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Momentos de glória.
Alguém daqui foi aos concertos do Bad Bunny? Alguém foi?
Não fui.
Não viram dizer nada.
Poupa-me.
Toda a gente a dizer que foi fantástico.
Foi inesquecível.
Ou não, também ouvi críticas.
Também ouvi críticas.
E de fãs.
E de fãs. Nós também. Há quem diga que o concerto foi só mais ou menos.
Como foi ver Bad Bunny pela primeira vez em Portugal?
Foi bom, foi giro, mas gosto mais do Sporting. Posso dizer isto? Viva o Sporting!
Fica muito bem. É preciso dizer que foi no Estádio da Luz, não é?
Exato.
O amor ao clube vê-se assim, nos momentos difíceis. Pedro Santana Lopes, por exemplo, é que ainda não está nada recomposto da final da Taça de Portugal.
Para o Torreense foi uma enorme proeza, para os sportinguistas foi uma vergonha.
Foi uma vergonha. Até por quê? Até porque uma coisa destas nunca aconteceu antes.
Eles jogaram tão pouco. Jogaram mesmo pouco. Nem é questão de dizeram que jogaram mal. Jogaram pouco, mataram pouco à baliza, criaram poucas oportunidades. Eu não vou dizer que se esforçaram pouco, não vou dizer isso. Tiveram que correr bastante, até porque os do Torreense corriam muito. Agora, isto é uma coisa que fica, é uma mancha que não se apaga. Eu já lá perdi com o Aves quando foi o Nuno Alcusчете. Eu, Sporting. Mas pronto, aí já íamos um bocado preparados, porque a equipa estava toda partida. Jorge Jesus era o treinador. Perdemos. Já tínhamos perdido um tempo antes, 2012, para ir a uma final da Taça, essa não fui, com a Académica.
Pronto. É um momento difícil. Há que erguer a cabeça, como vocês, aliás, ontem acordaram aqui em várias línguas. Até porque depois é preciso enfrentar aquilo que acontece sempre, que são as provocações dos adversários.
João, o fim de semana trouxe uma novidade até no panorama português. Deixe que eu lhe possa deixar aqui uns pastéis de feijão de Torres Vedras.
Está aqui a apontar ao festejo da Taça de Portugal.
É uma imagem que eu gostava de usar na resposta que lhe vou dar.
Claro que sim. Ora pois, Mário Centeno, benfiquista Mário Centeno. Extrai-se no espaço documentário da CNN oferecer doces. Já vimos isto acontecer. Agora, para acabar com a má fama das sogras, Hugo Soares tem uma que assim que se passa alguma coisa importante, pensa logo nele.
Eu vou lhe dizer. Eu no fim de semana recebi um telefonema da minha sogra que me dizia: "Vai rápido ver a televisão porque houve um ministro que se vai embora, um secretário de Estado do governo." E eu de facto devo dizer: "Bem, mas saiu alguém do governo e eu não vi, não soube o que é que terá acontecido." E eu liguei a televisão e percebi que era o secretário-geral-adjunto da Administração Interna.
Isto é que é uma sogra, não é uma sogra que zela pelo genro.
Para quem pensa que só no debate político português é que entrou a questão da prostituição, que se desengane. Em Espanha, o PSOE está a acumular polémicas tão graves, que levaram a um aceso debate entre Miguel Morgado e Ascenso Simões. E só um deles, adivinhem qual, é que parece ter preocupações sociais.
Agora, quando se descobre, porque já foi tudo demonstrado, que ele deu um emprego numa empresa pública a uma prostituta dele, Ascenso, quer que eu lhe diga o quê? É que isso existiu. Pode continuar a negar.
Não está a fazer uma boa ação, Miguel. Retirou uma pessoa da prostituição e lhe deu um emprego, é uma boa ação.
Não é uma coisa séria? Agora isso é algum caso? Isso é algum problema? Isso é alguma circunstância para discutir?
É um ponto de vista, e isto tem que ser valorizado.
É inserção social.
Claro. E agora só para provar que esta rubrica é pensada do início ao fim, nada é por acaso. Terminamos como começamos, com Bad Bunny à la Rui Rocha.
"Por la mañana café, por la tarde ron, por la noche, un socialista más en la prisión."
Olha, Estádio da Luz com ele.
Está tudo ligado.