Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos conversar nos próximos minutos com Hugo Carneiro, deputado na Assembleia da República. Já publicou também nas redes sociais que hoje aconteceu história neste clube. Hugo Carneiro, muito boa noite. Obrigado por estar conosco já nesta hora adiantada aqui na Rádio Observador. Como vê este momento eleitoral do Futebol Clube do Porto, este dia histórico em que sai Jorge Nuno Pinto da Costa e prepara-se para entrar André Villas-Boas?
Antes de mais, muito boa noite, obrigado pelo convite. Acho que é um grande dia na história do Futebol Clube do Porto e as minhas primeiras palavras são para felicitar o novo presidente do Futebol Clube do Porto, agradecer também os serviços e o empenho de Pinto da Costa ao longo de muitos anos. Mas o Futebol Clube do Porto estava num momento em que precisava de uma viragem. Essa viragem foi encabeçada por André Villas-Boas, que soube espelhar e trazer energia, juventude, novas pessoas. Isso foi muito importante e é isso que justifica a grande mobilização de adeptos e sócios à volta da candidatura do André Villas-Boas. O Porto é sempre uma cidade que marca pela diferença em tudo aquilo que faz e hoje não foi exceção, devemos celebrar isso e desejar que o novo presidente consiga trazer muitos sucessos ao Futebol Clube do Porto ao longo dos próximos anos do seu mandato.
Hugo Carneiro, vejo pela sua nota biográfica na página do PSD que nasceu a 20 de maio de 1982. Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente desde 17 de abril de 1982. Durante toda a sua vida não conheceu uma outra presidência no Futebol Clube do Porto.
É verdade. Quem me inscreveu como sócio no Futebol Clube do Porto foi meu pai, tinha um ano de idade e esta foi a primeira vez que votei. Votei porque senti esse apelo da mudança e revi-me completamente no André Villas-Boas. Nunca conheci nenhum outro presidente antes, mas vou conhecer agora. Temos um novo presidente e isso é um momento muito importante para o clube.
Na política fala-se sempre muito em alturas de mudança, daquilo que deve ser a preocupação com o processo de transição. O que espera desse processo de transição no Futebol Clube do Porto?
As pessoas que estão na sala, quer as que já estavam, quer as novas que entram, são pessoas adultas. O meu desejo é que esse processo de transição possa decorrer da forma mais cordata e democrática possível. É aquilo que se espera dos vários intervenientes que prestaram no passado e agora outros pretendem prestar no presente e no futuro, serviços ao Futebol Clube do Porto, trazer grandes glórias ao Futebol Clube do Porto. Todos saberão estar à altura. É esse o meu desejo, quer os que saem, quer os que entram, que essa transição seja absolutamente pacífica. Aliás, porque os nossos jogadores, o treinador e os adeptos certamente é isso que esperam para que o clube possa ter os maiores sucessos.
De facto, houve muitas decisões tomadas pela anterior direção antes de este período eleitoral, uma delas renovar com o Sérgio Conceição. Isso pode ser um problema para a nova direção?
A nova direção agora deve analisar esses dossiês e certamente que irá reunir também com o treinador e trabalhar em conjunto com ele. Estou certo que independentemente daquilo que esteja firmado em cada momento, as pessoas sabem sempre, no Porto é uma marca do Porto. Um aperto de mão às vezes vale muito mais do que um contrato. Se as pessoas souberem trabalhar juntas e quiserem trabalhar juntas, certamente que o poderão fazer. Se entenderem que devem seguir outros caminhos, estou certo também que não vão surgir obstáculos a isso. As pessoas são maduras, são adultas, por isso eu acho que esse processo de transição será pacífico e o que interessa é que o clube possa ter muitas glórias e vitórias. Certamente todos vão contribuir para isso. Pelo menos é o meu desejo.
Hugo Carneiro, olhando para a dificuldade que o Futebol Clube do Porto teve desportivamente no futebol esta época, acha que é possível dar uma resposta já na próxima temporada?
Eu acho que há uma nova equipa que está a entrar e essa equipa certamente que agora vai desenhar a estratégia necessária para que o clube possa ter essas vitórias que todos ambicionam. Quando uma nova equipa entra, não é para começar um programa há dois ou três ou quatro anos. Certamente que trará a sua marca, as suas ideias, a sua energia para conseguir implementar essas mudanças o mais depressa que puder. Provavelmente também as eleições trarão paz, porque isso é normal, sempre que há uma campanha interna e quando essa campanha é muito disputada, há sempre um extremar de posições, mas isso é normal. O que é importante é que no dia após encerradas as urnas e contados os votos, que haja uma união dos adeptos e dos sócios e que se consiga caminhar para frente. Estou certo que se isso acontecer, certamente que a equipa de gestão que entra agora também conseguirá, mais cedo do que tarde, implementar essas mudanças que são necessárias para que o clube possa ter vitórias e glórias.