O líder do principal partido da oposição na Polónia admitiu a hipótese de a saída do país da União Europeia, em caso de ausência de reformas, uma posição já denunciada pelo executivo pró-europeu, liderado por Donald Tusk.
O responsável do partido Direito e Justiça (PiS, nacionalista e conservador), Jaroslaw Kaczynski, exigiu a abolição da Comissão Europeia, “um órgão muito prejudicial (que) não deveria existir”, bem como um novo tratado entre Estados.
O antigo primeiro-ministro (2006-2007) e atualmente deputado defendeu, num fórum na quarta-feira, que se estas exigências não forem cumpridas, o atual tratado europeu “especifica as condições para a saída de um país da União Europeia”, levantando a possibilidade de um “Polexit”.
“Tudo começa com negociações, e temos mesmo de as iniciar. É um método difícil e arriscado, mas a situação é tão crítica que vale a pena recorrer a ele se outros falharem”, considerou.
No poder entre 2015 e 2023, o PiS, que contribuiu em grande parte para a eleição do nacionalista Karol Nawrocki como Presidente em junho de 2025, realizou reformas durante esse mandato que em Bruxelas são consideradas contrárias às regras do Estado de Direito.
O partido acredita que a política da UE é ditada pelos seus países fundadores e, em particular, pela Alemanha, da qual exige 1.300 mil milhões de euros em reparações pelos crimes nazis cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.
Para Jaroslaw Kaczynski, os ventos políticos na Europa estão a virar a favor do seu campo, com a hipótese de uma vitória de Marine Le Pen (extrema-direita) nas eleições presidenciais francesas de 2027 e tendo também em vista as eleições legislativas de novembro em Espanha, que poderão dar ao partido de extrema-direita Vox um papel de árbitro.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, declarou-se esta quinta-feira pronto para travar uma “luta feroz” contra a saída da Polónia da UE.
Jarosław Kaczyński ogłosił właśnie, że Polska powinna zacząć rokowania o warunkach wyjścia z Unii Europejskiej. O taką między innymi stawkę toczy się dziś w Polsce walka. Twarda walka. Nie zamierzam jej przegrać, nawet jeśli nie wszyscy zagrają ze mną.
— Donald Tusk (@donaldtusk) October 29, 2026
“Jaroslaw Kaczynski acaba de anunciar que a Polónia deve iniciar negociações sobre as condições de saída da União Europeia. É por uma questão desta natureza, entre outras, que hoje se trava uma luta feroz na Polónia. Uma luta implacável. Não pretendo perdê-la”, escreveu, na sua conta na rede X, Tusk, que foi presidente do Conselho Europeu entre 2014 e 2019.
Já o vice-primeiro-ministro e chefe da diplomacia polaca, Radoslaw Sikorski, afirmou que o PiS quer “uma fronteira aduaneira com a Alemanha, República Checa, Eslováquia e Lituânia; verificações de identidade nos aeroportos; o fim dos subsídios aos agricultores e investimentos”.
O governante polaco também citou o fundo europeu SAFE para financiar projetos de defesa, em nome do qual Varsóvia, vizinha e apoiante da Ucrânia – e que também faz fronteira com a Rússia e a Bielorrússia – recebeu 43,7 mil milhões de euros.
A maioria parlamentar acusa regularmente a direita de ceder à extrema-direita eurofóbica, que está a subir nas sondagens, a um ano das próximas eleições legislativas.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]