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Jornal das 9, com Laura Figueiredo e Laura André Ventura recusa que António Costa seja uma vítima na Operação Influencer. Isto por estar impedido de consultar o processo. Críticas do líder do Chega em Aveiro, depois da Procuradoria-Geral da República ter insistido que a lei não permite que António Costa consulte o processo da Operação Influencer por não ser formalmente interveniente no inquérito. Ora, o líder do Chega diz que há uma clara teia de prevaricação à volta do processo e que António Costa está longe de ser uma vítima.
Quem olhar para este processo, o doutor António Costa é aqui uma vítima. Não, o doutor António Costa, objetivamente, esteve e está envolvido numa teia que, venha ou não a demonstrar-se que ele é culpado, acho que já ficou mais do que evidente que houve uma teia de prevaricação à volta dos negócios do lítio e do hidrogénio.
André Ventura, à entrada para uma sessão promovida pela distrital do partido sobre economia e a reforma do Estado. E a Procuradoria-Geral da República esclarece que António Costa não pode consultar o processo da Operação Influencer porque a lei não o permite. O esclarecimento surge depois do semanário Expresso ter noticiado que o Ministério Público recusou por seis vezes pedidos do ex-primeiro-ministro para consultar os documentos que fazem parte do inquérito, no qual é apenas suspeito e não arguido. A Procuradoria-Geral da República insiste, por isso, que António Costa não pode consultar o processo por não ser um interveniente formal. Questionada pela Agência Lusa, fonte oficial da Procuradoria-Geral sublinha que os requerimentos para as consultas dos autos apresentados pelo antigo primeiro-ministro foram apreciados à luz da lei, que estabelece que uma vez terminado o segredo de justiça interno, mas mantendo-se o externo, apenas podem consultar o processo as pessoas envolvidas formalmente, ou seja, arguidos, assistentes, ofendidos, lesados e o responsável civil. À CNN Portugal, o advogado Manuel Magalhães e Silva, que representa Diogo Lacerda Machado nesta Operação Influencer, mas que já representou António Costa noutros casos, acusa o Ministério Público de estar a proteger um processo em que não existem provas.
Suspeito, arguido. E o doutor António Costa chegava à juíza e dizia: "Constitua-me arguido, declarações não presto. Agora deixem-me cá ver o processo". Não sei se estão a reparar que esta posição da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público, o que nos faz acreditar em 99% é que não têm nada. E como não têm nada que preste, não querem efetivamente que haja a análise do que está nos autos.
O advogado Manuel Magalhães e Silva, à CNN Portugal, a questionar porque é que um suspeito não pode ser considerado um sujeito formal do processo. O Ministério Público abriu um inquérito para apurar a legalidade do uso da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos. O inquérito foi aberto depois de uma queixa do Bloco de Esquerda. Numa resposta à Agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República confirmou o inquérito e diz também que foi aberto devido à denúncia do partido. A queixa do Bloco de Esquerda foi apresentada em abril. Pedia à Procuradoria-Geral da República para apurar se a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos cumpriu a lei. Na altura, o coordenador do Bloco, José Manuel Pureza, insistiu que se tratava de uma violação grosseira do direito internacional e do direito português. Esta não é a primeira vez que o Bloco de Esquerda entrega uma queixa na Procuradoria-Geral da República contra atos do governo a nível internacional. Já em 2024, Mariana Mortágua entregou uma exposição na qual pedia ao Ministério Público que fiscalizasse e prevenisse que Portugal viesse a ser acusado internacionalmente por cumplicidade com o genocídio, isto sobre a situação em Gaza. PS e PSD já indicaram os nomes para a comissão parlamentar do inquérito a Luís Neves. Os social-democratas indicaram os vice-presidentes da bancada, Hugo Carneiro e Andreia Neto, sendo a deputada a coordenadora do partido nesta comissão. O inquérito parlamentar ao ministro da Administração Interna vai ser presidido por um deputado do Chega, mas o nome ainda não foi divulgado. Já o Partido Socialista indicou a também vice-presidente do grupo parlamentar, Marina Gonçalves, e ainda os deputados Filipe Neto Brandão e André Rijo. De acordo com o projeto apresentado pelo presidente da Assembleia da República, para além da presidência do Chega, as vice-presidências serão entregues ao PS e ao PSD. Esta comissão de inquérito a Luís Neves vai ser composta por 25 deputados, sendo oito do PSD e cinco do Chega e do PS. Os deputados únicos do PAN e do Bloco de Esquerda não vão ter assento neste inquérito parlamentar. E Laura, o hacker Rui Pinto vai mudar-se para um local desconhecido por entender que está a correr risco de vida. Uma decisão anunciada esta tarde, depois de ser conhecido que o hacker do Futebol Leaks ia perder a proteção policial do Estado português. Rui Pinto está há seis anos no programa de proteção de testemunhas, que vai terminar no dia 10 deste mês. Perante a decisão do Estado, o hacker entende que corre perigo de vida e vai assim mudar-se para uma localização não divulgada, para um período de tempo indefinido. Neste anúncio feito na rede social X, Rui Pinto revelou ainda que lançou uma angariação de fundos para, diz, sobreviver a esta situação criada pelo Estado português. A decisão surge depois de Rui Pinto ter sido associado ao escândalo que envolve o Manchester City. As informações reveladas no Futebol Leaks foram utilizadas por várias autoridades judiciais, fiscais e desportivas no processo contra o clube inglês. Em Espanha, Pedro Sánchez pediu tempo para refletir sobre uma eventual ida antecipada às urnas. O Parlamento espanhol rejeitou os dois decretos do governo de Pedro Sánchez para travar a crise na habitação e ora o líder do governo pede tempo para refletir. O jornal El Mundo diz que Pedro Sánchez vai passar as próximas horas a analisar esta decisão do Parlamento para decidir se convoca ou não eleições antecipadas. Fontes próximas do presidente do governo espanhol dizem que a decisão depende de como a sociedade reagir. Para amanhã estão convocadas várias manifestações. Ora tempo ainda para atualizar a informação de âmbito local. O presidente da Câmara do Porto rejeitou discutir de forma precipitada eventuais portagens nos acessos às áreas metropolitanas. A proposta tinha sido sugerida num estudo da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes. Em causa está a possível introdução de portagens à entrada da cidade para limitar o tráfego automóvel. O autarca garante que neste momento não está a ser considerada essa opção, diz que fica para mais tarde. No Seixal, a Câmara Municipal entregou as chaves de 12 habitações no âmbito do programa Renda Acessível. As rendas rondam os €450 e os €550. A iniciativa visa responder à crise habitacional nas freguesias de Amora e Corroios, garantindo valores inferiores à metade do mercado. Em Sintra, a Câmara Municipal está a promover, durante este mês de outubro, a primeira edição das Jornadas do Envelhecimento. É uma iniciativa dedicada ao bem-estar e à qualidade de vida da população sênior do concelho. As jornadas começaram ontem e vão durar até dia 27 deste mês. Estão previstas atividades dirigidas à população sênior, bem como encontros entre profissionais, instituições e organizações que trabalham na área do envelhecimento. Em Santarém, a Empresa Municipal Águas de Santarém vai investir quase €5 milhões na rede de saneamento em Abitureiras. A empreitada vai arrancar ainda este ano e inclui a construção de novas infraestruturas de drenagem e encaminhamento de águas residuais domésticas. Em Leiria, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento promovem no próximo dia 11 de outubro o Roteiro da Água. É já a 10ª edição deste evento, que consiste numa caminhada de 3 km com o objetivo de conhecer a história e perceber a relação da água com a evolução da cidade. E fechamos em Aveiro. A cantora Ana Moura vai atuar nos Festivais de Outono da Universidade de Aveiro. A 22ª edição decorre entre 25 de outubro e 27 de novembro. A organização anunciou hoje o cartaz, que conta também com a Orquestra das Beiras. Notícia de fecho do Jornal das Nove.