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Momentos de glória.
Momentos de glória e hoje com André Ventura, que encontrou um tempinho fora dos estúdios de televisão, onde passa o tempo a dar entrevistas e em debates, para contactar com cidadãos. Cidadãos não necessariamente contribuintes.
Eu sou arrumador de carros há 15 anos. Vocês têm que fazer alguma coisa.
Mas você é arrumador de carros.
Eu ganho o meu dinheiro a arrumar carros.
Eu digo que não.
Eu não ando a roubar.
Mas tem que cumprir regras como os outros todos.
Pronto, tem que cumprir regras como os outros todos. E André Ventura arrumou com o arrumador.
Todos em Portugal temos que cumprir regras. Eu também tenho. Tem que cumprir regras nos impostos, tem que cumprir regras no trabalho. Faz isso, cumpra. Tem que cumprir.
Não.
Então tem cumprido, se eu posso perguntar?
Mas eu não contribuo.
Pronto.
Só todo o trânsito ali naquela perexistência.
As regras, trânsito, destroço. Cumprir regras nem sempre é fácil, como André Ventura pôde constatar um pouco mais tarde. Depois do confronto com o arrumador de carros, encontrou um adversário mais difícil em António José Seguro, que levou André Ventura a queixar-se de o estarem sempre a interromper.
Então, mas o senhor também não me deixou falar, nunca me deixou falar, esteve sempre a interromper-me.
Nunca me deixou falar.
Estes dois juntos são tão bons.
São ótimos. E em loop então ainda é melhor. Mas terá sido mesmo assim? Vamos ver como é que correu.
É muito simples. Eu mantenho a minha posição de que os trabalhadores têm direito a fazer a sua greve quando-
Eu também. Eu acho que estamos os dois de acordo nisso.
Pronto, André Ventura interrompeu António José Seguro uma vez. Uma vez só. Ou se calhar não.
Vamos avançar nos temas dos jovens, o qual as famílias e o país fez um esforço enorme. Dá-me licença que eu termino agora.
Pronto, foi a segunda vez. Mas aqui António José Seguro descobriu o seu superpoder, o pedido de licença para falar. Se não havia novo James Bond, já temos. António José Seguro, já o estou a imaginar a sair das águas da Foz do Arelho em tronco nu e a pedir licença para falar.
Não, fique em silêncio.
Ficou em silêncio.
Fique em silêncio.
É um silêncio cúmplice.
Dá-me licença. Posso desenvolver? Não, eu preciso responder.
Pois precisa. E para responder vai pedir licença.
O sentido de Estado é essencial para um presidente de República.
Conversa da treta, António José.
Dá-me licença?
Conversa da treta há 50 anos. É isso que nos tem levado a um bilhão nos próximos 25 anos.
Eu sei que o senhor não deixa que os seus adversários possam explicar-se e dar o seu pensamento sobre as questões.
Então diga lá qual é.
E portanto, eu teria agido da mesma forma como agiu o atual presidente da República. E sabe porquê?
Ou seja, tinha se negado ao poder do blando.
Está a ver como o senhor não deixa...
Já pediu licença muitas vezes? Já chega? Não, não chega. Ainda vamos ao José Alberto, mas ainda temos de ouvir António José Seguro a pedir licença.
Está a ver como o senhor é muito hábil na retórica.
A nossa dignidade não está à venda.
Dá-me licença? Posso reivindicar a autoridade? Há demasiado passa-culpas. E quem vem de novo diz sempre que a culpa é do passado, que é a mesma coisa que o senhor deputado André Ventura está a fazer, é um passa-culpas. Portanto, aquilo que é preciso é que os partidos tomem... Faça favor, se quiser interromper, não há problema.
Não estou a interromper, só a dizer.
Mas pertence ao partido do governo.
Pronto, aqui António José Seguro já não pede licença, mas diz a André Ventura: "Olhe, interrompa-me, esteja à vontade".
Eu pertenço ao partido do governo?
Pertenceu. Ao PSD. Portanto, o que eu lhe quero... Mas ó senhor, dá-me licença que eu termino.
Eu era dirigente, por amor de Deus. Não fui líder do Partido Socialista.
Dá-me licença? Vamos lá.
Vamos lá. Dá-me licença ou não dá licença? Mas dá licença. Se não dá licença, não dá licença, mas se dá licença, dá licença. António José Seguro continua a pedir licença.
É de contribuir para que haja um pacto para a saúde, para promover o acesso a tempo e horas dos portugueses à saúde.
Mais um.
E já disse, dá-me licença.
Mais um dos pactos que o PSD fez era em 50 anos.
Isto não é sempre a mesma vez.
São várias.
Vamos continuar a ouvir.
Dá-me licença? Agora é a sua vez de ouvir.
O senhor está-me a desqualificar, então acho que isso não fica bem.
É a sua vez de ouvir.
Acha que é mais do que eu para falar pelo Partido Socialista?
Não, senhor deputado André Ventura.
É que anda sempre a desqualificar-me, não acho isso bem.
Dá-me licença?
É aborrecido. Ainda temos mais dá-me licenças.
Agora é a minha vez de falar.
Essa percentagem é errada.
Faça favor.
Essa percentagem é errada. Mesmo que seja abaixo dos 6% ou dos 7%, é errada.
Eu sou compreensivo com a ansiedade do senhor.
Vou dizer porquê. Sabe porquê?
Estigmatizar minorias. Eu, aliás, recomendo-lhe, sabe o quê? Uma tese de doutoramento feita em Dublin. Dá-me licença que eu termino? Eu sei que não vai gostar.
Eu não me importo com isso.
E pronto, ainda temos mais. Ainda há mais uma.
Dá-me licença que eu continuo?
Dizemos Portugueses com classe.
Eu deixo-o interromper, não há problema.
Isto foi de tal forma, tantas licenças, tantos pedidos de licença.
Ficávamos aqui a manhã toda.
Eu acho que António José Seguro, dos 15 minutos, 16 minutos que teve, metade foi a pedir licença para falar. E isto foi de tal forma que até o moderador, José Alberto Carvalho, teve de pedir autorização para reivindicar a autoridade.
Dá-me licença? Posso reivindicar a autoridade de conduzir o debate, meus senhores?
Ainda temos licença. Mas vamos continuar.
É a licença e o José Alberto.
Dá-me licença? Posso reivindicar a autoridade de conduzir o debate, meus senhores?
Chegamos ao ponto de José Alberto Carvalho pedir para reivindicar a autoridade, pedir licença para reivindicar, mas se calhar era o que ele devia ter feito, era pedir licença.
Funcionava melhor.