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Começamos com as notícias a marcar a atualidade nacional. No debate deste domingo entre Rui Rocha e Luís Montenegro, o líder da Iniciativa Liberal atirou ao PSD, diz que a proposta de redução fiscal dos social-democratas não é suficiente para a transformação necessária do país. Durante o debate na SIC, Rui Rocha entregou um documento com 10 desafios para o PSD, destacou a redução de impostos e defende que nas próximas eleições o partido queira uma redução fiscal para todos.
Alguém que tem 40 anos de idade e que ganha 1.500 € brutos por mês. É o salário médio português. Proposta do PSD, faz um desagravamento. Hoje em dia, com a proposta do PS do Orçamento Estado, essa pessoa paga de imposto, antes de deduções, 211 € por mês e o PSD retira 5 € por mês a esta proposta. E nós retiramos 109 €. Portanto, aqui vemos aquilo que é a ambição da Iniciativa Liberal de redução do IRS e a ambição que o PSD traz, que neste caso concreto que eu estou a dar, vale 5 € face ao PS.
Em resposta, Luís Montenegro concorda que ambos os partidos querem reduzir a carga fiscal e acusa os liberais de apresentarem uma visão muito redutora.
A visão que ele aqui trouxe é muito redutora da proposta fiscal do PSD. É verdade, é verdade que a proposta que o Rui Rocha aqui apresenta de comparação tem a ver apenas e só com a diminuição da taxa de IRS transversal a todos os escalões, no caso do PSD, com exceção do último escalão, no caso da Iniciativa Liberal, abrange todos os escalões. Nós isentamos de todo o IRS, todo! Isenção de 100% do IRS, dos prémios de desempenho e produtividade até ao limite de um vencimento mensal. Isto atinge todos os trabalhadores, os jovens, os menos jovens, os que ganham 1.000 €, os que ganham 2.000, 3.000, 4.000.
Neste debate da SIC, Luís Montenegro falou ainda sobre a Caixa Geral de Depósitos. Demarca-se de Pedro Passos Coelho e diz que o banco deve permanecer público como uma válvula de segurança a todos os níveis. Já Rui Rocha entende que o banco deve ser privado para não estar sujeito à intromissão política e o líder do PSD apelou ainda ao voto útil, mas admite uma convergência com a Iniciativa Liberal. E num outro debate desta noite, a coordenadora do Bloco de Esquerda acusa o PAN de viabilizar orçamentos que agravaram a crise da saúde e da habitação. Durante o debate entre Mariana Mortágua e Inês de Sousa Real, na CNN Portugal, a líder bloquista acusou o PAN de incoerência e de não inspirar confiança aos portugueses, isto por fazer parte do Governo da Madeira. Mortágua assinala que, apesar do PAN ter medidas importantes, fica aquém no sentido de governação.
Pode haver medidas que vão em sentido positivo, mas um partido tem que avaliar o sentido da governação. E quando o PAN se abstém ou viabiliza orçamentos, mesmo os da maioria absoluta, acho que nos devemos perguntar: o que é que esses orçamentos fizeram e para que é que contribuíram? Esses orçamentos contribuíram e não resolveram uma crise da saúde que se agravou e contribuíram para agravar uma crise da habitação, que tem a sua maior expressão na Madeira, onde os preços aumentaram 43% no terceiro trimestre, é quatro vezes o aumento da média nacional, terceira região mais cara do país, onde a pressão dos não residentes é aquela que mais se faz sentir nos preços.
Já Inês de Sousa Real defende que a população não tem de estar refém de maiorias absolutas, nem do crescimento da extrema-direita. A líder do PAN sublinha que a ação do partido na Madeira pretende colocar um travão ao populismo.
A Mariana disse que nós tínhamos apoiado na Madeira aquelas medidas. O PAN não apoia essas medidas. Aquele que é o nosso compromisso, e que acredito seja um compromisso comum e partilhado de todas as forças do espectro democrático, é garantir que o populismo antidemocrático não ascenda ao poder. E foi isso que o PAN fez de forma responsável, garantindo o avanço das suas medidas e das causas que representa, como tem feito a nível nacional, porque nós estamos na Assembleia, seja ela da República ou regional, para garantir que a causa das pessoas, dos animais e da natureza tenha avanços efetivos.
Declarações da líder do PAN num debate com Mariana Mortágua esta noite. Na habitação, Inês de Sousa Real disse ainda que só se consegue equilibrar o mercado quando houver mais oferta. E ainda na política nacional, o Livre quantifica em 400 milhões de euros a proposta de uma herança social. A medida está incluída no programa eleitoral do partido para ajudar a combater a pobreza estrutural. Consiste na abertura de uma conta poupança em nome de cada bebê nascido em Portugal com 5.000 €. O objetivo é que os jovens entre os dezoito e os trinta e cinco anos possam depois ter acesso a esse valor. Porta-voz do Livre, Rui Tavares, diz que o imposto sucessório sobre as grandes heranças poderá ser usado para avançar com esta proposta da herança social.
Com os nascimentos que nós temos anuais neste momento, seria cerca de 400 milhões por ano haver uma herança social de 5.000 € por cada bebê nascido em Portugal. Evidentemente, se nós reintroduzirmos um imposto sucessório sobre as grandes heranças, é já uma parte do que nós precisamos para ter essa herança social. Se abrirmos uma conta poupança, que sejam certificados de aflu, isso significa que estamos a investir no nosso futuro e também com instrumentos de tesouro público que valorizam. Não é certamente uma das medidas mais caras que são apresentadas a estas eleições.
Declarações de Rui Tavares este domingo em Aveiro. Quanto à meta do Livre para as eleições legislativas, o porta-voz diz que o partido quer crescer e ter um grupo parlamentar que inclua deputados dos distritos de Aveiro e de Braga. E o secretário-geral do PCP considera que não pode ser a multinacional Vinci a decidir a localização do novo aeroporto da região de Lisboa. Paulo Raimundo diz que é importante construir, mas recusa deixar a localização nas mãos da empresa francesa. Durante o comício da CDU em Setúbal, o comunista culpa os outros partidos por se submeterem aos interesses dos grupos económicos. O secretário-geral do PCP deixa uma certeza: o partido recusa-se a deixar a empresa francesa escolher a localização do novo aeroporto.
Nós dizemos com toda a determinação: não admitimos
Mas não admitimos que seja a Vinci a decidir, primeiro, se há ou não há o aeroporto e, segundo, onde é que ele deve ser localizado. Não admitimos. Quem decide sobre as necessidades do povo é o povo, não é a multinacional que vem decidir se há ou não há e onde é que é o aeroporto.
Declarações de Paulo Raimundo, que defendeu ainda a urgência de investimentos estruturantes na região de Setúbal, como é o caso do novo aeroporto, bem como uma terceira travessia sobre o Tejo, com ligação entre Barreiro e Chelas. Na saúde, o número de utentes a aguardar vaga nos cuidados continuados disparou e muitas unidades estão à beira da falência. Um aumento de quase 40% entre 2021 e o ano passado, de acordo com os dados consultados pelo Observador. O déficit de camas na Rede Nacional de Cuidados Continuados afeta todo o país, mas faz-se sentir, sobretudo, na região de Lisboa e Vale do Tejo. É o que nos explica a jornalista Constança Vilela.
Na área de Lisboa, o tempo de espera para unidades de longa duração ronda um ano. Há até casos de pessoas que chegam a esperar dois anos para darem entrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados. De acordo com a Associação Nacional de Cuidados Continuados, há falta de capacidade da rede para responder a todos os pedidos face às necessidades do país. Das cerca de 1800 pessoas que esperavam por uma vaga no final do ano passado, mais de 670 tinham indicação para ingressar numa unidade de longa duração e manutenção, que se destina às pessoas que vão precisar de cuidados médicos diferenciados até ao final da vida. Há também unidades de convalescença para pessoas que foram submetidas a cirurgia e que apresentem uma perda temporária da autonomia, com mais de 530 pessoas à espera de vaga no final do ano passado. Quanto às unidades de média duração e reabilitação, registavam uma lista de espera com 600 pessoas no final de 2023. Ao Observador, a Associação de Cuidados Continuados diz que o aumento da atividade assistencial dos hospitais é uma das explicações para o crescimento da lista de espera. Outra é a falta de camas na rede, que não tem acompanhado o aumento da procura. A associação acrescenta que muitas unidades de cuidados continuados estão à beira da falência e outras já faliram. Em causa está a insuficiente comparticipação atribuída pelo Estado a estas unidades, que face ao aumento continuado dos custos, têm acumulado défices.
Constança Vilela, com os números de utentes a aguardar vaga nos cuidados continuados. E na atualidade internacional. Em Espanha, o PP ganhou com maioria absoluta as eleições autonómicas da região da Galiza, é o que indicam os resultados oficiais divulgados esta noite. Esta é a quinta maioria absoluta consecutiva do Partido Popular na Galiza. Apesar da vitória desta noite, o PP perdeu terreno em relação às eleições de 2020. Passou de 42 deputados para 40 no Parlamento regional, tendo em conta que são precisos pelo menos 38 para a maioria absoluta. O Bloco Nacionalista Galego de Esquerda conquista o segundo lugar nas eleições autonómicas da Galiza. E a União Europeia e o Reino Unido fecharam um acordo de cooperação entre agências de controle de fronteiras. É o que adiantou hoje a Comissão Europeia, no âmbito de um projeto para combater a imigração ilegal. Em comunicado, Bruxelas anuncia que a presidente da Comissão Europeia e o primeiro-ministro britânico concluíram com sucesso as negociações. Os detalhes deste acordo são para já desconhecidos, mas o pacto é mais um passo no descongelamento das relações pós-Brexit. O acordo vai ser formalizado nos próximos dias. Os dois líderes falaram ainda sobre o Medio Oriente. Ursula von der Leyen e Rishi Sunak exigem a prioridade na proteção de civis em Gaza. No desporto, o Benfica goleou o Vizela e isola-se provisoriamente na liderança do campeonato. Vitória por seis bolas a uma no Estádio da Luz. Os gols das Águias tiveram a assinatura de David Neres, que bisou Otamendi, Tiago Gouveia, Rafa e Marcos Leonardo. Essende faturou para o Vizela e os Benficas ainda viram Trubin, do Benfica, a defender um pênalti. No final da partido, o treinador do Benfica, Roger Schmidt, não poupou os elogios à equipa.
Penso que hoje fizemos um jogo de topo, não só na pressão, mas também na energia em campo. Todos os jogadores estiveram sempre envolvidos na estratégia. Foram muito bons com a bola, muito pacientes. Ganharam a transição ofensiva e depois também mostraram qualidade em frente à baliza. Penso que os jogadores gostaram de jogar hoje. É assim que queremos jogar, com muita ação em campo. Estou muito feliz por nós, era importante ganhar este jogo. Penso que hoje fizemos um jogo de topo, não só na pressão.
Declarações do treinador do Benfica depois da goleada desta noite. Já o técnico de Vizela reconhece a superioridade do adversário e lamenta o pênalti falhado.
Também a segunda parte, entendo que, ao igual que finaliza a primeira, a segunda eles, logicamente, também baixam a intensidade. Podíamos converter o gol, tivemos o erro na grande penalidade, mas em definitiva, reconhecer a superioridade do Benfica e nós a preparar-nos desde amanhã para o próximo jogo importante no domingo na casa.
O técnico do Vizela, depois da derrota deste domingo contra o Benfica. Com este resultado, as Águias lideram provisoriamente o campeonato com 55 pontos contra os 52 do Sporting, que tem menos dois jogos. Já o Vizela tem 16 e está em último. E noutros jogos desta noite, o Sporting de Braga bateu o Farense por 2x1 e isola-se no quarto lugar do campeonato. O Gil Vicente venceu numa reviravolta ao Estoril Praia por 3x1 e o Casa Pia venceu na receção ao Arouca por 1x0. É a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. A informação está de regresso às 14h30.