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É uma hora. As notícias com Laura Figueiredo. Está desconvocada a greve parcial do Metro de Lisboa, marcada para esta terça-feira. A decisão foi tomada pela maioria dos trabalhadores depois de aceitarem a proposta da empresa para satisfazer as reivindicações. A informação é avançada à Agência Lusa por fonte sindical. Sara Gligor, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, refere que a decisão foi tomada esta segunda-feira à noite em plenário. A sindicalista explica ainda que a greve ao trabalho suplementar e aos eventos especiais que estava a decorrer ficou também suspensa. E os dois detidos suspeitos de envolvimento nos tumultos em Lisboa na sequência da morte de Odair Moniz, terão agredido e coagido motoristas da TVDE. De acordo com o comunicado da PSP, os dois jovens terão usado força física e utilizado armas brancas para obrigar os motoristas a entregar as viaturas que usaram posteriormente. Ainda segundo a Polícia de Segurança Pública, um dos suspeitos terá estado até há relativamente pouco tempo em prisão preventiva pela prática de crimes semelhantes. A mesma nota adianta ainda que os detidos são suspeitos de estarem envolvidos em crimes de roubo agravado, praticados durante os tumultos que ocorreram na área metropolitana de Lisboa em outubro, na sequência da morte de Odair Moniz. E na política, Rui Rocha vai recandidatar-se à liderança da Iniciativa Liberal. As eleições internas acontecem na próxima convenção nacional do partido, dias um e dois de fevereiro. O anúncio foi feito esta segunda-feira em entrevista à Sic Notícias. Rui Rocha é assim o primeiro candidato declarado à liderança da IL, uma vez que o ex-candidato presidencial, Tiago Maia Gonçalves, desistiu da corrida depois de ter sido revelado que falsificou assinaturas enquanto presidente de uma junta de freguesia no distrito do Porto. E Carlos Zorrinho é o candidato socialista à Câmara de Évora. O nome foi aprovado por unanimidade na reunião da Comissão Política Concelhia de Évora do PS. Num vídeo publicado na rede social X, o ex-eurodeputado Zorrinho diz ter aceitado este desafio por considerar que a cidade e concelho de Évora estagnaram.

Todos sentimos que é preciso um novo impulso e que a Câmara Municipal é fundamental para o protagonizar. Recebi de militantes e simpatizantes do PS e de muitos independentes ou próximos de outras forças políticas, palavras de estímulo, palavras de incentivo para uma nova missão: liderar uma candidatura e um projeto para o nosso concelho. Depois de ter defendido a nossa terra em múltiplas missões regionais, nacionais e internacionais. Com o apoio da Comissão Política do PS, que recebi, serei candidato à presidência da Câmara de Évora, como equipa forte, com um plano focado na solução dos problemas das pessoas.

Carlos Zorrinho promete ouvir e falar com todos para a construção do programa para as eleições autárquicas e diz que a meta é reconquistar a confiança dos evorenses no futuro do concelho e das freguesias. E o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, garante que vai voltar a ser candidato, mesmo depois da moção de censura. O Executivo Madeirense viu esta segunda-feira o orçamento ser chumbado com votos contra de todos os partidos da oposição. Uma atitude irresponsável, diz o líder do CDS Madeira, José Manuel Rodrigues.

Eu acho que aquilo que se assistiu foi um ato de pura irresponsabilidade, uma espécie de primeira volta da moção de censura, que está agendada só para a próxima semana. Os partidos não perceberam, à exceção do CDS, que aquilo que o povo disse nas eleições de forma soberana em setembro do ano passado, mas depois já em maio deste ano, era que não queria uma maioria absoluta de um só partido. E quando assim acontece, a mensagem política é que os partidos têm que se entender para chegar à estabilidade política e à governabilidade. Foi isso que os partidos que hoje votaram contra o orçamento não perceberam e aquele partido, o Chega, que apresentou a moção de censura, também parece não ter percebido, mas vamos aguardar naturalmente o desenrolar dos acontecimentos e a votação da moção de censura na próxima semana.

Declarações à Rádio Observador do líder do CDS Madeira, José Manuel Rodrigues, que é também o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira. A Rádio Observador ouviu também o social-democrata Guilherme Silva, madeirense e antigo vice-presidente da Assembleia da República, defende que o caminho que se abre agora é o da moção de censura.

Parece-me que o caminho que se abre agora é realmente a eventual ação da moção de censura e a consequente dissolução do Parlamento, convocatória de eleições regionais. Caberá ao senhor presidente da República, naturalmente, intervir e ouvir o Conselho de Estado previamente.

Declarações do social-democrata Guilherme Silva à Rádio Observador. Na próxima semana é votada a moção de censura no Parlamento Regional. E o processo da Operação Marquês vai ser remetido para o Tribunal Central de Instrução Criminal e não ao Juízo Central Criminal de Lisboa. A Relação de Lisboa corrige assim, com um despacho do juiz desembargador Francisco Henriques, a remessa do processo. Na análise a esta retificação, a defesa de José Sócrates emitiu um comunicado, como explica Luís Rosa, o redator principal do Observador.

O comunicado do Pedro Delito fala em fake news, mas na realidade, quem está aqui a promover fake news é o próprio Pedro Delito. Por uma razão, isto aqui explica-se rapidamente. Desde janeiro que o Tribunal de Relação de Lisboa decidiu o recurso do Ministério Público sobre a não pronúncia de Luís Viveiros, dando razão parcial ao Ministério Público. O que significa dar razão parcial? Significa pronunciar para julgamento 18 arguidos individuais e quatro empresas pela prática de 118 crimes, e não pela prática de 189 crimes, que era o número total de crimes que o Ministério Público imputava aos arguidos. Então, a Relação de Lisboa pronunciou os arguidos para julgamento. O que José Sócrates está a tentar agarrar? Está a tentar defender que esta não é uma pronúncia para julgamento É assim uma ordem para que o Tribunal Central de Instrução Criminal determine uma nova pronúncia para o julgamento. Isso não é verdade, é falso. Está escrito no acórdão da Relação de Lisboa, de 25 de janeiro, que se trata de uma decisão de pronúncia para o julgamento, ou seja, ordena o julgamento dos arguidos pronunciados.

As explicações de Luís Rosa, redator principal do Observador, sobre o processo da Operação Marquês. A Relação de Lisboa corrige assim o despacho e envia os autos para o Tribunal de Instrução Criminal, mas o julgamento de José Sócrates mantém-se. Na atualidade internacional, os oficiais próximos de Bashar al-Assad terão fugido para Beirute com proteção do Hezbollah. A informação é avançada pela imprensa libanesa, que cita o jornal Haaretz. Entre estas figuras estará Ali Mamluk, um dos conselheiros próximos do líder do regime e também antigo líder dos Serviços de Informação da Síria. Mamluk é procurado no Líbano por acusações ligadas a terrorismo. Entretanto, o partido sírio do ex-presidente Bashar al-Assad diz que vai apoiar a fase de transição no país depois do derrube do regime pelos rebeldes, uma posição assumida em comunicado pelo secretário-geral do Baas. E a notícia da queda do regime de Bashar al-Assad na Síria foi bem recebida na freguesia de Moscavide, em Lisboa, onde fica o Taybeh, o primeiro restaurante de comida síria em Portugal. A proprietária, Ramia Abdulghani, contou à jornalista Inês Batista que depois da mudança da liderança do país, o sentimento é agora de esperança e felicidade.

Eu, o meu marido, a família, todas as famílias na Síria, amigas, tudo.

Uma vida sem justiça, sem dor e sem Bashar al-Assad. É o que deseja Ramia Abdulghani, sentada no restaurante Taybeh, que abriu em Moscavide. O projeto, que gere com o marido, nasceu perante as dificuldades de ambos em encontrarem emprego em Portugal depois de terem chegado ao país com dois filhos em 2016. Conta que a notícia da queda do regime do presidente deposto da Síria, pra além de felicidade, traz também a esperança, por exemplo, de poder levar os filhos a conhecer o país de origem, onde nasceram e do qual já não têm memória.

Nós falamos sobre a Síria com eles, mas eles não imaginam como é a Síria, como as pessoas ali. Acho esta uma boa oportunidade para eles visitarem a Síria e conhecerem a cultura e as pessoas e todas as famílias também, cara a cara, não no telemóvel.

Sobre o que deseja agora para o futuro do país onde nasceu, Ramia Abdulghani diz que o próximo chefe de Estado poderia ser, por exemplo, como o presidente que visitou o restaurante em 2019, Marcelo Rebelo de Sousa, ou seja, com quem se possa falar sem medo.

Nós esperamos agora para presidente da Síria, uma pessoa normal, não termos medo para falar com ele, para falar a verdade, para obter o nosso direito. Estas coisas, acho que todos os sírios esperamos que aconteçam na Síria agora.

A jornalista Inês Batista no restaurante sírio Taybeh, em Moscavide, onde a reportagem da Rádio Observador testemunhou a felicidade e esperança para o futuro despertada pela queda do regime de Bashar al-Assad. No futebol, o Sporting desloca-se esta terça-feira à Bélgica para defrontar o clube Brugge, um jogo a contar para a jornada seis da Liga dos Campeões. A partida começa às 20h e vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador. E é a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. A informação volta a ser atualizada à 13h30.