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Meia-noite. As notícias com Maria Miguel Duarte.
Boa noite. Começamos em Paris. Depois da vitória do Paris Saint-Germain, a noite é de muita festa, mas também de um rastro de destruição. Os festejos do título do PSG estão a dar lugar a confrontos e também a danos nas ruas da capital francesa. De acordo com o jornal francês Le Figaro, já há mais de 130 detidos e os feridos não param de aumentar. O jornal avança que um carro foi incendiado junto ao estádio do PSG. Também várias paragens de autocarros estão destruídas. Já o diário Le Parisien dá conta de confrontos com a polícia. Os adeptos têm disparado engenhos pirotécnicos contra as autoridades. Já com este registro de vários feridos. Os bombeiros de Paris já pediram aos parisienses para não sobrecarregarem a linha de emergência. Na rede social X, os bombeiros explicam que estão a receber um grande número de chamadas e pedem para se libertar a rede, se o pedido não for extremamente urgente. Nas ruas de Paris estão cerca de 5500 agentes da polícia para tentar controlar estes festejos e também agora os confrontos que ocorreram. O PSG venceu o Inter de Milão por 5x0 e sagrou-se pela primeira vez campeão europeu de futebol. Viramos agora as atenções para a política nacional. Rui Rio é o mandatário nacional da candidatura de Henrique Covey e Melo a Belém. O ex-líder do PSD diz que tem convergência de pensamento com o almirante. Foi uma surpresa que surgiu no jantar de candidatura de Henrique Covey e Melo, no Porto, onde o almirante deu as boas-vindas a Rui Rio e apresentou-o como mandatário nacional. Primeiro discursou o ex-líder do PSD e depois Henrique Covey e Melo. Maria Rego, este foi um discurso com tacadas às vozes que criticaram a campanha do almirante.
Foi um discurso de pouco mais de 10 minutos, onde houve espaço para alguns recados, a começar a crítica às vozes que mostraram contra a candidatura de Henrique Covey e Melo.
Se, por um lado, são arautos da democracia e apelam à resistência e ao dever cívico dos cidadãos para participarem ativamente na política e na vida da comunidade, por outro, atacam ferozmente qualquer cidadão que tente imiscuir-se na trincheira política que eles próprios acham que criaram. Caros amigos, a política não é um clube fechado, onde só se entra por convite.
E no meio das críticas, veio o principal compromisso.
Para reconstruir a confiança dos portugueses.
Para lá chegar, Henrique Covey e Melo aponta os passos a seguir.
Temos que reformar e modernizar o Estado. Temos que reformar a Justiça. Temos que pagar melhores salários, fixar os nossos jovens e garantir o futuro do Estado Social.
Traçados os objetivos, fica o compromisso.
Se os portugueses me escolherem como presidente da República, procurarei ser um presidente diferente, um presidente que fala com clareza, que une os portugueses, em vez de os dividir, um presidente imune às intrigas partidárias, à maledicência, à prática do bota-abaixo e da crítica e do comentário inconsequente.
O momento alto da noite ficou marcado pela apresentação de Rui Rio como mandatário nacional da campanha, um regresso à política nacional que aconteceu com Gouveia Melo.
Reconheço nesta candidatura uma convergência de pensamento relativamente à situação do país e às ações concretas que urge implementar. Aceitei, porque sinto que o candidato tem a visão correta, a capacidade necessária e a determinação para continuar a servir Portugal.
O jantar da candidatura de Henrique Covey e Melo terminou ao som do hino nacional, entoado por algumas centenas de pessoas na Alfândega do Porto. A jornalista Maria Rego, que esteve a acompanhar o jantar de candidatura de Henrique Covey e Melo na Alfândega do Porto. O almirante escolheu o social-democrata Rui Rio como mandatário nacional da sua candidatura a Belém. E depois de dois anos e meio de liderança, Rui Rocha demite-se de presidente da Iniciativa Liberal. É uma decisão que surge na sequência de uma reunião da Comissão Executiva da IL esta tarde. No final da reunião, Rui Rocha explica o porquê desta saída.
Olhando para os resultados eleitorais de 2025, tenho de sublinhar o fato de a Iniciativa Liberal não ter atingido a preponderância política que todos nós desejávamos. Desta vez, foi liberal para mais portugueses, mas não os suficientes para influenciarmos definitivamente a política do país. Portanto, isso impõe o reconhecimento pessoal dessa circunstância e impõe que sejam tomadas decisões em função desse reconhecimento. Devo salientar que o balanço global que faço destes dois anos e meio é francamente positivo, de consolidação da Iniciativa Liberal, da presença em todos os parlamentos que referi, dos melhores resultados de sempre da Iniciativa Liberal.
A Iniciativa Liberal segue agora para eleições internas. Rui Rocha diz que mantém o lugar de deputado e que relativamente aos próximos passos dentro do partido, vai manter-se neutro. O presidente demissionário da Iniciativa Liberal pede que o partido escolha uma liderança que esteja alinhada com o novo ciclo político. Já há também algumas reações a esta demissão de Rui Rocha, nomeadamente de Marcelo Rebelo de Sousa, que não teve conhecimento prévio da saída do líder da IL. Sem grandes análises, o Presidente da República diz que não comenta a vida interna dos partidos, mas que estranhou o anúncio da saída depois da proposta da IL de revisão constitucional.
Eu não gosto de contar o que se passa nas audiências, mas sabem tão bem como eu, porque as delegações à saída dizem o que se passou na sua perspetiva
Portanto, eu não comento as decisões, respeito, dos líderes partidários, quer aqueles que antes de irem a Belém e ser ouvidos sobre a situação e a indicação do primeiro-ministro, já tinham comunicado que iam cessar funções, que era aqueles que decidiram, pois.
Para além do Presidente da República, também já há reações no seio dos liberais, nomeadamente por parte de Carlos Guimarães Pinto, o antigo presidente dos Liberais e atual deputado, escreve no X que Rui Rocha cumpriu com dignidade a sua missão como presidente. Já o ex-líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Rodrigo Saraiva, escreve que desde o dia em que aceitou ser candidato a deputado por Braga até hoje, uma palavra demonstra o caráter de Rui Rocha: abnegação. Ainda na política nacional, o Presidente da República quer que o governo e o primeiro-ministro tomem posse até ao dia 10 de junho. Esta tarde, na iniciativa do Banco Alimentar, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre quando é que o primeiro-ministro, governo e secretários de Estado vão tomar posse. Fala numa agenda muito preenchida por parte de Luís Montenegro e mantém a dúvida sobre se todos vão tomar posse no mesmo dia.
A ideia é ser sempre antes de 10 de junho. Se será conjunta ou não conjunta, temos dias até 10 de junho, apesar de o senhor primeiro-ministro ter uma agenda muito carregada, vai à Conferência de Nice e vamos em conjunto todos às celebrações de 10 de junho, que são coladas ao próximo fim de semana. Não é fácil o calendário, mas é possível.
Marcelo Rebelo de Sousa, esta tarde em declarações aos jornalistas, num som captado pela RTP3, tem assim a expectativa que o governo e o primeiro-ministro tomem posse até ao dia de Portugal. É o ponto final neste jornal. Voltamos a atualizar toda a informação à meia-noite e meia, já com edição do jornalista Miguel de Carvalho Gato.