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Começamos com as notícias a marcar a atualidade nacional. No debate deste domingo entre Rui Rocha e Luís Montenegro, o líder da Iniciativa Liberal tirou à PSD, diz que a proposta de redução fiscal dos social-democratas não é suficiente para a transformação necessária do país. Durante o debate na SIC, Rui Rocha entregou um documento com 10 desafios para o PSD, destacou a redução de impostos e defendeu que nas próximas eleições, o partido quer uma redução fiscal para todos. Em resposta, Luís Montenegro concorda que ambos os partidos querem reduzir a carga fiscal e acusa os liberais de apresentarem uma visão bastante redutora. Neste debate na SIC, Luís Montenegro falou ainda sobre a Caixa Geral de Depósitos, demarca-se de Pedro Passos Coelho e diz que o banco deve permanecer público como uma válvula de segurança a todos os níveis.

Eu tenho uma visão segundo a qual nós temos necessidade de ter um banco público. E a Caixa Geral de Depósitos está hoje numa boa situação, tem também uma excelente gestão, é verdade. Tem até resultados positivos que têm ajudado as contas públicas portuguesas, tem apresentado dividendos que têm ajudado ao equilíbrio das contas públicas, mas eu acho que tem que haver, no nosso sistema financeiro, um reduto de salvaguarda, uma válvula de segurança, que por um lado, garante que os depósitos dos portugueses têm cobertura, têm respeito.

Já Rui Rocha entende que o banco não deve ser público, porque diz estar sujeito à intromissão política.

Nós entendemos que o banco não deve ser público, porque de facto está depois sujeito à intromissão que nós não queremos. Esperemos que nunca com Mariana Mortágua, porque teria consequências graves. Pedro Nuno Santos lá saberá por que está tão disponível para um entendimento desses, que seria gravoso para os portugueses. Mas é por isso que nós entendemos que o banco deve ser de gestão privada para não estar sujeito a essas intromissões. Nós não podemos ter um banco sujeito à intromissão política e já houve evidência de que alguns concorrentes destas eleições têm essa visão e têm essa vontade. E, portanto, nós entendemos que é melhor poupar o país a essa situação.

Rui Rocha, num debate com Luís Montenegro este domingo na SIC. O líder do PSD apelou ainda ao voto útil, mas admite uma convergência com a Iniciativa Liberal. E noutro debate deste domingo, a coordenadora do Bloco de Esquerda acusa o PAN de viabilizar orçamentos que agravaram a crise da saúde e da habitação. Durante o debate entre Mariana Mortágua e Inês de Sousa Real, na CNN Portugal, a líder bloquista acusou o PAN de incoerência e de não inspirar confiança aos portugueses, isto por fazer parte do governo da Madeira. Mortágua assinala que, apesar do PAN ter medidas importantes, fica aquém no sentido de governação.

Pode haver medidas que vão em sentido positivo, mas um partido tem que avaliar o sentido da governação. E quando o PAN se abstém ou viabiliza orçamentos, mesmo os da maioria absoluta, acho que nos devemos perguntar: o que é que esses orçamentos fizeram e para que contribuíram? Esses orçamentos contribuíram e não resolveram uma crise da saúde que se agravou e contribuíram para agravar uma crise da habitação, que tem a sua maior expressão na Madeira, onde os preços aumentaram 43% no terceiro trimestre, é quatro vezes o aumento da média nacional, por ser a região mais cara do país, onde a pressão dos não residentes é aquela que mais se faz sentir nos preços.

Já Inês de Sousa Real defende que a população não tem de estar refém de maiorias absolutas, nem do crescimento da extrema-direita. A líder do PAN sublinha que a ação do partido na Madeira pretende colocar um travão ao populismo.

A Mariana disse que nós tínhamos apoiado na Madeira aquelas medidas. O PAN não apoia essas medidas. Àquele que é o nosso compromisso, e que acredito ser um compromisso comum e partilhado de todas as forças do espectro democrático, é garantir que o populismo antidemocrático não ascenda ao poder. E foi isso que o PAN fez de forma responsável, garantindo o avanço das suas medidas e das causas que representa, como tem feito a nível nacional, porque nós estamos na Assembleia, seja ela da República ou regional, para garantir que a causa das pessoas, dos animais e da natureza tenha avanços efetivos.

Declarações da líder do PAN num debate com Mariana Mortágua este domingo. Na habitação, Inês de Sousa Real disse ainda que só se consegue equilibrar o mercado quando houver mais oferta. E o Livre quantifica em € 400 milhões a proposta de uma herança social. A medida está incluída no programa eleitoral do partido para ajudar a combater a pobreza estrutural. Consiste na abertura de uma conta poupança em nome de cada bebê nascido em Portugal com € 5000. O objetivo é que os jovens entre os 18 e os 35 anos possam depois ter acesso a esse valor. O porta-voz do Livre, Rui Tavares, diz que o imposto sucessório sobre as grandes heranças poderá ser usado para avançar com esta proposta da herança social.

Com os nascimentos que nós temos anuais neste momento, seria cerca de 400 milhões por ano, haver uma herança social de € 5000 por cada bebê nascido em Portugal. Evidentemente, se nós reintroduzirmos um imposto sucessório sobre as grandes heranças, é já uma parte do que nós precisamos para ter essa herança social. Se abrirmos uma conta poupança, que seja em certificados de aforo, isso significa que estamos a investir no nosso futuro e também com instrumentos de tesouro público que valorizam. Não é, certamente, uma das medidas mais caras que são apresentadas a estas eleições.

Declarações de Rui Tavares este domingo em Aveiro. Quanto à meta do LIVRE para as eleições legislativas, o porta-voz diz que o partido quer crescer e ter um grupo parlamentar que inclua deputados dos distritos de Aveiro e Braga. Ainda na política nacional, o PS está cinco pontos percentuais à frente da AD, numa sondagem revelada hoje pelo Jornal de Notícias e pelo Diário de Notícias. Apesar da vantagem socialista, a sondagem da Aximage aponta para uma maioria de direita no Parlamento depois das eleições legislativas. Se as eleições fossem hoje, de acordo com este estudo, o PS conseguia 33,1% dos votos, a AD 27,7%. O Chega aparece como a terceira força mais votada, com 16,4%. Seguem-se o BE, com 6,3%, a Iniciativa Liberal com 4,9%, o PAN com 3,3%, o LIVRE com 2,8% e, por último, a CDU com 2,3%. Na última sondagem da Aximage, divulgada há três semanas, o PS já tinha cinco pontos de avanço sobre a Aliança Democrática. Esta sondagem é revelada no dia em que os líderes dos dois maiores partidos vão estar frente a frente, em simultâneo, nos três canais de televisão generalistas. Está agendada para esta segunda-feira uma concentração de milhares de elementos da PSP e da GNR na Praça do Comércio, em Lisboa, em mais uma ação de protesto por melhores condições salariais. As forças de segurança exigem um suplemento idêntico ao atribuído à Polícia Judiciária. A concentração começa a partir das 17h30, pela primeira vez à porta do Ministério da Administração Interna. E na atualidade internacional. Em Espanha, o PP ganhou com maioria absoluta as eleições autonómicas na região da Galiza. É o que indicam os resultados oficiais divulgados esta noite. E esta é a quinta maioria absoluta consecutiva do Partido Popular na Galiza. Apesar da vitória desta noite, o PP perdeu terreno em relação às eleições de 2020. Passou de 42 deputados para 40 no Parlamento regional, tendo em conta que são precisos pelo menos 38 para a maioria absoluta. A União Europeia e o Reino Unido fecharam um acordo de cooperação entre agências de controle de fronteiras. É o que adiantou hoje a Comissão Europeia, no âmbito de um projeto para combater a imigração ilegal. Em comunicado, Bruxelas anuncia que a presidente da Comissão Europeia e o primeiro-ministro britânico concluíram com sucesso as negociações. Os detalhes deste acordo são, para já, desconhecidos, mas o pacto é mais um passo no descongelamento das relações pós-Brexit. No desporto, o Benfica goleou o Vizela e isola-se provisoriamente na liderança do campeonato. Vitória por seis bolas a uma no Estádio da Luz. Os gols das Águias tiveram assinatura de David Neres, que bisou, Otamendi, Thiago Silva, Rafa e Marcos Leonardo. Essende faturou para o Vizela e os minhotos ainda viram Trubin, do Benfica, defender um pênalti. No final da partida, o treinador do Benfica, Roger Schmidt, não poupou nos elogios à equipa.

"Penso que hoje fizemos um jogo de topo, não só na pressão, mas também na energia em campo. Todos os jogadores estiveram sempre envolvidos na estratégia. Foram muito bons com a bola, muito pacientes. Ganharam a transição ofensiva e depois também mostraram qualidade em frente à baliza. Penso que os jogadores gostaram de jogar hoje. É assim que queremos jogar, com muita ação em campo. Estou muito feliz por nós. Era importante ganhar este jogo."

Declarações do treinador do Benfica depois da goleada desta noite. Já o técnico do Vizela, Rubén de la Barrera, reconhece a superioridade do adversário e lamenta o pênalti falhado.

"Também a segunda parte, entendo que, ao igual que finaliza a primeira, a segunda eles, logicamente, também baixam a intensidade. Podemos converter o golo, tivemos o erro na grande penalidade, mas em definitiva, reconhecer a superioridade do Benfica e nós a preparar-nos desde manhã para o próximo jogo importante o domingo na casa."

O técnico do Vizela depois da derrota deste domingo contra o Benfica. Com este resultado, as Águias lideram provisoriamente o campeonato com 55 pontos, contra os 52 do Sporting, que tem menos dois jogos. Já o Vizela tem 16 e está em último. Noutras partidas desta noite, o Sporting de Braga bateu o Farense por 2x1 e isola-se no quarto lugar do campeonato. O Gil Vicente venceu numa reviravolta ao Estoril Praia por 3x1 e o Casa Pia venceu na receção ao Arouca por 2x1. Olhamos agora para as primeiras páginas dos jornais deste domingo. Começamos com o Observador, que faz esta hora manchete com a análise ao penúltimo dia de debates entre os líderes políticos. Do jornal Público deste domingo, destaque para a notícia que refere que o Estado perde peso no orçamento do ensino superior há quase 15 anos e ainda um especial: como querem os partidos acabar com as pensões de miséria. Quanto ao Jornal de Notícias, escreve que aumentam as agressões, ameaças e furtos na escola. No Diário de Notícias, destaque para o endividamento das famílias, que quadruplica face a 2015. Nesta revista de imprensa da Rádio Observador, destaque também para os desportivos, o jogo dá visibilidade à vitória do Benfica ao Vizela por 6x1. Escreve que Schmidt fez uma revolução no 11 e arrancou a maior goleada da temporada. No jornal A Bola, a partida dos encarnados está também em primeira página. O jornal destaca que Neres marcou a diferença. E é com a revista de imprensa que encerramos este noticiário da Rádio Observador. A informação volta a ser atualizada às 18h30.