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Actualizar as notícias . Boa noite na Rádio Observador, notícias com edição da jornalista Diana Rosa e começamos com Henrique Gouveia e Melo. Insiste que não se candidatou à presidência por causa de um mal-estar com Marcelo Rebelo de Sousa.

Em entrevista à RTP, o almirante garantiu ter uma candidatura independente, alheia a qualquer pressão. Falou ainda de alegadas exigências que terá feito enquanto chefe do Estado-Maior da Armada junto do governo para a aquisição de submarinos, uma notícia do Expresso. O candidato a Belém sublinha que essa história é antiga e nega qualquer chantagem sobre o Executivo.

O título do artigo indiciava que eu estava a fazer chantagem com o governo. Isso era uma coisa muito feia que me atribuíram e que eu não gostei. E, portanto, nesse momento, achei que não tinha também condições para continuar a exercer as minhas funções de forma normal dentro da defesa, porque atribuírem a um chefe militar que está a fazer chantagem com o governo para continuar nas Forças Armadas, julgo que era uma coisa muito grave que não podia ser passado incólume.

Gouveia e Melo criticou também os candidatos à presidência que são apoiados por partidos. O almirante considera uma má ideia ter uma espécie de cavalo de Troia de uma força política dentro do Palácio de Belém.

Essas dependências serão jogadas no momento oportuno se eles não corresponderem aos anseios dos interesses que os promoveram. Eu não gostaria de ver na presidência um cavalo de Troia de nenhum partido. Desculpe, a presidência não é isso. A presidência não é partidarizada. Nós devemos concorrer, pessoas independentes, com mais apoios ou menos apoios, à presidência da República, porque é isso que faz sentido num sistema semipresidencialista.

Gouveia e Melo esta noite à RTP, depois de ter negado à CNN qualquer interpretação que leve a entender que concorreu à presidência por causa de um mal-entendido com o atual chefe de Estado.

Também Marcelo Rebelo de Sousa foi esta noite questionado pelo tema e garante ser um presidente que cultiva boas relações com todos.

Ontem foi divulgada uma passagem de um livro em que o almirante revela ter decidido avançar para a corrida a Belém depois de ter lido que Marcelo queria travar essa candidatura. Hoje, em Luanda, Angola, Marcelo Rebelo de Sousa garante que não tem relações minadas.

Eu acho que o presidente não deve comentar nem os presidentes anteriores nem os seguintes, por maioria de razão, os candidatos à sucessão. E esse é um bom princípio. O presidente em funções, nunca lhe aconteceu ter relações minadas com ninguém. Não sei se é uma qualidade, se é um defeito, mas é assim, a maneira de ser desse presidente é que cultiva relações com toda a gente.

Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações captadas pela SIC Notícias a partir de Luanda, à margem das comemorações dos 50 anos da independência de Angola.

E a ministra do Trabalho considera inoportuno o anúncio de greve geral feito pela UGT.

Para se juntar, Filipa, nessa paralisação à CGTP. A paralisação é esperada para o dia 11 de dezembro. Falta um mês, sensivelmente, embora ainda não esteja marcada de forma efetiva. É um ponto, de resto, também sublinhado por Rosário Palma Ramalho. Além disso, a ministra lembra que há negociações que ainda decorrem.

O diálogo social aqui é só de fachada, que é o que estou a ouvir dizer. Na verdade, isso não se coaduna com a metodologia que nós seguimos, porque se fosse de fachada, nós chegávamos lá, cumpríamos calendário e acabou. Apresentávamos logo uma proposta de lei. Não foi isso que aconteceu.

A ministra vai continuar a tentar negociar com os centrais sindicatos.

Sem dúvida. Não da parte da CGTP, que se pôs à margem da negociação, mas da parte da UGT, considero extemporâneo fazer agora este anúncio, porque, na verdade, nós estamos sentados à mesa a negociar.

A ministra do Trabalho considera que ainda há tempo para essas negociações durante o próximo mês. Caso não se chegue a um acordo, aponta para outro cenário.

Se não chegarmos, naturalmente, o governo passará à fase seguinte, que é discutir na Assembleia, mas é muito diferente ir discutir na Assembleia com acordo ou sem acordo. Ora, evidentemente, o governo não está disponível para retirar toda a proposta e gostará de manter as linhas mestras dessa proposta, que é flexibilizar alguns regimes, como eu já lhe disse, garantir e reforçar as garantias dos trabalhadores numa série de matérias, compaginar o exercício do direito de greve com os serviços mínimos em setores vitais e promover a contratação coletiva de uma forma mais dinâmica.

A ministra quer manter várias propostas do governo, sendo que algumas que estão neste anteprojeto são, por exemplo, restringir os direitos de parentalidade e o teletrabalho. É o que quer a ministra do Trabalho, Palma Ramalho.

E as alterações à lei laboral apresentadas por Rosário Palma Ramalho levam a ex-ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, a concluir que o país está perante um retrocesso histórico.

Ana Mendes Godinho, que foi ministra do Partido Socialista, acusa Rosário Palma Ramalho de ser incapaz de negociar com os sindicatos.

Os acordos só são possíveis quando há capacidade de diálogo e há capacidade de encontrar soluções comuns. Se à partida tem dificuldade em encontrar as motivações que levam a determinadas propostas e retrocessos civilizacionais, difícil é depois encontrar os pontos e os diálogos. Portanto, é fundamental que haja capacidade de diálogo efetivo.

Ouvíamos Ana Mendes Godinho, ex-ministra do PS, foi ministra do Trabalho, foi hoje entrevistada aqui no Explicador

E a IGAS enviou para o Ministério Público as conclusões sobre a gestão das cirurgias adicionais no Hospital Santa Maria.

É o que adianta a CNN Portugal. O alarme soou quando foi noticiado que o dermatologista Miguel Alpalhão ganhou mais de €400 mil em 10 sábados de trabalho adicional. Os inspetores falam em falta de controle a um médico que tinha liberdade para propor e realizar cirurgias. O relatório já foi enviado para o Ministério Público, como dizias, Filipa, onde decorre o inquérito-crime.

Diana, a Agenda Nacional da Inteligência Artificial vai chegar ainda este ano. É uma garantia deixada pelo ministro da Reforma do Estado.

Gonçalo Matias esteve hoje na Web Summit, em Lisboa, em substituição de Luís Montenegro, na cerimônia de abertura. À margem do discurso, diz que a Agência Nacional de Inteligência Artificial, que já teve vários prazos ao longo deste ano, continua a estar nos planos do governo. Justifica ainda os atrasos com a complexidade deste processo.

Não há nenhum atraso, é uma estratégia que tem complexidade. A inteligência artificial muda todos os dias. Há a procura todos os dias por novas realidades. Os GPUs todas as semanas mudam e nós estamos em contato com o melhor que se faz no mundo para garantir que esta agenda vai estar ao nível do que Portugal quer ser, que é um dos países na Europa líderes na digitalização.

E o governo está a desenvolver alguma?

O governo português tem estado a apoiar os vários projetos, as várias empresas. Temos uma candidatura junto à Comissão Europeia para uma AI Giga Factory e Portugal tem estado a acompanhar muito de perto essa realidade.

Que vai ser formalizada ainda este ano?

Que já está a ser formalizada, exatamente.

Declarações de Gonçalo Matias, captadas pelo Observador. O ministro da Reforma do Estado deixa garantias de que a estratégia vai ser apresentada em breve. Para o governo, a Agência Nacional de Inteligência Artificial é vista como um passo decisivo para a criação de um ecossistema robusto e inovador de inteligência artificial em Portugal.

Oito minutos para lá da meia-noite, Diana, vamos a outras notícias em destaque.

Já que mencionamos este tema, começamos com os 50 anos de independência de Angola. Paulo Rangel, de visita à Luanda, afirma que Portugal é um exemplo paradigmático de como é possível ultrapassar as dificuldades da história, destacando as relações com Angola como prova dessa superação. O chefe da diplomacia portuguesa, que acompanha o presidente da República nessa visita, sublinha que a relação com Angola é única, mesmo no espaço lusófono. Considera ainda que Portugal conseguiu ultrapassar uma fase que podia ser altamente traumática na relação que mantém com os países de língua portuguesa. A ONU lançou uma campanha para ajudar os refugiados a enfrentar o inverno. Pessoas que, devido aos cortes de financiamento para a ajuda humanitária, vão enfrentar o frio sem proteção. O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados sublinha que este é um dos momentos mais importantes de angariação de fundos da agência. Lembra que este ano foi reduzida a contribuição dos governos para as questões humanitárias. O Parlamento de Israel aprovou hoje a proposta de lei sobre a instauração da pena de morte para os terroristas. Uma lei para aplicar aos palestinianos reconhecidos culpados dos ataques contra Israel. O texto foi aprovado por maioria. O ministro da Segurança Nacional, figura da extrema-direita israelita, ameaçou deixar de votar com a maioria que apoia o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, se esta proposta, apresentada por uma deputada do seu partido, não fosse sujeita à votação. Agora, o projeto de lei ainda precisa de uma segunda e terceira volta de votação para que se torne numa lei efetiva.

Notícia de fecho do Jornal da Meia-Noite.