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As notícias com António José Soares.

Boa noite. António José Seguro volta a falar de campanha na política para a segunda volta e diz que só ele pode garantir a estabilidade do país. O mau tempo tem sido tema único no discurso do candidato a Belém, que tem evitado passar mensagens políticas. Mas na noite de véspera do dia do voto antecipado em Guimarães, Seguro apostou numa estratégia diferente. Vasco Maldonado Correia.

Ao quarto dia de campanha oficial, o discurso de António José Seguro volta a passar pela política. O socialista volta a apresentar-se como candidato da estabilidade.

A estabilidade política, para mim, não é um fim em si mesmo. A estabilidade política é o instrumento que permite que nós, nas nossas diferenças, sejamos capazes de dialogar uns com os outros para encontrar as melhores soluções.

E à boleia dessa ideia, marca diferenças para André Ventura.

Sinceramente e humildemente considero que dos candidatos que estão nesta segunda volta, sou o único que verdadeiramente pode aliar essa capacidade de diálogo, essa experiência e essa capacidade de agregar para ajudarmos o país a suplantar os problemas e a resolvê-los.

Seguro pede aos portugueses que vão votar e o ajudem a concretizar um sonho.

Na primeira volta, um senhor chegou ao pé de mim e disse: "Ô, homem, você com essa idade ainda sonha?" Eu disse: "Sonho. E ainda continuo a ter o mesmo sonho de menino, o de fazer de Portugal um país moderno e justo".

No dia em que centenas de voluntários se deslocaram a Leiria para ajudar a limpar os destroços do mau tempo, o candidato deixa um recado a quem toma decisões.

A solidariedade não pode nunca substituir a responsabilidade do Estado. E o Estado português tem que estar sempre à altura da sua responsabilidade para proteger bens e pessoas.

E à semelhança do que tem feito em todas as intervenções, deixa uma nova proposta para mitigar o impacto da tragédia.

As árvores foram cortadas ao meio, como se fosse uma lâmina que tivesse passado por uma folha de papel. Esses troncos estão no meio da floresta. O que vai acontecer? É necessário que haja um apoio, um estímulo e haja condições logísticas para retirar rapidamente esses troncos. Por quê? Porque eles, neste momento, ainda têm um certo valor econômico e, portanto, quem perdeu essas árvores não vai perder tudo. Ainda pode vendê-los com algum preço e arranjar algum rendimento.

António José Seguro numa noite dedicada à cidade de Guimarães.

O jornalista Vasco Maldonado Correia, que está a acompanhar a campanha presidencial de António José Seguro nesta segunda volta. O candidato volta à estrada este domingo com ações de campanha marcadas para Gouveia e Fundão. E depois de três dias só a falar da tempestade, André Ventura regressou ao combate político. Foi numa sessão do Clube dos Pensadores, em Vila Nova de Gaia. André Ventura voltou a atacar António José Seguro, a comunicação social e a discutir a forma como encara esta corrida presidencial, apesar de admitir, Miguel Viterbo Dias, que o adversário é favorito à vitória.

Eu sei que isto hoje parece um comício, mas não é. Estamos no Clube dos Pensadores, mas a maioria é do Chega.

A sala era acolhedora para André Ventura e por isso o candidato presidencial voltou a calçar as luvas e a partir para o combate, relembrando que teve dúvidas sobre a candidatura e admitindo que Seguro é favorito.

Acho que vou vencer. Parto de trás, não tenho dúvidas, porque juntou o sistema todo contra mim. Mas nem sempre isso quer dizer que se perde. Às vezes, quem luta contra o sistema ganha.

E depois de três dias apenas dedicados à tempestade, voltou ao ataque ao adversário na corrida a Belém.

Ficou uma imagem de brutal incompetência e incapacidade. Eu vou dizer uma coisa: se ganhar, é só por uma coisa. É porque está a ser levado ao colo pela imprensa, pelo sistema e por toda a gente.

E garante não fazer cálculos a longo prazo sobre a liderança do espaço político à direita.

Não estou a pensar se vou ter mais votos que o Montenegro ou se vou ter mais votos que outro líder qualquer ou que o Pedro Passos Coelho.

Ainda assim, Ventura deixa nas entrelinhas que superar a votação de Passos Coelho teria um significado, numa sessão, como sempre, gerida por Joaquim Jorge, com regras apertadas, ordens para aplaudir e tempo cronometrado, em que também existiram posições de dissonância.

António Magalhães.

Já conheço. Diga.

Eu levantei este cartaz e vieram me dizer para eu não levantar o cartaz novamente.

O cartaz dizia: "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais". A pergunta era sobre a necessidade de três Salazares.

Não se importa de calar, por favor?

E a resposta de André Ventura.

Você disse que viveu 21 anos no fascismo, e eu respeito isso totalmente, mas também tenho que acrescentar outra coisa. Viveu 50 anos num marasmo de corrupção, que é aquilo que nós tivemos.

O fundador do Clube dos Pensadores, que comparou ainda a agitação à volta do Chega com a que existia com o PCP.

Eu sou do tempo do Partido Comunista, comia criancinhas ao pequeno-almoço. E agora tenho a mania que tu também comes. Diz-me uma coisa.

Nem ao pequeno-almoço, nem.

E André Ventura, com fome de combate político numa conferência gerida com mão de ferro.

O jornalista Miguel Viterbo Dias, que acompanhou esta sessão do candidato presidencial apoiado pelo Chega. André Ventura arranca amanhã com uma visita aos bombeiros voluntários de Braga. E se as eleições presidenciais fossem hoje, António José Seguro seria eleito com 57,3% dos votos. Já André Ventura teria 27,2. São os números da sondagem diária deste sábado, da Pitagórica, para a TVI, CNN Portugal, JN e TSF. A tracking pool mostra uma descida de 0,5 pontos percentuais para Seguro e 0,1 para Ventura face à sexta-feira. O resultado do apuramento dos três últimos dias de trabalho de campo resultou numa amostra de 608 entrevistas, com um grau de confiança de 95,5% e uma margem de erro máxima de 4,06. Um homem morreu esta tarde ao cair de um telhado que estava a reparar no concelho de Alcobaça, em Leiria. É a segunda vítima mortal deste tipo de acidente hoje. De acordo com a Agência Lusa, que cita a GNR, o acidente aconteceu na localidade de Bairro, o alerta foi dado pelas 17h30. Também hoje, um homem de 73 anos morreu ao cair do telhado que reparava no concelho da Batalha, no mesmo distrito. A associação SOS Racismo denuncia que um jovem santomense terá sido brutalmente agredido pela polícia no aeroporto de Lisboa, mas a PSP rejeita qualquer agressão gratuita. A associação diz que Samuel Edi, de 23 anos, chegou na quinta-feira à noite com documentos em dia e acabou detido pelas autoridades no aeroporto. Já a PSP afirma que o cidadão não tinha a documentação regularizada, recebeu ordem para regressar ao seu país e sofreu apenas escoriações superficiais devido à resistência à imobilização, e acrescenta que os agentes levaram o homem ao Hospital de São José, de onde teve alta no próprio dia. A SOS Racismo garante que o jovem permanece detido no aeroporto sem conhecer os motivos legais da situação. Quanto à Polícia de Segurança Pública, diz que está a investigar o caso com recurso a imagens de videovigilância já preservadas e que abriu um processo interno e enviou um auto de notícia para a autoridade judicial competente. No futebol, o Sporting recebe este domingo o Nacional, em Alvalade. Rui Borges sublinha a importância dos jogadores conseguirem mudar o chip da Champions para o campeonato. Os Leões entram em campo depois da qualificação direta para os oitavos de final da liga milionária, após vencerem o Atlético em Bilbao. Na conferência de imprensa de antevisão, o treinador leonino confessa que vai ter pela frente um jogo difícil e deixa elogios ao adversário.

É uma equipa forte em bolas paradas, bolas paradas ofensivas, uma equipa muito bem trabalhada nesse momento de jogo e onde tem vários gols e nós sofremos gol lá na Madeira, nesse momento do jogo. Por isso, é um jogo que depois de Champions, que acaba sempre por, na mudança do chip, ser sempre difícil pra nós e a equipa estar ao mesmo nível. Agora, a ambição acho que está lá, a motivação também. Acredito que faremos um grande jogo contra uma boa equipa, mas não deixará de ser um jogo difícil.

As palavras do treinador do Sporting, Rui Borges, na antevisão da partida deste domingo contra o Nacional da Madeira. A bola começa a rolar às 18h. A partida tem relato e análise em direto aqui na antena da Rádio Observador. Este domingo entra também em campo o Benfica, vai jogar contra o Tondela e o José Mourinho diz que as condições atmosféricas podem ser um entrave à vitória encarnada. Na ressaca da vitória histórica a contar para a Liga dos Campeões contra o Real Madrid, no Estádio da Luz, as Águias visitam então o Tondela na 20ª jornada da Liga Betclic e o treinador avisa que as condições do relvado podem não ser as melhores.

Os três dias entre jogos é aquilo que nós consideramos o mínimo ideal para podermos responder bem. E agora temos este jogo com o Tondela, seguramente em condições difíceis, condições climatéricas difíceis. Eventualmente, o campo também não será famoso, mas tem que ser, temos que ir.

As declarações de José Mourinho, num registo captado pela Benfica TV. O jogo da manhã é entre as Águias e o Tondela. Começa às 20h30, tem relato e análise aqui na Rádio Observador. A informação está de regresso quando for 00h30, já com edição do jornalista João Costa Campos. Eu estou de volta amanhã para mais uma noite informativa e desportiva aqui na Rádio Observador. Tenha a continuação de uma excelente noite.