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Este é o Som do Gabinete de Guerra das manhãs 360. Eu sou a Maria João Simões. Esta quinta-feira junta-se a mim e ao Júlio Magalhães, o major general Isidro Morais Prara. Bom dia, general, bem-vindo.
Muito bom dia.
Bom dia. Começamos pelas palavras de Zelensky, que admitiu que a contraofensiva pode estar mais lenta do que o desejado, mas insistiu também que não vai arriscar desnecessariamente a vida de soldados para atender às expectativas internacionais. General, há aqui uma pressão internacional por uma contraofensiva mais massiva e mais rápida?
De qualquer forma, é necessário dizer que todos os países do bloco ocidental que foram alavancando e fornecendo materiais mais modernos à Ucrânia, estiveram até há bem pouco tempo na expectativa de ver estes materiais em ação e naturalmente relacionados com aquilo que o próprio presidente Zelensky e o comando das suas forças militares têm vindo a anunciar há uns meses a esta parte, que é a intenção de levar a cabo operações tendentes a libertar o território que entretanto ainda se encontra na posse da Federação Russa. Estou a falar de território ucraniano, naturalmente. E de alguma forma se criou uma expectativa, isso é inegável, de que iríamos assistir a algo parecido com aquilo que foi efetuado no ano passado, designadamente em Kherson, não na porção de Kherson localizada na margem direita do rio Dnieper, que foi uma contraofensiva mais lenta, mas que produziu os seus efeitos. Criou-se essa expectativa, mas para que essa expectativa correspondesse realmente a uma realidade sob o ponto de vista militar, era imprescindível que os países que forneceram os materiais terrestres, fundamentalmente artilharia terrestre, tivessem também a coragem de ter fornecido a tempo e horas aviões da quarta geração e mísseis de longo alcance. Eu vou lhe dar um exemplo. Ainda ontem, o Comitê de Relações Exteriores da Câmara Baixa, ou seja, do Congresso, da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, aprovou uma resolução bipartidária, de ambos os partidos, pedindo mais uma vez à Casa Branca que forneça de imediato à Ucrânia mísseis ATACMS. Estou a falar de mísseis que Zelensky e o seu ministro da Defesa, Reznikov, já solicitaram aos Estados Unidos que lhes fornecesse há meses. Eu direi há um ano, pelo menos. Estes mísseis podem ser lançados de terra, não é preciso ter aviões da quarta geração para ter a capacidade de lançar mísseis com 300 km de alcance. São 190 milhas, passa dos 300 km de alcance, o que permitia às forças ucranianas dar a necessária profundidade ao combate no contexto de operações ofensivas em grande escala. Isto é mais uma missiva dirigida a Joe Biden. E esta notícia vem veiculada em vários órgãos de comunicação social dos Estados Unidos e o porta-voz desta missiva é precisamente um congressista republicano chamado Michael McCaul. Mais uma vez, é solicitado à Casa Branca que forneça este tipo de materiais. Porque não é necessário única e exclusivamente constituir uma força de manobra terrestre com material blindado, moderno e mecanizado para transporte dos infantes para combater, é preciso mais qualquer coisa. São precisos mísseis de longo alcance. Eu estou a dizer isto porque não há uma ofensiva que produza resultados visíveis em pouco tempo, se não tiver apoio aéreo competente, se não tiver o domínio do ar. E o domínio do ar consegue-se com armas antiaéreas baseadas em terra, naturalmente, mas consegue-se muito à custa de aviões, e de aviões que tenham superioridade, que sejam capazes de constituir aquilo que se designa por superioridade aérea. E uma das condições para que uma operação ofensiva tenha sucesso é que, no mínimo, no momento em que ela se desencadeia, sejam criadas condições de uma superioridade aérea local, nem que seja apenas por esse período, pelo período em que as forças terrestres se movimentam no campo de batalha em operações ofensivas, porque senão, isto é problemático. Bem, para além disso.
Sim, general.
Sim, diga.
Ia colocar-lhe outra questão, mas conclua.
Diga. Para concluir, para além disso, por que essa operação ofensiva não está a ser mais rápida do que aquilo que era esperado? Este tipo de argumentação que eu referi até agora é um ângulo de análise do problema. Outro ângulo de análise, de fato, é que quando estamos perante a oposição de duas vontades inteligentes, nós sabemos que a Rússia, que durante longos meses no sul, não levou a cabo operações ofensivas. A dita grande ofensiva russa de inverno foi fundamentalmente levada a cabo e de forma muitíssimo limitada, acabou por não ser uma grande ofensiva sequer, acabaram por ser ofensivas limitadas no leste da Ucrânia para tentar conquistar aquilo que resta de Donbass E no sul, todos estes meses foram utilizados para preparar uma defesa em profundidade, uma defesa em várias linhas, onde o terreno foi organizado de forma conveniente, foram construídas trincheiras, foram construídos os habituais obstáculos normais para parar o movimento de forças mecanizadas e blindadas, os fossos anticarro, os dentes de dragão, os ouriços e ainda para mais, nós sabemos que foram utilizadas minas de forma profusa. Esse é um dos problemas que também tem atrasado as operações ofensivas. Uma terceira ordem de razões. De facto, Zelensky não quer comprometer toda a sua força de contingência, toda a força que preparou para realizar esta contraofensiva. Até agora apenas foram utilizadas 25% das brigadas que foram preparadas e fundamentalmente para testar a consistência das defesas que a Rússia foi preparando no sul. Portanto, é isto que está a acontecer. Agora, isto significa que a contraofensiva está parada ou que estamos perante uma pausa tática ou operacional, como já temos ouvido falar? Não, com certeza que não, porque as ofensivas continuam.
Entretanto, general, a propósito disso que acaba de dizer, a Rússia acusa a Ucrânia de ter bombardeado uma ponte que liga a Crimeia a Kherson. O governador da região, nomeado pela Federação Russa, disse que a estrada foi danificada, mas que não houve vítimas. Que objectivo está por trás desta estratégia da Ucrânia de alegadamente destruir vias de acesso à Crimeia, quando esta região é um objectivo dos ucranianos?
Vamos lá ver, nós sabemos que grande parte do apoio logístico que é fornecido às forças russas que neste momento estão numa postura defensiva e a realizarem aquilo que habitualmente se chama por defesa activa. Portanto, há penetrações nas defesas por parte das forças ucranianas, as forças russas estão a defender e têm reservas táticas locais e utilizam-nas para repor a frente. Portanto, isto é uma forma de conduzir a defesa. E este tipo de operações necessitam de apoio logístico permanente. E uma das vias de acesso, uma das ground line of communications, uma das vias de comunicação terrestre preferenciais pelas quais é escoado o apoio logístico que vem da Rússia, é através da ponte de Kerch, através da Crimeia, onde estão localizadas bases logísticas, e daí é fornecido o material para o combate, para as forças russas combaterem. Portanto, não há apenas uma ponte a ligar a Ucrânia à península da Crimeia. Nós sabemos, se olharmos para o mapa, aquilo é uma zona onde existem muitos lagos, muitos rios, muitas zonas alagadas e há muitas pontes, não é apenas esta. Esta é uma das pontes que faz parte da continuidade de uma das principais estradas que liga a Crimeia à Ucrânia. Portanto, esta ponte foi destruída fundamentalmente para prejudicar e retardar, de alguma forma, o apoio logístico ininterrupto e contínuo às forças russas. É neste contexto que este ataque é feito. E é feito, diz a notícia, diz os próprios órgãos de notícias da Federação Russa, que foi através da utilização de mísseis ingleses fornecidos pela Inglaterra, os Storm Shadow, de que nós já ouvimos tanto falar. E que temos que ligar a uma das declarações também do Kremlin, dizendo que de facto a utilização de mísseis Storm Shadow e HIMARS, os foguetes HIMARS fornecidos pelos Estados Unidos e os Storm Shadow pela Inglaterra, que eram vistos pelo Kremlin como, de facto, uma ação tipificada como uma ação de inimigo, uma ação por parte da Inglaterra e dos Estados Unidos, que era visto como forças opositoras. Isto está tudo ligado. Não é por acaso que aparece a notícia dita que uma ponte que foi destruída, como se já não fossem destruídas imensas pontes, até hoje foram destruídas imensas pontes na Ucrânia, quer pelas forças ucranianas, quer pelas forças russas. As forças russas ainda há bem pouco tempo destruíram uma barragem e provocaram este já designado ecocídio quase a nível global. Portanto, é esta fundamentalmente a razão que eu vejo para destruir uma ponte, é prejudicar, de facto, o apoio logístico ininterrupto às forças. E mais, não é só o apoio logístico. E há forças russas na própria Ucrânia, que são forças de contingência, forças de reserva da Federação Russa, que podem receber ordens para ser empregados no combate, fundamentalmente na frente sul, e a destruição sistemática das vias de comunicação que ligam a península da Crimeia ao resto da Ucrânia, digamos, à faixa sul da Ucrânia, ao Oblast de Kherson e a Zaporizhzhia, pode de alguma forma também retardar a chegada desse tipo de reforços, caso sejam necessários. Portanto, não vejo outras razões que não estas.
Entretanto, Prigozhin, o chefe do grupo Wagner, acusou outra vez o Ministério da Defesa da Rússia de enganar os russos sobre o curso da contraofensiva ucraniana, apontando para o progresso de Kiev no campo de batalha. Disse que grandes porções de território foram entregues ao inimigo. Isto é um desafio tremendo deste líder e que se pode dizer, é também uma crítica dura que atinge Vladimir Putin.
Devemos entendê-lo como tal, porque as críticas de Prigozhin, aquilo que seria de esperar, de alguma forma, é que Prigozhin, neste momento, deixou de ser um ator principal no teatro de operações. Ele foi e as suas forças, enquanto lutaram pela conquista de Bakhmut, estiveram empenhados meses a fio em Bakhmut, como nós sabemos. E isso deu-lhe protagonismo em todo este conflito nesta guerra. Neste momento, como as forças do PMC, da Companhia Militar Privada Wagner e do seu financiador, Prigozhin, retiraram-se, tanto quanto sabemos, pelo menos da frente de combate, estão a retemperar forças. Prigozhin está a tentar recrutar mercenários para reconstituir o seu exército privado. Não seria de esperar era que Prigozhin neste momento estivesse mais calmo, mas não está. Continua em termos narrativos e continua a mobilizar todos os seus inúmeros bloggers militares para espalharem as suas críticas. E são críticas que vêm subindo o tom. Nós sabemos que Prigozhin é um crítico acérrimo, quer de Shoigu, quer do próprio chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Russas e comandante do teatro, Valery Gerasimov. E agora já extravasou um pouco este âmbito da crítica, já começa a criticar de forma indireta inicialmente e agora penso que de forma explícita a própria liderança política da Federação Russa. E acusa exatamente o Kremlin de espalhar notícias falsas. Ele próprio admite, e de facto a Rússia até hoje não admitiu, nós sabemos que as forças ucranianas, pese embora o próprio Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, tenha reconhecido que as operações ofensivas ou de contraofensiva têm decorrido de forma mais lenta do que aquilo que seria de esperar. Ele atribui fundamentalmente esta razão à forte organização ofensiva encontrada e preparada pela Rússia. Mas a verdade é que isto não é fantasia, é fundamentalmente baseada em observação geoespacial. Observação conseguida através de imagens de satélite. É um facto que a Ucrânia conquistou na região de Zaporizhzhia e na fronteira entre o Oblast de Donetsk e Zaporizhzhia, isto no sul da Ucrânia, conquistou de facto oito localidades. Isto não há como escondê-lo, e cerca de 120 km². Isso é muito, é pouco, não corresponde às expectativas que todo o Ocidente alargado apoiante da Ucrânia teriam até agora? Provavelmente não, mas o que é facto é que há avanços concretos fundamentalmente no Sul, pequenos avanços no Oeste, na região de Bakhmut, onde se está a tentar fechar um cerco para reconquistar Bakhmut e as forças ucranianas de alguma forma estão a consegui-lo. Vai demorar o seu tempo. E Prigozhin sabe perfeitamente que isto é verdade. E todos nós sabemos que isto é verdade. E quando ele diz que o Kremlin está a enganar os próprios cidadãos da Rússia, desta feita está a dizer a verdade. Está a criticar a liderança russa por não corresponder, não transmitir de facto a informação verdadeira ao seu público interno. Agora, que consequências é que isto terá ou que objetivo é que isto tem por trás? Nós sabemos que toda a informação na Federação Russa é controlada pelos órgãos oficiais de notícias. Na Rússia profunda, grande parte da população não tem acesso à informação que não seja através dos órgãos noticiosos oficiais. Portanto, é muito difícil aqui na zona, fundamentalmente na zona da Rússia mais próxima, mas na Rússia europeia, que é na grande zona de Moscovo e de São Petersburgo, grande parte da população da Federação Russa consegue ter informação, se bem que filtrada, fidedigna sobre aquilo que se está a passar na Ucrânia, pelo menos as outras versões, que não a versão oficial. Há grandes porções do território russo onde há sérias dúvidas de que a população que nelas habita possa ter acesso à informação independente. Não têm, com certeza. Neste aspecto, acho que Prigozhin está a tentar pôr o dedo na ferida. Agora, qual é a sua real intenção? Eu, sinceramente, tenho a minha opinião e julgo que Prigozhin vai querer utilizar o protagonismo que conseguiu nesta guerra para alavancar possivelmente ambições políticas que ele terá no futuro. Esta é a visão que eu tenho sobre este comportamento de Prigozhin.
Desde ontem está também a decorrer em Londres a Conferência da Reconstrução da Ucrânia. O secretário das Relações Exteriores do Reino Unido disse que todos os aliados da NATO apoiam o plano para dar à Ucrânia um caminho rápido para a adesão, um caminho, de resto, semelhante ao oferecido à Suécia e à Finlândia. Isto é sobretudo um sinal dado à Rússia de que este apoio é inquebrantável.
É um sinal que estamos também perante um Ocidente que está a responder Às últimas narrativas de Putin. Aliás, Putin nunca esteve tão activo. Julgo que desde que começou esta guerra, ainda não há um ano e meio, mas há 16 meses, julgo que é a altura em que temos um Putin mais activo e a ser ele próprio a tomar para si as despesas da narrativa sobre aquilo que está a acontecer na Ucrânia. Ele insiste em continuar a chamar a esta guerra a operação especial. Agora vem novamente falar no reforço da tríade nuclear, vem novamente dizer que finalmente o míssil balístico intercontinental Sarmat ou Satã 2 finalmente vai entrar em produtivo. Nós sabemos que este míssil já foi testado duas vezes, uma supostamente com sucesso no Pacífico, outra sem sucesso, a última vez redundou num fracasso. Sabemos que, pelo menos foi anunciado por Putin, que este míssil é o único no mundo que tem capacidade para atingir os Estados Unidos pela rota do Pólo Sul, que terá um alcance de cerca de 18 mil km, que é capaz de albergar entre 10 a 14 ogivas nucleares, tem tecnologia MIRV, etc. Isto não traz nada de novo. Isto de facto, o Sarmat ou os anteriores. Isto é mais um mito que se está a criar, é mais um mito como foram os Kinzhal. Eram umas armas imbatíveis que ninguém conseguia interceptar e afinal são tão interceptáveis como todos os outros mísseis que a Rússia tem. E este é mais um deles. O facto de poder atingir território dos Estados Unidos pelo Pólo Sul, a única coisa que os Estados Unidos têm que fazer é direcionar algumas das suas armas de defesa antiaérea para esse tipo de miração. Não vejo que isto venha trazer algo de significativo ao balanço estratégico e à questão, e desequilibrar para o lado da Federação Russa as questões ligadas à utilização potencial da tríade nuclear. E eu digo potencial não é por acaso, porque não me parece que haja uma intenção real da Federação Russa de utilizar armas nucleares. Aliás, isso é dito de forma clara por Kirill Budanov, o chefe do GUR, que diz claramente que na Rússia, de facto, ele não é um indivíduo que goste muito de russos, mas que a Rússia não tem assim tantos idiotas. Isto a propósito da utilização de armas nucleares. E ele diz claramente para os cidadãos da Ucrânia que a Rússia não vai utilizar qualquer tipo de armas nucleares na Ucrânia. É exatamente isso que está a acontecer. Estamos perante o plano de narrativas, estamos perante ameaças e o Ocidente também tem que responder, de alguma forma, perante estas ameaças. Responde com exercícios de grande vulto, como foi este último exercício, ainda decorre ou termina hoje? Julgo que termina hoje. O grande exercício de meios aéreos da NATO que decorreu fundamentalmente em solo alemão. Responde com grandes exercícios, responde com a proximidade de meios aéreos, navais e terrestres mais próximos da fronteira leste. Responde também com este tipo de decisões, com ações.
Termina amanhã, general. Dia 23 de março.
O exercício termina amanhã. Eu tinha a ideia que era de 20 a 22 ou 23, foram cerca de 12 dias de exercício. Responde desta forma e também responde nesta conferência dos doadores de Londres, para a reconstrução da Ucrânia, responde da maneira que tem respondido, com apoio financeiro de vulto e com o firme propósito de continuar a apoiar a Ucrânia. Aqui apenas com uma ressalva, que isto é uma opinião muito própria e que eu tenho feito menção várias vezes. Eu continuo a pensar que é de louvar que de facto o Ocidente queira defender de alguma forma a ordem internacional vigente, baseada em regras, que foi construída com tanto esforço desde 1945, que terminou, talvez, na Europa, o conflito mais sangrento de todos os tempos, a Segunda Guerra Mundial. Construímos esta ordem mundial baseada em regras, quisemos substituir progressivamente o direito da força e a anarquia internacional imutável pela força do direito. Estamos a consegui-lo de alguma forma. Estamos a dar consistência ao direito internacional. Estamos a querer construir um mundo, a olhar para o futuro e não queremos abdicar desta ordem liberal em que vivemos. E o Ocidente está ameaçado por novos poderes, como o poder da Federação Russa, potências revisionistas como esta e eventualmente a China. E este firme propósito não pode-
Para concluir, General.
Para concluir, não se pode ficar em palavras, tem que se traduzir em ajuda concreta, como esta que está a ser planeada e que está a ser anunciada, com meios financeiros e naturalmente aumentando o apoio militar de que a Ucrânia necessita, fornecendo-lhe os mísseis de longo alcance e fornecendo-lhe, de uma vez por todas, poder aéreo, que é isso que a Ucrânia necessita para poder levar a cabo as suas operações de recuperação, que têm só em vista, não têm em vista conquistar território russo, têm apenas em vista libertar o território que é da Ucrânia por direito.
Exatamente.
É isso que se está a passar.
Major-General Isidoro Morais Pereira, muito obrigada por fazer parte de mais um Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Bom dia, General.
Sempre um gosto.
Igualmente. Bom dia.