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É uma hora. As notícias com João Costa Campos.

Boa noite. Marcelo Rebelo de Sousa, depois de deixar a presidência, vai voltar à militância no PSD a partir de março. A revelação foi feita pelo próprio numa reunião com eurodeputados em Estrasburgo. O Presidente da República aproveitou, na despedida das instituições europeias, para deixar vários recados em público e em privado, Miguel Vitor Dias.

E uma dessas revelações privadas é de que vai voltar a ter cartão de militante do PSD, que tinha deixado na São Caetano à Lapa, quando se candidatou a Belém. Marcelo Rebelo de Sousa esteve no encontro com eurodeputados e, ao que foi relatado ao Observador, o ainda presidente da República diz que já perdeu a mão do documentariado. Também nesse encontro, o chefe de Estado mostrou-se um adepto do centro-moderado, ao dizer que começou com o governo mais à esquerda de sempre, o da Geringonça, e termina com aquele que tem o apoio parlamentar mais à direita, o de Luís Montenegro. Já em ONG, aos jornalistas, o chefe de Estado elogiou os portugueses por fazerem pontes impossíveis e, no plano nacional, desvaloriza eventuais conflitos político-partidários.

As pedradas, mesmo quando são entre portugueses, descobre-se depois que é uma pedra mole. É uma pedra de lioz, calcária, que é muito mais flexível e maleável, não fere tanto.

Marcelo Rebelo de Sousa, perto do seu deserto. Mas antes de deixar o lugar, ainda vai procurar visitar os Açores, a Madeira, Espanha e o Vaticano.

Miguel Vitor Dias, com Rui Pedro Antunes e Diogo Ventura em Estrasburgo, a acompanhar a sessão solene dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia. O CDS recusa apoiar qualquer candidato na segunda volta das eleições presidenciais. Foi o que fez saber esta noite Álvaro Castelo Branco. Não há nenhum empenhamento orgânico nem institucional. O CDS afasta um apoio a qualquer um dos candidatos na segunda volta, durante a leitura de um comunicado que resultou da reunião da Comissão Executiva dos Centristas. O secretário-adjunto e da Defesa Nacional frisa que o CDS combate o socialismo, por um lado, e rejeita o populismo por outro. Não escolhe, portanto, nenhum dos candidatos. André Ventura está a contar com o voto dos sociais-democratas na segunda volta. Numa entrevista esta noite, voltou ainda a acusar António José Seguro de não assumir compromissos. Ventura desvaloriza os apoios que se têm multiplicado ao candidato apoiado pelo Partido Socialista, do campo da direita. Diz que no dia 8 de fevereiro sabe bem onde a direita moderada vai colocar a cruz.

Eu sei que o povo social-democrata vai votar em mim. Isso eu sei. O país tinha várias escolhas à direita para poderem disputar com o espaço socialista esta eleição. Escolheram-me a mim, não escolheram outro. O trabalho que temos que fazer agora é evitar que um socialista chegue à presidência da República, é evitar que o socialismo, com todos os males que trouxe, de corrupção, de desorganização do Estado, de despesismo, de bancarrota.

Nesta entrevista esta noite à RTP, Ventura admite dificuldades em combater com António José Seguro, acusa o oponente de não ter qualquer ideia que se conheça.

Nós não conhecemos uma ideia de António José Seguro. Não conhecemos uma ideia. António José Seguro não se compromete sobre nada. Faz-se lhe uma pergunta sobre saúde, quer agregar toda a gente, sobre habitação, quer agregar toda a gente, sobre o combate à corrupção, quer agregar toda a gente.

Sobre António José Seguro, o senhor também terá a oportunidade nalgum debate que venha a fazer com ele.

Não, mas é difícil ter uma campanha que do outro lado ninguém se compromete sobre nada.

André Ventura esta noite no programa Grande Entrevista da RTP. O candidato presidencial comentou ainda a detenção dos três militantes do CHEGA, que pertencem ao grupo extremista 1143. André Ventura justifica-se dizendo que é difícil controlar todos os que integram o partido. Assegura que pelo menos dois dos detidos já tinham sido afastados do CHEGA. Quem deixa claro o candidato que vai escolher na segunda volta às presidenciais é António Costa. Admite, de resto, que é um voto repetido. Para o presidente do Conselho Europeu, não há dúvidas.

Como sabe, eu estou impedido de intervir na política interna portuguesa. Obviamente, não fiz nas eleições na primeira volta, não faço nesta segunda volta. Irei votar como já votei na primeira volta.

E da primeira volta votou em qual campo? No democrático ou no extremista?

O que é que acha? Acha que eu voto em quem?

Apesar de assumir que ainda não falou diretamente com o candidato apoiado pelo Partido Socialista, António Costa diz que a escolha é óbvia. O presidente do Conselho Europeu falou também sobre o acordo do Mercosul, garante que o envio do documento para o Tribunal de Justiça Europeu não significa o fim da parceria. António Costa assegura que a decisão do Parlamento não tem efeitos suspensivos, adianta que há mecanismos para ultrapassar esta decisão. Acredita que o acordo está vivo.

Não há nenhuma razão para ser a morte do acordo. Primeiro, como disse, na sexta-feira passada, quando o Conselho aprovou, aprovou uma decisão com dois pontos. Primeiro, autorização de assinatura. Segundo, decisão de aplicação provisória. O que é que falta para a aplicação provisória? Dois fatores. Primeiro, a Comissão notificar o Brasil, o Uruguai, a Argentina e o Paraguai de que vamos aplicar provisoriamente. Segundo, que cada um desses países concluam o seu processo nacional de ratificação.

António Costa, esta tarde, em Estrasburgo, à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu. Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros lamenta que o acordo tenha sido enviado para o Tribunal de Justiça Europeu, considera que é um sinal errado para os parceiros Através de uma publicação na rede social X, o ministério tutelado por Paulo Rangel receia que esteja em causa o comércio livre com a América do Sul em futuros acordos. Também hoje, o ministro da Agricultura e do Mar considerou que o envio do acordo para o tribunal vai causar atrasos e relembrou que o Mercosul é uma oportunidade que Portugal não pode perder. Luís Montenegro insiste em não tomar partido de nenhum dos candidatos na segunda volta das presidenciais. O primeiro-ministro esteve no debate quinzenal, reiterou que não é o Governo que vai a votos no dia 8. Acabou a ouvir apelos de apoio por parte do Chega e críticas da Iniciativa Liberal, que já tem vários membros com apoio declarado a António José Seguro. Vasco Maldonado Correia.

A primeira volta já lá foi e a segunda está para chegar. E por isso, Pedro Pinto, líder parlamentar do Chega, lembra palavras antigas do primeiro-ministro para perguntar de que lado vai estar.

Montenegro considera que o maior problema na política portuguesa é mesmo o socialismo. Senhor primeiro-ministro, nós estamos de acordo. E agora?

Ora, Montenegro continua a recusar envolver-se na segunda volta, mas pega nos votos de vários candidatos para dizer que o espaço do Governo continua igual.

No espaço político central, a votação esteve dispersa por vários candidatos.

Já o líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, aponta para contradições no discurso do Chega.

O senhor deputado vem aqui fazer um flic-flac à retaguarda. Já não há medo que Montenegro entre na campanha e até dava muito jeito que o primeiro-ministro apoiasse o vosso candidato.

Mariana Leitão lamenta que o PSD tenha mantido o apoio a Marques Mendes na primeira volta. Alerta para as consequências dessa decisão.

Impede, no futuro, que se implementem as reformas que o país precisa. E o senhor primeiro-ministro sabe disso. E no fundo, coloca o país perante um quase abismo político.

À esquerda, Isabel Mendes Lopes, do Livre, não percebe porque é que Montenegro não se posiciona.

Se não se consegue escolher entre um democrata e alguém que quer abertamente quebrar as regras e quebrar com o regime, está também a falhar aos nossos concidadãos.

O líder do PS não quis falar em presidenciais. José Luís Carneiro apontou falhas ao Governo na saúde e diz que voltou atrás com a palavra na carga fiscal.

Nunca, nunca aumentar os impostos. Pois, senhor primeiro-ministro, eu tenho aqui as duas portarias que aumentaram os impostos sobre os combustíveis e que aumentaram os impostos sobre a habitação.

José Luís Montenegro, alvo de críticas à esquerda e à direita no primeiro debate quinzenal depois da primeira volta das presidenciais.

Vasco Maldonado Correia, com os destaques do debate quinzenal com o primeiro-ministro esta tarde na Assembleia da República. No futebol, o Benfica perdeu na Liga dos Campeões contra a Juventus por 2 x 0. Gols marcados na segunda parte da partida, foram dois gols em nove minutos. Pavlídis desperdiçou uma grande penalidade ao atirar para o lado. Esta derrota coloca em risco a continuidade da equipa portuguesa na competição. Precisa de vencer na receção ao Real Madrid e mesmo assim tem de esperar pelos resultados das outras equipas. Na reação ao jogo, José Mourinho considerou que a equipa fez tudo para ganhar, mas só vence quem marca gols.

No futebol, ganha quem marca. E há mil exemplos de equipas que fazem pouco para ganhar, mas ganham. E outras equipas que fazem tanto para ganhar e não ganham. Eu acho que nós hoje fizemos muito para ganhar. Com as nossas limitações, fazemos um jogo forte. Só que nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo. É preciso, como eu às vezes digo, partir a baliza.

Análise de José Mourinho, o treinador do Benfica, que vai receber o Real Madrid no Estádio da Luz na próxima quarta-feira, dia 28, às 20h. Conta com emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. Está a chegar a depressão Ingrid. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou a faixa costeira de Portugal continental sob aviso laranja. Entra em vigor amanhã e no sábado passa a vermelho. De acordo com Patrícia Gomes, meteorologista do IPMA, amanhã o tempo piora, principalmente no centro e norte do país, e a chuva não vem sozinha.

Vamos ter também uma intensificação do vento, principalmente nas regiões do litoral norte, com rajadas previstas até 75 km/h. A neve e a agitação marítima serão os parâmetros mais significativos. A agitação marítima já se faz sentir em quase toda a costa ocidental.

Para amanhã, o IPMA prevê uma pequena descida de temperatura e as mínimas vão estar abaixo dos 10 °C na maior parte dos distritos. Na sexta-feira, há nova descida nos termômetros. E ao ponto final neste Jornal da Uma, a informação está de regresso à Rádio Observador. Daqui a pouco, à 13h30.