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Em Lisboa e em Faro. Menos quente a norte. Bom dia, Porto. O Porto que, tal como Lisboa, vai ter um dia carregado de nuvens e que amanhã parece que vão trazer chuva às duas cidades. Para este dia 11 de agosto, esperam-se máximas de 27 graus em Lisboa, 23 no Porto e 31 em Faro. Para já, Lisboa com 20, o Porto com 19 e Faro com 23. E no Explicador desta manhã temos ao telefone o nosso convidado de hoje, é o virologista e diretor da Unidade de Microbiologia do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Celso Cunha. Bom dia, muito obrigada pela sua disponibilidade.
Bom dia.
A Organização Mundial de Saúde diz que não há dinheiro que permita uma distribuição justa e equilibrada da vacina para a Covid-19 pelo mundo. Celso Cunha, parece-lhe que vamos ter uma vacina só para os países ricos, para aqueles que têm dinheiro para a comprar?
Não, penso que não. Penso que apesar de tudo, o bom senso irá prevalecer, certamente, e que iremos ter uma vacina que quando estiver disponível, ou quando estiverem disponíveis, porque provavelmente vamos ter mais do que uma vacina, irá ser distribuída por todos os países de acordo com as necessidades, independentemente de quais países sejam, se têm ou não capacidade de a adquirir. A situação neste momento é tão grave e tão premente para todo o mundo, que seria um erro não a distribuir equitativamente por todos os países que dela necessitam. Até porque a economia vai sofrer igualmente. Ou seja, os países ricos, mesmo que retomem a atividade econômica totalmente, tendo acesso a uma vacina, estão sempre dependentes também da atividade econômica que acontece nos outros países com menos renda. Por isso, vamos ter que ter vacina disponível em todos os locais do mundo.
Mas Celso Cunha, como é que é possível garantir essa distribuição equitativa da vacina?
A Organização Mundial de Saúde, juntamente com outras organizações também, como por exemplo, a fundação Bill e Melinda Gates, o Banco Mundial, a Fundação Wellcome e por diante, e vários países lançaram em finais de abril uma coisa que se chama o Access to Covid Tools Accelerator, ou seja, uma plataforma para ajudar a acelerar o acesso a ferramentas que estão a ser desenvolvidas para combater a Covid. Nomeadamente vacinas, medicamentos, novos meios de diagnóstico e o fortalecimento de sistemas de saúde. Um dos aspectos mais importantes diz respeito à distribuição equitativa de todos estes meios para combater o Covid por todos os países do mundo. Nomeadamente para aqueles que têm menos renda. A Organização Mundial de Saúde tem para isto um orçamento, ou seja, esta plataforma tem um orçamento que estima o que é necessário e todos os países e organizações que dela fazem parte, nomeadamente Portugal também, comprometeram-se a contribuir com um determinado montante para isso. Diga.
Portanto, não é uma entidade só por si, uma entidade supranacional, mas há aqui um conjunto de organizações. Quando ouvimos outros países, ouvimos Estados Unidos, por exemplo, Rússia também creio que sim, quando dizem que vão comprar estoques grandes e que vão criar as suas próprias reservas, não estamos a impedir que outros países possam ter acesso a vacinas ou tratamentos?
Repare, vai depender. A Rússia diz que tem a sua própria vacina, está a testá-la e vai com certeza utilizá-la prioritariamente no seu país e eventualmente depois, depende da sua qualidade e da sua eficácia, obviamente, em países à volta da Rússia. Também depende muito da capacidade que eles terão de produzir o número de vacinas suficiente. Mas provavelmente será para a Rússia e para os seus aliados. Os Estados Unidos estão a produzir a sua própria vacina, uma empresa privada, a Moderna, que se for eficaz, o presidente dos Estados Unidos já garantiu que iria adquirir todo o estoque, nomeadamente também o da vacina de Oxford, etc. Mas nós não devemos ter receio disso. Primeiro porque há, pelo menos da parte das companhias europeias que estão envolvidas nessa atividade, provavelmente o bom senso de não quererem arcar com o ônus de estar a discriminar positivamente uma determinada região do mundo ou um determinado país, apenas por razões financeiras.
Celso Cunha, isso é a discussão sobre, de facto, a distribuição das vacinas disponíveis pelos vários países. Mas depois há um debate também já em curso dentro dos países, por algumas autoridades, que é sobre os grupos da população que devem ser prioritários a receber uma vacina quando houver uma disponível. Qual é a sua opinião sobre essas prioridades? Quem é que deve estar na linha da frente para ser vacinado?
Depende da eficácia da vacina, porque quando nós tivermos uma vacina, vamos ter dados que nos vão dizer onde é que ela é eficaz, quais são os grupos onde ela é mais eficaz. Por exemplo, será que ela vai ser eficaz nos grupos de maior risco, nomeadamente nos idosos? É uma questão que é muito premente e que provavelmente vai ter uma resposta que não é tão eficaz nos idosos como no resto da população. E esse é um dos pontos mais críticos, ou seja, será que os idosos devem ser vacinados ou não? Ou deveremos criar imunidade do grupo no resto da comunidade para que depois os idosos não sejam infectados, por exemplo. Tudo isso são questões que não são-- É muito cedo ainda para nós dizermos a quem é que deve ser distribuída a vacina, porque não sabemos onde é que ela vai ser mais eficaz. E por quanto tempo é que ela vai ser eficaz. Basta uma dose para nós imunizarmos as pessoas, por exemplo, durante dois anos ou vamos ter que dar uma vacina novamente, uma dose todos os anos. Tudo isso são questões que vão estar em cima da mesa nessa altura.
Diga.
Não, é que é prematuro neste momento, porque nós não temos ainda um produto. Nós vamos ter provavelmente vários produtos daqui por uns meses e cada um deles vai demonstrar uma determinada eficácia, provavelmente diferente em diferentes grupos populacionais, e provavelmente vamos nessa altura ter que tomar decisões. Se calhar uma vacina X até poderá mostrar mais eficácia em determinado grupo do que outra, mas vamos ter que esperar por esses dados que neste momento não temos, é muito especulativo.
Deixe-me só voltar aqui um pouco atrás, porque quando falava na distribuição da vacina e quem tem possibilidade de a comprar, parece um pensamento muito positivo da sua parte achar que não vai haver um fosso entre ricos e pobres.
Sim, repare, é apenas um desejo, chamemos assim. Mas, de facto, eu penso que é óbvio que a vacina irá ser, provavelmente, e em primeiro lugar, fornecida a países onde há maior incidência de Covid, aos países que podem provavelmente pagar mais, e por aí fora. De qualquer maneira, provavelmente a prioridade também irá ser dada àquelas regiões do mundo onde a atividade econômica é mais importante para os países mais ricos. Estou-me a lembrar, por exemplo, de alguns países asiáticos, de alguns países da América Latina, como o Brasil, onde a situação da pandemia também é maior, é mais grave e tudo o que for, chamemos assim, bom para contribuir para restabelecer a economia mundial o mais rapidamente possível, penso eu que vai ser aí que vai ser dada prioridade na distribuição. A questão de ser possível pagar ou não. Nesta plataforma da Organização Mundial de Saúde, está previsto que nenhum país fique privado de vacinas apenas porque não tem dinheiro para as pagar, ou de meios de diagnóstico, ou de terapias, etc. Portanto, eu penso que havendo um orçamento que está previsto para ocorrer essas situações, a vacina vai chegar a todo lado, até porque a estimativa da Organização Mundial de Saúde é que cada dose não vai ser muito cara. Quando eles comprarem, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde estima que são necessárias dois mil milhões de doses até o final de 2021, 2022. É um número astronômico. Isso só é possível se houver várias fábricas a produzir a vacina. E fábricas estão a ser construídas e com financiamento desta plataforma.
Seria inédito haver uma abertura tão grande perante um medicamento novo, não sei se será inovador, mas será novo necessariamente. Haver essa abertura e essa disponibilidade de todas as nações para colaborarem neste sentido?
Faria todo sentido que colaborassem, porque o orçamento que está previsto para acudir a esta situação, ou seja, para a distribuição da vacina, terapias, diagnósticos e sistemas de saúde, mediadamente também para treino de técnicos, etc, é uma fração daquilo que os países estão a gastar neste momento todos os meses com o Covid, seja ele através de incentivos fiscais, seja ele através de gastos com sistemas de saúde, seja ele através de perdas da economia mundial, com subsídios de desemprego, de prestações sociais, etc. É apenas uma pequena fração daquilo que está a ser gasto neste momento em todo o mundo por mês. Faria todo sentido que nós neste momento investíssemos os tais mil milhões, não sei quantos mil milhões que estão orçamentados, porque isso iria permitir que a economia mundial voltasse a retomar o seu rumo normal e retirar da pobreza também muitas pessoas que neste momento não têm trabalho, não têm acesso a cuidados de saúde e que lhes iria permitir retomar uma atividade e voltar a poder alimentar as suas famílias nesses países, por exemplo.
Deve ser das vacinas mais valiosas de sempre esta que nós vamos ter.
Neste momento vai ser das mais valiosas e vai ser provavelmente as mais baratas de sempre também.
O que são boas notícias. E dos projetos, das equipes de investigação que estão neste momento a tratar de chegar à vacina, há alguma que lhe parece mais próxima de chegar a um bom resultado, de chegar ao mercado?
É uma pergunta que me fazem bastantes vezes.
Imagino que sim, a tal pergunta do milhão de dólares.
Sim, mas é uma pergunta do milhão de dólares, exatamente, porque mesmo aquelas que estão numa fase mais avançada, e há 15 vacinas neste momento em testes clínicos, mas nós por vezes vemos aquelas que achamos que estão mais avançadas, por exemplo, como a de Oxford ou até da Moderna, nos Estados Unidos, ou a de Oxford é a AstraZeneca. De vez em quando somos surpreendidos com notícias, por exemplo, como aqui há uns meses atrás, do governo chinês que estava a testar uma nos militares. A Rússia que testou uma também com militares e agora está a fazer os testes clínicos em mais larga escala. Agora apareceu mais uma vacina, já não me lembro agora em que país é que foi, mas também mais recentemente, que não se ouvia falar. Eu penso que foi em Cingapura, que vai testar também uma vacina. Portanto, toda a gente está à procura de uma vacina em todo o mundo, desde a Austrália até a Inglaterra, que são nas antípodas uns dos outros. E é neste momento muito difícil saber quais são as vacinas que vão chegar primeiro ao mercado com eficácia. De qualquer maneira, há algumas que estão em fase mais adiantada de testes e com comprovada eficácia até agora, mas muitas ficam pelo caminho no último passo, nos últimos testes em grande escala. Portanto, isso é muito difícil dizer. Aquilo que é possível dizer nesta altura com alguma certeza, é que será muito provável que nós iremos ter, no início do ano, uma vacina capaz de começar a ser produzida em larga escala.
Celso Cunha, mas depois da produção da vacina, serão precisos quantos anos para conseguir melhorá-la a ponto de ela ser totalmente eficaz? As vacinas normalmente demoram alguns anos até serem totalmente aprimoradas, não é?
Certamente, mas uma vacina nesta altura que nos permita Fornecer uma imunidade de grupo suficiente à grande parte da população mundial seria já uma notícia muitíssimo boa, porque permitiria retomar a atividade econômica nesta altura. Ou seja, mesmo independentemente depois de termos que melhorar aqui ou ali, eventualmente. Mas o número de vacinas que está neste momento estado é tão grande e o investimento que está a ser feito também é tão grande, e não há nenhuma vacina que seja 100% eficaz. E, por exemplo, a vacina da gripe é um exemplo disso. Ela tem uma eficácia bastante reduzida, mas é capaz, apesar de tudo, corretamente administrada, nos permitir ter uma imunidade do grupo suficiente para que as perdas econômicas com a gripe sazonal que nós temos no inverno aqui no hemisfério norte, tenha um impacto muito menor do que se nós não tivéssemos a vacina. E o mesmo vai acontecer com esta do coronavírus, é a mesma coisa.
E parece-lhe que de fato o objetivo da comunidade científica deve ser procurar a vacina ou investir numa terapêutica eficaz? Não pode ser mais rápido ou mais fácil?
Não. A experiência diz-nos que investir num medicamento novo, neste momento, para tratar esta infecção, era muito mais arriscado e demoraria muito mais tempo e mais dinheiro até nós encontrarmos algum fármaco que estivesse comprovadamente eficaz contra este vírus. A experiência que nos dá o passado em relação a este tipo de vírus, com este tipo de genomas, com este tipo de ciclos de aplicação e mutações que sofre, é que seria mais difícil encontrar um medicamento capaz de inibir a replicação do vírus. Portanto, a vacina eu penso que é a aposta correta neste momento, para criar imunidade do grupo, para permitir que as pessoas voltem ao trabalho. Ou seja, as medidas preventivas vão ser muito mais eficazes do que as medidas terapêuticas.
Terapêuticas, pois. E até isso acontecer, Celso Cunha, até termos a vacina então, vamos ter que continuar nesta lógica do confinamento, desconfinamento, independentemente do grau mais acentuado ou não das medidas.
Sem dúvida nenhuma. Vai continuar a ser válido, como em qualquer doença transmitida por um vírus respiratório, que as medidas de distanciamento são cruciais para reduzir o número de contágios e as cadeias de transmissão. E por isso, aquilo que a Organização Mundial de Saúde e que a Direção-Geral de Saúde também diz e tem recomendado, está no seu site, que é: as medidas de distanciamento são a forma mais eficaz de evitar a transmissão e de quebrar as cadeias, permanece válido e vai permanecer válido durante os próximos meses.
E agora, nos próximos meses, contando com o outono e com o inverno, devemos contar com medidas mais apertadas?
Vai depender da evolução da situação. Por exemplo, fala-se muito que vamos ter uma segunda vaga em setembro. Já várias pessoas disseram isso. Eu penso que é muito prematuro estarmos a dizer isso, porque neste momento, fala-se muito também que já há países na Europa que já têm uma segunda vaga, mas nada disso está demonstrado ainda até agora. Em setembro, a segunda vaga, o que é que vai depender? Ou seja, vai depender provavelmente de nós agora conseguirmos baixar o número de casos e depois, algures no outono, os casos vão voltar a aumentar e nós vamos dizer que isso que é uma segunda vaga. Mas nós não vamos saber se isso vai acontecer em setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro ou fevereiro. Por quê?
Celso Cunha, só um detalhe. O que nos diz que é uma segunda vaga e que não é um aumento, como já tivemos, por exemplo, na região de Lisboa nas últimas semanas, não é? O que distingue uma coisa da outra?
Eu penso que aquilo que está a se chamar agora de segunda vaga é simplesmente um recrudescimento dos casos que já existiam, porque não é simplesmente uma nova variante do vírus que vai entrar em circulação. O vírus que vai estar aqui em circulação no outono ou no inverno é o mesmo que está em circulação agora, não é outro. E por isso, nós muitas vezes confundimos a segunda vaga de um recrudescimento de casos.
O que define uma segunda vaga é uma variante do vírus que conhecemos agora, é isso?
Eu diria que sim, porque foi isso que, em princípio, sucedeu naquilo que foi descrito como segundas vagas em epidemias anteriores, portanto, em pandemias anteriores, nomeadamente de influenza no século XX. Mas, portanto, o que nós vamos ter é um recrudescimento de casos com o atual vírus que está em circulação. E isso vai depender muito da situação climatérica nessa altura, porque quando está mais frio, as pessoas estão mais confinadas em ambientes fechados, em transportes públicos, nas lojas, em casa, no trabalho, etc. E é isso um dos motivos principais, porque há mais casos de gripe nessa altura do ano. Isso e também, por exemplo, com a chuva, porque a chuva quando cai, faz novamente aerossóis, faz pequenas gotículas que vão ser levantadas do chão para o ar, de superfícies, etc, que podem ter partículas virais, e daí começa a haver um maior número de casos de doenças respiratórias, nomeadamente a gripe. E o mesmo vai acontecer com isto. Se o tempo se mantiver bom em setembro e outubro, com sol, calor, etc, o recrudescimento de casos não vai ser atribuído a mudanças de condições climatéricas, mas sim, provavelmente, a um aliviamento das medidas de distanciamento, de proteção e de confinamento, etc. Portanto, nós temos que ter muito cuidado com aquilo que chamamos uma segunda vaga e de quando é que a vamos prever, porque se o tempo se mantiver assim bom com sol, as pessoas vão continuar a andar cá fora e o número de contágios vai ser menor. E, portanto, não é de esperar que um aumento de casos em setembro ou outubro, se o tempo se mantiver assim como está.
E isto leva-nos para a questão que as autoridades de saúde têm estado a pôr em cima da mesa nos últimos tempos. Já estamos a planear devidamente o inverno, o que lhe parece?
Não sei o que a Direção-Geral de Saúde está a fazer juntamente com os diversos parceiros envolvidos no planeamento das medidas sanitárias para o inverno. Seria avisado que o estivesse a fazer, nomeadamente no número de camas em cuidados intensivos. Eu penso que isso já está a ser feito de alguma maneira, que está a ser aumentado o número de camas em cuidados intensivos. De qualquer modo, eu penso que o principal aqui era manter as medidas de confinamento e de distanciamento social, nomeadamente com o uso de máscara. Poderá ter que vir a ser obrigatório ou não durante o inverno, se houver um aumento do número de casos.
Está a falar da utilização de máscara mesmo em espaços exteriores?
Em espaços exteriores, sim. Aliás, ultimamente já temos visto que há muita gente a andar de máscara na rua.
Em alguns países tornou-se obrigatório também.
Sim, a França tornou obrigatório. Alguns estados norte-americanos tentam fazer isso, com pouco sucesso, mas há países que já estão a fazer isso e estão a fazê-lo bem, na minha opinião, porque o número de contágios e o número de cadeias de transmissão que não estão identificadas é suficientemente grande para fazer soar as campainhas de alarme e tomar medidas mais restritivas, que, aliás, foram muito elogiadas pelo diretor-geral da Organização Mundial de Saúde na última semana.
Acha que estamos a ir rápido demais, então, no desconfinamento?
Eu diria que, neste momento, nós estamos com as medidas adequadas para a situação que temos. E não estou a ver, neste momento, de acordo com os dados da última semana, em que pareceu que poderíamos estar a descer para patamares suficientemente baixos que nos permitisse aliviar um pouco mais as medidas de confinamento. Não é isso que se tem verificado. Nós temos, nas últimas semanas, descemos, de facto, em relação aos números alarmantes que surgiram depois do desconfinamento. Mas parece termos estabilizado entre 100 e 200 casos por dia, o que não é ainda suficiente para aliviar nenhuma medida de desconfinamento nesta altura. E provavelmente, tendo em atenção o modo como a evolução está nas últimas semanas, me parece que não vamos, nos próximos dias, nas próximas semanas, ter resultados muito diferentes, até porque agora começa a haver mais pessoas a vir do exterior. Enfim, não há muitos turistas, infelizmente, mas também não há tantos casos como se calhar tivessem muitos turistas e muitos imigrantes. De qualquer modo, eu acho que a evolução não vai ser muito diferente daqui até o final de agosto e vamos se calhar manter-nos um bocadinho com estes números que vamos ter agora. Oxalá estivesse errado.
O virologista e diretor da Unidade de Microbiologia do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Celso Cunha, muito obrigada pelos esclarecimentos e por ter estado em direto na Rádio Observador no "Bom Dia para Si". Muito obrigada.
De nada. Bom dia.
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O principal? Eu diria que é a proximidade.
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Nada é por acaso. E por isso o Millenium foi escolhido como o banco principal pelos empresários e empresas portuguesas. Foi também eleito como o banco mais próximo, mais eficiente e com os produtos mais adequados. Millenium, aqui consigo. Fonte: Barómetro de Serviços Financeiros Empresas Bancos Bfin 2020 da Data-E. Este estudo é da exclusiva responsabilidade da entidade que o efetuou.
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