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Está agora ao telefone Nuno Fernandes, deste núcleo do Sporting em Angola. Boa noite, Nuno, como está a ser a festa por aí?
Boa noite, tudo bem?
Tudo ótimo e por aí? Em grande festa?
Por aqui, infelizmente, não tão grande como nós gostaríamos, por causa das últimas limitações por causa do Covid, mas estamos a festejar, sem dúvida.
Mesmo com as limitações, conseguiram juntar alguns sportinguistas para assistirem a este triunfo no jogo contra o Boavista e também no campeonato?
Infelizmente, não conseguimos juntar tanto quanto nós gostaríamos, porque agora com as últimas limitações podemos juntar um máximo de 15 pessoas, mas estamos aqui a festejar em grande. São muitas famílias unidas e espalhadas por Luanda e por Angola a festejar este grande campeonato, que nós estávamos à espera há tanto tempo.
Nuno, quantas pessoas estão consigo a fazer estes festejos, que não estão assim tão ruidosos, mas acho que estamos a ouvir um grito?
São cerca de 20 pessoas.
20 pessoas a fazer estes festejos.
Está para além daquilo que a lei permite, mas pelo Sporting nós arriscamos um bocadinho.
E como é que acompanharam este encontro? Como é que viveu este jogo? Vitória por 1 x 0, vitória por essa margem mínima. Como é que foi viver este encontro que deu este título ao Sporting?
Foi um jogo à Sporting. Nós, enquanto adeptos, gostaríamos de ver o jogo com uma goleada, resolvido no primeiro tempo, mas felizmente foi um jogo à Sporting, até ao último minuto de sofrimento. Mas o que conta é o resultado final. Foram três pontos, 1 x 0, vale tanto quanto 10 x 0 e pronto, estamos aqui.
E agora, depois desta conquista, o que espera do Sporting daqui para a frente?
Daqui para a frente é continuar aquilo que temos estado a fazer nos últimos dois anos, a crescer, mudar a equipa, melhorar a equipa. Acho que o Sporting, nos últimos dois anos, não, nos últimos seis, sete anos, tem crescido, tem almejado maiores conquistas e acho que tem campeonato. E para o ano acho que não vai ser uma exceção à regra, portanto, temos esperança nisso. Queremos duplo campeonato, queremos fechar com uma jornada fantástica na Champions, que para nós chegar aos oitavos já é chave de ouro, e não vender muitos jogadores.
No núcleo do Sporting já percebemos que a festa é limitada, mas nas ruas de Luanda também se faz a festa?
Tentamos, fomos limitados pelas autoridades, mas vamos organizar uma coisa para sábado, para domingo. Não vamos passar sem festejar. Hoje foi difícil. As leis obrigam-nos a estar confinados a partir das 20h. Tentámos ir para as ruas às 22h, fomos bloqueados pelas autoridades, mas sábado temos uma maior margem e vamos voltar a tentar.
Importa dizer que é 00h30 também em Luanda. Nuno, olhando para esses festejos e para esta noite de festejos, como é que acompanharam gastronomicamente este dia de festejos do Sporting? O que se come e bebe por aí?
Gastronomicamente foi muita cuca, muito funge. É o mais importante. Ficaram no mais importante, sem sombra de dúvida. Foi cuca, local, muito funge, muito churrasquinho e pronto, estamos aqui em festa. Já nove anos à espera, 20 pessoas a festejar, é o mais importante.
E a festa prossegue em Luanda. Nuno Fernandes, muitas obrigadas.
Obrigado nós.
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