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O regresso à Assembleia da República para ficar, para sermos os representantes da esquerda verde europeia em Portugal, preenchendo finalmente uma lacuna de décadas, como força partidária autónoma dessa esquerda verde europeia em Portugal. E tal como fizemos quando fundámos o partido a 31 de janeiro, não o fizemos por acaso, fizemo-lo no Porto, onde tivemos, aliás, uma excelente subida na votação e onde o Livre irá contar, a seu tempo, com representação parlamentar também. Fomos fundados a 31 de janeiro no Porto, porque aí se fez a primeira revolta republicana no nosso país. Viva a República! E a mensagem que quisemos passar com essa fundação nesse dia, ali, é que já houve um tempo em que lutar pela liberdade, lutar pela República, lutar pelas nossas causas e valores, significava, nessa altura do 31 de janeiro no Porto, arriscar perder a vida, arriscar perder essa mesma liberdade, arriscar ser deportado. E naquele dia, 31 de janeiro de 2014, quando o Livre foi fundado no Porto, estávamos a dizer aos nossos concidadãos que fazer política hoje em dia, lutar pelo futuro do nosso país, da Europa e do mundo, não implica, neste momento, felizmente, arriscar nada disso, que outros já arriscaram por nós. Significa tirarmos um pouco do nosso sossego, arriscar um bocadinho que nos critiquem a nossa reputação, muitas noites de sono, certamente, muito trabalho que temos tido, mas significa que podemos fazer muito mais hoje. E é por isso que a primeira mensagem que quero passar a quem nos está a ver é que a esquerda verde europeia, o Partido da Liberdade, da Esquerda, da Europa e da Ecologia, regressa ao Parlamento para ficar e não vai sozinho, porque vai haver certamente muita gente que vem conosco, que se vai filiar no Livre, que vai querer trabalhar conosco, e nós queremos que venham para o Livre para fazer o futuro da liberdade, da esquerda, da Europa e da ecologia.
Estamos a escutar Rui Tavares, o cabeça de lista do Livre pelo círculo de Lisboa, foi eleito, vai sentar-se no Hemiciclo.
Está a passar por aqui, venham fazer esse futuro conosco. Somos o primeiro partido da esquerda do século XXI a conseguir entrar na Assembleia da República e a conseguir, não uma, mas duas vezes, tendo saído, voltar a entrar na Assembleia da República. Somos o único partido de esquerda, e é preciso que se note como isso é um feito, isso foi historicamente difícil, sem ter raízes no PREC ou na Revolução, o primeiro partido de uma esquerda nova a entrar na Assembleia da República. Somos, agora, o partido da esquerda verde europeia, da família dos Verdes Europeus, que tem representação na Assembleia da República.
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