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As notícias com Ana Cláudia Silva. Boa noite. Começamos com o acidente entre um barco de passageiros e uma embarcação de pesca no rio Tejo, na travessia Barreiro-Lisboa. O acidente aconteceu pouco depois das 17h desta segunda-feira. Na embarcação de pesca seguiam quatro pessoas, duas ficaram feridas, uma com ferimentos ligeiros e outra considerada grave, e foram encaminhadas para o Hospital Garcia de Orta, em Almada. Há ainda dois desaparecidos. As buscas terminaram já de noite e voltam a ser retomadas esta terça-feira de manhã. Uma informação confirmada pela Autoridade Marítima Nacional à Lusa. Ao início da noite, o comandante Paulo Vicente, da Capitania do Porto de Lisboa, fez um ponto de situação a explicar o que aconteceu.

Segundo o relato do próprio mestre, que nos informou às 17h05, houve uma colisão com uma embarcação mais pequena, uma embarcação de pesca, com quatro pessoas a bordo. Logo de seguida, duas dessas pessoas foram resgatadas por outra embarcação, que as transportou para Cacilhas, para o Cais da Margera. Foram assistidas pelos bombeiros de Cacilhas e depois transportadas para a unidade hospitalar.

As declarações do comandante Paulo Vicente, da Capitania do Porto de Lisboa, aos jornalistas, num registo captado pela CNN. Esta terça-feira, nas operações de busca, vão ser utilizadas embarcações da Capitania do Porto de Lisboa, da Estação Salvavidas de Cascais, dos Bombeiros Sapadores de Lisboa e também dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Já por terra, vão estar meios do comando local da Polícia Marítima de Lisboa e vão realizar patrulhas nas duas margens do rio. Entretanto, esta noite a Transtejo instaurou um inquérito interno para apurar as circunstâncias e responsabilidades deste incidente no rio Tejo. Num comunicado enviado à Agência Lusa, a empresa explica que o catamarã Antero de Quental, que fazia a ligação entre o Barreiro e Lisboa, foi alvo de abalroamento por esta embarcação de pesca. A empresa adianta que o mestre do navio tentou evitar o embate com vários alertas sonoros. A Transtejo acrescenta também que este transporte de passageiros está a funcionar de forma normal. E duas pessoas morreram e três ficaram feridas na sequência de um incêndio num prédio na Costa da Caparica, no Conselho de Almada, no distrito de Setúbal. Uma informação avançada à Agência Lusa por fonte da Proteção Civil. O fogo ocorreu ao final da tarde desta segunda-feira, no segundo andar de um prédio na Avenida Dom Sebastião, que demorou cerca de uma hora até ser extinto. A Ministra da Administração Interna consultou os sindicatos sobre a portaria que altera os requisitos de admissão ao curso de formação de agentes da PSP. O diploma, publicado em Diário da República, estabelece que a idade máxima de admissão ao curso passa dos 30 para os 34 anos e para os 39, no caso de funcionários públicos e militares das Forças Armadas. Mariana Vieira da Silva pediu aos sindicatos da PSP que apresentem as propostas sobre a admissão ao curso de formação de agentes. Isto depois dos sindicatos terem considerado a portaria como ilegal, por não terem sido consultados sobre a mesma, tal como a lei determina, como explica Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia.

A senhora ministra, ainda que não tenha explicado o porquê da aparente falha, nomeadamente não ter envolvido, como a lei determina, a negociação coletiva com os sindicatos, apresentou-nos uma proposta, que terá o teor, que é aquela que nós conhecemos e que está em Diário da República, para que nós nos debrucemos sobre ela e apresentemos propostas, a breve trecho, para que ela possa, aí sim, com toda a validade formal e material, tenha a luz do dia, para que, como digo, possam incorporar medidas que possam, admito, não resolver o problema do recrutamento e da falta de atratividade, mas que possam melhorar substancialmente os baixos níveis de recrutamento.

As declarações aos jornalistas de Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia, no final da reunião desta segunda-feira com a ministra da Administração Interna. Marcelo Rebelo de Sousa afirma que só decide sobre a questão das freguesias depois de receber a nova lei, admitindo mudar a posição que defende desde 2015. O presidente da República disse ao Jornal de Notícias que há uma lei em vigor, mas só se vai pronunciar sobre o novo mapa de freguesias depois de conhecer a nova legislação. Esta reação de Marcelo surge depois de o Observador ter noticiado que a nova lei, que vai dar origem a 274 novas freguesias, corria o risco de ser travada em Belém. Agora, diz que não se revê nas intenções que lhe queiram atribuir sobre um eventual veto, o que sugere que o presidente da República admite abdicar daquela que era a sua posição, de princípio, pelo menos, desde 2015. A Ordem dos Arquitetos quer que as alterações à Lei dos Solos sejam bem fundamentadas. A partir do final de janeiro, já com o diploma publicado em Diário da República, vai ser possível construir em áreas protegidas pela Reserva Nacional Agrícola e pela Reserva Ecológica Nacional. O governo diz que o objetivo é criar soluções de habitação com custos controlados e preços de venda acessíveis. A Ordem dos Arquitetos diz que o diploma atual gera dúvidas e reservas significativas. Já a dirigente do Partido Ecologista Os Verdes considera que a nova medida constitui um retrocesso e não resolve o problema da habitação.

No caso desta lei, nós vemos como um retrocesso, porque estes solos que são protegidos não podem estar à mercê da sensibilidade das autarquias ou de quem é eleito nas autarquias ou de que forma é que podem ter menos ou mais interesse monetário o terreno. Muito menos com o argumento de que esta será a solução para o problema da habitação, porque com certeza muitos destes solos vão estar a preços incomportáveis para quem precisa realmente de habitação.

Para Mariana da Silva, os solos não podem continuar a ser vistos como algo menor e a líder dos Verdes acrescenta ainda que é muito difícil que um solo seja considerado protegido ou classificado. Outros partidos com assento parlamentar, como é o Bloco de Esquerda, PCP, Livre e PAN, requereram a apreciação parlamentar do decreto-lei que flexibiliza a lei dos solos apoiados pelo argumento da especulação imobiliária. E o Livre pediu, nesta segunda-feira, ao Presidente da República para que vete os projetos que limitam o acesso de estrangeiros não residentes ao Serviço Nacional de Saúde. Rui Tavares esteve reunido nesta segunda-feira com Marcelo Rebelo de Sousa, numa audiência que demorou cerca de duas horas, a pedido do partido, na sequência da operação policial no Martim Moniz, que decorreu em dezembro. Após esta audiência, o líder do Livre falou aos jornalistas, criticou os projetos de lei do Chega e da Aliança Democrática, que foram aprovados no Parlamento sobre esta limitação das condições de acesso dos estrangeiros ao SNS e pediu ao Presidente da República que acompanhe com atenção o processo de especialidade no Parlamento desta iniciativa.

Viemos pedir ao senhor Presidente da República que acompanhe a especialidade destas leis com muita atenção, evidentemente, mas viemos também dizer ao senhor Presidente da República que achamos que a gravidade da exclusão destes grupos é de tal forma grande, a gravidade dessa exclusão, que dissemos ao senhor Presidente da República que, em nosso entender, isso justificaria o exercício de um veto, seja político, seja constitucional, a estas leis quando forem votadas em votação final global.

Rui Tavares acusou ainda o Executivo de Luís Montenegro de não cumprir o não é não ao partido de André Ventura.

As eleições de março do ano passado foram mantidas num pressuposto que levou o senhor primeiro-ministro Luís Montenegro à chefia do Governo, de que não é não. O que nós estamos a ver na atividade parlamentar, de forma crescente, sobretudo após a aprovação do orçamento, é que o não é não acabou e que foi substituído por um correr atrás do prejuízo, que representa uma estratégia de ir atrás de uma radicalização de direita.

Aqui as declarações do líder do Partido Livre, Rui Tavares, em registos captados pela Agência Lusa. O ministro dos Negócios Estrangeiros considera que se está a viver o período de maior incerteza a nível internacional desde a Segunda Guerra Mundial. Uma posição defendida por Paulo Rangel na sessão de abertura do seminário diplomático que decorreu esta segunda-feira no Museu do Oriente, em Lisboa. O chefe da diplomacia portuguesa diz que a atual conjuntura internacional é alarmante.

Este seminário é nem mais nem menos, um seminário de vésperas, ou para usar terminologia religiosa, um seminário de vigília, com tudo o que congraça o conceito de vigília. Espera, meditação, vigilância. Um seminário que ocorre, a meu ver, no momento de maior complexidade, incerteza e imprevisibilidade da cena internacional depois da Segunda Guerra Mundial.

As declarações de Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, durante a sessão de abertura do seminário diplomático. Quem também marcou presença foi Durão Barroso, que diz duvidar de uma solução definitiva de paz que termine com a guerra na Europa num futuro próximo. O antigo presidente da Comissão Europeia, que já ocupou a posição de ministro dos Negócios Estrangeiros, defende ainda que a União Europeia deve estar preparada para a guerra. Durão Barroso diz não acreditar num acordo entre a Rússia e a Ucrânia para pôr fim ao conflito.

A verdade é que eu não acredito, e digo com muita pena, não acredito que no futuro previsível haja qualquer hipótese de uma paz consolidada, estável, uma arquitetura de defesa e de segurança consolidada, estável, credível na Europa, que haja uma verdadeira reconciliação entre a Rússia de Putin e a Ucrânia democrática que nós temos hoje. O que tem como consequência imediata que a Europa deve continuar a reforçar a sua própria defesa, a Europa deve constituir uma verdadeira política de defesa europeia e começa a dar os primeiros passos nisso.

As declarações do antigo governante português, Durão Barroso, à margem da sessão de abertura do seminário diplomático. O evento reúne figuras da diplomacia mundial e decorreu esta segunda-feira em Lisboa. Termina na quarta-feira, no Porto. Na atualidade internacional, o Reino Unido emitiu alertas de inundações para as regiões do norte e centro do país. As autoridades britânicas emitiram mais de 200 avisos de inundação. Os serviços de emergência já socorreram dezenas de pessoas afetadas pelo mau tempo que se vive no país. A Agência Meteorológica Britânica Met Office prevê que as condições climatéricas se agravem durante a madrugada desta terça-feira e as autoridades locais alertam ainda para a formação de gelo nas estradas, que pode representar um risco para a segurança das pessoas. E terminamos este jornal no futebol. Esta terça-feira é dia de clássico no futebol português, neste caso, o Sporting e o Futebol Clube do Porto vão unir forças no jogo que define o primeiro finalista da Taça da Liga. Os Dragões vêm de uma sequência de quatro vitórias consecutivas sem sofrer golos e vão agora defrontar os Leões num jogo a eliminar. Em conferência de imprensa, o treinador do Futebol Clube do Porto assume que o objetivo de juntar a Taça da Liga à Supertaça, conquistada no início desta época, e pede, por isso, humildade perante um adversário difícil.

É uma competição que é um objetivo da época, que queremos muito ganhar, que surge no momento em que a equipa está numa boa fase, num bom momento. Agora olhar para o momento, eu gosto muito que a equipa seja desconfiada, não desconfiada daquilo que está a fazer, mas desconfiada do momento, não embarcar em demasia naquilo que tem sido conseguido recentemente e olhar com respeito, com humildade para um adversário que é forte, que já defrontamos este ano, em circunstâncias diferentes, também com outro treinador agora, mas que vai exigir estarmos a um nível muito alto amanhã. É um objetivo da época, é um jogo a eliminar, teremos que o ganhar para estar na final, é isso que nós queremos.

Aqui as palavras de Vítor Bruno na antevisão do jogo desta terça-feira. Já do lado do Sporting, o treinador Rui Borges fala no jogo decisivo. O técnico leonino salienta que o Futebol Clube do Porto é o último obstáculo antes da equipa leonina poder lutar por um título. Ainda assim, Rui Borges admite que pode fazer alguma gestão, mas assegura que o que não muda é a atitude dos jogadores.

Acima de tudo, a ambição, primeiro. Até porque também temos alguns jogadores condicionados, que estão de fora, que não podem dar contributo. O plantel também de forma extensa, não é assim tão grande, por isso. Mais do que a gestão, claro que temos que ter aqui algum cuidado sempre naquilo que é gerir um ou outro jogador que possa, às vezes, estar mais cansado nesse sentido. É a ambição de jogar a meia-final, a ambição de chegar à final, pode nos dar a conquista de um troféu, por isso a ambição tem que ser muito por aí.

Aqui as palavras de Rui Borges, em conferência de imprensa de antevisão do clássico desta terça-feira para a Taça da Liga. O jogo entre o Sporting e o Futebol Clube do Porto está marcado para quando faltarem 15 minutos para as 20h, no Estádio Municipal de Leiria e vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador. É a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. A informação está de regresso à 01h30 da manhã. Até já.