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Portugal chora a partida de uma das vozes mais marcantes, quentes e inconfundíveis da nossa história musical. Luís Represas deixou-nos, mas a sua voz e as suas canções ficam para sempre no cancioneiro e na memória coletiva do nosso país. Hoje recordamos o homem, o artista e o legado que nos deixa. Nos próximos minutos vamos estar à conversa com amigos que o conhecem bem, que conviveram de perto com Luís Represas. Temos connosco João Pedro Pais, António Sala e também Manuel Moura dos Santos. Eu sou o João Costa e Silva, comigo está também o Vasco Maldonado Correia. Já conhecemos a discografia, mas poucos conhecem bem o homem por trás do microfone. Queremos perceber, acima de tudo, quem era Luís Represas quando não havia câmaras nem guitarras. António Sala, muito bom dia, seja bem-vindo. Vou optar por usar da minha cábula. Vi aquilo que escreveu nas redes sociais, e passo a citar: "Partiu um velho amigo de tantos e tantos anos, de encontros nos palcos, televisão, rádio, restaurantes, sempre com abraços e muitos telefonemas divertidos". É essa a memória que fica de Luís Represas, um homem divertido que sempre quis ser feliz a fazer música. Bom dia.

Eu não sei se a pergunta-

Para si, António Sala. Sim, bem-vindo.

Não sei se a pergunta me está a ser feita a mim, porque eu estou com repetição no meu auricular e ouço as coisas com algum atraso e com alguma confusão. Mas a pergunta foi para mim?

É para si, António Sala, sim.

Será possível vocês tecnicamente evitarem que eu esteja a ouvir a repetição com atraso, que isso é uma coisa que atrapalha-me muito?

Vamos tentar resolver então esse problema e já voltamos ao contacto consigo. A nossa produtora Rita Reveche vai falar aqui consigo.

Nesta altura já estou a ouvir sem repetição.

É? Então quer que repita a pergunta, é isso?

Então posso responder. Antes mais, bom dia e bom dia para todos aqueles que vão participar nesta homenagem da rádio a um homem que também deu muito à rádio. A minha ligação ao Luís é uma ligação muito antiga, mesmo do início do Estrovante. Aliás, há um livro sobre a história do Estrovante, entre os vários que saíram, mas um do Manuel Faria, em que o Manuel Faria conta que houve uma gravação piloto do Estrovante a duas editoras. Uma delas, o responsável pela produção nacional era o Tó Zé Brito e a outra era eu o responsável. Eu ouvi. Aquilo que mais me tocou e que eu achei que era sensacional, era a voz exactamente do Luís Represas. No entanto, depois em reunião com o resto da direção da editora, achámos que aquilo era um trabalho de alta qualidade, mas a editora estava a passar por algumas dificuldades e pensámos: "Vamos aqui investir dinheiro num grupo que ninguém conhece e isto é muito bom, mas será que vai vender? Isto terá a capacidade de vendas que resultem depois no retorno do dinheiro que se vai investir?" E acabámos por dizer que não. E o mesmo aconteceu com o Tó Zé Brito. Portanto, é uma medalha daquelas nada honrosa, que quer o Tó Zé, quer eu temos, de que dissemos: "Demos com os pés ao Estrovante", mas não demos com os pés à voz incrível do Luís. E foi aí que eu conheci o Luís. E a partir daí mantivemos sempre uma relação de amizade, uma relação cordial. Em termos de rádio, eu fui daqueles que desde a primeira hora, ocupei muito bem o tempo radiofónico tocando o Estrovante. Aquela estrovantada, como o nosso colega sempre lhes chamou, era realmente qualquer coisa de novo, de bonito, na qualidade dos poemas, na qualidade instrumental, na qualidade da produção e na qualidade excepcional da voz do Luís. O Luís acompanhou-me muito em palcos, em entrevistas. Ele participou em muitos "Despertares" ao vivo. Lembro-me de um ou dois que foram notáveis. Eu convidei ele, foi aos Açores comigo e foi uma coisa espetacular. Eu me recordo de um despertar também que eu fiz ao vivo nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, onde ele foi a grande figura, a figura central, aí acompanhado só pelo Manuel Faria ao piano. Quer inicialmente com o Estrovante, quer depois quando ele começa a gravar em nome próprio e tem o seu primeiro álbum, Luís Represas. Enquanto artista, é daqueles que nos dá um prazer imenso tocar, divulgar, falar, entrevistar. Enquanto pessoa, o Luís era uma delícia. O Luís, sempre que chegava ao pé de mim ou sempre que nos telefonávamos, e falei com ele para aí há 15 dias, até na sequência do espetáculo que eu tinha visto em televisão, onde senti que fisicamente ele não estava bem, e ele disse-me: "Não te preocupes. Isto é um problema que eu tenho aqui no joelho, na perna e tenho alguma dificuldade às vezes em me movimentar". Na altura eu não senti que era uma desculpa esfarrapada ou diferente para a realidade, mas senti que havia qualquer coisa que não estaria muito bem. Cada vez fui encontrando nos últimos tempos com menos frequência o Luís, nomeadamente na Taberna dos Estrovadores ou nos Sabores de Sintra, do nosso amigo Fernando Pereira O local onde ele, o Joaquim d'Almeida, a Fafá de Belém, tantas vezes se encontrava e onde tantas vezes nos cruzávamos. Deixa um vazio grande como homem, porque era uma pessoa magnífica, um indivíduo realmente com uma formação fantástica, com um sorriso sempre permanente, amigo do seu amigo e acima de tudo, sendo ele uma estrela, porque o era e sempre foi, não tinha tiques de vedeta, nunca teve. Antes pelo contrário, era de uma simplicidade, uma proximidade muito grande, eu diria quase que educadamente humilde. O que por vezes em pessoas com a dimensão do Luís e com a projecção mediática que tem, e felizmente nem toda a gente é assim. De maneira que eu fiz foi um choque brutal. É um amigo que se perde, mas de certeza que ele gostaria que não estivéssemos aqui a lemoriar, mas tivéssemos aqui a recordar com um sorriso nos lábios, a recordar acima de tudo o amigo, o homem, e logicamente, é impossível não fazer, o cantor, o artista, a voz.

E para celebrar essa influência, eu convido à conversa também o João Pedro Pais. Bem-vindo e bom dia. A quem pergunto, a sua geração de cantautores nos anos 90 herdou um caminho que o Luís Represas ajudou a desbravar, o de cantar em português com peso, com grande presença da guitarra acústica. É uma das suas grandes inspirações para a carreira que construiu desde então.

Olá, muito bom dia. Sim, a sua pergunta faz todo sentido. O Luís influenciou-me imenso. Quando eu comecei a tocar em bares, por curiosidade, os Trovante faziam parte do meu cancioneiro. E fui muito influenciado pela maneira, pelas letras. O António Sala falou muito bem, mesmo muito. Fez uma observação sobre o Luís como homem, como artista, muito certa, muito correta. Aquilo que me liga ao Luís são 30 anos. Por quê? Porque tínhamos o mesmo manager, Vicente Carvalho. E a partir daí aconteceu uma amizade. Não foi uma coisa forçada, não foi impingida, mas de naturalidade. Viajámos os dois para Cuba, que eu nunca tinha conhecido. Não conhecia Cuba, não conhecia Havana, e foi o Luís que me levou. Levou-me para Havana, porque eu fazia luta também, alta competição, e tinha um treinador cubano. Um treinador muito conhecido em Cuba, teve três campeões olímpicos nos últimos Jogos Olímpicos, luta greco-romana. Então eu tinha essa afinidade com Cuba sem conhecer Cuba. E foi o Luís que me levou até Havana, Varadero, e divertimo-nos imenso. Éramos muito amigos, muito mesmo. Ele foi meu convidado para o último festival que se realizou no EL Live, em Évora, no dia 10 de junho. Eu falei com ele no princípio do mês a dizer: "Posso contar contigo?" E ele: "Claro que sim". E ele sabia que eu não podia contar com ele, mas não me queria dizer que não. Eu sabia que ele tinha um problema no joelho. Sim, e isso limitava-lhe o andar em palco, como se viu nos Trovante no MEO Arena. Fui ver o concerto no dia 20 de março e via-se que havia ali uma dificuldade. Eu cumprimentei-o no camarim, a seguir ao concerto, e disse-lhe: "Olha, tens aí muita gente à tua espera". E ele respondeu-me: "Eu quero é que me tirem daqui e que me levem para casa". Ele estava derreado fisicamente, porque tinha sido um concerto brutal, como eu digo, um concerto do caraças. Ali estavam 50 anos de história, de música, de memórias, de afinidades, de verdade literária, de tudo. E eu queria que o Luís cantasse comigo em Évora, no EL Live. E o promotor disse-me: "Podes trocar o convite, porque eu quero contratá-lo para o ano". Então eu pensei noutra pessoa, acabei por convidar o Miguel Ângelo dos Elfins. Mas era o Luís que estava, foi a primeira opção no momento. E eu tinha essa afinidade com o Luís, de nos encontrarmos de quando em vez na Praia da Adraga e almoçarmos juntos, que ele morava perto, em Belémares. Então íamos almoçar juntos e falávamos de tudo.

Era uma espécie de confidente, João Pedro Pais.

Sim, o Luís era meu amigo mesmo. Ouça, há uma coisa que me custa falar muito. Nós fomos ambos aos funerais das nossas mães. Isso não há palavras, não há abraços, não há nada que possa ultrapassar esse respeito mútuo que tínhamos um pelo outro. Estarmos os dois nos momentos mais difíceis das nossas vidas. Logo, é isso, isso tudo. O carinho que ele tinha por mim. Eu lembro quando fiz a primeira parte do Bryan Adams, em 2003, a turnê ibérica com o Bryan Adams, o Luís estava lá, com a Margarida ao seu lado. E as dúvidas que eu tinha: "Achas que eu ainda vou andar cá alguns anos a cantar?" E o Luís: "Olha lá, estás parvo ou fazes?"

Aliás, foi isso que escreveu no seu post nas redes sociais, essa frase que acabou de dizer.

Sim, exatamente. Ele dizia muito isso. "Por cento dúvidas, mas olha lá, estás parvo? Fazes". Descomplicava. O meu descomplicómetro era descomplicado por ele, como colega e como amigo. Eu não considero o Luís um colega, é amigo. Eu conheci ao longo destes 30 anos, pessoas muito afáveis na música, colegas, mas não sou amigo de todos. Evidentemente, nem eles são meus amigos. Amigo é uma palavra muito forte, é uma palavra de muita cumplicidade, de muitos segredos, de muita coisa. E o Luís, eu posso considerar o Luís meu amigo mesmo. Como o Zé Pedro dos Chuts era meu amigo. Agora, dar-me bem com muita gente? Dou, dou-me com quase todos os meus pares. Agora, amizade mesmo, cumplicidade, o Luís talvez tenha sido dos últimos trovadores que acabamos todos de perder. E eu acompanhei a carreira do Luís, como eu vos disse, tínhamos o mesmo manager. E o Luís é muito especial. Falar do Luís agora, no momento, o que eu posso dizer mais?

João Pedro Pais, permita-me só aqui também introduzir à conversa alguém que trabalhou enquanto produtor musical com o Luís Represas ao longo dos anos. Manuel Moura dos Santos, seja muito bem-vindo. Sabemos que não tem muito tempo, mas não lhe posso deixar de fazer esta pergunta. Quando pensa no Luís, para lá do palco, dos holofotes, daquilo que conhece, primeiro de tudo, qual é a primeira imagem ou memória que lhe vem à cabeça? E acima de tudo, também queríamos perceber isto consigo. Se tivesse que destacar aqui uma virtude do Luís, que a maioria do público se calhar não chegou a conhecer, qual é que seria? Seja bem-vindo.

Olá, boa tarde a todos. Boa tarde aí, João Pedro, também. Eu conheci o Luís antes de trabalhar na música. Conheci-o enquanto público, espetador. Ele tocava com frequência no Happening, um antigo bar ali na Estrela. Foi aí que eu o conheci em meados dos anos 80 e depois posteriormente no Chafariz. Portanto, a nossa relação começou a ser mais pessoal e só profissional a partir de 1989. Eu nunca trabalhei ao longo destes anos todos. O empresário do Luís e trovante era o Vicente Carvalho, que eu sou especialmente amigo, mas estive sempre próximo dele. Contratei-o para fazer algumas coisas em espetáculos que produzi. E lembro-me de um especialmente, que ficará guardado na minha memória, em Luanda há uns anos, com o Paulo Flores, que foi um espetáculo memorável. E não é daqueles espetáculos que o Luís vai cantar e depois convida o Paulo para cantar duas ou três, não. Ele entrou, fez dois ou três temas, depois o Paulo fez dois ou três e depois tiveram uma hora e tal juntos no palco a trocar canções. O Paulo Flores a cantar as coisas de trovante e Luís Represas, e Luís Represas a cantar coisas do Paulo Flores, do André Minhas. E ele esteve lá uns dias e foi extraordinário. Inclusive, foi à pesca conosco. As relações não eram meramente profissionais, como o conhecia há muitos anos. E é uma memória que fica para mim. O Luís tinha uma característica, e é a principal característica que eu destaco nele: era um cantor todo-o-terreno, músico extraordinário. Ele fora do universo trovante ou Luís Represas a solo, o Luís fazia coisas maravilhosas. Eu lembro-me que há uns anos o Vaseloze me tinha mostrado um disco, que não era um disco de originais, era um disco em que convidou diversos colegas para cantar coisas dele. E um dos temas que estava no disco era um tema do Alta Pimenta dedicado a Luís Camões, cantado pelo Luís. Eu na altura disse ao Luís: "Isto é o melhor tema do disco. Isto é absolutamente extraordinário, o que ele fez". E o Luís tinha essa característica. Eu disse-lhe, embora ele nunca tenha explorado essa via profissionalmente, era um crooner, era um cantor todo-o-terreno, ele podia cantar qualquer coisa. Ele nunca explorou muito isso. Dedicou-se, sobretudo, a produzir e a criar o seu próprio material, mas ele podia cantar qualquer coisa. E isso é raro na música portuguesa. E não é só o Luís, o Nuno Guerreiro, com quem eu trabalhei, fazia exatamente a mesma coisa, cantava qualquer coisa. E o Luís tinha essa característica. Tinha uma capacidade para tornar suas as canções dos outros, extraordinária.

Manuel Moura dos Santos, muito obrigado por ter tirado um bocadinho de tempo para se juntar a nós e esta homenagem a Luís Represas. Nós continuamos com o António Sala e também com o João Pedro Pais. Vasco.

António Sala, e volto a si, a rádio e a vida cruzaram-se centenas de vezes ao longo das décadas com Luís Represas. Há algum momento em particular, um abraço fora do ar, uma conversa no corredor que hoje ganhe um significado completamente diferente? E peço-lhe brevidade, que temos de terminar.

Há, claro que sim. Por uma questão ética, uma questão de respeito, de conversas entre amigos, não vou tornar público aqui. Eu recordo de uma entrevista, eu tinha um programa de fim de semana, que se chamava "António Sala fim de semana", que em cada sábado de manhã, durante uma hora, eu conversava com uma personalidade das mais diferentes áreas

E o Luiz foi meu convidado. E recordo-me que antes de começar a gravar, o primeiro era gravar, nós estávamos a ter uma conversa deliciosa, uma conversa de homens, daquelas conversas que não se podem ter de microfone aberto. E foi muito engraçado porque estávamos cheios de balanço naquele tipo de conversa e coisas que se fosse a televisão teria que levar uma bolinha vermelha do canto superior direito. E depois: "Mas temos de gravar, vamos gravar". Começámos a gravar e eu recordo-me que foi uma conversa muito boa. Não foi uma entrevista, foi uma conversa entre amigos e eu a conversar com um homem com a notoriedade do Luiz. E quando chegámos ao fim, despedimo-nos, entrou o indicativo final, o fechamento do programa, saímos da gravação e eu disse: "Correu bem, não correu?" Ele disse: "É pá, correu, mas comparado com a conversa que nós tínhamos antes, esta foi uma merda". E nós estávamos os dois a rir. Um dia tens de fazer um programa, mas em que conversarmos as coisas que nós conversávamos. Isso era outros tempos. Hoje algumas das conversas poderiam acontecer, mas mesmo assim não seriam propriamente as mais secretas, nem das mais eloquentes na linguagem da ética, de civilidade. Mas o Luiz era muito divertido também. Era moderado em muitas coisas, muito equilibrado, mas a virtude que eu saliento sempre nele. Eu acho que ele era muito amigo do seu amigo. E acho que o Luiz parte deixando um rol de admiradores, de pessoas que o apreciam, que o tornam uma referência, mas acima de tudo, eu acho que ele deixa amigos. Eu nunca ouvi o Luiz a dizer mal de ninguém. E neste meio, este é um meio complicado, quer o João, quer o Manuel sabem isso muito bem. É um meio difícil, em que o sucesso das pessoas mede-se por vendas e por palmas e normalmente há sempre uma tendência ou daqueles que não conseguem ou daqueles que conseguem, mas depois falham, em ter uma linguagem às vezes um bocadinho azeda e haver uma certa maledicência e vai-se dizendo isto ou aquilo de algum colega ou de algum profissional. Eu sou franco e ao longo de tantas conversas, eu não me lembro do Luiz a dizer mal de ninguém, nem de nenhum colega. E eu acho isso uma coisa sensacional. E quando às vezes eu percebia que havia qualquer coisa, ele não dizia mal, ele dizia com humor e contava aquilo de uma maneira que parecia quase uma anedota, mas não havia maledicência. E isso eu acho que é uma virtude extraordinária. Eu acho que perdemos um excelente cantor, um excelente compositor, um músico, um grande amigo, mas acima de tudo acho que acabou de partir um homem bom.

João Pedro Pais, temos muito pouco tempo. Pergunto-lhe o que é que vai guardar do Luiz Represas em si?

Vou guardar histórias, memórias, o legado que ele deixou musical. Ontem no concerto em Santiago do Cacém, cantei "A Feiticeira" acompanhado por um saxofone, saxofonista, e farei isso enquanto me lembrar dele, vou cantá-lo sempre. Aquele bar que o Manuel Moura dos Santos há bocado referiu, que não disse o nome, chamava-se Happening, na Rua de São Bernardo, onde eu comecei também a tocar, em frente à casa dos pais do professor Marcelo Rebelo de Sousa. Chamava-se Happening e foi o primeiro bar que eu comecei a cantar em Lisboa e que também o Luiz tocava lá algumas vezes, passando depois, posteriormente para o Chafariz.

João Pedro Pais, António Sala, Manuel Moura dos Santos, muito obrigado por se terem juntado a nós nessa homenagem a uma voz que vai ficar para sempre na nossa memória, Luiz Represas. O músico morreu esta quarta-feira, dia 22 de julho, aos 69 anos, com mais de 50 anos de carreira. Que nunca desfaltem as canções, mas acima de tudo também a mensagem e o significado que fica de cada uma delas. Muito obrigado aos três.