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É uma hora. Boa noite, eu sou o Miguel Pina Andrade, está na hora de atualizar toda a informação na Rádio Observadora. O governo promete encontrar nos próximos dias uma solução para as dívidas do INEM aos bombeiros. É a primeira reação política à rescisão do acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica por parte da Liga dos Bombeiros Portugueses. À Rádio Observador, o presidente do organismo, António Nunes, admitiu tratar-se de uma decisão irrevogável. Ora, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, rejeita uma rutura entre as duas entidades e deixa uma palavra de conforto aos portugueses: o socorro não está em causa.
Não há rutura. Eu estive a falar com a minha colega da Ação Cooperativa da Saúde, dizer que os bombeiros são absolutamente insubstituíveis. Quer dizer uma palavra de grande conforto aos portugueses que não vai deixar de haver socorro, e nós, o governo, nos próximos dias resolverá, encontrará uma solução para resolver a questão colocada pela Liga dos Bombeiros Portugueses.
Esta tarde, em comunicado, o INEM reagiu à renúncia do acordo com os bombeiros por sucessivos incumprimentos. O Instituto de Emergência Médica justifica os atrasos nos pagamentos com a falta de orçamento, uma situação que Luís Neves considera inadmissível.
O que eu quero dizer, e já transmiti em nome do governo, é que nós iremos falar no curto espaço de tempo possível para resolver essa questão. Não é admissível, de facto, encontrar-se aqui dívidas que estão e que põem em causa a sustentabilidade das corporações e das ações humanitárias.
A posição do ministro da Administração Interna, Luís Neves, sobre as dívidas do INEM aos bombeiros. De acordo com a Liga dos Bombeiros Portugueses, o valor ronda os 20 milhões de euros. O presidente da República vai receber na próxima quarta-feira os parceiros sociais para discutir as alterações pretendidas pelo governo. É um dia antes do secretário nacional da UGT votar a mais recente proposta do Executivo de Montenegro. A nota de agenda foi divulgada este sábado no site da Presidência da República. A CGTP, que foi excluída das negociações pelo governo, vai ser também recebida em Belém. Acontece logo após a primeira visita oficial de seguro ao estrangeiro, neste caso, à vizinha Espanha. Trata-se também de uma promessa cumprida, já que o presidente admitiu chamar os parceiros sociais depois de fechada a fase de negociações com o governo. Prometeu, recorde-se, também vetar a proposta caso não saísse qualquer acordo da concertação social. Primeiro, ouve esta quarta-feira os parceiros sociais. Ainda sobre a lei laboral, as alterações podem mesmo voltar a ser rejeitadas na reunião do secretário nacional da UGT. Foi, pelo menos, o que admitiu na tarde de sábado o secretário-geral adjunto Sérgio Monte, no âmbito de um debate organizado pela associação Causa Pública, que contou com a presença da CGTP. Primeiro, Tiago Oliveira disse esperar que a UGT não assine o acordo sobre as alterações à lei laboral. Na resposta, Sérgio Monte diz que os membros do Secretariado Nacional concordam com a grande maioria dos portugueses, rejeitando a proposta do Executivo. Caso não haja acordo, o governo já ameaçou enviar ao Parlamento o anteprojeto inicial enriquecidos com contributos. No Médio Oriente, o Hezbollah promete retaliar contra os ataques israelitas no Líbano. O líder do grupo xiita falou hoje pela primeira vez desde que o cessar-fogo entrou em vigor na região. Num comunicado lido na televisão, Naim Kassem garante que os militares do Hezbollah estão prontos a responder a quaisquer violações ao acordo e reforça que uma trégua não pode ser unilateral. Este sábado, Israel anunciou a eliminação de uma célula terrorista que operava perto das tropas israelitas e anunciou também a demarcação de uma linha amarela no sul do Líbano, à semelhança do que foi feito em Gaza. Do Líbano, passamos para Angola. Nas boas-vindas ao papa Leão XIV ao país, o presidente da República angolano apelou ao fim da guerra e à abertura do estreito de Ormuz pela via negocial. Sem nunca referir nomes, João Lourenço condenou ainda a tomada pela força de recursos naturais e também energéticos pelos exércitos mais poderosos do mundo.
Apelamos ao fim definitivo da guerra, à abertura do estreito de Ormuz pela via negocial e ao estabelecimento de uma paz duradoura na região. Lamentavelmente, assistimos cada vez mais a uma corrida desenfreada às matérias-primas, aos recursos energéticos, aos recursos minerais e outros, tomados pela força das armas dos exércitos mais poderosos do mundo contra países soberanos.
O apelo do presidente de Angola, num registo captado pela RTP. João Lourenço pediu ainda ao papa que continue a ser um construtor de pontes. O papa Leão XIV, que aterrou em Luanda por volta das 15h deste sábado, hora de Lisboa, depois de uma visita de três dias nos Camarões, Leão XIV vai agora ficar por Angola até terça-feira. É mais uma paragem no périplo do papa pelo continente africano. No primeiro discurso em Luanda, ao lado do presidente João Lourenço, Leão XIV deixou apelos ao diálogo enquanto lembrava o passado de exploração em África.
Sempre que essa harmonia foi violada pela prepotência de alguns, o vosso povo sofreu. Ele traz as cicatrizes tanto da exploração material como da pretensão de impor uma ideia sobre outras. África tem uma necessidade urgente de superar situações e fenómenos de conflitualidade e inimizade, que dilaceram o tecido social e político de tantos países. No princípio, está o diálogo. Ele não exclui a divergência, que, contudo, pode tornar-se conflito.
O papa Leão XIV em Luanda, Angola, aqui num registo captado pela RTP. Vamos ao desporto. Este domingo há dérbi em Alvalade, entre Sporting e Benfica. O encontro pode ser decisivo para as contas do campeonato. O Sporting é segundo classificado a cinco pontos do líder Futebol Clube do Porto, mas tem menos um jogo. Já o Benfica está a sete pontos da liderança, mas ainda luta pela segunda posição, que é lugar de acesso à Champions. A partida joga-se na casa do Leão, em Alvalade, onde o Sporting não perde para a Liga desde a quarta jornada, quando perdeu com o líder Futebol Clube do Porto. E se perder amanhã, Rui Borges admite que chegar ao topo fica difícil, mas garante que a toalha não vai cair ao chão.
Matematicamente, para já não penso nisso, penso em ganhar, como é lógico.
Acha que é mais difícil.
De resto, fica mais difícil, como é lógico, mas é possível, porque matematicamente ainda é possível. Por isso, é muito por aí.
Sobre o adversário, Rui Borges deixa elogios.
É uma equipa muito dinâmica em zona de corredores, muito intensa, muito competitiva, muitos cruzamentos. Em termos defensivos também temos que ter a mesma vontade, a mesma intensidade para defender a nossa baliza, para continuarmos a ser também das melhores defesas. E é isso que nós queremos também.
Do outro lado, está um Benfica que ainda não derrotou nenhum dos rivais para a Liga. É por isso preciso fazer melhor, até porque o técnico José Mourinho admite que o segundo lugar fica muito difícil de alcançar em caso de derrota. Quanto às contas do título, o técnico português é pragmático.
Uma coisa é a matemática pura e outra coisa é o pragmatismo dos números. Eu acho que se nós não ganharmos o jogo, vamos dar tudo até o final. Enquanto for matematicamente possível, vamos atrás. Se deixar de ser matematicamente possível, continuamos a ir atrás daquilo que é a natureza e a história do clube, mas ficaria obviamente muito mais difícil.
Ogsne, Tomás Araújo e Richard Rios estão disponíveis para o encontro. Mourinho não quis ficar atrás de Rui Borges e por isso também deixou muitos elogios ao Sporting.
O Sporting está muito bem, está a jogar muito bem e fez recentemente dois jogos muito bons na Champions. Nós obviamente temos que ser pragmáticos, coerentes e até humildes no sentido de reconhecer que vamos ter um jogo muito difícil. Eu não sou propriamente um top em estatísticas, mas parece-me que o Benfica há muito tempo que não ganha o dérbi de Alvalade, mas vamos lá para ganhar.
A última vitória das Águias em Alvalade remonta à temporada 2021/2022. O Sporting-Benfica arranca às 18h deste domingo. Relatório e análise são para ouvir em direto aqui na antena da Rádio Observadora. Depois do dérbi, há jogo no Dragão entre o Futebol Clube do Porto e Tondela. Francesco Farioli quer a equipa focada no duelo em casa para o campeonato e não no dérbi em Lisboa. A casa portista, que ainda não sabe o que é ver este Futebol Clube do Porto perder nesta temporada para a Liga, pela frente tem o Tondela, que em oito jogos no Dragão até já conseguiu uma vitória, foi há 10 anos. Para amanhã a receita é só uma, ainda que o foco dos portistas vá estar antes no dérbi de Lisboa. Sobre o grande jogo da jornada, o técnico italiano do Futebol Clube do Porto diz que o resultado é secundário.
Não nos podemos deixar distrair, não podemos criar expectativas, porque, na realidade, ambas as equipas são candidatas ao título. Por isso, sejam quais forem os resultados, vamos aceitá-los naturalmente. Mas o mais importante é o que vamos fazer e como vamos abordar o jogo de amanhã.
Francesco Farioli em conferência de imprensa de antevisão ao encontro deste domingo. O Futebol Clube do Porto-Tondela arranca às 20h30 e é também para ouvir em direto aqui na Rádio Observador. Apito final neste Jornal da Uma, fechamos com futebol. A informação está de regresso à 13h30. Até já.