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Boa noite, sou a Laura Figueiredo. Começamos pela política. O líder da Aliança Democrática pede que os portugueses não desperdicem o voto nas legislativas de 10 de março. Luís Montenegro diz também que há dois candidatos a primeiro-ministro e que a escolha é apenas entre ele e Pedro Nuno Santos.

Vamos aproveitar os dias que faltam nesta campanha eleitoral para podermos dizer às pessoas: há dois candidatos a primeiro-ministro, há dois projetos, há duas equipas. Cada vez mais estas equipas, estes projetos e estes líderes vão apresentando as suas diferenças. O juízo é dos portugueses, mas não desperdicem a possibilidade de mudar de governo. Não dispersem o voto, concentrem o voto, aqueles que querem mudar de governo, na Aliança Democrática. O voto que muda de governo é o voto na Aliança Democrática.

Uma mensagem que Montenegro diz que serve também para quem quer mandar sinais de protesto e indignação.

Apresentámos um programa exequível, com contas feitas. Nós vamos cumprir os nossos compromissos, mas aqueles que possam, porventura, estar a pensar mandar essas mensagens de protesto, de indignação, acreditem que para haver mudança política, é bom que não desperdicem o seu instrumento concentrando o seu voto na Aliança Democrática.

O líder da Aliança Democrática, que falava num comício em Setúbal esta noite, onde aproveitou ainda para dizer que Pedro Nuno Santos só admitiu viabilizar o governo da AD por conveniência. E Pedro Nuno Santos acusa Luís Montenegro de ter dado uma pista sobre o acordo de rendimentos. O líder do PS falava num comício em Vila Real, diz que a Aliança Democrática não tem como prioridade os salários.

Por que é que, tendo nós acordado com patrões e trabalhadores, um salário médio de € 1.750 em 2027, diz agora o PSD que só será em 2030? Ontem deu-nos uma pista, como vos ia dizendo. O líder do PSD, depois de um encontro com empresários, disse que queria revisitar o acordo de rendimentos, que ele tinha sido assinado por coação. Caras e caros camaradas, caras e caros amigos, o que aqui fica claro é o início de um caminho para que os salários deixem de ser a prioridade para a direita. Não é prioridade para a direita, não é prioridade para o PSD. E eles estão mesmo disponíveis para rever o acordo de rendimentos. E não tenham dúvidas, é mesmo ao nível dos compromissos salariais que eles querem revisitar e querem rever.

Pedro Nuno Santos assume também que o PS pretende um choque salarial e diz que antes de se reconciliar com os pensionistas, o PSD tem de se reconciliar com a verdade.

Ao lado de uma estratégia de transformação da economia, nós queremos o choque salarial. Nós continuaremos a lutar por aumentos salariais em Portugal. Nós sabemos que é preciso aumentar a produtividade, nós sabemos que há espaço para aumentar os salários em Portugal. O mesmo acontece com as pensões. E aqui o PSD tem tentado, feito um grande esforço para se tentar reconciliar com os pensionistas e os reformados. Só que o PSD, antes de se reconciliar com os pensionistas e os reformados, tem de se reconciliar com a verdade.

Pedro Nuno Santos foi ainda até aos tempos do governo de Passos Coelho para acusar os sociais-democratas de terem ido para lá do memorando da Troika e de tentarem que os cortes das pensões fossem permanentes. E ainda na política, a coordenadora do Bloco de Esquerda diz que se o PS se entretém a discutir a viabilização de um governo de direita, o Bloco está aí para impedir essa solução governativa. Mariana Mortágua diz que só uma maioria com a esquerda pode resolver o salário, a saúde e a habitação. A líder bloquista falava em Aveiro, onde abriu e fechou a intervenção num comício na Casa da Sustentabilidade. Citou Almeida Garrett para concluir que a pobreza não é invencível, mas o seu combate exige uma maioria à esquerda. António Costa afirma que as medidas novas na campanha são do PS, mesmo depois de oito anos de governação. Não é o facto de haver oito anos de governo que diminuiu o poder de reinvenção e de inovação, palavras de António Costa perante uma sala cheia de simpatizantes e militantes do PS.

Não é o facto de haver oito anos de poder que diminuem a capacidade de inovação e de reinvenção. E é significativo que, quer neste livro, como tenho podido constatar nos debates eleitorais, há mais novidades do campo de quem tem governado nestes oito anos do que no campo de quem se tem oposto ao longo dos últimos oito anos.

Posições assumidas na qualidade de ex-líder socialista na apresentação do livro do secretário-geral da Juventude Socialista, Miguel Costa Matos, intitulado "Portugal e Agora? 30 ideias para mudar o país", que tem o prefácio do líder do PS, Pedro Nuno Santos. António Costa deixou também uma palavra aos jovens.

As ansiedades, as angústias e também as frustrações de uma geração que não se sente como tinha direito a sentir-se a mais realizada. Não vou discutir sequer a demagogia do IRS a 15% para todos, mas só para dizer o seguinte: é que o IRS jovem, no primeiro ano, não é 15%, é 0%. E, portanto, significa que eles vão mesmo taxar os jovens mais do que aquilo que são taxados hoje com o IRS jovem.

Já na parte final da intervenção, o ainda líder do Executivo refere-se ao mais recente relatório da Comissão Europeia sobre o impacto do PRR no Produto Interno Bruto. Diz que, no caso de Portugal, num cenário mais pessimista, acrescentará dois pontos percentuais em 2026. E ainda na atualidade nacional, o antigo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, acusa a atual administração de o denegrir e de querer desacreditar a anterior gestão, para além de construir falsas narrativas sobre o projeto de internacionalização. Numa carta enviada à Agência Lusa, Edmundo Martinho diz que chega agora uma altura em que a verdade tem de vir ao de cima. Aponta que dizer que há irregularidades no projeto de internacionalização da Santa Casa é reveladora de profunda má-fé e vontade de o diminuir. Acrescenta que seria, no mínimo, exigível respeito por quem dedicou parte significativa da vida à casa pública. Palavras do antigo provedor da Santa Casa, que critica ainda não ter recebido qualquer contacto pessoal para dar conta da intenção de realizar a auditoria ou para pedir esclarecimentos. E contactada pela Rádio Observador, a provedora da Santa Casa, Ana Jorge, remete para uma resposta dada ontem à Agência Lusa. A Lusa escreve que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa enviou para o Ministério Público e também para o Tribunal de Contas o relatório sobre a auditoria externa feita à Santa Casa Global no Brasil. A declaração da Santa Casa surge depois de o Observador ter noticiado que os resultados preliminares da auditoria apontam para ilícitos indícios de crime económico nos negócios da instituição no Brasil e atribuem responsabilidades ao antigo provedor Edmundo Martinho. A Santa Casa refere que o processo se encontra em segredo de justiça e, por isso, não pode pronunciar-se sobre o conteúdo da auditoria. E na saúde, a DGS rejeita que haja um surto de sarampo de grandes dimensões em Portugal. A Diretora-Geral da Saúde considera que Portugal é um dos países europeus com boas taxas vacinais. A jornalistas, à margem do lançamento do Plano Nacional de Saúde 2030, Rita Sá Machado rejeita a possibilidade de haver um surto de grandes dimensões.

Sabemos que pode ser possível, tal e qual tem acontecido desde o início do ano, nós termos casos importados de sarampo, mas não prevemos um surto de grandes dimensões como está a acontecer noutros países da Europa que têm taxas francamente inferiores às nossas. Somos um dos países da Europa que realmente tem estas boas taxas de cobertura vacinais, que nos permite também, caso haja um caso importado, permite-nos, de alguma forma, travar aquilo que é a propagação de um caso ou, neste caso, do vírus do sarampo.

Rita Sá Machado, depois de a Organização Mundial da Saúde ter avançado que mais de metade dos países do mundo podem ser classificados como de risco elevado de surto de sarampo até ao final de 2024, devido ao aumento generalizado de casos. A Diretora-Geral da Saúde salienta que a preocupação da DGS está nos casos importados. Neste momento, o país tem, no total, nove casos registados de sarampo. E no desporto, o Futebol Clube do Porto venceu o Arsenal por 1 x 0, mesmo em cima do final da partida, um jogo a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões e jogado esta noite no Estádio do Dragão. A vitória do Porto surgiu já no tempo de compensação com o remate de Galeno e no final da partida, o treinador dos Dragões mostrou-se satisfeito. Sérgio Conceição destaca que o Porto tinha de ser quase perfeito contra jogadores de alto nível.

Em relação ao jogo, sim, satisfeitos por aquilo que foi o trabalho dos nossos jogadores, interpretar na perfeição o plano de jogo, contra uma equipa que ofensivamente tem jogadores acima da média, ofensivamente e defensivamente, atenção. E tínhamos que ser quase perfeitos. Muita solidez da nossa parte a nível defensivo, não permitindo ao Arsenal sequer de rematar enquadrado à nossa baliza.

Sérgio Conceição, técnico do Futebol Clube do Porto, que aponta que a equipa foi muito competente. A segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões está agendada para 12 de março, desta vez em Londres. O Futebol Clube do Porto quer superar os oitavos da Champions pela sexta vez e continuar na liga milionária. E na atualidade internacional, o Parlamento israelita rejeita por larga maioria o reconhecimento unilateral do Estado palestiniano. O Parlamento de Israel aprovou uma declaração que critica o reconhecimento unilateral do Estado palestiniano, em consonância com o apelo emitido pelo primeiro-ministro israelita, numa antecipação a possíveis decisões de responsáveis internacionais. De acordo com o jornal The Washington Post, que cita responsáveis norte-americanos e árabes, a Casa Branca tem previsto anunciar, no âmbito de uma trégua em Gaza, uma proposta para a criação de um Estado palestiniano. Entretanto, a Rússia acusa os Estados Unidos, perante o Tribunal Internacional de Justiça, de manterem uma abordagem míope e irresponsável. O Kremlin fala numa posição que prejudicou as negociações de paz entre Israel e a Palestina e provocou uma onda de violência em Gaza. E a escritora mexicana Fernanda Melchor venceu o Prêmio Literário Casino da Póvoa com o livro "Temporada de Furacões". O anúncio foi feito, como é hábito, no Festival Correntes de Escrita. O júri escreve que o romance destaca o lado mais sombrio da natureza humana numa comunidade dominada pela violência mais extrema e pela luta entre carteis de droga. O prêmio de €25 mil vai ser entregue no sábado. E um estudo aponta que os níveis considerados seguros de qualidade do ar na União Europeia, Estados Unidos e Reino Unido são ainda prejudiciais à saúde. A poluição atmosférica produzida por carros, caminhões e fábricas está a causar danos aos corações e pulmões das pessoas, mesmo com as menores quantidades de exposição. É o que aponta o relatório norte-americano, citado pelo jornal britânico The Guardian, que explica que as leis governamentais ainda permitem riscos perigosos para a saúde pública. Num dos estudos, uma análise de 60 milhões de pessoas nos Estados Unidos com 65 anos ou mais, entre o ano 2000 e 2016, descobriu que havia um risco superior de hospitalização devido a sete tipos de doenças cardiovasculares quando expostas aos níveis médios de poluição atmosférica. E é notícia de fecho aqui na Rádio Observador. A informação está de regresso à 13h30.