parabéns ao Nuno, porque a explicação foi útil. Hoje tivemos aqui também no seminário esta comunicação para o exterior e é destes pequenos momentos é que se criam a história. Nós estamos a contar aquilo que acreditamos. Só que lá está, somos um bocadinho sempre pioneiros. Agora está-me a dizer que isto vai ser assim. Vai acontecer em 2030, que efetivamente é já amanhã. Mas sobre o biodiesel e sobre o Nexa, eu não diria que isto é amanhã. Nós em julho 2014, fizemos uma pequena cerimónia de dar a conhecer o produto, que é 100% renovável e que vem de resíduos agrícolas. Para tentar dar a conhecer ao público, repare, João, julho de 2014, lá vai um ano, quase praticamente.
Julho 2014 ou 2024?
Desculpe.
24.
Não, é para ver se estavas com atenção. Exatamente, 2024. Vai um ano e tu repara no que aconteceu. Hoje ainda houve, quando acabámos de falar, pessoas: "Mas isso é mesmo verdade? Mas existe esse produto?" E sabes como é que nós tentámos, dentro do que conhecemos também de marketing, tentar chegar à sociedade? Três autocarros de marcas distintas para que o fabricante reconhecesse, Volvo, MAN e Scania, mas três autocarros distintos. Agora, cada autocarro, o que é que dizia por fora? Um dizia Benfica, outro dizia Sporting e outro dizia Porto. Foi a notícia mais vista no digital até hoje, porque alguém perguntou: "O que é que fazem ali três autocarros juntos?" Ora, o que nós queríamos é que alguém nos fizesse a pergunta. Esses três autocarros de parceiros, e vamos lá entender, podemos não gostar de futebol, mas eu acho que quando está é noite, todos gostamos de futebol, isto agora não interessa por quê, mas essa massa que chega a todos nós impera também ter essa capacidade de lá chegar. E ter os três clubes a dizerem, olha que já lá vai um ano, como eu digo, este autocarro é Powered by Nexa. E perguntas a performance, também te posso dizer a seguir que a performance no Paris-Dakar, o João Ferreira andou com este produto e ficou à frente de todos os carros a gasóleo. Portanto, já será outra pergunta. Mas para dar a conhecer, isto já existe, João. Portanto, não é qual é a percentagem que isto vai ter. Vai do compromisso que houver de cada um de nós, mas principalmente da sociedade, e uma vez que a sociedade é governada pelas entidades que nos governam, nunca melhor dito, acaba um pouquinho disso. Nós ainda não temos hoje autorização para vender ao público.
Por quê?
Porque não há regulamentos sobre o produto. Vamos tão à frente nas soluções, que quando apresentamos o produto hoje ainda é vendido com código pautal, código pautal nos produtos é como o cartão de cidadão, no nosso caso. Tens número que te identifica perfeitamente. Os produtos têm código pautal. Hoje ainda é identificado como gasóleo parafinico. Gasóleo significa que é gas oil e parafinico vem de naftas parafinicas. É totalmente falso, mas andámos tão depressa à procura da solução, é uma realidade.
E o obstáculo na regulamentação tem origem em Portugal ou tem origem na Europa?
Já não tem origem na Europa, porque há caminhos para isso. E aqui perto de nós, onde estes camiões fazem a sua vida, digamos daqui à Itália, daqui à Polónia, daqui à Alemanha, só Portugal é que ainda não tem regulamentação da venda ao público.
Sofia não, Filipa, peço desculpa. Filipa Sacadura, a regulamentação é um grande entrave ao desenvolvimento de chamadas biosoluções?
Sim, eu diria que é um dos maiores.
A indústria portuguesa sente isso.
É um dos maiores entraves. Eu represento as empresas que desenvolvem estas soluções que depois podem ser utilizadas por empresas como as dos meus colegas de painel
Estas empresas que eu represento estão a desenvolver inovação e muita da inovação não tem ainda sequer enquadramento de aplicação, ou seja, não existe regulamentação. E esse é um dos maiores desafios das empresas, claramente, é conseguir mostrar não só o impacto das suas soluções, mas também ajudar a desenvolver regulamentação que possa permitir que essas soluções sejam aplicadas. Estamos a falar de ciência e de inovação. Eu acho que é muito importante focar essa questão.
E o legislador habitualmente fecha os olhos perante a inovação ou tem ímpetos mais regulamentadores sobre tecnologia nova?
Depende muito das situações, mas em muitos casos aquilo que se vê é que o regulamentador, como não conhece as soluções e não conhece o impacto que as soluções têm, muitas vezes tem alguma reticência na sua adoção e no desenvolvimento de regulamentação que permita que essas soluções sejam utilizadas. O facto de estas empresas desenvolverem estas soluções e também estarem a testá-las no mercado, a compilarem dados que permitam a sua validação, ajuda de alguma forma os reguladores. Mas é preciso também haver uma interação mais próxima entre a inovação e a regulamentação para garantir que estas soluções têm aplicação.
Sem querer desvendar muito sobre o negócio de cada um ou sobre as grandes descobertas que andam aí no mercado português e na sociedade portuguesa, mas conhece alguma tecnologia que esteja à espera de ser aplicada e que está parada porque há omissão legislativa ou há má vontade do legislador?
Bem, conhece várias, mas é difícil dar só um exemplo. Eu queria só aqui também realçar uma questão, que é: nós desde que existimos enquanto sociedade utilizamos biosoluções. A questão é que as biosoluções eram sempre utilizadas de uma forma muito empírica e hoje em dia as biosoluções que estão a ser desenvolvidas e a ser colocadas no mercado já têm muita investigação e desenvolvimento por trás e muita recolha de dados e muita validação de dados por trás para permitir a sua incorporação. Aquilo que acontece em relação às biosoluções é que, nalguns casos, não só o regulador não consegue ver os benefícios ou tem alguma dificuldade em conseguir ver os benefícios, como a própria sociedade muitas vezes não está ainda sequer recetiva ou capaz de perceber a aplicação dessas soluções. Eu posso dar um exemplo: fermentação de precisão. Desenvolvimento, por exemplo, de processos fermentativos para obtenção de proteína que possa ser utilizada na alimentação humana ou na alimentação animal. A regulamentação está a ser definida à medida que vão sendo também desenvolvidas estas soluções. Ou a utilização, por exemplo, de insetos. Temos aqui na feira também um stand muito grande sobre os insetos como ferramenta de sustentabilidade, portanto, um novo setor bioindustrial. E em certas situações, os reguladores não têm muita recetividade, ou sensibilidade, para conseguir perceber o benefício, porque durante muitos anos os insetos eram os maus da fita, era aqueles que se queria eliminar. E agora conseguiu-se perceber que não, que os insetos têm que ter um papel e que esse papel tem que ser valorizado e temos que saber utilizá-lo para conseguir desenvolver soluções cada vez mais sustentáveis.
É um caminho que se vai fazendo, não é?
É um caminho que se vai fazendo, sem dúvida.
Filipa, Armando Oliveira e também Nuno Nascimento, muito obrigado aos três por terem estado aqui na Rádio Observador.
Muito obrigado.
Muito obrigado. Boa tarde.