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Para ouvirmos a reação de Ana Catarina Mendes, ministra adjunta e dos Assuntos Parlamentares.

Convidado para estar presente numa convenção de um partido com assento parlamentar, não tinha como não marcar a sua presença. Como imaginam, e mais uma vez fica claro, há todo um mundo que distingue e que afasta o Chega do Governo. O Governo não se revê em nenhuma das posições que o Chega aqui apresentou. Não é possível apresentar ao país soluções fáceis, mas sobretudo, aquilo a que aqui assistimos é aquilo que nós nunca defenderemos: um discurso de ódio, um discurso de desrespeito pelos portugueses, um discurso de ataque dos portugueses contra portugueses. O Governo continuará a trabalhar, como sempre, para reforçar a democracia, para respeitar as nossas instituições, para que os portugueses tenham confiança nas nossas instituições. E é por isso mesmo que depois de uma pandemia, onde foi absolutamente exigente para todos os portugueses, foi preciso um Estado Social forte e um Governo forte para dar a resposta que se impunha, fosse do ponto de vista da saúde, fosse do ponto de vista dos seus rendimentos, fosse do ponto de vista da garantia do seu mercado de trabalho. Vivemos hoje uma guerra na Europa e uma guerra que é motivada pelos discursos do ódio, e uma guerra que é motivada pelo individualismo e pela falta de cultura daquilo que deve ser a cooperação e que deve ser uma União Europeia que foi criada para que haja paz, justiça social e cooperação entre todos. É por isso que num cenário desta guerra com os sintomas da inflação, o Governo não se desviará daquilo que tem que fazer: responder às necessidades dos portugueses, mantendo o seu emprego, mantendo um Estado Social forte que proteja todos, os que cá estão, os que cá chegam, porque é assim que nós entendemos Portugal. Portugal é um país que acolhe o mundo, que acolhe todos aqueles que aqui chegam e todos têm direito e merecem ser tratados com a dignidade que se impõe.

Muitas vezes o Governo tenta desvalorizar as posições do Chega com a presença de uma ministra aqui neste pavilhão, não dá razão, num certo sentido, ao que André Ventura tentou aqui neste fim de semana, que é dizer que o Chega já é um partido de governo?

Eu volto a reforçar que perante um convite institucional, o Governo marcou a sua presença institucionalmente. E volto a reforçar a distância total e nenhum ponto de contato do Governo com o partido Chega. Aquilo que aqui ouvimos foi um incitamento ao ódio e esse o Governo não pode nunca-

Não foram convidados pela Iniciativa Liberal na semana passada?

Não.

Como é que ouviu as tentativas de acordo com o PSD que marcaram todo este fim de semana?

Não foi isso que eu ouvi aqui. O que eu ouvi aqui foi um incitamento ao ódio, e isso é contra a democracia. E eu estou aqui, como todo o Governo, para defendermos todos os dias a democracia, as instituições democráticas e os portugueses. Muito obrigada.

Obrigado. Lucindo Almeida, onde teve Ana Catarina Mendes, ministra adjunta dos Assuntos Parlamentares. Eu penso que podemos ouvir, Diogo, rapidamente o PSD, através do vice-presidente Miguel Pinto Luz. Deixa-me dar a indicação de que Ana Catarina Mendes, a ministra adjunta, escolheu não falar no placar que o Chega colocou aqui para que os partidos possam falar à comunicação social. É um sinal que fica também desse ponto de vista da imagem e Miguel Pinto Luz escolhe também fazê-lo. Portanto, o vice-presidente do Chega prefere também falar sem essa imagem do partido por trás.