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Boa noite, eu sou o Ricardo Lopes, à altura de atualizar as notícias na Rádio Observador. O Congresso do Partido Socialista começou com duras críticas ao governo e a Luís Montenegro. José Luís Carneiro avisa Luís Montenegro que se o PS for excluído do acordo para o Tribunal Constitucional, a relação entre os dois partidos vai mudar. Na intervenção de abertura do Congresso do PS, que acontece este fim de semana em Viseu, José Luís Carneiro falou sobretudo para Luís Montenegro, deixou avisos sobre o caminho que o primeiro-ministro quer escolher, mas também Carlos Pedro deixou alguns recados internos.

Oito meses depois de assumir a liderança do partido, com feridas das últimas legislativas e uma semana após ver essa liderança reforçada, José Luís Carneiro quis deixar uma mensagem para fora.

No momento em que muitos questionavam o nosso futuro, no momento em que muitos determinavam o nosso declínio, caras e caros camaradas, afinal estamos vivos.

Vivos e prontos para o combate, incluindo o próprio secretário-geral, que apontou baterias ao primeiro-ministro. A Luís Montenegro volta a pedir que escolha entre o PS e o Chega.

Cabe ao governo decidir se quer a via da moderação, em que poderá contar com o PS, ou se prefere capitular perante a demagogia e o populismo.

Diálogo com um governo que acusa de falta de humildade democrática, o mesmo diálogo que não vai impedir o PS de ser oposição sem bloqueios. Sem bloqueios, mas se o tema for o Tribunal Constitucional, o líder dos socialistas admite que se tiver que dizer não, dirá não.

Há linhas que não se negoceiam. A Constituição não se relativiza. A democracia não se instrumentaliza. Se tentarem desfigurar os equilíbrios do nosso sistema democrático, começando por tentar desequilibrar o Tribunal Constitucional, ouvirão da nossa parte um rotundo não. Não, não podem ofender esses valores fundamentais.

Dentro do partido há quem esteja desconfortável com a ideia de que o PS é um parceiro do Executivo, apontam alguma indecisão nas opções de José Luís Carneiro, e o tema até vai ter direito a uma moção setorial neste congresso. Sem se colar ao governo, o líder do PS manda uma mensagem também para dentro do partido.

Um partido que quer governar o país tem de começar por saber unir-se a si próprio. Quem quer unir lá fora, tem que saber começar por manter-se unido cá dentro.

No arranque deste congresso, Carneiro falou de habitação, saúde e política externa, com foco na guerra no Irão, o socialista apontou o dedo às medidas insuficientes do governo.

O governo tem o dever de agir e não, como fez ainda hoje, agir de forma incompleta e insuficiente para responder ao aumento do custo de vida.

José Luís Carneiro, no arranque deste congresso número 25 do PS em Viseu, terra onde os socialistas venceram pela primeira vez nas últimas eleições autárquicas.

Trabalho do jornalista Carlos Pedro, com os destaques do discurso de abertura de José Luís Carneiro no Congresso do Partido Socialista. Este sábado, os trabalhos retomam às 10h. Em Leiria, depois do período de tempestades, o Ministro da Educação diz que é preciso aprender a lidar com a adversidade. Fernando Alexandre admitiu que nenhum país está preparado para uma coisa que nunca aconteceu, numa referência às tempestades que afetaram Portugal no início do ano. No entanto, o ministro diz que é preciso desenvolver competências para lidar com a adversidade, não só com as cheias, mas também com outras catástrofes, como os incêndios ou os sismos. Diz que é preciso preparar os cidadãos, mas sublinha que para tal é necessário que o Estado crie condições para que tal aconteça. O autarca de Leiria pede ao IPMA para analisar as previsões que fez antes da depressão Kristen, com o objetivo de melhorar os modelos de previsão. É um pedido do próprio presidente da Câmara Municipal de Leiria. Gonçalo Lopes diz que toda a gente se recorda dos avisos do IPMA no dia 26 e 27 de janeiro, quando anunciaram a tempestade. O autarca lembra que os modelos que o IPMA utiliza apontavam para a entrada da tempestade entre Mira e Figueira da Foz. No entanto, havia a correr na internet modelos feitos por outros especialistas, jovens cientistas, que acertaram no exato sítio onde a mesma ia entrar. Perante isto, o autarca de Leiria diz que o IPMA tem que fazer um balanço do que aconteceu. Sublinha que é preciso um instituto capaz, com mais informação, mais estações, imagens, mais valorização e mais participação científica para encontrar modelos de prevenção mais ajustados. Foi isto que disse Gonçalo Lopes. O autarca recorda que uma previsão mais precisa ajuda também no pré-posicionamento de meios. Na atualidade internacional, Donald Trump diz que as negociações com o Irão estão a correr bem e refere-se ao estreito de Ormuz como estreito de Trump. Declarações do presidente norte-americano num comício em Miami. No discurso, Trump referiu-se à NATO para dizer que a organização não ajuda os Estados Unidos. Já sobre a economia, Trump afirma que vai disparar depois do final da guerra. No entanto, avisa que os Estados Unidos ainda têm mais de 3500 alvos a atingir e que isso será feito muito rapidamente. O presidente norte-americano revela que o Irão enviou oito petroleiros para os Estados Unidos como um sinal de que estão dispostos a negociar e, num tom sarcástico, alterou o nome do estreito de Ormuz.

"O Irão disse-nos que ia enviar oito petroleiros e depois eles disseram que iam adicionar mais dois e passámos a ter 10 petroleiros. E apenas aí é que as pessoas perceberam que estávamos mesmo a negociar. E estamos a negociar, mas eles têm de abrir o estreito de Trump, ai, quer dizer, o estreito de Ormuz. Peço desculpa, que erro terrível. As fake news vão dizer que eu errei, mas eu não erro. Comigo não há acidentes." There's no accidents with me, not too many.

Trump disse também que as relações entre a Arábia Saudita e Israel têm de ser restauradas depois da guerra. O analista em política internacional, Bernardo Valente, entende que o Irão tem o conflito e os Estados Unidos na mão com o bloqueio do estreito de Ormuz. No gabinete guerra de hoje, Bernardo Valente debruçou-se sobre as declarações de Marco Rubio, que hoje disse que as negociações vão durar semanas e não meses. Entende, Bernardo Valente, que essas declarações demonstraram que os objetivos da administração Trump mudaram.

Temos esta sequência de declarações de Marco Rubio hoje e todas elas bastante fortes e interessantes para aquilo que será o desenrolar do conflito, mas percebemos também que o objetivo, neste momento, da administração norte-americana, é abrir o estreito de Ormuz. Portanto, o objetivo hoje é um objetivo que não existia quando a intervenção dos Estados Unidos começou. E o Irão percebeu que através do estreito de Ormuz e da disrupção que causa no mercado internacional, através do bloqueio do estreito de Ormuz, tem os Estados Unidos na mão e tem também a duração do conflito na mão.

A análise do especialista em política internacional, Bernardo Valente, no gabinete de guerra desta sexta-feira. No desporto, Roberto Martínez diz que o jogo frente ao México é um ótimo desafio de preparação para o Mundial. Na véspera do México-Portugal, jogo de preparação que acontece na madrugada de sábado para domingo, na antevisão a este jogo, o selecionador fala no Estádio Azteca, onde vai ser jogada a partida, como mítico e tece vários elogios à seleção mexicana.

Todos os adeptos do futebol têm uma história, uma ideia de um jogo no Azteca, um estádio mítico, uma seleção mítica. Os jogadores adoram também vestir a camisola da seleção mexicana, então é um adversário para nós diferente, uma seleção da CONCACAF agressiva, muita intensidade, muita qualidade individual no jogo interior. Então é um bom desafio.

Roberto Martínez falou também da chamada à última hora de Paulinho. O selecionador destacou o bom momento do avançado e deixou em aberto uma eventual chamada ao Campeonato do Mundo. A seleção nacional joga nesta madrugada de sábado para domingo contra a seleção mexicana, um jogo que acontece no México. É um jogo que pode acompanhar aqui na Rádio Observador. A emissão especial começa à 00h30, na madrugada de sábado para domingo. É a notícia de fecho deste jornal da 1 hora. Está com a Rádio Observador. A informação volta a ser atualizada daqui a meia hora.