Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Boa noite, sou Laura Figueiredo. Começamos pela política. José Luís Carneiro promete que se o PS vencer as eleições, vai aceder aos pedidos da PSP e da GNR, uma garantia deixada no debate com os cabeças de lista de Braga, na CNN Portugal. José Luís Carneiro assegura que as exigências são uma prioridade na próxima legislatura.
O Partido Socialista tem um compromisso muito claro, é que mal ganhe as eleições, será uma das principais prioridades. Tem duas dimensões de trabalho. A primeira dimensão tem a ver com a estrutura.
Mas é que o fazería prevalecer na totalidade?
O que está assumido no programa e no plano de ação é, por um lado, trabalhar na dimensão da estrutura salarial, e em segundo lugar, trabalhar, como já estava a ser desenvolvido e é em curso, uma reavaliação da estrutura de suplementos, que devo dizê-lo, aliás, com seriedade, que era um trabalho que vinha a ser feito por quem me antecedeu nas funções, quer pelo doutor Eduardo Cabrita, quer também pelo, na altura secretário de Estado, Antero Henriques.
José Luís Carneiro em debate com Hugo Soares na CNN Portugal. O ministro da Administração Interna deixa, no entanto, uma nota, diz que as reivindicações não deviam ser feitas por comparação à Polícia Judiciária. E o Encontro Nacional de Polícias foi adiado para depois das eleições legislativas. O adiamento foi anunciado pela plataforma, que junta os sindicatos da PSP e associações da GNR, que elogiou também a forma pacífica como decorreu a concentração de segunda-feira junto ao Capitólio. Em comunicado, a plataforma explicou que o encontro nacional foi adiado para o pós 10 de março, já num novo quadro político, com a garantia de que não irá deixar de manter acesa a chama da legítima, justa e incontornável reivindicação. A plataforma assegurou também que vai solicitar uma audiência imediata ao futuro líder do governo, tendo em vista, como prometido, a resolução imediata desta desigualdade. E na Justiça, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses acusa a Procuradora-Geral da República de mau perder. Isto depois de o juiz Jorge Bernardes de Melo ter decidido que não havia indícios fortes de atividade criminosa dos arguidos do caso da Madeira. A Procuradoria-Geral reagiu e emitiu um comunicado onde culpava o juiz pelos 21 dias de detenção dos arguidos e garantia de que existiam provas suficientes. Ora, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, Manuel Ramos Soares, fala num caso complexo onde existiu mau perder.
Aquela ideia de que cada procurador faz o que lhe apetece e que é preciso controle naquele processo, não faz sentido falar nisso. Não gostei tanto, tenho que dizer, da parte em que parece ter tido mau perder. O processo é complexo, difícil, que teve um impacto importante na vida pública, mas houve uma decisão de um juiz, não concordou com a promoção do Ministério Público, não vejo que seja necessário.
Por que é que é mau perder?
Repare, vamos lá ver. Aquilo que é mais sensível naquele caso são os 21 dias. Eu já disse, toda a gente já disse que isso é inaceitável, mas o facto de ser inaceitável não significa que se saiba por que é que ocorreu.
Manuel Ramos Soares diz ainda ter a certeza de que o juiz do caso tem sido crucificado.
Com certeza que foi. Houve ali uma campanha ou um conjunto de notícias que visavam atingir a pessoa. E nós quando não gostamos da mensagem, não precisamos dar pontapés no mensageiro. Quer dizer, se as pessoas não gostam da decisão, não me parece que seja a forma correta de ir pôr nos jornais e na imprensa, porque a imprensa não adivinhou isso, alguém deu essa informação, coisas que aconteceram há não sei quanto tempo, que tiveram o tratamento, as pessoas foram punidas.
Declarações do juiz desembargador na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Manuel Ramos Soares relembra ainda que a decisão do juiz não é final. O juiz desembargador termina a dizer que o titular do inquérito é o Ministério Público e não a Polícia Judiciária. Aníbal Cavaco Silva considera que o país precisa de uma mudança política que traga nova esperança e melhores condições de vida e que seja posta em prática pela coligação liderada por Luís Montenegro. Declarações do antigo presidente da República no lançamento do livro "40 anos do Instituto Francisco Sá Carneiro", em Lisboa.
Não quero ser comentador, porque existem muitos comentadores e eu não quero acrescentar mais um. O que eu tenho dito e volto a repetir, é que o país precisa de uma mudança política que traga uma nova esperança e novas condições de vida, um melhor futuro, em particular, para os nossos jovens, e eu espero que isso seja protagonizado pela Aliança Democrática.
Cavaco Silva, que admitiu ainda que não vai marcar presença na campanha e que apenas viu parte do debate de segunda-feira entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro. O líder da AD também discursou nesta cerimônia, disse que a coligação se está a inspirar em Francisco Sá Carneiro para fazer diferente em Portugal.
A desqualificação da ação política, infelizmente, foi uma marca dos últimos anos. E as perspectivas, de uma forma global, não são risonhas nesse domínio. E nós estamos a fazer à Sá Carneiro. Nós estamos a contrariar a corrente. Nós estamos a assumir o encargo de fazer diferente. Eu digo até mais, nós estamos a assumir o encargo de fazer a diferença.
Declarações de Luís Montenegro no encerramento da apresentação do livro "40 Anos do Instituto Francisco Sá Carneiro". O presidente do PSD e líder da AD prometeu ainda que a partir de 10 de março vai olhar para as políticas públicas e fazer a diferença na vida de cada um dos portugueses. Esta noite aconteceu o debate entre os 10 partidos sem assento parlamentar, onde foram discutidos vários temas, desde a imigração à Justiça e até ao 25 de Abril. Um debate marcado por críticas ao governo socialista, como detalha a jornalista Magda Cruz. Para a líder do RIR, Márcia Henriques, o principal problema da Justiça é a falta de recursos humanos. Neste momento, é reforçar
Com pessoas, com funcionários judiciais.
Pelo ADN, o líder Bruno Fialho defende um contrato eleitoral para penalizar os partidos que falham nas promessas.
Os deputados ou o partido político que minta sobre o programa eleitoral, que não cumpra, tem que perder a subvenção a que tem direito.
Quanto ao Nós Cidadãos, defende o pagamento do subsídio de risco a profissionais como os bombeiros.
Em qualquer país civilizado do mundo, quem põe a sua vida em risco pelo bem comum, é mais bem remunerado.
Pelo PCTP MRPP, João Pinto considera descabido o apoio de Portugal à Ucrânia e aos palestinianos.
O alinhamento de Portugal nessa via é uma opção perfeitamente descabida, tanto uma como a outra.
Filipe Sousa, do JPP, aponta que a corrupção afeta a credibilidade dos partidos, neste caso também em Madeira.
A verdade é que este fenômeno da corrupção, o Estado, a República tem que olhar com olhos de ver. É um fenômeno que é transversal a todos os partidos.
Nuno Afonso, cabeça de lista por Lisboa pela Alternativa 21, destaca três eixos.
Que é a questão da segurança, a questão da educação e a questão da saúde. E o que nós temos visto é que tudo está errado em Portugal e tem corrido tudo muito mal e o reflexo disso são as manifestações que nós temos tido.
Quanto ao Volte Portugal, a representante nacional, Inês Bravo Figueiredo, defende que o PS e PSD têm visões pouco ambiciosas.
E nós estamos no centro moderado que traz o diálogo entre o PS e o PSD.
O ERGT junta-se às críticas ao governo para dizer que andamos há 50 anos a aturar o PS. José Pinto Coelho explica que o partido é a favor da abolição da greve.
O direito à greve é uma profunda injustiça para com a nação e para com as populações.
José Manuel Coelho, do PTP, defende que a justiça devia ser sujeita a votos.
A justiça atua, mas a justiça como é uma força reacionária, não vai a eleições.
Por fim, o Sanda Liber, da Nova Direita, alinha-se nas críticas a PS e PSD, fala em bombeiros que não planeiam o futuro.
E nós temos que reformar. No que tem feito o Partido Socialista e o PSD até agora, têm funcionado como bombeiros, vamos dizer. Não se reforma, os problemas acontecem, resolvem-se, injeta-se dinheiro e mesmo assim acabam por não ficar resolvidos. Por isso é que nós estamos na situação em que estamos.
Um debate com tantas ideias como críticas aos partidos no poder. A jornalista Magda Cruz que esteve a acompanhar o debate dos partidos sem assento parlamentar. E o governo português convocou o embaixador da Rússia em Lisboa para prestar esclarecimentos sobre a morte de Alexei Navalny. Uma convocatória que pode ser vista como uma chamada de atenção do ponto de vista diplomático. É a opinião de António Monteiro, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros.
De uma maneira geral, estas chamadas aos ministérios de embaixadores acreditados num país têm a ver com a vontade do ministro que convoca o embaixador para essas reuniões, de que ele explique determinado ato que se considera gravoso para o relacionamento entre os dois países, ou mesmo para expressar uma firme condenação por qualquer ato ou ação, ou até omissão cometida por esse país. Portanto, é normalmente uma chamada de atenção do ponto de vista diplomático, que representa um dado com atitude de desaprovação.
Também a diplomacia da União Europeia e outras capitais dos 27 fizeram o mesmo, chamaram os embaixadores. António Monteiro considera que o ato do Ministério dos Negócios Estrangeiros é compreensível e sublinha que resta saber se esta é uma medida concertada com a União Europeia.
O que me parece que esta chamada se justifica, e não sei se será apenas por parte de Portugal ou se os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia se concertaram para isto, é compreensível, porque temos aqui um ato absolutamente inacreditável, que é o assassínio do opositor russo, de Navalny, pelo regime russo e, portanto, com a responsabilidade do presidente Putin. E aqui, como eu digo, resta saber se é uma ação concertada ou se é apenas uma ação portuguesa, mas ambas se justificam porque estamos perante um caso inaudito de violação de direitos humanos.
António Monteiro, embaixador e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, ouvido pela Rádio Observador. Alexei Navalny, o principal opositor de Putin, morreu na sexta-feira na prisão onde estava na Sibéria. Um ativista russo expôs a operação especial do Kremlin para matar Navalny. O método será a marca registrada do KGB. O opositor russo terá estado horas ao frio e terá depois levado um murro no coração enquanto as câmeras foram desligadas. É o que avança ao jornal The Times, o ativista russo e fundador do grupo de direitos humanos Gulagu.net, que cita uma fonte da colônia onde Navalny estava a cumprir pena. De acordo com a versão oficial dos serviços penitenciários russos, Navalny morreu porque se sentiu mal durante uma caminhada. Mais tarde, o sistema prisional da Rússia revelou que o opositor tinha morrido devido ao desenvolvimento de um coágulo sanguíneo. Até agora, as autoridades russas ainda não entregaram o corpo aos familiares, apesar dos vários apelos. Oito distritos do Norte e Centro de Portugal continental vão estar sob aviso amarelo devido à previsão da queda de neve entre quinta e sexta-feira, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O alerta para a queda de neve acima de 800 metros é válido entre as 21h de quinta-feira e as 19h de sexta, nos distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga. O IPMA também colocou 10 distritos do continente sob aviso laranja na quinta e na sexta-feira, devido à previsão de agitação marítima, com ondas que podem atingir 12 metros de altura. E milhares de agricultores gregos, cerca de 8 mil, de acordo com a polícia, ocuparam hoje o centro de Atenas para exigir que o governo conservador atenda às reivindicações de redução de impostos e indenizações. Naquele que é o maior protesto desde o início das manifestações há um mês, os agricultores, camponeses, criadores de gado e apicultores, apoiados com cerca de 200 tratores, exigiram também a renegociação da política agrícola comum da União Europeia, que consideram reduzir consideravelmente os rendimentos. A polícia fechou o trânsito em algumas das estradas principais da cidade durante várias horas para permitir que os comboios de tratores chegassem ao centro de Atenas de forma ordenada. E a Casa Branca afirmou esta terça-feira que a Ucrânia perdeu o controle de Avdiivka devido à inação do Congresso dos Estados Unidos. Em declarações aos jornalistas, John Kirby, responsável do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, afirmou que a munição de artilharia é necessária para impedir que as forças russas alcancem as linhas de defesa ucranianas. Kirby alerta o Congresso que, devido à inação, a Ucrânia sofreu perdas no campo de batalha. E a notícia de fecho aqui na Rádio Observador, a informação está de regresso já à 13h30. Até já.