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Seja bem-vindo ao "Nota 20", programa da Rádio Observador, em parceria com a Iniciativa Educação, programa onde a ciência fala com a educação. Olá, professor Nuno Crato.
Ora viva, João Miguel, como está?
Tudo bem, professor. Estamos na reta final do primeiro período letivo. É o primeiro momento de balanço e de reflexão para as famílias sobre o percurso escolar dos seus filhos. E é também, no caso do "Nota 20", uma oportunidade para fazermos um balanço sobre esta segunda temporada que está a chegar ao fim. É por isso que o programa de hoje será uma espécie de revisão da matéria dada. Vamos focar nos, professor Nuno Crato, em alguns pontos. Começamos pela leitura e pela escrita, que nos ocupou durante vários programas. O que é que devemos reter sobre este momento iniciático na carreira dos alunos? Afinal, é por aqui que tudo começa.
É verdade, é por aqui que tudo começa. E nós tivemos a sorte de ter conosco quatro ou cinco peritos que nos falaram disto. Falaram-nos de muitas coisas interessantes sobre educação. Já tínhamos tido o professor João Lopes conosco, que nos falou sobre a importância da descodificação, portanto, a importância de os jovens progressivamente olharem para aquele conjunto de símbolos e transformarem aquele conjunto de símbolos em palavras inteligíveis. Ou seja, conseguirem descodificar aquilo que lá está e, a partir daí, perceber aquilo que leem. Ora, a fluência nesse trabalho é algo que é essencial pra que isso tudo funcione de forma simples, natural, pra que aquilo que acontece conosco, adultos, que olhamos pra um texto e nem conseguimos deixar de ler, olhamos pro texto e imediatamente as palavras se reconhecem no nosso cérebro, que isso se passe com os jovens, que os jovens não tenham que pensar, não tenham que ler devagar, para conseguir ler. Portanto, o desenvolvimento da fluência é muito importante. E este é um momento decisivo para os jovens. E se este momento não for bem ultrapassado, ou seja, se os jovens não aprenderem a ler com fluência, são desfazamentos que se acentuam ao longo da vida. E, portanto, é muito importante que os jovens sejam aqui acompanhados, sejam ajudados a passar esta fase de descodificação, de fluência da leitura, pra depois fazerem aquilo que é o importante da leitura, é entender aquilo que se lê.
Na verdade, transformar este processo quase num automatismo cerebral. Quando nós olhamos pra aquele conjunto que no início da nossa carreira acadêmica, quando temos cinco, seis anos, nos parece um conjunto de símbolos que não conhecemos e não conhecemos, de fato, consigamos uni-los e transformar aquilo quase num processo automático, de conhecimento.
É um processo exatamente automático e muitas vezes na educação fala-se que o automatismo não é bom, que é bom é pensar. Não, há coisas que devem ser automáticas, não se deve pensar sobre elas, devem ser coisas que se fazem imediatamente e a leitura é uma delas. Depois, claro, a leitura é importante para passar a uma etapa superior, ou seja, pra conseguir ler, entender os textos, comunicar. E pra isso é necessária muita prática. Por isso nós também falámos, tivemos conosco a professora Gabriela Velaches, que também nos falou da necessidade de os pais lerem frequentemente pros jovens, de ler textos que estejam possivelmente um pouco acima daquilo que pode parecer o grau de compreensão dos jovens, porque a leitura tem grandes vantagens aqui nesta fase. A primeira vantagem, segundo temos aprendido aqui com estes especialistas com quem temos falado, é a prosódia, ou seja, a entoação, o jovem habituar-se a perceber o sentido das frases e um sentido de frases que é mais desenvolvido, que é mais complexo do que a frase do dia a dia, porque os jovens estão no dia a dia, ouvem falar: "Vamos pra mesa, vamos embora, bebe o resto, acaba a sopa, etc." E a literatura e os textos, mesmo textos infantis, introduzem novas palavras, uma estrutura mais complexa, frásica mais complexa, e isso é importante que os jovens se habituem também. E depois introduz as palavras novas. Enquanto que o número de palavras com que nós lidamos no dia a dia é bastante limitado, como é natural, porque nós estamos a falar pra nos entendermos nas tarefas do dia a dia, aquilo que está nos textos e que está na literatura infantil, mesmo na literatura infantil, tem um vocabulário mais complexo. E é bom que isso aconteça, porque os jovens são capazes, todos nós somos capazes de entender um texto, mesmo que esse texto tenha uma determinada percentagem, 5%, 10% de palavras que não conhecemos, mas que vamos pelo sentido entendendo o texto. E isso é bom, isso faz parte do desenvolvimento, faz parte da aprendizagem, segundo aprendemos com estes peritos que entrevistamos. E estas ideias estão sintetizadas num guia pra pais que temos no site da Iniciativa Educação, portanto, que é uma ajuda para os pais que querem ajudar os seus filhos a serem mais ativos nesse trabalho e, portanto, que os jovens rapidamente se tornem bons leitores, que isso é uma coisa fundamental.
Estamos a falar de especialistas e estamos a falar de ciência. Portanto, há ciência produzida sobre a questão da leitura e da escrita nos primeiros anos.
Exatamente. Há uma ciência por psicólogos, por neuropsicólogos, que têm estudado muito seriamente como é que este processo se faz, como é que esta maravilha acontece, que é a maravilha de olhar para um conjunto de símbolos estranhos, que são arbitrários, olhar pra esse conjunto de símbolos estranhos e sem pensar no assunto, aquilo transformar-se em palavras, em frases e em ter sentido. Há uma ciência da leitura neste momento e que é feita com muitas experiências ao longo de muitos anos, mas que nos últimos 30, 40 anos, se tem desenvolvido muito. E nós tivemos conosco o José Morais, por exemplo. O José Morais foi uma das pessoas mais importantes nos fins do século XX, no desenvolvimento dessa ciência da leitura. Tem um livro fantástico que é "A Arte de Ler". É um psicólogo de origem portuguesa, mas radicado em Bruxelas. E ele esteve conosco também, esteve nos a explicar uma outra coisa que eu achei também muito interessante, que é: a leitura e a escrita vão a par e passo. E, portanto, é importante que o jovem não só esteja a ler, como ao mesmo tempo esteja a escrever. E escrever, de preferência, à mão, porque o digitar no teclado não se traduz no mesmo tipo de esforço cerebral e não tem o mesmo tipo de ligações que tem a escrita à mão. Portanto, a escrita à mão, não só dominar a motricidade fina, que os jovens precisam de ir dominando, mas também a escrita à mão como forma de aprender as palavras e de estar a apreender o texto é algo de muito importante, e foi isso que ele nos falou.
Portanto, um bom conselho científico para os pais que nos ouvem hoje e que estão a pensar já nos trabalhos de casa dos filhos nas férias. Um bom exercício para consolidar o processo de leitura é pôr as crianças a escrever à mão para assimilar esse processo.
À mão. Exatamente.
Desenvolvimento optismo, não é?
Os velhos ditados não são algo a eliminar, pelo contrário, os velhos ditados são uma coisa útil. Mas pode-se pedir aos jovens um conjunto de outras coisas, pode-se pedir aos jovens que tomem nota da lista de compras, pode-se pedir aos jovens que façam um resumo para deixar um recado ao pai, que façam um resumo daquilo que se passou naquele dia na escola ou no passeio que fizeram, etc. Há muitas maneiras de incentivar os jovens à escrita e à leitura ao mesmo tempo. Eu não queria só deixar passar este pormenor. É muito interessante uma questão que nos foi trazida por Sara Leite, que foi outra especialista que ouvimos, e referindo um artigo científico que também está no site da Iniciativa Educação, que é o chamado "Efeito Ficção". É um artigo que foi escrito pela nossa colaboradora Violante Magalhães e que mostra como a leitura de ficção é mais rica para a formação dos jovens do que outro tipo de leitura. Ou seja, nós gostamos que os jovens leiam tudo, leiam jornais, como é evidente, os jornais devem ser lidos, leiam pequenos textos, leiam textos na internet, etc. Quanto à leitura de ficção, este gênero literário, portanto, a história mais complexa, é muito importante pro desenvolvimento da linguagem, do pensamento, do vocabulário, da estrutura frásica, tudo isso. Isso é muito recompensador. Eu gosto imenso de ficção e às vezes leio ficção, às vezes até com sentido de culpa, a dizer: "Eu devia estar a trabalhar, devia estar a fazer outra coisa". Mas não, ajuda-nos a crescer e eu espero também que me ajude um bocadinho.
Muito bem, claro que sim. Bom, da leitura e da escrita, vamos pra matemática, a disciplina que provavelmente mais ansiedade cria nos alunos e nos pais. Nós falamos desta ansiedade e falamos desta disciplina num dos programas desta segunda temporada do Nota 20, mas a ciência, professor, ajuda a encontrar respostas para melhor gerir esta ansiedade. Como? Suponho que não seja com ioga, pois não?
Não sei, com ioga.
Talvez.
Talvez reduza alguma ansiedade.
Exato.
Há uma experiência feita por um grupo de psicólogos italianos e que corrobora experiências muito semelhantes feitas por vários psicólogos em vários países e em vários níveis de escolaridade, que nos foi trazida pela Célia Oliveira, que é uma psicóloga que nós tivemos aqui, e que já é a segunda vez, gostamos sempre muito de ouvir. E a Célia Oliveira explicou-nos essa experiência que dividiu os jovens em três grupos: um grupo que foi treinado na resolução de problemas matemáticos, um grupo que foi treinado a dominar a ansiedade e um grupo que não fez nada, fez algo para estar ocupado durante essas mesmas horas. E a conclusão a que se chegou depois nos testes foi que o grupo que tinha sido treinado para resolver os problemas de matemática, não só tinha conseguido resolver os problemas de matemática, como tinha conseguido dominar a ansiedade nos testes. O grupo que tinha sido treinado para dominar a ansiedade nos testes, também reduziu a ansiedade dos testes, mas não conseguiu resolver os problemas de matemática. E, portanto, como o nosso objetivo não é que o mundo seja tranquilo, embora que o mundo seja tranquilo, também seja algo que nós desejamos. Mas o objetivo da escola é que os jovens, além de serem tranquilos, que aprendam, que dominem a matemática, que dominem a leitura, etc. Isto leva-nos a crer aquela noção básica que é: se tem ansiedade em matemática, é preciso começar por estudar matemática, por dominar a matemática. Mas eu não quero ser totalmente cognitivista ou totalmente só centrar-me neste aspecto, porque houve outras coisas que a Célia Oliveira nos trouxe que também são importantes. Por exemplo, para dominar a ansiedade, é importante o próprio jovem fazer testes de recuperação dos conhecimentos, ele fazer a si próprio e fazer nas aulas. Portanto, a ansiedade Com os testes e com os problemas, também se vai combatendo com um teste, com uma série de atividades de treino que nos preparam para esses testes.
O que é engraçado é que o óbvio é o que está certo. A matemática é uma disciplina que se deve estar sempre a consolidar passo a passo. E com essa consolidação de conhecimentos, diminui a ansiedade perante a disciplina. Parece simples, mas às vezes a tentação é ceder primeiro ao susto e ao pânico.
É verdade, isso acontece com toda gente. E matemática talvez mais que outras disciplinas, porque matemática é muito cumulativa. E se há um passo que falha, podem falhar uma série de passos a seguir. E isso é um bocadinho assustador. E às vezes os jovens tentam ultrapassar, queimar etapas e dizer: "Bem, eu esta parte não estudei bem, não faz mal, vou ver os problemas seguintes". E isso não é a melhor solução.
Já agora, é isso que diz a sua experiência também como professor de matemática, professor Nuno Crato?
Sim.
Saltar etapas pode ser dramático.
E é uma tentação que todos nós, enquanto estudantes, temos. Saltar etapas. "Isto não percebi bem, vou passar à frente, ver se percebo melhor." E não, e percebe-se cada vez pior. E é importante parar, dizer: "Bem, o que eu não entendi?" Ter ali alguma concentração, ultrapassar essa etapa e passar à seguinte. E matemática mais do que outras disciplinas. Isto é uma regra geral, mas a matemática mais, porque é mais cumulativa. Eu não quero dizer mal da história, de forma alguma. Acho que é importantíssimo os jovens saberem história, mas enquanto a história a pessoa consegue estudar uma certa época histórica sem saber de outra, mesmo que seja uma outra época que a antecede, sem dominar muito bem, mas consegue ir estudando a Revolução Francesa sem conhecer a pré-história francesa, por exemplo, a pré-história europeia. A mesma coisa não se passa com matemática.
Que é o conhecimento. Então aí nota-se mesmo que é por camadas.
Mais lógico.
E por degraus.
Por degraus.
O ensino está a mudar, há ainda crianças e jovens a frequentar o ensino à distância por causa das atuais circunstâncias da pandemia. Há uma consequência imediata que nós também tratamos aqui nesta segunda temporada do Nota 20, que é a chamada fadiga do Zoom ou o cansaço gerado pelo fato de estar muito tempo frente ao ecrã. O que já se sabe sobre este fenômeno e como é que os pais e os jovens que nos ouvem o podem minimizar?
Um psicólogo conhecido do Minho, o Pedro Rosário, esteve aqui a discutir isso conosco e com base no artigo que também publicado no site da Iniciativa Educação, de uma outra psicóloga, Ludimila Nunes, sobre este novo fenômeno, que já tem este nome, Zoom Fatigue em inglês ou cansaço do Zoom. E a recomendação é fazer sessões curtas, menos sessões se possível. E uma recomendação muito curiosa que eu fixei foi a recomendação de eliminar a sua própria janela. Quando a pessoa está num diálogo em Zoom, está a ver as diversas pessoas e está a se ver a si também. E a recomendação destes psicólogos, que fizeram este estudo e que nos vieram revelar, é eliminar a sua própria janela, porque o ver-se a si próprio é uma coisa que não é natural. Eu quando estou a jantar com alguém, a não ser que tenha um espelho à frente, coisa que não acontece, eu não estou a ver a mim próprio. E o ver-se a si próprio é um fator de distração adicional e de cansaço. Mas existe, de fato, este problema com o Zoom Fatigue e há maneiras de o minorar, mas é minorar, porque nada substitui o ensino presencial e nada substitui os contactos presenciais.
Claro. São tempos novos e apesar de parecer, em certa medida, bastante revolucionário na essência, o que é desejável é que o ensino à distância e o ensino presencial ensinem as crianças e os jovens a pensar de forma crítica. Também aqui, professor, a ciência tem coisas para nos ensinar. O que é que nos ensina a ciência sobre o pensamento crítico, a construção do pensamento crítico?
Esta é uma questão muito complexa.
Foi talvez a mais abstrata todas que tratamos aqui nessa segunda temporada do Nota 20.
Tivemos também aqui conosco uma psicóloga que colabora conosco, numa parceria que temos com a Fundação Champalimaud, e que discutiu este assunto com base também numa série de artigos que o psicólogo Danny Willingham tem vindo a produzir. Há uma questão de base que é a seguinte: não existe uma coisa separada no cérebro, que é o pensamento crítico. E a pessoa não pode pensar que tem aqui uma espécie de músculo e vai treinar o músculo do pensamento crítico e depois aplica esse músculo a tudo. O pensamento crítico necessita de conhecimento sobre o assunto que se está a criticar, que é uma questão fundamental, que muitas vezes é ultrapassada. Às vezes na escola há a tendência ou há tendências que levam a perguntar aos jovens: "Eu gostaria agora que escrevesse um ensaio crítico sobre o mercado." Mas o jovem ainda nem percebeu o que é o mercado, não percebeu como é que funciona, querem que faça um ensaio crítico? Não faz sentido absolutamente nenhum. Ou: "Agora queremos que analises criticamente este documento histórico." Mas o jovem não tem o conhecimento de base sobre o acontecimento histórico, como é que ele pode analisar criticamente o documento histórico? E o conhecimento base é fundamental. A segunda coisa muito interessante também é que uma série de experiências que têm sido feitas já há algumas décadas, mas muito incentivadas nos últimos tempos sobre o pensamento crítico, mostram que é muito difícil transferi-lo, fazer aquilo que em psicologia se chama transferência, ou em pedagogia se chama transferência, que é: eu posso ter sentido crítico em questões relacionadas com a estatística, mas depois não ter em questões sociais, ou posso ter em questões sociais e não ter em questões estatísticas, porque as coisas não se transferem exatamente. Um exemplo que é chamado de lei dos grandes números. Se um determinado dado estiver viciado Se tiver mais peso de um lado do que de outro e houver um número que sai com mais frequência, toda a gente sabe que se eu fizer uma experiência atirando o dado ao ar três ou quatro vezes, essa experiência não me serve de nada. Há a chamada lei dos grandes números, se eu conseguir atirar 100 vezes, 200 vezes, eu começo a ter uma ideia mais precisa sobre se o dado está enviesado ou não. Mas na vida social, muitas vezes as pessoas não raciocinam assim. As pessoas dizem: "Não, eu acho que a leitura eletrônica é pior, porque eu não gosto, distrai-me." Mas calma, isto é uma amostra de dimensão um. Ou seja, o sentido crítico que as pessoas têm em relação a certas experiências não se transfere para outras. E por isso é que é muito importante a escola estar sempre a tentar fazer esta transferência e a tentar dar o conhecimento de base que permita aos jovens exercerem o seu sentido crítico, mas com a fundamentação necessária.
Claro, e a chave aqui é conhecimento.
Conhecimento e meia dúzia de regras que podem ser aplicadas, por exemplo, regras lógicas, a pessoa tentar fazer paralelos entre as situações num caso e noutro. Avaliar as fontes, ouvir dois lados da mesma questão é muito importante.
Que no atual contexto de fake news e notícias falsas é muito importante para o discernimento público das nossas crianças e até dos adultos. Professor, estamos mesmo já aqui na reta final. Gostava de não perder a oportunidade de o escutar sobre o que poderá vir a ser a escola do futuro. O professor tem participado em muitas conferências sobre o ensino hoje e nos próximos anos. Uma pergunta muito aberta, mas pedia-lhe uma resposta muito rápida: como é que vai ser a escola do futuro? Tem ideia hoje ou não?
Em certo aspecto, vai ser igual à que é hoje, ou seja, vai ter alunos, vai ter professores, vai ter cadeiras, vai ter mesas onde escrever, vai ter aulas, vai ter manuais escolares. Agora, vai evoluir muito, de certeza. Sem fazer grande futurologia, eu julgo que o que os últimos tempos nos mostraram é que os meios digitais vão passar a ser um complemento importante do ensino presencial. E vamos ter mais meios, mais possibilidades de os manuais escolares serem complementados com materiais online, materiais digitais, que estejam sintonizados com esses manuais escolares, de forma a ajudar a progressão dos jovens. Porque este momento, com todos os problemas que nos trouxe, mostrou-nos claramente uma coisa, que o ensino presencial é fundamental, mas mostrou-nos também claramente outra coisa, que há alturas, há momentos e há atividades em que os recursos digitais podem ser muito importantes.
Professor, chegamos ao fim. Foi um gosto partilhar consigo este espaço no "Cátedra do Observador" nas últimas semanas. Nota 20. Até à próxima, professor.
Até à próxima. Para o ano cá estaremos.