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Esta semana, no Isto Não Passa na Rádio, o tema é: canções para os 250 anos da América. Samuel Úria, na abertura do Isto Não Passa na Rádio, América ao Pequeno-Almoço. Damos os parabéns aos Estados Unidos da América. 250 anos de país, Tiago, de território.
São uns garotos.
Não, são 250 anos da assinatura da Declaração da Independência. Depois ainda andaram para lá à sarrafada. Aquilo continua a cowboyada.
Quem é que foi o Dom Afonso Henriques?
O George Washington é que ficou com os louros mais óbvios, mas aquilo foi repartido entre uma rapaziada. Eles estavam descontentes, porque não queriam-
Também andaram aos tiros com os índios.
Não é bem assim.
Eles compraram uma data de territórios à França.
Aquilo eram colónias britânicas. Depois o Reino Unido ganhou contra os franceses. Mas depois o rei inglês achou que eles tinham que começar a pagar mais impostos. E eles não ficaram nada contentes.
É, eles não gostam disso.
Depois disse assim: "Não se ponham a querer mais terras para o Oeste, porque isso só nos vai dar problemas." Eles também não ficaram nada satisfeitos com isso.
Por que é que escolheste Samuel Úria?
Eu só escolhi canções não americanas sobre a América. E escolhi esta porque é uma canção que eu acho que é pouco conhecida. É uma canção que é uma brincadeira, porque se chama América ao Pequeno-Almoço.
Fazia parte de uma série de televisão, não é?
"Breakfast in America", não é?
Do Supertrain.
Fazia parte do 1986.
Ok. Série de Nuno Markl, não era? Escrita por Nuno Markl.
Sim, uma série que regressava.
Viste isso, não?
Vi.
Não me lembro.
É um universo americano, uma espécie de modelo americano adaptado à nossa realidade, em que acompanhamos uns quantos garotos em 1986 numa escola portuguesa em Lisboa e os seus dilemas mais ou menos importantes. Na altura, são as coisas mais importantes da existência.
Nessa idade são importantíssimos.
E o Samuel fez esta cantiga que tem um verso: "Quem conquista sem esforço, América ao pequeno-almoço". É uma canção de afirmação. E a América é tida aqui como imagem, como metáfora. É interessante.
Olha, também trago aqui algumas coisas, principalmente portuguesas, relativas à América ou com relação com a América. Mas para já, vamos mesmo até ao Texas com o Gary Clark Jr. e esta "This Land".
I told you there goes the neighborhood. Now Mr. Williams ain't so funny. I see you looking out your window. Can't wait to call the police on me. And I know you think I'm up to something. I'm just eating, I was still hungry. And this is mine, legit. I ain't leaving and you can't take it from me. I remember when you used to tell me: "Nigger run, nigger run. Go back where you come from. Nigger run, nigger run. Go back where you come from. We don't want, we don't want your kind. We think you's a dog, boy." Fuck you, I'm America's son. This is where I come from. This land is mine. This land is mine. This land is mine. This land is mine. Up till the sun comes up. No, I can't stop grinding. And I can't let them break me. No, I can't let them buy me. You can meet my friend, the governor. Only if you wanna try me. Or you can meet my other friend, the judge. Just in case you think I'm lying. And I know you think I'm up to something. I'm just eating, I was still hungry. And this is mine, legit. I ain't leaving and you can't take it from me. I remember when you used to tell me: "Nigger run, nigger run. Go back where you come from. Nigger run, nigger run. Go back where you come from. We don't want, we don't want your kind. We think you's a dog, boy." Well, fuck you, I'm America's son. This is where I come from. This land is mine. This land is mine. This land is mine. This land is mine.
Gosto muito do Gary Clark Jr.
Aprecias?
É um grande guitarrista.
Tu gostas das suas guitarradas?
Ele é um grande guitarrista. "This Land" é também o título de um disco que editou em 2019. De resto, esta canção e este disco são muito inspirados pelo primeiro mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Um primeiro mandato até com casos raciais mais graves, mais mediáticos e foi isso que inspirou, de alguma forma, o Gary Clark Jr. a escrever esta canção, onde dele também faz-se aqui um apologismo de uma certa América que tem de ser de todos, brincando com o "tu és negro, vai lá pra tua terra". Este tipo de frases surge na letra desta canção, mas ele diz que ainda assim, sendo ele próprio um negro, conseguiu comprar não sei quantos hectares na terra do Trump e que isso o deixa muito orgulhoso. O Gary Clark Jr. tem uma grande quinta no Texas.
É?
Aparece neste videoclipe do "This Land", se quiserem ver.
Mas é dele?
É dele mesmo.
Sim, senhor.
Está cheio de dinheiro, o Gary Clark Jr.
Não, está bem, imagino.
O que é que queres ouvir agora?
Agora quero ouvir Carmen Miranda.
E fazes bem.
Porque ela tem uma canção, é das mais conhecidas dela, na verdade, chama-se "Disseram que Voltei Americanizada".
E deve-lhe ter acontecido.
Sim, ela canta isto depois com aquele sotaque, esta grande artista brasileira nascida em Marco de Canaveses. Ela torna-se uma estrela no Brasil, mas depois passa fronteiras e conquista o seu espaço na América.
Tinha como nickname "The Brazilian Bombshell".
É, Bombshell, meu amigo. E vai pro cinema.
Morreu muito nova, 46 anos.
É verdade.
Mas morreu em Beverly Hills, não é para qualquer um.
Meu amigo. E depois isso até gerou alguma contrariedade junto de alguns fãs, porque de repente a Carmen Miranda agora afinal era americana e ela só queria saber da América. E esta canção também tem um lado de resposta a essas críticas. Também é muito localizada no tempo, é uma gravação do início dos anos 40 e mostra um período particular e também muito interessante da relação entre o Brasil e a América, que acabou por ser fundamental, sobretudo pro Brasil, eu acho.
E disseram que eu voltei americanizada. Com um burro de dinheiro, que estou muito rica. Que não suporto mais o breque de um pandeiro. E fico arrepiada ouvindo uma cuíca. Disseram que com as mãos estou preocupada. Que corre por aí que eu sei certo zum-zum. Que já não tenho molho, ritmo nem nada. E dos balangandãs já nem existe mais nenhum. Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno? Eu posso lá ficar americanizada. Eu que nasci com samba e vivo no sereno. Topando a noite inteira a velha batucada. Nas rodas de malandro, minhas preferidas. Eu digo é mesmo eu te amo e nunca ele ouviu. Enquanto houver Brasil, na hora das comidas. Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu. Disseram que eu voltei americanizada. Com um burro de dinheiro, que estou muito rica. Que não suporto mais o breque de um pandeiro. E fico arrepiada ouvindo uma cuíca. Me disseram que com as mãos estou preocupada. Que corre por aí que eu sei certo zum-zum. Que já não tenho molho, ritmo nem nada. E dos balangandãs já nem existe mais nenhum. Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno? Eu posso lá ficar americanizada. Eu que nasci com samba e vivo no sereno. Topando a noite inteira a velha batucada. Nas rodas de malandro, minhas preferidas. Eu digo é mesmo eu te amo e nunca ele ouviu. Enquanto houver Brasil, na hora das comidas. Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu.
"Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno? Eu posso lá ficar americanizada. Eu que nasci com samba e vivo no sereno. Tocando a noite inteira velha batucada. Nas rodas de malandro, minhas preferidas. Eu digo é mesmo eu te amo e nunca é não, viu? Enquanto houver Brasil, na hora das comidas. Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu."
Sabe sempre bem ouvi-la. Tem esta coisa que nos deixa inquietos. Não consigo ficar quieto na cadeira, só de a ouvir.
Apetece-te agarrar em frutas.
Sim, e fazer assim com as mãos, tipo malabarismo, como se estivesse no circo.
Por falar em preconceito.
Gostei muito. Fechamos esta primeira parte com o GNR. O GNR fizeram uma canção chamada "USA". Eles dizem: "Usa isto, usa aquilo", mas depois também dizem na letra da canção: "US of A". Por isso eu acho que há muita América nesta canção. Eu lembro-me de isto ter existido no disco "In Vivo" dos GNR. Não sei se a canção foi editada depois num disco.
Sabes que se nós quiséssemos, podíamos escolher uma canção do GNR para quase todos os temas que trazemos aqui?
Acho que sim. E como eu acho que o Rui Reininho é o maior e é o nosso David Byrne.
E é alto.
E é alto. Eu queria dedicar esta canção a americanos que não conheçam música portuguesa. Comecem pelo GNR. E aqui têm uma canção mais ou menos sobre a vossa terra.
Diz o Google que o Rui Reininho tem 1,90 m.
Pois tem. E faz-lhe bem, porque é espadaúdo e fica-lhe bem aquela altura.
É verdade.
Todo elegante, sempre. "USA" é, de resto, a música que abre esse disco "In Vivo", primeiro álbum ao vivo dos GNR, editado em 1990. Vamos com Rui Reininho e companhia até à América.
"Usa. USA abusa. Tratado de putos já não se usa só em castelhano. Mudar de ideias eu mudo já, desde que seja de uma ideia suja. Use-se, comprometa-se e suje-se. Venda-se, é que o tempo urge. Se tu conheces os franceses, tens o voo que eu tenho de ti. Uso o que nunca usei. Nada e ninguém que usei uma vez. A inspiração de uma musa. Pergunta ao pai, pergunta ao filho, pergunta ao cego se ele quer mesmo ver. Pergunta a um velho se ele quer morrer. A um recém-nascido se lhe apetece viver. Pergunta se não tenho informações. O que quer dizer US of A? Pergunta ao pai, pergunta ao filho, pergunta ao cego se ele quer mesmo ver. Pergunta ao hermano só mais uma vez. Pergunta a um velho se ele quer morrer. Pergunta a um pobre o que é que ele mais quer. A um recém-nascido se lhe apetece viver. Pergunta se não tenho informações. O que quer dizer US of A? Pergunta se não tenho informações. O que quer dizer US of A? O que quer dizer US of A?"
Duzentos e cinquenta anos de Estados Unidos da América, celebrados aqui no "Isto Não Passa na Rádio", com escolhas para parabenizar a América nestes seus 250 anos. De resto, o programa também vai para o ar num Fourth of July.
Pois é, meu amigo, nada disso é por acaso.
Não é? Sábado, 4 de julho.
Deve ser feriado.
Imagino que sim. Associo sempre esta data ao filme e ao Tom Cruise em cadeira de rodas, muito revoltado.
O filme do Oliver Stone?
Sim.
Podia ser o "Independence Day", aquele com o Will Smith a matar extraterrestres.
Também é 4 de julho. Sim, o título "Independence Day". Não desgosto desse filme, se estiver a dar num Hollywood da vida ou num chiaado terraço, vejo até ao fim.
Eu apanhei numa coisa dessas há pouco tempo, uns minutos. Aquilo envelheceu muito mal.
Aquilo é fraco, por isso é que eu gosto.
É muito bom.
Há uma altura em que o Will Smith começa aos socos a um extraterrestre que vai buscá-lo. Acho que já é quase no final do filme, quando cai a nave e ele vai lá dentro dar-lhe dois socos.
É tudo um exagero.
Quer dizer, por quê? Estar a bater não faz sentido.
Não faz sentido.
Escolheste de novo um salto ao Brasil. Há, de facto, uma relação muito grande entre o Brasil e os Estados Unidos. Seu Jorge cantou esta "América do Norte". Por quê e quando?
É uma canção do álbum "América Brasil", imagina, 2007, e é uma canção sobre vamos lá ser felizes juntos.
Eu e tu?
Ele está sempre a dizer: América do Norte, vai sambar também, vem balançar comigo, América do Sul.
É uma canção que engata à América.
É uma tentativa de fraternidade, mas ele também diz que "hot dog is very nice, but I like angú". Portanto, é uma espécie de vamos lá entender-nos e talvez o samba seja uma boa forma de lá chegarmos.
Se segura que é balanço que chegou pra balançar. Se segura que é balanço que chegou pra balançar. América do Norte, vai sambar também. América do Norte, vai sambar again. Americana linda com esses olhos azul. Vem balançar comigo, América do Sul. Pode remexer e balançar a trança, não esquente a cabeça, pois a noite é uma criança. Vem dançar o samba-rock lá do Grajaú. Americana, vamos nesse samba blue. Me diga eu te amo, eu I love you. É um vento quente, uma onda boa, sinto falta da garoa, das crianças, da patroa. Hot dogs very nice, but I like angú. Se segura que é balanço que chegou pra balançar. Se segura que é balanço que chegou pra balançar. América do Norte, vai sambar também. América do Norte, vai sambar again. Americana linda com esses olhos azul. Vem balançar comigo, América do Sul. Pode remexer e balançar a trança, não esquente a cabeça, pois a noite é uma criança. Vem dançar o samba-rock lá do Grajaú. Americana, vamos nesse samba blue, samba blue. Me diga eu te amo, eu I love you. É um vento quente, uma onda boa, sinto falta da garoa, das crianças, da patroa. Hot dogs very nice, but I like angú. América do Norte, vai sambar também. América do Norte, vai sambar again. América do Norte, vai sambar também. América do Norte, vai sambar again. Vai sambar também. Vai sambar também. Vai sambar também. Vai sambar também.
Seu Jorge, no Isto Não Passa na Rádio e com esse piscar de olho à América, nesta América do Norte, escolha do Tiago Pereira. Continuamos aqui a celebrar os 250 anos dos Estados Unidos, da América. Eu tinha que meter aqui qualquer coisa de hip-hop, porque acho que é a terra dele, ou pelo menos onde nasceu toda essa cultura hip-hop. Lembrei-me dos Wu-Tang Clan e de uma canção chamada "America", também conhecida como "America Is Dying Slowly". Se vires as iniciais Aids, de sida. De resto, esta canção faz parte de uma compilação Red Hot, aquela série de compilações que também recolhiam dinheiro para a luta contra a sida. Há muita malta do hip-hop dentro desta Red Hot AIDS Benefit Serie, com Mob Deep, os De La Soul, o Coolio, falecido Coolio, Pete Rock e os Wu-Tang Clan com esta America. É um retrato de uma altura da América em que se morria muito com esta doença, mas poucos gêneros também cantam tão bem a América como o hip-hop, sempre com a faca afiada para criticar a sociedade americana. E acho que é um gênero muito caracterizado por essa crítica social a esse país e a muitos estados de coisas naquele país. America, Wu-Tang Clan no Isto Não Passa na Rádio. Um bocadinho de hip-hop. Não podíamos falar da América sem trazer aqui alguma coisa deste gênero, nascido em Nova York, e que os Wu-Tang Clan tão bem praticam. E agora, para onde vais? Para a "América", a bordo dos Xutos?
Um clássico absoluto. Talvez uma das canções dos Xutos que eu mais gosto e que eu mais espero, sempre que calha, ver os Xutos ao vivo. Chama-se "Na América", álbum "Circo de Feras", 1987. E é isto.
É o saxofone, não é?
É uma canção que tem alguma ironia, quando ele diz que na América é que vai ser. Porque ele antes também fala em um possível sonho bem rodado, produtos embalados, tudo bem camuflado. Portanto, há aqui alguma ironia, alguma crítica. Mas acima de tudo, é uma ótima canção.
Sem dúvida. E não envelhece nada mal.
Sinto-me superjovem sempre que a ouço.
Vamos a ela.
Viver a vida sempre preocupado. Passar o tempo sem ir a nenhum lado. Deixa-me seco, eu vivo esgotado. Tendo prazeres em dias alternados. E ando sempre vivendo nos estados. E por vezes bem desamparados. Rabos com os cantos nem sempre recheados. Eu faço as coisas tão desnorteado. Mas tem dias, por vezes espaçados. Vejo a minha cabeça com todos os focados. Desse mundo sempre agitado. Do sido sonho todo bem rodado. E na TV, produtos embalados. Entram em nós bem camuflados. Como é que eu fico? Eu fico engasgado. Com o novo mundo, mesmo ali ao lado. Está mesmo ali ao lado. E eu vou ter que sair, e eu vou ter que partir. O que é que iria ser? O que é que eu iria ter? Na América. Na América. Viver a vida sempre. Passar o tempo sem. Deixa-me seco, vivo. Tendo prazeres em. E ando sempre vivendo nos estados. E por vezes bem desamparados. Rabos com os cantos nem sempre recheados. Com o novo mundo, mesmo ali ao lado. Está mesmo ali ao lado. E eu vou ter que sair, e eu vou ter que partir. O que é que iria ser? O que é que eu iria ter? Na América. Na América. Na América. Na América. Na América. Mesmo ali ao lado. Está mesmo ali ao lado. Está mesmo ali ao lado. Está mesmo ali ao lado. Está mesmo ali ao lado.
"Na América", Xutos & Pontapés. Não é a primeira vez que o Tiago Pereira traz cá esta canção.
Não é?
Não é. Lembro-me que já trouxeste noutras alturas. E eu se calhar também, a propósito de outros temas. Os Xutos que estiveram no Rock in Rio, não foi?
Estiveram, sim. Parece que foi um grandessíssimo concerto, como aliás já se esperava.
É o costume. Fechamos esta semana os 250 anos dos Estados Unidos da América com "América, América". É uma música dos Clã, surgiu aqui no disco "Vivo" de 2006. Tem composição também do Carlos T. com o resto da malta dos Clã. Os Clã são um tesouro nacional, a Manuela Azevedo ainda mais, tesouro. E eu gosto muito desta canção, porque também faz essa brincadeira que estavas a descrever sobre o "Na América" dos Xutos & Pontapés, uma certa ironia. E tem também alguma relação com aquela tua escolha de há pouco da Carmen Miranda, em que ela se dizia americanizada. Também os Clã e a Manuela assumem aqui logo no início desta canção, o quão influenciados foram pelo estilo americano.
Sim.
E toda aquela coisa consumista do país e daquela sociedade estão também de alguma forma refletidos nesta canção. "América, América" dos Clã, no fecho do "Isto Não Passa na Rádio", que esta semana celebrou os 250 anos dos Estados Unidos da América. Parabéns, Tiago. E parabéns, América.
E parabéns, Nelson, por saberes quem és.
Até para a semana.
Até para a semana.
Desaste o meu estilo. Eu era um coração mais lento, tu leram a tua história. Tinha o segredo do tempo, tinha pedras milenares, mas depois de tu chegaram. All America, oh America, sou aquilo que sonhas. All America, oh America, sou aquilo que sonhas. Viciou em Atlanta ou Bagdá, seu cenário Hollywood. Aceito tudo mesmo odiar, é que os comprovedores chorem e os deuses possam falar. Desde que o odiar e o brief be smooth nunca parem de filmar. All America, oh America, tu me desaste o meu estilo. All America, oh America, sou aquilo que sonhas. All America, oh America, tu me desaste o meu estilo. Eu era um coração mais lento, tu leram a tua história. Tinha o segredo do tempo, tinha pedras milenares, mas depois de tu chegaram. All America, oh America, sou aquilo que sonhas. All America, oh America, tu me desaste o meu estilo. All America, oh America, sou aquilo que sonhas. All America, oh America. All America, oh America. All America, oh America. All America, oh America.