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Fazemos novamente uma viagem para fora de Portugal. Vamos até ao núcleo do Sporting em Hartford, nos Estados Unidos da América. Está ao telefone agora conosco José Costa. José, boa noite. Como é que se festeja por aí?

Boa noite. Os festejos estão a correr bem, o Sporting é campeão. Aí está a correr melhor, mas não há música.

Aí são 8 da noite, se não estou em erro, já se festeja. Como é que foi acompanhar este jogo à distância e acompanhar toda esta época que trouxe o Sporting ao 12° título de campeão nacional?

Foi sempre a sofrer, mas foi saboroso, porque uma pessoa estar à distância, hoje estávamos a conviver todos aqui juntos, mas valeu bem.

Com quantas pessoas está a festejar neste momento?

Agora já somos poucos, já começaram algumas a ir embora, porque amanhã é dia de trabalho e aqui os trabalhos começam cedo, e as pessoas vão embora.

Temos feito esta pergunta ao longo da noite pelos vários núcleos que têm passado por esta emissão da Rádio Observador. Como é que se acompanha aí os festejos a nível gastronómico? Como é que se fizeram acompanhar para este dia do título?

As coisas mais portuguesas: chouriço, cerveja, vinho, pasteis de bacalhau.

Produtos bem portugueses.

Mais coisas portuguesas.

Sim.

No dia 23 temos a preparar um valente convívio, que estamos a preparar para meter mais gente no salão da igreja portuguesa. E pronto. Já é um domingo, já as pessoas vão depois almoçar e durante a tarde para festejar. Não pode ser durante a semana, porque aqui o trabalho começa muito cedo e as pessoas não perdoam.

Amanhã vai ser complicado explicar aos colegas de trabalho esta paixão que se tem pelo futebol.

Alguns já sabem, mas amanhã já estávamos a combinar, porque trabalham lá alguns sportinguistas e alguns portugueses, e já estamos a combinar, principalmente os sportinguistas, todos de camisola.

Mas os colegas de trabalho americanos já percebem esta paixão pelo futebol?

Alguns percebem. Por acaso, tive um colega, que já não está a trabalhar, e toda a gente se admirava como é que muitos benfiquistas o tentaram demover e ele nunca se deixava. Ele era de raça morena.

Alguns problemas nesta...

De raça morena que trabalhava lá e os benfiquistas tentaram virar. Trabalhávamos lá muitos portugueses benfiquistas e tentaram mudar. Mas o que é que eles fizeram? O gajo, mesmo no Sporting, ele ia: "Eu sofro pelo Sporting, vocês sofrem pelo Benfica."

José Costa, já falá--

Ele já tinha uns anos, mas ele era sportinguista. Por acaso, já não trabalha.

José Costa já falou conosco também ao longo desta tarde e também de como estão a decorrer os festejos aí nos Estados Unidos da América, em Hartford, nesse núcleo do Sporting. Descrevia que não há retunda por aí, mas que tem o largo da igreja. É aí que estão a decorrer os festejos?

Não, já percorremos as ruas todas, onde há o comércio português, com carro, e agora regressamos outra vez ao restaurante onde estivemos a ver o jogo.

E, portanto, os festejos-

Agora viemos para dentro, porque a polícia também não deixa muito as pessoas andarem muito.

Não permitiu.

Aqui a polícia é muito rigorosa e até muita gente: "Tenham cuidado, que eles começam." Mas por acaso não. Passaram, mas não disseram nada. Andamos a fazer a parada, já demos duas voltas, viemos para trás agora e temos estado agora aqui no restaurante, chegamos agora. Já está. O importante é tudo correr bem, o Sporting ser campeão.

José, deixar-lhe os parabéns também por essa conquista do Sporting e por estar também a acompanhar este título de campeão nacional a partir dos Estados Unidos. Muito obrigado por se ter juntado a nós nesta emissão da Rádio Observador.

Obrigado a nós também.

Obrigado e até à próxima. Escutámos José Costa falar a partir dos Estados Unidos, em Hartford, cidade também em festa.

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