Minudências, das bem parvas, em torno das eleições
Tiago Dores, humorista e analista político de elevado calibre, mostra-nos o que se esconde nos aparentemente insignificantes pormenores dos tempos de antena dos partidos e da campanha eleitoral.
Episódios
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Chega de gritaria e o Tico, o Picky e o Floky
Hoje é dia de pré-reflexão. É uma espécie de pré-fritura, tipo batatas congeladas. Faz-se uma reflexão prévia hoje e quando se reflectir amanhã a reflexão já é mais rápida. E mais crocante, também.
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Anteontem Pedro Nuno Santos discursou em 1922
Em Aveiro o Ministro das Infra-estruturas falou de “desígnios colectivos” e denunciou quem quer “destruir essa construção colectiva em nome da liberdade”. Foi em Aveiro? Não terá sido em Moscovo?
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Ergue-te, PSD! Diz a Iniciativa Liberal.
O líder da Iniciativa Liberal diz que queria ser o Viagra do PSD. E pronto, antecipa-se toda a sorte de trocadilhos com base no facto das palavras “eleições” e “erecções” serem quase homófonas.
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A sorte do PS: encontrou cinco agulhas no palheiro
Para um tempo de antena, o PS encontrou um professor, uma estudante, uma enfermeira e dois empresários satisfeitíssimos com o governo. É maior a probabilidade de ganhar o Euromilhões quinzenalmente.
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Sócrates veio, Costa não viu, o embaraço venceu
E de repente José Sócrates apareceu na campanha, tipo aparição de Fátima. É que tal como Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos, também o ex-primeiro-ministro apareceu a quem nos pastoreia.
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Novela da Globo? Não, mini-série do CDS
Os Tempos de Antena custarão ao Estado 2.465€ por minuto de transmissão na RTP, SIC e TVI. Saem mais baratos que as novelas da Globo. A mini-série do CDS, por exemplo, poupa imenso em barman e chef.
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Não assim tão bons velhos Tempos de Antena
Nos anos 80 havia Tempos de Antena com boas notícias e banda sonora de filme de terror. Em 2022 há Tempos de Antena com propostas governativas sobre tiro ao pombo acompanhados por música épica.
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Quem tem o traseiro sentado, tem medo da COVID
Foi preciso o debate entre os candidatos às legislativas sem assento na Assembleia para se falar de políticas de combate à COVID. E de golfinhos. E tubarões. E triciclos. E da hérnia do Presidente.
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Juntos falimos, seguimos e conseguimos falir mais
“Juntos seguimos e conseguimos” é o slogan do PS para as legislativas. Isto é, falta o “falimos” e o “falir mais”. Quem dera que o PS fosse tão poupado na despesa pública como nos slogans de campanha.
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Um Rio que nos faz correr para o psicanalista
Hino do PSD para as legislativas garante que ninguém nega a “natureza da consciência” de Rio e a sua “competência”. O que numa campanha com tanta concorrência, é uma valência de extrema "importêcia".
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