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É uma hora. Boa noite, eu sou a Teresa Ferreira, é uma da manhã, hora de actualizar a informação. A ministra da Saúde garante que as escalas para a urgência regional de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Loures estão asseguradas. O hospital vai receber grávidas de Vila Franca de Xira a partir das nove da manhã da próxima segunda-feira. Os casos urgentes passam a concentrar-se em Loures, perante o encerramento temporário dos serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia de Vila Franca de Xira. Ana Paula Martins relembra que esta é uma medida de transição e garante que as escalas em Loures estão completas.
As escalas estão asseguradas para a concentração da urgência no Beatriz Ângelo, em Loures, e naturalmente que os médicos que vão estar a assegurar essas escalas, 24 sobre 24 horas, estão de acordo com aquilo que é o regulamento da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Enfermeiros relativamente aos profissionais, e que de facto tem equipas definidas para o número de partos que ali se espera.
Ana Paula Martins, a ministra da Saúde, que sublinha que se trata de uma partilha de recursos entre o Hospital Beatriz Ângelo e o Hospital de Vila Franca de Xira. Os casos urgentes de ginecologia e obstetrícia passam a concentrar-se apenas em Loures, uma decisão do governo perante a falta de recursos. Esta é uma decisão que não é bem vista pelo presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, que acusa o governo de querer encerrar a maternidade local. Diz que os autarcas dos concelhos abrangidos pela concentração de urgências não foram consultados. O autarca de Vila Franca de Xira explica ainda que a decisão foi tomada numa altura em que algumas estradas continuam cortadas ou fortemente condicionadas por causa das intempéries. Há cerca de 250 mil pessoas que vão ser afetadas. Fernando Paulo Ferreira vai mais longe nas críticas ao executivo.
Eu não tenho grandes dúvidas que o objetivo da senhora ministra da Saúde, com estas medidas, é vir a encerrar a maternidade do Hospital de Vila Franca. Acho que é esse o grande objetivo da senhora ministra e deste governo. E portanto, temos que procurar combater esta intenção, porque o Hospital de Vila Franca é um hospital moderno, tem todas as condições para prestar serviços à população e não é para resolver problemas da senhora ministra, que se deve encerrar serviços desta natureza.
Fernando Paulo Ferreira, em declarações à Rádio Observador, além de Vila Franca de Xira, serão também encaminhadas as utentes da Azambuja, de Alenquer, da Arruda dos Vinhos e Benavente. Para este sábado está marcada uma concentração de utentes junto à porta do Hospital de Vila Franca de Xira para contestar o encerramento das urgências de obstetrícia e ginecologia. O autarca de Vila Franca de Xira vai marcar presença na concentração, que é promovida, entre outras entidades, pelo movimento de utentes dos serviços públicos. A porta-voz Nélia Ferreira explica que é uma manifestação feita contra uma medida que afeta utentes e autarquias. O governo sublinhou que é de caráter temporário, mas Nélia Ferreira deixa um aviso.
O temporário às vezes eterniza-se. E além disso, seja o tempo que for, é muito tempo para prejudicar assim os utentes, porque em certos casos podemos estar a falar da diferença entre a vida e a morte. Vemos que já aconteceram mortes causadas por estas dificuldades no acesso às urgências de ginecologia e daqui pra frente ainda podem ser piores.
Nélia Ferreira, porta-voz do movimento de utentes dos serviços públicos, defende que o encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia deve ser revogado. A solução deve passar pela captação de mais recursos, daí a concentração marcada para este sábado às 11h00. Os Estados Unidos vão começar em breve a escolta de navios no estreito de Ormuz. Donald Trump insiste na ideia de escoltar os navios petroleiros, mas não apresenta uma data concreta. O presidente dos Estados Unidos diz apenas que é uma medida que vai ser implementada em breve. Donald Trump volta ainda a debruçar-se sobre outra cronologia, a do fim da guerra. Diz que não pode dar uma estimativa concreta.
Não posso dizer-lhes isso. Quer dizer, eu tenho a minha própria ideia, mas do que é que serve? Será o tempo que for necessário. Foram dizimados. O país deles está em mau estado, está tudo a desmoronar-se. Se lermos algumas das notícias falsas, é como se estivessem a fazer maravilhas.
Donald Trump, em declarações aos jornalistas, a caminho da residência Mar-a-Lago, explica que não apresenta uma estimativa concreta, porque isso só irá acontecer quando considerar que os objetivos foram cumpridos. Coloca assim de lado as estimativas de uma guerra que dure entre quatro a seis semanas. O impacto da interrupção do estreito de Ormuz vai depender do tempo que demorar o conflito. Os economistas consideram que vai ser difícil de compensar. Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão há duas semanas e o conflito alastrou-se à região. As tensões subiram e acabaram por conduzir ao encerramento deste estreito, fundamental para o fornecimento de petróleo e dificilmente compensado por outras fontes, até porque a Rússia, um dos grandes produtores de petróleo, está sob sanções pelo Ocidente. O Observador entrevistou uma economista sênior de Aberdeen, que explica quais são os riscos da atual situação. Matilde Malva Sabino.
O segredo do impacto económico da guerra no Irão está no tempo que vai durar. Quanto mais longa, maior será o impacto na inflação e no crescimento económico. Em entrevista ao Observador, a economista de Aberdeen, Sriko Sogavindan, explica que à medida que o conflito se desenvolve, as projeções económicas pioram.
Numa previsão mais pessimista, existe mesmo o risco de a economia mundial entrar em recessão com inflação elevada. É o que os especialistas chamam de estagflação, uma doença econômica marcada por preços altos e crescimento fraco. Quatro semanas é o prazo que a Aberdeen admite para a duração deste conflito. É também o cenário mais otimista, com menos impactos na economia global. Nesse caso, o estreito de Ormuz reabre e o mercado energético estabiliza. Ainda assim, pode demorar até que a produção volte a fluir totalmente. No caso do petróleo, depende do estado das refinarias e das infraestruturas, até porque no Irão, algumas instalações petrolíferas sofreram danos. Já o gás natural liquefeito pode não estar pronto tão depressa. A economista diz que o processo pode levar vários meses. Aponta também que algumas matérias-primas, como o alumínio e a ureia, já estão a subir de preço, mesmo sem falhas efetivas no abastecimento. A longo prazo, isso pode pressionar ainda mais a inflação. Segundo a economista, entre maio e julho, vamos começar a ver esse impacto refletido nos preços, com um aumento global de cerca de 40 pontos base na inflação. Perante este cenário, os bancos centrais podem encarar a situação como um choque de oferta e adiar cortes nas taxas de juros.
Jornalista Matilde Nova Sabine, a resumir as explicações da especialista do Banco de Investimento Aberdeen sobre os riscos econômicos da interrupção do Estreito de Ormuz. Os principais bancos centrais reúnem-se na próxima semana, mas não devem mexer nas taxas de juro. As tomadas de decisão ficam, para já, em espera perante a incerteza provocada pelo conflito. A ONU apela à passagem segura de ajuda humanitária pelo Estreito de Ormuz. O responsável humanitário da ONU apela a todas as partes envolvidas no conflito no Médio Oriente para que permitam a passagem segura dos navios de ajuda humanitária pelo Estreito. O subsecretário-geral da Organização para os Assuntos Humanitários e coordenador da ajuda de emergência lembra que as cadeias de abastecimento humanitário são frágeis e avisa que milhões de pessoas estão em risco e explica que o impacto é já visível através do aumento dos preços dos combustíveis. Notícia de fecho neste jornal. Informação regressa à 13h30. Até já.