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Uma hora. As notícias com Laura Figueiredo.
Joe Biden admite que foi um erro usar a expressão "colocar Trump no alvo" e acusa o adversário de promover uma retórica que ameaça a democracia. O presidente norte-americano lamenta ter usado a expressão dias antes do atentado contra Donald Trump. No entanto, Joe Biden rejeita culpas e diz que o ex-presidente tem um discurso que põe em causa a democracia.
Queria dizer colocar o foco nele. Foque-se no que ele está a dizer. Foque-se nas políticas dele. Foque-se no número de mentiras que ele disse no debate. Não sou eu o tipo que disse que quer ser um ditador desde o primeiro dia. Não sou eu o tipo que recusou aceitar o resultado de uma eleição. Não sou eu o tipo que disse que não vai aceitar o resultado desta eleição automaticamente. Não se pode amar o país apenas quando se ganha. Como é que se fala sobre a ameaça à democracia, que é real, quando Trump diz coisas como diz? Eu não entrei nessa retórica.
Declarações de Joe Biden numa entrevista à NBC News. O presidente norte-americano reconhece ainda que já tem alguma idade, mas garante que tem agilidade mental boa e que já fez mais do que muitos presidentes. Joe Biden, que entretanto já reagiu à escolha feita por Donald Trump para vice-presidente. Na rede social X, o presidente norte-americano escreve que J.D. Vance e Trump querem aumentar os impostos sobre as famílias das classes médias, enquanto promovem mais cortes de impostos aos mais ricos. Biden diz que não vai deixar nem que Trump, nem que o novo vice-presidente ganhem e apela aos norte-americanos para que protejam a democracia. Esta é a reação à escolha do número dois da candidatura de Trump à presidência dos Estados Unidos. A informação foi avançada pelo ex-presidente norte-americano na rede social Truth Social e o nome do senador do Ohio, de 39 anos, J.D. Vance, foi entretanto confirmado na convenção republicana que está a decorrer em Milwaukee. J.D. Vance foi em tempos crítico Trump, mas agora é um dos grandes apoiantes. Nadine Soares.
James David Vance é senador do Ohio, especialista em capitais de risco. Tem 39 anos, ficou conhecido pelo livro de memórias "Hillbilly Elegy", um enorme sucesso de vendas. A obra, que foi adaptada pela Netflix em "Lamento de uma América em Ruínas", fala na educação operária que teve. J.D. Vance vem de uma família pobre e explica como isso afetou a sua perspectiva sobre a política. Serviu nos fuzileiros, formou-se na Universidade Estadual do Ohio e na Faculdade de Direito de Yale. Chegou a ser um grande crítico de Trump. Numa entrevista em 2016, disse que o ex-presidente norte-americano era um terrível candidato e, de acordo com a agência Reuters, chegou a compará-lo com Hitler em privado. Vance é contra o envio de ajuda para a Ucrânia e isso encantou alguns aliados de Donald Trump. É descrito como um caloiro entre os republicanos. Entrou no Congresso com a ajuda de Trump e teve o apoio do ex-presidente para conquistar o cargo de senador em 2022. No Senado, Vance tem sido um defensor do ex-presidente norte-americano e vota conforme os interesses de Donald Trump.
A jornalista é Nadine Soares, com o perfil de J.D. Vance, o número dois de Donald Trump na corrida à Casa Branca. E para o especialista em política norte-americana, Germano Almeida, o nome de J.D. Vance não é surpreendente. Ainda assim, o especialista sublinha que o vice-presidente de Trump não vai passar de um apêndice.
É preciso dizer que Trump é Trump, ou seja, J.D. Vance vai ser um apêndice. Tem uma característica muito diferente do que tinha Mike Pence, isso é importante. Acima de tudo, destaco a questão etária, de ter metade da idade, e aí reforça que Joe Biden é um velho caquético. E também, sobretudo, essa questão da geografia, de ser o Ohio, um estado do Midwest, que agora é claramente republicano com Trump, e que Trump quer fazer dos outros, Pensilvânia, Wisconsin e Michigan, a mesma coisa. Aliás, a convenção é num desses estados, é em Wisconsin.
Declarações do especialista em política norte-americana, Germano Almeida, à Rádio Observador. Entretanto, em declarações à ABC News, Donald Trump diz que a tentativa de assassinato teve impacto. O antigo presidente atualizou o estado de saúde depois do atentado sábado à noite na Pensilvânia. Diz esperar estar recuperado para na quinta-feira poder falar na Convenção Nacional Republicana, que decorre já desde esta segunda-feira. Foi também questionado sobre se a bala, que acabou por ferir apenas na orelha, o mudou. Donald Trump responde que sim. E na política nacional, Pedro Nuno Santos diz que o PS espera a iniciativa do governo sobre eventuais negociações pro Orçamento do Estado para 2025. Foram declarações do secretário-geral do Partido Socialista esta noite, à saída da reunião da Comissão Política Nacional do PS, que o mandatou para iniciar o diálogo com o governo sobre o Orçamento do Estado do próximo ano, sem linhas vermelhas. Ora, Pedro Nuno Santos diz que estranharia se o governo não se aproximasse das posições socialistas.
A expectativa é que nós estejamos todos à altura do país.
Eu digo é que o governo vai aproximar-se das posições e daquilo que disse o Partido Socialista.
Eu estranharia que isso não acontecesse. De qualquer forma, agora a iniciativa em matéria orçamental é do governo, como vocês sabem, e, portanto, esperaremos a iniciativa do governo. Não vai ligar a Luís Montenegro?
Quando é que vai fazer esse início? Quando é que vai fazer esse mandato?
A iniciativa é do governo. A iniciativa é do governo, portanto, o Partido Socialista espera pela iniciativa do governo.
Declarações de Pedro Nuno Santos esta noite captadas pela RTP3. E damos também conta de uma sondagem que dá empate técnico entre PS e AD. Uma sondagem da Universidade Católica para o público Antena 1 e RTP diz que se as eleições fossem hoje, o PS e AD estariam em empate técnico, mas os socialistas estariam com uma ligeira vantagem. Ainda assim, os dois partidos subiram os resultados relativamente à última sondagem de maio Já em terceiro lugar, surge o Chega com 14% das intenções de voto, uma queda de 5%. Em quarto lugar, a Iniciativa Liberal tem 7% das intenções de voto, mais dois pontos percentuais do que em maio, e os restantes partidos mantiveram valores semelhantes aos da última sondagem. Ainda assim, nesta sondagem, a maioria dos inquiridos acredita que o governo não chega ao fim da legislatura. 55% acreditam que o mais provável é que haja eleições antecipadas, enquanto apenas 40% acreditam que o governo cumpra o mandato até ao final. Em comparação com a sondagem de maio, contudo, são mais os que acreditam que o mandato de Montenegro vai até o final e, simultaneamente, 77% dos inquiridos acreditam que o mais positivo para Portugal seria que o governo cumprisse o mandato, enquanto apenas 18% das pessoas acreditam que o melhor para o país seria mesmo haver novas eleições. E de regresso à atualidade internacional, a Hungria responde a von der Leyen e critica a presidente da Comissão Europeia por recusar viajar para Budapeste. A presidência húngara rotativa da União Europeia criticou a decisão de Bruxelas, que diz ter sido baseada em considerações políticas. Isto depois de von der Leyen ter recusado participar na habitual viagem de arranque da liderança semestral por causa das visitas do primeiro-ministro húngaro à Rússia, Azerbaijão, Ucrânia e também aos países vizinhos da China. Nas redes sociais, o ministro húngaro para os assuntos europeus diz que a Comissão Europeia não pode escolher a dedo as instituições e os Estados membros com os quais quer cooperar. De acordo com Bocskor István, Budapeste continua empenhado numa cooperação sincera com os Estados membros e também com as instituições da União Europeia e defende que todos foram convidados a participar em eventos da presidência destinados a enfrentar desafios comuns. E Pedro Sánchez saúda a seleção espanhola e elogia a melhor versão de Espanha. A equipa que venceu no passado domingo o Euro 2024 foi esta segunda-feira saudada por milhares de pessoas nas ruas de Madrid. Isto depois de ter sido recebida pelo primeiro-ministro e também pelo rei Felipe VI. Pedro Sánchez não poupa nos elogios, diz que a seleção jogou limpo e mereceu mesmo sair vencedora.
Queria agradecer por terem dado a melhor versão de Espanha, por terem mostrado esforço, o espírito de equipa, o sacrifício, a preparação e por terem feito um jogo bonito e limpo. Porque é verdade que no desporto, e especialmente no desporto de competição, às vezes não se ganha quem joga melhor, mas tivemos uma seleção que foi a melhor e que conquistou o quarto campeonato europeu para a Espanha.
Declarações de Pedro Sánchez no Palácio de Moncloa. Os atletas também foram recebidos pela família real de Espanha, que agradeceu a alegria que deram ao povo espanhol. E a polícia de Miami fez hoje 27 detenções na final da Copa América. Entre os detidos está o presidente da Federação Colombiana de Futebol. É o que avançam as autoridades norte-americanas. Este presidente foi detido juntamente com o filho sob acusações de violência contra vários seguranças durante o encontro. Foram ainda expulsas mais de 50 pessoas do recinto. A Copa América teve como vencedora a Argentina, que venceu a Colômbia por uma bola a zero. E é o ponto final neste jornal. A informação volta a ser atualizada à 13h30.