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Todos sabemos que, desde 11 de setembro, os norte-americanos não brincam com questões de segurança: controles rigorosos nos aeroportos, acesso restrito a áreas estratégicas mais sensíveis.
Sim, é verdade. Desde que não se trate de uma manifestação de apoiantes de Trump a invadirem o Capitólio. Aí as medidas de segurança não são assim tão rigorosas.
Digamos que é normal existirem algumas falhas, mas não se preocupem, meus amigos, porque a maior democracia do mundo, o melhor país do universo, não está em perigo. Não há terrorista, malfeitor, bandido, salafrário ou bombista que possa ameaçar os Estados Unidos.
Mas se for uma galinha, aí as coisas podem mudar de figura, porque foi isso que aconteceu na semana passada. Uma galinha andou à solta junto ao Pentágono.
A galinha conseguiu furar o perímetro de segurança e entrar numa zona restrita, o que acionou logo os alarmes e pôs em alvoroço a equipa de segurança.
Que não revela o local exato onde a galinha foi detectada, porque poderia estar a revelar, inadvertidamente, um ponto fraco que poderia servir a alguém com más intenções, um dos muitos inimigos da América.
Mas o que os ouvintes querem mesmo saber é se conseguiram mesmo apanhar essa tal galinha.
Nelson, mas estás a brincar? Então as autoridades do maior país do mundo iam ter problemas para apanhar uma galinha? Foi logo detida e aposto que foi logo levada para interrogatório. Então diga-nos lá o que é que anda aqui a fazer. "Eu só estava a passear, só queria atravessar a estrada. Sou uma galinha humilde."
Mas não a enviaram para Guantánamo? Podia ser uma galinha terrorista ou uma galinha ao serviço dos chineses para aceder aos segredos militares dos norte-americanos.
Cá para mim, esses segredos estão todos na internet e deve ser a primeira coisa que os chineses leem pela manhã. Mas as autoridades garantem que não a enviaram nem para Guantánamo, nem para a panela, porque os militares do Pentágono não são grandes apreciadores de canja.
Aliás, a galinha foi mesmo muito bem tratada, ao que consta. Mais bem tratada do que muitos prisioneiros de Guantánamo. E foi entregue ao equivalente à Sociedade Protetora dos Animais, lá do sítio, cuja porta-voz disse que a galinha era muito querida, mas estava muito nervosa.
Imagino. O dia a dia na capoeira deve ser mais tranquilo. Ver-se de repente rodeada de militares mal-encarados, coitadinha da galinha.
Com isto tudo, a galinha tornou-se uma vedeta nas redes sociais e até já mereceu uma canção do apresentador Jimmy Fallon.
E é com toda a razão, porque não é qualquer galinha que entra no Pentágono e sobrevive para cacarejar. Rádio OP.