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Começamos o jornal da meia-noite, um jornal com a edição da Lara Figueiredo, justamente pelo futebol. O Benfica venceu esta noite por 5x0 o Tirsense e garante assim praticamente um lugar na final da Taça de Portugal.
Em Barcelos, o primeiro gol ao minuto 16 foi um autogol do jogador do Tirsense, João Pedro. Os other gols foram marcados por João Rego, Prestianni, Arthur Cabral e Schjelderup. No final da partida, o treinador do Benfica, Bruno Lage, diz que foi um jogo muito sério em que toda a equipe correspondeu e acrescenta que está realizado com a prestação do Benfica.
Tivemos o jogo muito sério e sinto-me completamente realizado pelo jogo que a equipe fez. Por isso, toda a gente correspondeu, toda a gente que foi chamada deu uma boa resposta. É isto que eu quero de toda a gente. Nós temos que estar sempre de olho naquilo que é o presente e o futuro, em particular eu, porque também fiz o trajeto dos jogadores, por isso estou sempre atento àquilo que eles vão fazendo a todo momento. Por isso, temos um plantel muito bom e cabe a mim saber gerir e cabe a mim saber motivá-los.
Bruno Lage, num registro captado pela RTP3. Já o treinador do Tirsense, Manuel Simões, destaca que apesar do resultado, e importante, foi a experiência que a equipe teve na meia final da Taça de Portugal e acrescenta que hoje o Tirsense dignificou a quarta divisão.
Agora, acima de tudo, é a experiência que levamos daqui. Isto é uma grande experiência. Alguns jogadores, se calhar, nunca mais vão ter uma vivência destas, outros, se calhar, ainda podem chegar a patamares deste nível, mas acima de tudo temos que estar satisfeitos com a prestação que fizemos até aqui. Já sabemos que ia ser difícil. Em alguns momentos mostramos que temos qualidade, que noutros patamares, com outras condições, se calhar, conseguimos igualar outros que lá estão. Por isso, nós temos que mostrar a qualidade que temos. Andamos no futebol, todos, para mostrar aquilo que valemos e eu acho que nós hoje dignificamos o Campeonato de Portugal.
A segunda mão realiza-se no Estádio da Luz, em Lisboa, uma partida marcada para 23 de abril e a final está agendada para 25 de maio, no Estádio do Jamor, em Oeiras.
Laura, é uma notícia Observador. O julgamento que coloca frente a frente o ex-primeiro-ministro António Costa e o antigo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, foi adiado sem nova data prevista.
Em causa, na decisão, está um pedido de Carlos Costa para que fosse dada a autorização do Banco de Portugal, atualmente liderado por Mário Centeno, para juntar ao processo algumas comunicações eletrônicas que Carlos Costa tinha enviado a terceiros enquanto liderava a instituição. O Banco de Portugal recusou o pedido por considerar que o acesso viola o segredo profissional. A juíza Milene Bolas reconhece a validade da decisão do Banco de Portugal perante a lei. Ainda assim, considera que o acesso à documentação de Carlos Costa é relevante para a decisão que virá a tomar sobre o caso. A juíza pediu, por isso, a intervenção do Tribunal da Relação de Lisboa para que o segredo seja desfeito. Caso a Relação de Lisboa aceite o pedido apresentado pelo tribunal onde vai decorrer o julgamento, a defesa de Carlos Costa terá 10 dias para juntar a documentação ao processo. O início do julgamento estava agendado para 2 de maio, mas fica agora adiado sem nova data prevista. Este é um artigo assinado pelo jornalista João Palgovim, e que pode ler com mais detalhes no site do Observador.
O PCP pede estabilidade para a habitação e defende a intervenção da banca. Já o Livre defende a redução de casas de luxo através de maior taxação.
No frente a frente desta tarde entre Paulo Raimundo e Rui Tavares, os dois partidos realçam a urgência de resolver a crise no acesso à habitação. O PCP pede medidas que garantam estabilidade aos portugueses e defende uma intervenção da banca através dos lucros para mais construção de casas. Paulo Raimundo aponta ainda o dedo ao governo de Luís Montenegro, diz que os benefícios fiscais dados aos não residentes fazem da aquisição de casas um negócio que não resolve a especulação imobiliária.
O orçamento de Estado tem vigor, faz várias opções negativas, mas faz uma particularmente negativa relativamente à habitação. É que dá, não há outra expressão, dá 1700 milhões de euros em benefícios fiscais aos não residentes. Ora, como é que é possível nós querermos controlar, contribuir para combater a especulação e damos 1700 milhões de euros em benefícios para aqueles que não residem cá, mas que fazem da aquisição das casas um belo negócio? Não vale a pena. Ou se tomam medidas de coragem ou então andamos aqui a enrolar uns aos outros.
Do lado do Livre, Rui Tavares defende a redução de casas de luxo através de maior taxação. O porta-voz do Livre quer arrefecer o mercado das habitações de luxo e financiar programas de rendas acessíveis.
Nós temos que intervir sobre o mercado de forma que quem neste momento compra casas em Portugal, porque é absolutamente insensível ao preço, e em bairros de Lisboa ou do Porto, onde antes uma casa custava meio milhão de euros e nós achávamos uma fortuna, e hoje em dia são vendidas por dois milhões de euros, este desvio que está a levar todo o mercado habitacional para o segmento de luxo tem que ser corrigido e é corrigido através da taxação. Essas pessoas precisam pagar mais, muitas delas não são contribuintes, não são sequer residentes em Portugal, e esse dinheiro desses impostos deve contribuir para arrefecer o segmento luxo, ou mesmo que não o consiga, pelo menos a ter rendimento, que significa construir casas, as tais casas de rendas acessíveis.
Quanto à defesa Livre suger o fim da NATO e a criação de uma comunidade europeia de defesa no seu lugar. Rui Tavares acredita que os tempos pedem uma Europa unida, mas descarta que isso signifique maior investimento em armas, principalmente dos Estados Unidos. Já o PCP reitera que o investimento que aí vem não é na segurança europeia, mas sim numa economia de guerra.
E na análise ao debate desta tarde entre Rui Tavares e Paulo Raimundo, o editor adjunto de política do Observador dá a vitória a Paulo Raimundo.
Miguel Santos Carrapatoso considera que foi um bom debate, com divergências pouco comuns nos frente a frente entre partidos de esquerda, e sublinha que, apesar de com algumas contradições, Paulo Raimundo esteve melhor na discussão de assuntos decisivos para os portugueses.
Por serem temas mais decisivos para
Os eleitores portugueses, Paulo Raimundo acabou por bater Rui Tavares nestes pontos muito concretos. A determinada altura, Paulo Raimundo tem uma frase que pode ajudar a resumir o debate e a forma como saiu por cima no debate, a meu ver, claro, isto é tudo subjetivo, em que Paulo Raimundo diz: "Ou se tomam medidas de coragem ou andamos aqui a enrolar-nos uns aos outros". E de facto, pareceu em muitos momentos que Rui Tavares estava a enrolar e Paulo Raimundo era o único que, concordes ou não com as soluções que propõe, era o único que as tinha para apresentar.
Análise do editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, ao debate entre PCP e Livre.
E tal como o PCP e o Livre, Mariana Mortágua diz que a Europa não precisa de mais armas.
A coordenadora do Bloco de Esquerda repudia os planos de defesa da União Europeia. Esta tarde numa sessão organizada pelo partido em Évora, Mariana Mortágua defende que a Europa já é uma potência militar.
Não precisamos de mais armas, em primeiro lugar, porque termos armas, porque a Europa tem como se defender, porque a Europa exporta armas, porque a Europa é uma potência militar neste momento e porque quem acha que produzir armamento como estratégia económica está a dizer que o seu projeto futuro é a guerra, o seu projeto futuro não é a paz.
Mariana Mortágua defende ainda que a Europa está a investir em armas, um dinheiro que deveria ser canalizado para a transição climática.
Na atualidade internacional, Donald Trump aumenta para 125% as tarifas para a China e anuncia uma pausa de 90 dias para outros países.
A decisão é explicada pelo presidente norte-americano nas redes sociais. De acordo com Donald Trump, mais de 75 países entraram em contacto com membros da administração norte-americana para negociar uma solução para as tarifas. Até esta decisão entrar em vigor, vai ser aplicada apenas uma taxa de 10%. Minutos antes, o próprio presidente norte-americano anunciou o aumento para 125% das tarifas sobre produtos chineses. Donald Trump diz que esta decisão foi tomada devido à falta de respeito que a China tem demonstrado para com os mercados internacionais.
E Laura, que outras notícias estão a marcar a atualidade e merecem destaque neste jornal?
Os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu convidaram hoje as empresas norte-americanas a investirem na União Europeia. Asseguram que o bloco comunitário está contra uma guerra comercial por causa das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Ursula von der Leyen escreve nas redes sociais que a Europa está aberta ao comércio e ao investimento. A Câmara Municipal do Porto não tinha conhecimento da proposta de construção de duas pontes para a linha de alta velocidade Porto em An, uma garantia deixada por fonte oficial da autarquia à Agência Lusa. A proposta foi apresentada pelo consórcio da Lusolav, responsável pela linha de alta velocidade, que quer mudar em 2 km a localização da estação de Gaia e fazer duas pontes sobre o Douro, em vez de uma rodoferroviária. A proposta tem de ser aprovada pela Infraestruturas de Portugal. Para a autarquia de Rui Moreira diz que não tinha conhecimento da situação. Morreu Rogério Seteil, o realizador de Duarte e Companhia, um dos grandes êxitos da televisão portuguesa. A informação foi avançada pela RTP. Rogério Seteil nasceu em Vila Franca de Xira, começou por fazer cinema amador, mas acabou por se tornar responsável por outros grandes projetos como Zé Gato, o Bando dos Quatro e o filme Cântigamente Nº 4. Morreu esta quarta-feira aos 88 anos.
E ficamos por aqui no que diz respeito ao Jornal da Meia Noite. Já sabe que as notícias estão em permanência no site do Observador, em observador.pt. Este jornal teve a edição da Laura Figueiredo.