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Jornal da Meia-Noite, edição de Laura Figueiredo e a começar no desporto. O Sporting é o primeiro finalista da Taça de Portugal. A equipa leonina venceu o Rio Ave no Estádio Capital do Móvel, por duas bolas a uma.

Pelo Sporting, os gols foram de Gonçalo Inácio e Viktor Gyökeres. Pelo Rio Ave, marcou André Luís. No final do jogo, o treinador do Sporting, Rui Borges, diz que a equipa tem dado uma resposta fantástica e que a passagem à final da Taça de Portugal é mais do que justa.

É um jogo onde entramos bem e fizemos o gol inicial, que era importante, queríamos também. Por isso, mérito da equipa, mérito dos jogadores que numa fase inicial entraram muito dinâmicos, pressionantes, tentámos ser logo pressionantes, porque queríamos fazer um gol cedo para dar a eliminatória quase como garantida. Só um grande grupo, um grupo incrível, é que chega e disputa uma final da Taça da Liga, uma final da Taça, está na luta do campeonato em primeiro lugar.

Já o treinador do Rio Ave, Petit, considera que esta noite a equipa foi uma digna vencida e parabeniza o Sporting pela prestação na partida.

O Sporting sentiu-se confortável no jogo. Se nós passamos muito para a pressão e tivemos essa coragem muitas vezes de dar passes em frente, sabíamos que podíamos desproteger atrás e sabendo que o Sporting tem um avançado que é muito forte a atacar essa profundidade, são riscos que nós corremos. Parabéns ao Sporting, que foi um justo vencedor e nós fomos uns dignos vencidos. Por isso, a continuarmos. Temos quatro jogos agora de campeonato, queremos acabar bem, que a última imagem é que fica.

Declarações de Petit, treinador do Rio Ave, no final do jogo frente ao Sporting. Com a vitória dos Leões, a equipa torna-se a primeira finalista da Taça de Portugal.

Agora na política, Luís Montenegro recusa comentar as declarações do líder do PS, que admitiu deixar cair uma comissão parlamentar de inquérito à Spin 活 .

Esta manhã, Pedro Nuno Santos disse esperar que não seja necessário haver uma comissão parlamentar de inquérito à empresa familiar de Luís Montenegro e acrescentou ter a expectativa de que até ao final da campanha eleitoral, seja esclarecido o que ainda há por responder. Em declarações aos jornalistas no Funchal, esta terça-feira, o presidente do PSD evitou comentar a posição do secretário-geral do Partido Socialista.

Eu não ouvi, mas eu estou concentrado desde o início desta pré-campanha, deste processo eleitoral, em continuar a dar às portuguesas e aos portugueses respostas aos seus reais problemas que sentem todos os dias e que querem ver ultrapassados. E, portanto, é nisso que me vou continuar a concentrar. E agora vou falar exatamente desses problemas ou de alguns deles, está bem?

Declarações de Luís Montenegro no Funchal, antes de discursar na apresentação dos candidatos da coligação PSD/CDS pelo Círculo da Madeira, às eleições legislativas de 18 de maio.

O líder da oposição em Vizela considera que o presidente da autarquia, Vítor Hugo Salgado, deve suspender o mandato por estar alegadamente envolvido num caso de violência doméstica.

As agressões terão ocorrido em fevereiro deste ano e alegadamente obrigaram a mulher de Vítor Hugo Salgado a receber tratamento médico hospitalar. Ora, o vereador da coligação PSD/CDS em Vizela, Jorge Pedrosa, pede a suspensão do mandato do atual autarca.

Eu acho que o senhor presidente não tem condições para continuar no exercício de funções sem dar esse passo de, pelo menos, a suspensão do seu mandato. Eu, como líder da oposição e com assento como vereador na Câmara Municipal, não posso ficar indiferente relativamente a um assunto que veio a público como este.

Jorge Pedrosa, vereador da coligação PSD/CDS em Vizela.

Agora Meia-Noite e três. E o Tribunal Constitucional declarou hoje inconstitucionais seis normas que regulam a eutanásia.

São normas relacionadas com três questões. Os juízes do Palácio Ratton consideraram que não respeita a Constituição a obrigatoriedade imposta aos médicos que se recusam em fazer a eutanásia, de terem de explicar o motivo da recusa. Outra questão prende-se com o facto de não ser exigido ao médico especialista que acompanha o doente a realização de um exame. Por fim, os juízes conselheiros entendem que há normas conflituantes. Se de um lado há partes da lei que abrem caminho a que o doente possa escolher entre a eutanásia e o suicídio assistido, por outro, a mesma legislação também define que a lei só consente a eutanásia se o doente estiver fisicamente impossibilitado de autoadministrar os fármacos letais. De acordo com a Constitucional, as restantes normas, fora do âmbito destes pedidos, são consideradas de acordo com a lei.

E o Chega que saúda a decisão do Tribunal Constitucional em inviabilizar a entrada em vigor da denominada Lei da Eutanásia.

A reação chega através de comunicado, onde o partido recorda que apontou as inconsistências e falhas do diploma. Na mesma nota, o Chega diz que vai garantir que o novo Parlamento, que sair das eleições de 18 de maio, vai promover o desenvolvimento de cuidados continuados em Portugal para evitar que qualquer pessoa queira recorrer à morte medicamente assistida. O partido de André Ventura acrescenta ainda que vai continuar a lutar pela vida e pela dignidade em todas as suas fases, promovendo um sistema integrado de cuidados paliativos na saúde em Portugal.

Ora, a notícia desta inconstitucionalidade declarada pelo tribunal a seis normas que regulam a eutanásia ficou a ser conhecida durante o debate para as eleições legislativas.

Rui Tavares e Inês de Sousa Real foram confrontados com a decisão do tribunal. O líder do LIVRE respeita a decisão, mas considera que cada pessoa tem o direito de escolher o que fazer com a própria vida.

Respeitar o Estado direito é respeitar o Estado direito em todas as suas dimensões.

Dar mais passos para essa concretização.

Para nós, a questão de uma vida digna e da possibilidade da escolha de uma pessoa acerca da forma de terminar a sua vida é absolutamente essencial. Vamos ler com muita atenção o que nos diz o Tribunal Constitucional e, evidentemente, na próxima legislatura, vamos continuar a trabalhar sobre esta questão.

Do lado do PAN, Inês de Sousa Real considera que a aprovação de eutanásia já peca por tardia.

O país já tem levado muito tempo a ter a regulamentação da morte medicamente assistida e não nos podemos esquecer que são pessoas que estão em profundo sofrimento, em doença irreversível. E há aqui também uma desigualdade económica perante aquilo que é a possibilidade de cidadãos que vão ao estrangeiro para pôr fim à sua vida e poder decidir como querem morrer. E estamos aqui a entrar no caminho da liberdade individual. Teremos que ler com atenção a decisão do Tribunal Constitucional, mas lamentamos profundamente

Ainda neste debate foram discutidos outros temas, como a saúde. O líder do LIVRE defende que o SNS sofre com uma concorrência desleal do setor privado. Nesta matéria, o PAN defende a captação de mais médicos de família e ainda a baixa médica comparticipada a 100% para doentes oncológicos. Sobre habitação, Inês de Sousa Real quer acabar com o regime de residentes não habituais. Diz que a medida contribui para a especulação imobiliária. O porta-voz do PAN defende ainda uma maior aposta na reabilitação de casas.

Entretanto, Carlos Moedas elogia o papel do Papa Francisco na promoção da diversidade religiosa e confirma que pretende alterar o nome do Parque Tejo.

Em entrevista à CNN Portugal, o presidente da Câmara de Lisboa recorda alguns momentos em que esteve reunido com o chefe da Igreja Católica durante as Jornadas Mundiais da Juventude, em 2023. Moedas recorda ainda a preocupação do Papa Francisco com a multiculturalidade da capital.

Ele primeiro perguntava-me pelos outros. E eu, a princípio, pensei: "O que ele se refere?" Ele referia-se à multiculturalidade de Lisboa, às outras religiões. Onde é que estavam os judeus? Onde é que estavam os muçulmanos? Como é que ele os podia encontrar? E eu achei aquilo tão belo no mundo em que vivemos, que o chefe máximo da Igreja começava por perguntar pelos outros.

Carlos Moedas confirma que pretende dar o nome Papa Francisco ao Parque Tejo. O autarca lisboeta afirma que a intenção já era antiga. A proposta de alteração do nome vai ser votada amanhã, em reunião de Câmara.

Agora é 12:07 e depois do funeral, no sábado, o Papa vai ser sepultado na Basílica de Santa Maria Maior. De resto, este é o desejo que expressou em testamento.

Os enviados especiais do Observador, João Francisco Gomes, Diogo Ventura e Luís Soares, estiveram esta terça-feira na Basílica e falaram com o cardeal a quem Francisco deixou as instruções para o funeral.

Foi em frente à Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, que o cardeal Rolando Macrikas recebeu o Observador.

Hello.

We work for Observador, a newspaper and radio from Portugal. É a Basílica onde vai ficar sepultado o Papa Francisco, que deixou a este cardeal as instruções para este dia.

And for us, is really great responsibility to prepare.

E por isso o cardeal Macrikas não esconde que esta é uma grande responsabilidade.

In the way how Holy Father Francis wanted.

Responsabilidade em que tudo decorra da forma como o Papa desejava, com simplicidade e apenas com o essencial. O certo é que a poucos dias do funeral, está praticamente tudo preparado, mas nem tudo. O cardeal Macrikas explica ao Observador que ainda há uma tábua a tapar a zona onde vai ficar o túmulo do Papa, que vai ter que ser retirada. Para já, ainda permanece para evitar a especulação. Sabe-se que a única inscrição será o nome de Franciscus. O cardeal explica que estará presente a cruz que usou como bispo, cardeal e papa, para que as pessoas possam reconhecer o túmulo. O mármore vem de Ligúria, a terra dos avós. A Basílica de Santa Maria Maior, onde o Papa vai ficar sepultado, é das mais antigas de Roma e 350 anos depois, volta a viver o enterro de um papa.

O último a ser sepultado na Basílica de Santa Maria Maior foi o Papa Clemente IX, em 1669. No próximo sábado, Francisco junta-se aos sete que também lá estão sepultados. Mais de 350 anos depois, a Igreja volta a testemunhar um funeral papal, graças a um dos mais importantes tesouros da Basílica, o ícone de Maria, a Salus Populi Romani, Padroeira do Povo Romano.

Este é um trabalho que pode ler no site do Observador, assinado pelo João Francisco Gomes e com fotografia do Diogo Ventura. Mudando agora de tema, Laura, vamos então para a atualidade internacional, com Vladimir Putin terá admitido pela primeira vez a possibilidade de parar a invasão da Ucrânia.

Em negociações com os Estados Unidos, o presidente russo terá cedido à hipótese de terminar o conflito. No entanto, a guerra seria parada nas linhas da frente atuais, com o Kremlin a manter para si as zonas da Ucrânia que atualmente ocupa. De acordo com o Financial Times, Putin terá sugerido esta paragem da invasão no encontro em São Petersburgo com o enviado norte-americano Steve Witkoff. Atualmente, a Rússia ocupa parcialmente as quatro regiões da Ucrânia, que antes exigia anexar na totalidade, Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia. Agora, nesta nova proposta, só as áreas que ainda ocupa e que lhe seriam cedidas, mas em troca, os Estados Unidos teriam de fazer concessões a nível geopolítico mais amplas à Rússia, tais como o reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia, algo que os Estados Unidos se preparam para apresentar aos aliados, e ainda a proibição da Ucrânia de entrar na NATO.

E Zelensky diz que a Ucrânia está pronta para manter as negociações diretas com Moscovo para acabar com a invasão russa, mas só depois de um cessar-fogo entrar em vigor.

Declarações de Volodymyr Zelensky em conferência de imprensa em Kiev. As últimas conversações diretas entre representantes russos e ucranianos aconteceram em 2022. Nesta quarta-feira, norte-americanos, ucranianos e europeus vão discutir em Londres o cessar-fogo das hostilidades na Ucrânia, depois de mais de três anos de guerra.

Agora é 12:10. E para fechar, Laura Figueiredo, que outras notícias estão a marcar a atualidade?

O lucro da Tesla no primeiro trimestre caiu mais de dois terços por uma revolta contra a empresa de Elon Musk, que se refletiu nas vendas e nos lucros. Os números divulgados mostram uma contração do resultado líquido da empresa em 71%. Espera-se que a Tesla estabeleça ainda hoje uma conferência telefónica com os investidores. A Organização Mundial de Saúde revela que os cortes orçamentais dos Estados Unidos estão a deixar as contas da agência da ONU no vermelho, o que vai obrigar a despedimentos e a reduzir as operações. A administração de Donald Trump também se recusou a pagar as quotas acordadas para 2024 e 2025, congelando assim praticamente toda a ajuda externa dos Estados Unidos, incluindo apoio considerável a projetos de saúde em todo o mundo. Vários outros países também reduziram as despesas de ajuda ao desenvolvimento.

Notícias à meia-noite com Laura Figueiredo. Quanto a nós é tudo, então até amanhã.

Até amanhã, Nuno.

Até amanhã.