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Meia-noite e dois. Edição da meia-noite, António José Soares e a começar com Mário Centeno, garante que deu toda a informação sobre a nova sede do Banco de Portugal ao Ministério das Finanças e que o governo não fez nenhuma pergunta.
Foi em entrevista esta noite à RTP3. O ainda governador do Banco Central foi confrontado com a polêmica sobre a nova sede e garante que toda a informação foi dada de forma voluntária ao executivo, embora a instituição não estivesse obrigada a fazê-lo. Sobre as bandeiras vermelhas do processo, Centeno diz que não ignorou e que as transpôs para o contrato de promessa de compra e venda.
Os alertas foram todos transpostos para cláusulas do contrato de promessa de compra e venda, em que se a parte dos alertas que ainda não tinha sido clarificada ou resolvida no momento da assinatura do contrato, se não forem solucionados a contento, o banco pode sair do contrato. Sendo reembolsado de todas as verbas que entregou, adicionado do custo de financiamento dessas mesmas verbas.
Isso está previsto no contrato?
Está tudo previsto no contrato.
Centeno reitera que o executivo foi informado sobre as questões relacionadas com a nova sede do Banco de Portugal, nomeadamente que o custo do projeto total não era o contratado. Quando questionado sobre as declarações do governo ao "Expresso", que contradizem esta informação, Mário Centeno repete que foram dadas todas as informações sobre o contrato promessa, os alertas e a forma como o banco tratou destes alertas e o custo das avaliações.
Ainda na primeira parte desta entrevista à RTP, Mário Centeno disse que não sente desilusão por sair do Banco de Portugal.
O governador do Banco Central, agora em fim de mandato, fala numa decisão do executivo que não deve ser questionada. Diz ainda que prestou um serviço público marcado pela estabilização financeira.
Em relação ao meu desempenho, ele está aí para ser avaliado. A decisão que foi tomada é uma decisão que só cabia ao governo. Foi assim que foi feito, é assim que deve ser feito e respeito, obviamente, todas essas decisões. Todo este meu trajeto, só 30 segundos para lhe dizer, foi marcado por uma característica de estabilização do sistema financeiro muito significativa, de reforço da posição de Portugal internacionalmente. Estou muito satisfeito por todos estes anos de serviço público e é isso que a mim é mais importante.
Já na reta final da entrevista desta noite na RTP, o ainda governador do Banco de Portugal passou a questões relativas à partidarização do cargo e diz que o Banco de Portugal, a instituição, nunca deixou de dizer o que tem para dizer sobre a economia portuguesa, porque essa é a sua função. Mário Centeno recorre aos filmes de animação para deixar um aviso: os países não podem ser governados sem memória.
O primeiro texto que foi publicado pelo Banco de Portugal sobre o IRC é anterior à crise financeira. E diz exatamente o mesmo do último que foi publicado. Eu acho que às vezes estamos nestes filmes, eu sempre levo os meus filhos aos filmes da Disney. E há um filme, que é "À Procura da Dory". A Dory é um peixinho que não tem memória. Os países não podem ser governados sem memória. Nós não podemos dizer essas coisas sem saber do que estamos a falar. Nós não podemos dizer que o Banco de Portugal agora começou a publicar umas coisas, quando o Banco de Portugal já publica essas coisas desde sempre.
Declarações de Mário Centeno, que lembra que o Banco de Portugal sempre produziu relatórios mais e menos favoráveis e que começou a publicar projeções orçamentais quando Fernando Medina era ministro. Quanto à sua transparência, diz que não pode ser posta em causa por ninguém e que a instituição não mudou de atitude e oferece um conjunto de serviços aos portugueses muito superior aos que produzia em 2020. Quanto a um futuro na política, Centeno não nega essa possibilidade e deixa uma porta aberta.
André Ventura diz que só é candidato à Presidência da República em último caso.
Em entrevista esta noite à SIC Notícias, o presidente do Chega afirma que não tomou ainda nenhuma decisão. André Ventura explica que não é um cenário desejável para o país que o líder da oposição seja candidato a eleições presidenciais. Por isso, só admite entrar na corrida ao Belém se nenhum nome corresponder aos valores do partido.
O eleitorado deu-me um sinal claro. Eu próprio estou a fazer uma análise sobre isso e acho que o eleitorado não quer que haja confusões. Isso não é o desejável. Só serei candidato em último caso, caso sintamos mesmo que nenhum dos candidatos consegue preencher um espaço que tem que ser preenchido.
Já quando questionado sobre as eleições autárquicas, André Ventura acredita que o Chega pode ganhar em Setúbal e no sul do país.
É falso que o governo pretenda eliminar a falta de luto gestacional.
O desmentido surge numa nota de esclarecimento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em reação às notícias divulgadas esta sexta-feira sobre a eliminação da falta por luto gestacional. Segundo o gabinete de Maria do Rosário Palma Ramalho, todas as gestantes conservam e até aumentam os seus direitos na eventualidade de interrupção da gravidez. A trabalhadora terá sempre direito ao gozo da licença de 14 a 30 dias, ao invés dos atuais três dias, o que é um regime mais favorável à gestante. Diz a mesma nota, que acrescenta ainda que o outro progenitor também terá direito de faltar ao trabalho até a um limite de até 15 dias, ao contrário dos atuais três, o que também é mais favorável comparativamente ao atual regime.
Agora meia-noite e sete. Entretanto, António, vai ser descontinuado o carregamento mensal do passe gratuito navegante, destinado exatamente a jovens.
A informação foi avançada em comunicado pela empresa Transportes Metropolitano de Lisboa Em contrapartida, os jovens podem optar pela renovação do carregamento prolongado, que é feita sempre que o cartão Navegante expira. A Transportes Metropolitanos de Lisboa alerta ainda os jovens para a necessidade de verificarem a situação do próprio cartão Navegante. Isto porque se houver mais do que um cartão associado ao mesmo NIF, o sistema não vai permitir a renovação da gratuidade.
Para amanhã, máxima de 36 graus em Lisboa e devido a isso, a Câmara de Cascais declara situação de alerta municipal e Sintra vai encerrar alguns monumentos, exatamente face ao risco muito elevado de incêndios rurais.
A informação foi avançada pelas autarquias em comunicado, depois do Instituto Português do Mar e da Atmosfera ter alertado para o perigo de incêndio rural entre domingo e terça-feira. Durante esses dias, o acesso às áreas florestais do Conselho de Cascais está interdito. De acordo com Carlos Carreiras, presidente do município de Cascais, esta medida visa salvaguardar vidas humanas e proteger o património natural, nomeadamente o Parque Natural Sintra-Cascais. A Câmara Municipal de Sintra também vai proibir o acesso ao perímetro florestal do concelho e encerrar os monumentos dentro da serra. A Quinta da Regaleira, Palácio Nacional de Sintra e Palácio Nacional de Queluz vão permanecer abertos.
Mudando de tema, a Meta vai proibir anúncios políticos, eleitorais e também sociais na União Europeia, a partir de 10/10/2025.
A empresa justifica a decisão com o novo regulamento europeu sobre transparência e publicidade política. A medida aplica-se ao Facebook, Instagram e outras plataformas da Meta. O debate político orgânico vai continuar a ser permitido, mas sem promoção paga.
Agora, 00h10. António, que outras notícias vão marcando para já a atualidade?
O Sporting conquistou o troféu Cinco Violinos. Esta noite no Jamor, os Leões venceram o Villarreal por 1 x 0, gol marcado pelo capitão Morten Hjulmand, de grande penalidade, ainda no primeiro tempo. Foi a décima vez que o Sporting conquistou a prova. Foi descoberta a assinatura de Josefa de Óbidos numa pintura do Palácio Nacional de Mafra, durante os trabalhos de conservação de uma pintura. A confirmação só foi possível após uma limpeza profunda e análise por infravermelhos. O quadro Menino Jesus em Descanso é o único da artista em Mafra. A descoberta reforça o valor desta peça de Josefa de Óbidos no património nacional. Nuno, diz-me uma coisa, tu és daquelas pessoas que têm paciência para ir comprar roupa, experimentar tudo ou és como eu, que acha que isto é um grande aborrecimento, esta coisa do veste roupa, despe roupa, veste roupa?
É que não tenho a mínima paciência.
É como eu.
Detesto, mas é que é mesmo.
Eu também. Detesto. Pois olha, há boas notícias para nós.
Manda vir.
A Google lançou uma ferramenta de inteligência artificial que permite experimentar roupa virtualmente. Basta tirares uma foto tua, de corpo inteiro, e em segundos consegues ver como é que aquelas calças ou a camisa ficam. Basta ali no ecrã do telemóvel dizer: "Isto fica-me bem, aquilo não fica."
Como é que tudo isso funciona? Já agora.
É muito simples. Procuras uma peça de roupa no Google Shopping, carregas no ícone "Experimentar" sobre a tua foto e a inteligência artificial ajusta a roupa digitalmente ao teu corpo e mostra-te como é que o tecido se ajusta às tuas formas.
Exatamente.
Às formas. Quem tem as formas mais arredondadas na cintura, vai-se ver de uma maneira, quem não tem, vai-se ver de outra e assim quando a encomenda chega já não há surpresas.
E é disponível para toda a gente?
Para já, só nos Estados Unidos, ok? Mas a Google está a apostar em estender esta tecnologia a outras partes do mundo, porque a adesão tem sido muito grande mesmo entre as pessoas que fazem compras de roupa online.
Olha que é uma excelente notícia. É uma excelente notícia. É uma dor de cabeça. É mesmo.
Não tenho paciência.
A ideia de shopping já é má.
Exato. E a ideia de passar horas a provar roupa.
Pior ainda. Olha, então até amanhã.
Até amanhã.
Até amanhã.