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E começa agora mais um Momentos de Glória com o Paulo Ferreira.

Nós sabemos que a criatividade não tem limites. Aliás, as redes sociais nos últimos anos mostraram, de facto, que andava para aí muita criatividade perdida.

Escondida.

Escondida e que não era dada a conhecer ao mundo. E com a ajuda da inteligência artificial agora, a própria criatividade encontra meios de dar resposta rápida aos temas da atualidade. Do Brasil, sítio de grande criatividade na área da comunicação, chega o boneco que representa um novo herói, um herói de mérito duvidoso, como sabemos, mas que por estes dias toda a gente conhece, é o Madurinho.

Direto de Caracas, chegou Madurinho, o prisioneiro mais procurado do mundo, com recompensa de 50 milhões de dólares e muita história pra contar. Traga ele algemado numa missão radical da Delta Force.

"Senhor covarde, venha por mim. Aqui no Asplan Miraflores. Não se atreve a chegar. Covarde!"

Com bandeirinha, comida de cela e algemas de verdade. Leve pra base, interrogue e mostre quem manda. Madurinho, o prisioneiro mais procurado do mundo.

Bem.

É uma espécie de um kit, uma rapidez, mas com aquele ritmo. Não existe na realidade.

A rapidez na criatividade com base em factos verídicos.

Não existe, mas há um vídeo que acompanha, que parece aquele kit dos heróis da Marvel, que tem o bonequinho, mais os apetrechos todos, neste caso as algemas, a comida de penitenciária e por aí fora. Faz parecer que sim. Não se encontra isto nas lojas, mas até parece que é verdade. Mas nestes tempos de consumo rápido, há quem lute contra essa corrente. Inês de Sousa Real, por exemplo, que conhecemos por ser deputada e líder do PAN, no fundo, vai abrindo caminho a outras vocações que tem no seu TikTok.

Hoje tenho aqui um novo desafio. Esta é a mesinha de cabeceira, que acompanhava o móvel da mobília de solteiro do meu avô e, portanto, o desafio vai ser precisamente pintá-la, para ficar aqui assim com uma cor mais modernizada. Vou vos mostrar o resultado final daqui a pouco. Até já.

E a musiquinha, sempre.

A musiquinha sempre, um bocadinho alta pra se perceber melhor o que ela diz. Fica aqui uma dica técnica.

E diz depois o resultado ou não?

Diz, aparece. O resultado apareceu mesmo.

Ah, já apareceu o resultado?

Cá está uma política exatamente que promete.

E cumpre.

E cumpre. Apareceu tudo pintadinho, ainda a dizer o que ia fazer com a fechadura e por aí fora, mas, sobretudo, é melhor ir ver. Mas não é só na restauração de móveis que Inês de Sousa Real se está a empenhar.

Hoje trago-vos aqui algumas sugestões, porque perguntam muito frequentemente o que eu faço pra substituir a carne. Os cogumelos porotos são uma alternativa muito versátil. Dá para fazer nas sopas miso, nas lasanhas, nas feijoadas ou no verão. Eu adoro fazer grelhados, é das minhas comidas preferidas no verão. Mas como é muito pobre do ponto de vista nutricional, tem apenas cerca de 3 g de proteína, convém compensar com outro alimento. E por isso mesmo, a soja, eu vou desfiá-la e vou colocar depois nesta taça precisamente para ficar a marinar. A proteína da soja ou da proteína de ervilha são cerca de 13 a 19 g, portanto, é muito mais rico nutricionalmente. Conseguem ter o maior equilíbrio do ponto de vista alimentar do que só com os cogumelos.

Não é só uma receita, é uma lição de nutrição também. Tudo ali medidinho, as contas todas e, portanto, não é com desculpas dessas agora que vocês vão deixar de apoiar a nutricionista Diana.

E grelhados malpassado ou bem passado. Essa é sempre uma questão, quando cozinhamos cogumelos.

Sempre. E portanto, Inês de Sousa Real a começar aquilo que podem ser outras vocações. Mas há problemas mais terrenos, como a falta de eletricidade. O munícipe Gonçalo Barros, do Conselho de Almada, foi um destes dias à Assembleia Municipal apresentar uma questão muito concreta.

Olá, boa tarde. Boa tarde a todos os presentes. É a terceira vez que eu cá venho. O senhor Mário, que é ali da Associação dos Moradores do Bairro do Matador, é com certeza mais evoluído do que eu na forma como falou convosco. Hoje não dá mais. Nós estamos sem luz há 15 dias. Ontem foi das 18h à 00h30. Hoje foi das 13h até às 15h. E, portanto, isto não pode continuar. Acabou.

Uma reclamação.

Começou a subir o tom.

Exato. Uma reclamação muito concreta, a começar suavemente, a subir o tom.

That escalated quickly.

E ainda não chegámos à parte central, a cortes de energia no bairro do Matadouro, em Almada. Sabemos como é. Como é conversa, é como as cerejas, um tema puxa o outro. E pronto, e cinco minutos depois já íamos aqui.

Isto não pode continuar. E hoje nós precisamos de uma solução. Eu hoje não vou ficar outra vez até à 00h30, à espera que venha a luz, para poder fazer o meu jantar, para poder tomar banho. Eu sou um ser humano. As pessoas que lá estão são seres humanos, têm necessidades básicas que precisam ser supridas. Desculpem minha irritação, minha irritação não é convosco, está bem? Não pensem isto. É que nós não podemos continuar à espera que alguém nos vá salvar. Dom Sebastião morreu, desapareceu. A criatura não volta. E, portanto, faça o favor de puxar por aquelas criaturas, aquele ministro da Habitação, que venha ali ver a miséria que ele não resolve. Que venha o primeiro-ministro, que coitadinho não vem, porque é um insuficiente, mas que viesse cá ver aquilo que ali tem, porque nós vemos isto em tudo. E eu não me quero queixar aqui de tudo, mas a gente vê a saúde, tem aquela ministra, que eu costumo dizer que é enganada. Toda a gente a engana, ela nunca sabe nada. Depois vem a do Trabalho, coitadinha é outra, quer destruir direitos, quer destruir tudo. O da Habitação, pra mim é o Dom Sebastião, há de aparecer um dia. Portanto, nós temos um governo de caca a governar isto. Desculpe-me, é a verdade. É a verdade e as pessoas sabem disto. Não estou a mentir, não estou a dar a minha opinião pessoal. Isto é uma opinião generalizada. As pessoas sabem o que é que temos ali. Não temos ali nada. É destruir.

Vou é pedir que conclua.

Que conclua? É simples. Qual é a solução que nos vão dar hoje pro bairro do Matadouro? Eu gostava de chegar às 20h e poder fazer o meu jantar e tomar um banho. Sim? Obrigado.

Pronto, foi tudo por ali fora. O ministro está a ver isto.

Eu acho que é um ótimo plano pra um final de dia, fazer o jantar, tomar um banho, mas ali no bairro do Matadouro nem toda a gente consegue.

É questão de eletricidade, sem dúvida. Mas depois, a propósito da eletricidade, põe o governo todo para baixo, porque a malta sabe como é que as coisas começam, nunca sabe como é que acabam.