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Jornal da Meia-Noite, edição do António José Soares. E a começar, António, no desporto, com o Benfica empatou a zero com o Fenerbahçe de Mourinho.
Um jogo da primeira mão do playoff de acesso à Liga dos Campeões. Os encarnados terminaram a partida reduzidos a 10, por expulsão de Florentino aos 71 minutos. No final, José Mourinho, treinador do Fenerbahçe, disse que foi um jogo competitivo e de alto nível, mas que a equipa não teve a capacidade para ganhar.
Acho que não tendo sido um jogo bonito, foi um jogo de alto nível. Foi um jogo competitivo, foi um jogo com uma equipa que quis empatar e empatou. E uma equipa que quis ganhar, mas não teve qualidade suficiente para o conseguir. Fenerbahçe não conseguiu marcar. Não conseguiu marcar, porque jogou contra um adversário que defendeu muito e bem, contra um adversário com experiência suficiente para quando ficou com 10, o jogo ter acabado, souberam gerir o jogo.
José Mourinho, em declarações à Sport TV. Já o treinador do Benfica, Bruno Lage, fala num jogo competitivo e considera que a equipa dominou a partida.
Foi um jogo muito competitivo. Acho que na primeira parte foi claramente superior. Dominamos o jogo, controlámos o jogo, quer com bola, quer sem bola. Na segunda parte, uma entrada forte do nosso adversário, pela qualidade que tem. Acho que nós também entrámos forte. Nossa estratégia passou por controlar o jogo com bola. Tenho a opinião que controlámos o jogo. Se o Fenerbahçe está vivo, o Benfica está mais que vivo. Vamos preparar a recuperação, vamos treinar já amanhã aqui na Turquia para preparar o jogo da Tondela e temos que ter esse objetivo de ganhar os dois próximos jogos.
Bruno Lage, em declarações à Sport TV, depois do empate desta noite a zero frente ao Fenerbahçe, em Istambul, na primeira mão do playoff de acesso à Liga dos Campeões. Ficam assim adiadas todas as decisões para o encontro da segunda mão, dentro de uma semana, a 27 de agosto, no Estádio da Luz, em Lisboa. O vencedor desta eliminatória garante uma vaga na fase de liga da Champions, enquanto o derrotado será relegado para a Liga Europa.
Agora também nos incêndios. António, o incêndio que lavra na Covilhã esteve caótica ao final da tarde, mas o pior já terá passado.
O ponto da situação foi feito esta noite pelo presidente da Câmara Municipal, à Agência Lusa. Vítor Pereira alerta, no entanto, para a existência de inúmeros pontos quentes nas zonas de Dominguiso, Vales do Rio e Unhais da Serra. Ainda na Covilhã, destaque para o comunicado do Hotel H2O, em Unhais da Serra. O fogo ameaçou a unidade hoteleira, mas apesar disso, não foi necessário evacuar as instalações. Na nota publicada nas redes sociais, o hotel indica ainda que foram tomadas, desde segunda-feira, medidas preventivas pelos responsáveis da unidade.
Um pouco mais acima, o incêndio no Conselho de Saia já chegou às partes mais altas da Serra da Estrela. É uma informação confirmada pelo presidente da Câmara.
O fogo continua próximo de Alvoco da Serra, mas sem ameaçar casas, acrescenta Luciano Ribeiro, à Agência Lusa. O autarca relata que durante a tarde as chamas voltaram a ganhar intensidade, o que obrigou à reposição do confinamento na aldeia. No entanto, apesar de continuar nas imediações, Luciano Ribeiro descarta que a esta altura haja perigo para a população.
Entretanto, a Proteção Civil vai manter até sexta-feira o nível quatro de prontidão especial.
Uma informação avançada pelo segundo comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, no habitual balanço do final da tarde sobre os incêndios. O nível quatro de alerta, que é o mais elevado, pressupõe a maior mobilização de meios humanos e materiais para as missões a cumprir. A esta hora, o site da Proteção Civil dá conta de cinco incêndios significativos ativos, o que envolve mais meios, lavra em Arganil, na região de Coimbra. Combatem as chamas, neste momento, nesse local, cerca de 1640 operacionais, apoiados por perto de 560 meios aéreos.
António, uma rádio de Moimenta da Beira ficou em silêncio. As chamas destruíram, de facto, as antenas de transmissão.
O fogo que deflagrou no dia 8 de agosto, no Conselho de Viseu, consumiu mais de 130 mil hectares. Entre o mato estava a Rádio Ribatávora, um projeto que começou entre amigos em 1984, quando fizeram uma rádio pirata. Cinco anos depois, decidiram legalizar o projeto e torná-lo numa rádio regional. Já tem mais de 40 anos de trabalho. Agora, Mariana Rebocho, as emissões desapareceram.
Quarenta e um anos de trabalho depois, aquilo que se ouve na Rádio Ribatávora, em Moimenta da Beira, é silêncio. Para Veríssimo Santos, o presidente da rádio e um dos fundadores, o projeto volta agora à estaca zero.
É uma tristeza muito grande, conforme eu disse, eu sou o fundador da rádio e custa-me muito ver o menino a perder a vida. Aquilo é mais um filho que eu ali tenho.
As chamas atingiram o coração da rádio e a antena que transmitia alegria a todos os moradores não resistiu ao fogo.
O cabo que liga e que faz a emissão para as antenas, para os difusores, que depois difundem a emissão, neste momento está tudo ardido. Uma antena de 45 metros de altura, portanto todo o cabo derreteu por aí acima.
Veríssimo Santos refere que tanto o município do distrito de Viseu como os ouvintes estão solidários e querem ajudar a reerguer a Rádio Ribatávora. Por isso mesmo, está a pensar em abrir uma angariação de fundos.
O objetivo é não baixar os braços.
Nem que seja com um emissor com uma potência mais fraca, recriarmos pelo menos dali a emissão e pormos as coisas a funcionar minimamente que seja. E depois cada passo é um passo, no sentido de conseguirmos melhorar e refazer as coisas que estão neste momento completamente paradas.
O que não está parado é o desejo de reerguer o projeto ou como escreveu Veríssimo Santos na página da Rádio Riba d'Árvore: "Podem calar a voz, mas não a vontade".
Um trabalho da jornalista Mariana Rebocho, que conta a história da Rádio Riba d'Árvore, que foi consumida pelo incêndio em Moimenta da Beira, Viseu.
António, um grande abraço para esta gente.
É verdade.
Um grande abraço.
Colegas, é verdade.
É verdade. Olha, esta tarde a corrida Belém esteve em debate no Explicador na Rádio Observador.
As eleições presidenciais aproximam-se, mas cada vez menos com um vencedor anunciado. O último barómetro da Intercampus, divulgado terça-feira, continua a colocar Gouveia e Melo na frente, mas já em cenário de empate técnico com Luís Marques Mendes. António José Seguro mantém os 14%. O fundador do movimento de apoio à candidatura de Henrique Gouveia e Melo defende que o antigo almirante continua a ser o grande favorito. Rodrigo Adão da Fonseca diz que acredita que a descida se deve apenas à entrada de novos nomes na corrida presidencial.
De facto, o Gouveia e Melo tem uma ligeira descida em relação ao mesmo barómetro, não em relação, por exemplo, à sondagem que foi divulgada pela TVI e pela CNN, mas o próprio Marques Mendes e António José Seguro também têm descidas na mesma proporção. Portanto, o que me parece que devemos interpretar com alguma teoria dos números é que a entrada de novos nomes naquilo que pode ser a candidatura presidencial, naturalmente numa primeira volta, e a menos que estas pessoas que se candidatam não tenham nenhum apoio social, cria lá uma fragmentação do voto na primeira volta.
Já o diretor de campanha de Luís Marques Mendes diz que o social-democrata está em boa posição para as eleições presidenciais. Duarte Marques acredita que Luís Marques Mendes é um candidato que recolhe votos da esquerda e da direita e que só no fim é que se fazem as contas.
As campanhas presidenciais são, por sua base, campanhas muito personalizadas e têm muito a ver com a pessoa e é normal que os candidatos consigam entrar em eleitorados não habituais. Dou-lhe um exemplo concreto, Marques Mendes. Marques Mendes é um candidato que tem o apoio do PSD. Por outro lado, tem uma data de mandatários que vêm de partidos de esquerda. Temos o Eduardo Barroso em Lisboa, no distrito de Lisboa, temos o mandatário em Bragança, é um ex-estado de Estado do governo António Costa. Temos outras pessoas como o José Gomes Mendes, que também vem do Partido Socialista. Temos muitos independentes, pessoas da sociedade civil. É uma candidatura muito homogênea e alargada, que chega a muitas pessoas.
Quanto ao responsável da Associação Seguro a Presidente, relembra que o antigo líder socialista é o único candidato que não desce. Óscar Gaspar diz que é um sinal de que a candidatura de António José Seguro está consolidada.
As sondagens são fotos de uma realidade a um determinado momento. Neste caso, nem sequer estamos a falar de uma sondagem, estamos a falar de um barómetro e aquilo que fica muito claro é que haverá dois candidatos que estarão hoje mais preocupados porque têm descidas constantes e nenhum deles é o António José Seguro.
Declarações de Óscar Gaspar, Duarte Marques e Rodrigo Adão da Fonseca no Explicador da Rádio Observador.
Agora meia-noite e nove. E para fechar, António, outras notícias que vão marcando para já a atualidade.
O governo israelita deu aprovação final ao plano para o colonato que divide a Cisjordânia ao meio e desliga a região palestiniana de Jerusalém Oriental. O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças, que afirmou tratar-se do cumprimento de uma promessa antiga do executivo de Benjamin Netanyahu. A decisão aumenta o afastamento entre os territórios palestinianos e Jerusalém, aprofundando a controvérsia internacional sobre os colonatos israelitas. Nuno, diz-me lá uma coisa, tu ainda te lembras de um desafio da nossa adolescência que dava pelo nome de cubo mágico?
Obviamente, do Rubik, não era?
Exatamente.
Foi um húngaro que o inventou, creio eu.
E diz-me uma coisa, tu quanto tempo é que demoravas a resolver o cubo mágico?
Amigo, vou confessar.
Diz lá.
Era rápido a desmontá-lo e depois montava, tirava peça a peça. Eu acho que toda a gente fez isto. Nunca consegui. Confesso, sou muito burro, mas nunca consegui. Tu conseguias?
Eu conseguia se tivesse um papelinho com uma cabo a dizer: "Voltas pra esquerda, volta pra direita."
Estás a falar sério?
A sério, demorava uns minutos, mas conseguia. Mas olha, no próximo fim de semana, em Oliveira de Azeméis, vai realizar-se uma competição internacional de várias modalidades de cubo mágico. Parece que há quem consiga resolver este desafio em segundos e há também quem consiga fazer o cubo mágico só com uma mão.
Hã?
É verdade.
Só sim?
Só com uma mão, não me perguntes como.
Artistas dos dedos. Para eles pode ser muito simples, pra mim era um drama.
Era um drama. Tu desmontavas, mas não sei se usaste também a técnica do autocolante.
Claro, já nem me lembrava. Era, era.
A gente descolava o autocolante e depois colava as corzinhas todas no sítio certo.
Tal e qual.
E pronto.
Era uma boa batota.
Era uma batota simpática.
Por acaso estou aqui a tentar perceber qual é o recorde mundial, porque isto deve ter um recorde mundial.
Sim, mas é que agora há várias modalidades. Na nossa altura havia só um cubo mágico, agora há vários, não sei quantos quadrados.
Dois, dois, dois, quatro. Isto parece uma tática de futebol.
É. Ou dois dois, ou três três, ou quatro por quatro. É um nunca mais acabar.
Não faço ideia. Olha, então até amanhã.
Até amanhã, Nuno.
Tu não me ocases que amanhã estou de folga.
Estás de folga, eu não. Eu cá estarei para mais uma noite.
Bom trabalho! Bom partido da chefe. Grande abraço.
Um abraço, Nuno.