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Meia-noite em ponto. Jornal da meia-noite, uma edição da jornalista Diana Rosa e começamos, Diana, com o Campeonato Português de Futebol. O Sporting venceu o Vitória Sport Clube por 5x1.
A equipa leonina chegou ao intervalo a vencer já por 3x0, com os gols de Gonçalo Inácio, Daniel Bragança e Maxi Araújo. Luís Soares e Luís Guilherme garantiram os dois gols da segunda metade da partida. O gol do Vitória Sport Clube, um autogol de Evase. Na reação ao jogo, o treinador leonino Rui Borges considera que neste jogo a equipa aumentou a eficácia.
Hoje foi um jogo realmente diferente. Também na fase inicial, nas duas oportunidades, fizemos logo dois gols. Acabamos por ser bastante eficazes, o que não fomos se calhar nos outros jogos, e acabou por nos dar alguma confiança para o decorrer do jogo. Fomos crescendo, fomos melhorando, fomos criando várias oportunidades de gol e fomos fazendo. Acho que acaba por ser justa a vitória numa boa exibição. A equipa um bocadinho mais confiante, notório, mais atitude competitiva também.
Do lado da equipa minhota, o técnico adjunto Carlos Soares considera que este resultado é difícil de encarar.
É um resultado efetivamente pesado. No nosso ADN, no ADN do Vitória, está jogar em qualquer campo pra ganhar e foi isso que a gente quis. A gente até entramos bem no jogo, entramos pressionantes, entramos a assumir o jogo com bola, conseguimos ter alguma bola. Acontece que o Sporting nas duas primeiras oportunidades que tem no jogo, uma bola parada e por incrível que pareça, um pontapé de baliza a nosso favor, acaba por conseguir fazer dois gols. E a realidade é que depois desses dois gols, nós praticamente deixamos de existir, deixamos de assumir o jogo como nós gostamos que assumir. É importante perceber isso para melhorar no futuro.
Rui Borges e Carlos Soares ao microfone da Sport TV. O Sporting iguala assim o Benfica no segundo lugar da Primeira Liga.
E seguimos agora com o Chega, Diana, que ignora a posição do PSD e conta com o partido do governo para aprovar uma revisão constitucional.
Apesar do PSD, Vicente, ter dito que só fala no tema lá para 2027. André Ventura considera que é uma prioridade para o país a revisão constitucional e quer entregar um projeto de reforma na próxima quinta-feira no Parlamento. Desafia a restante direita a acompanhar o Chega.
Eu acho que face à importância do tema e face à importância destes assuntos, a reforma da Justiça, a reforma do setor econômico nacional, a reforma da nossa identidade ideológica e da carga ideológica que a Constituição ainda tem, eu acho que não há nenhum partido não socialista que possa ficar fora deste desafio.
Declarações de André Ventura aos jornalistas esta tarde.
E já vamos voltar ao líder do Chega para falar sobre outro tema. Isto porque a Iniciativa Liberal também decidiu que vai apresentar uma proposta, precisamente, de revisão constitucional.
Estabelece um prazo de 30 dias para fazê-lo. A IL quer elevar a propriedade privada a direito fundamental e quer rever também toda a constituição econômica. Em comunicado, os liberais tomaram esta decisão na sequência do anúncio feito pelo Chega. Também consideram que é uma das medidas fundamentais que o país precisa neste momento e querem, por isso, fazer uma reflexão sobre os direitos individuais face às tecnologias emergentes de inteligência artificial.
E vamos voltar a falar do Chega, isto porque André Ventura se mostra satisfeito com a promulgação pelo presidente da República da Lei da Nacionalidade.
Ainda que António José Seguro tenha lamentado a ausência de um consenso mais alargado e menos ideológico quanto ao diploma, o líder do Chega diz que foi o consenso possível.
Eu acho que face à importância do tema e face à importância deste-
Não era este registro que queríamos ouvir. Vamos agora ouvir André Ventura a falar sobre a Lei da Nacionalidade.
Teve que se fazer um consenso o possível entre três partidos que veem isto com esta diferença. Não é nem o presidente da República, nem o primeiro-ministro, nem os líderes dos partidos que escolhem a composição que o Parlamento tem, são os portugueses. Portanto, compreendo o que diz o presidente da República, mas esta Lei da Nacionalidade tem a marca das três grandes forças que atualmente coexistem no Parlamento.
André Ventura, em declarações na sede do Chega.
E também o governo saúda a promulgação da Lei da Nacionalidade, mesmo sem o consenso do PS.
É o que adianta o ministro da Presidência, Leitão Amaro.
Faltou o PS por razões que só o PS conhece. Teve todas as oportunidades. Na primeira e na segunda vez. E foi feito um grande esforço pra envolver e pra criar condições para a participação do Partido Socialista, mas o Partido Socialista quer-se continuar a colocar de fora, num consenso que é nacional, num consenso dos órgãos de soberania, da grande maioria do Parlamento. O PS quis ficar de fora e quis insistir, e aí está. É uma lei que remove um enviesamento ideológico que foi introduzido na Lei da Nacionalidade entre 2018 e 2024.
As declarações do ministro António Leitão Amaro.
E seguimos agora nesta edição da meia-noite com EDP, está a ser investigada pela autoridade espanhola da concorrência por causa do apagão no ano passado. No entanto, a energética nega qualquer relação com o incidente.
É uma das empresas visadas num dos oito novos inquéritos abertos pela autoridade espanhola. É o que adianta hojeA agência EFE, fonte oficial da EDP, confirmou à Lusa que a elétrica nacional recebeu a notificação de Espanha relativa à abertura de um processo sancionatório à central térmica de Soto de Ribera, localizada nas Astúrias. No entanto, nega que essa infraestrutura tenha algo que ver com o apagão. A CNMC iniciou estas oito investigações contra empresas como a EDP ou a Iberdrola. Antes disso, Vicente, também estavam a ser investigadas empresas como a Repsol, a TotalEnergies ou a Endesa.
Para já, seis minutos para lá da meia-noite, vamos a outras notícias, Diana, que importa destacar a esta hora.
O governo compromete-se a apresentar muito em breve um plano para reduzir de forma substancial a dependência dos combustíveis fósseis. Anúncio feito hoje pela ministra do Ambiente. Maria da Graça Carvalho considera que Portugal continua muito dependente dos combustíveis fósseis no consumo total de energia, sobretudo nos transportes e na indústria. A ministra enquadra a necessidade de reduzir essa dependência no atual contexto de instabilidade geopolítica, com o conflito no Médio Oriente a pressionar os mercados energéticos e a reforçar a importância da autonomia energética. Está marcada para as 17h15 a final da Taça de Portugal, que vai opor o Sporting e Torrense no dia 24 deste mês, anúncio feito hoje pela Federação Portuguesa de Futebol. A final da Taça, como habitual, joga-se no Jamor. Já sabem, o piquenique termina às 17h15, depois é correr para dentro do estádio. Vamos à atualidade internacional, Vicente. A Adalah, uma organização de defesa dos direitos humanos israelita, afirma que dois ativistas da flotilha Global Samad, detidos por Israel, estão a ser alvo de abusos psicológicos e maus-tratos, segundo a organização que visitou hoje os dois detidos. Os ativistas estão a ser sujeitos a interrogatórios que duram até oito horas, ameaças de morte ou de uma centena de anos de prisão. São ainda mantidos em células com iluminação intensa e deslocados constantemente com os olhos vendados, inclusivamente durante as visitas médicas. A organização já tinha afirmado hoje que o ativista brasileiro Thiago Ávila tinha relatado ter sido torturado e espancado quando foi detido pelas forças israelitas. O Alliance Fairfax, um navio de transporte de veículos com bandeira dos Estados Unidos, retido desde fevereiro devido à guerra, saiu do Golfo através do Estreito de Ormuz. A empresa dinamarquesa revelou que a embarcação abandonou a região numa travessia sem incidentes e que contou com uma escolta das Forças Armadas norte-americanas. De acordo com a Reuters, toda a tripulação do Alliance Fairfax está em segurança e ilesa. Os Emirados Árabes Unidos afirmam que interceptaram hoje 15 mísseis iranianos, é o que adianta o Ministério da Defesa do país. Dos 15 mísseis interceptados, o comunicado refere que 12 são balísticos, três são de cruzeiro. Os incidentes deste dia provocaram três feridos ligeiros. Vamos aliviar um pouco, Vicente, é meia-noite e vamos já descansar daqui a pouco. Vou falar-te da edição número 20 de um evento que muito estimo, Vicente.
E que é qual?
Serralves em Festa está de regresso com cinco horas gratuitas de arte contemporânea no Porto. Não sei se já foste alguma vez.
Não, eu vou roubar a frase da Carlos Malato: "Já fui tão feliz em Serralves".
Já?
Já.
Quem não?
É verdade, sobretudo naqueles jardins muito belos, para além do museu e para além da casa, há um jardim que é uma espécie de quinta pedagógica. Estive lá umas boas horas.
É uma grande quinta, não é uma espécie de quinta, é uma grande quinta.
A dar afeto a um leitão. Pronto, fica esta coisa. Um pequeno leitão, que dois anos depois lá voltei, já era um porco. É verdade.
Deste bom afeto.
Cresceu bem.
Ficaram boas memórias. O Serralves em Festa acontece entre os dias 29 e 31 deste mês, nos últimos dias de maio. Há espetáculos de música, danças, posições, teatro de rua, circo contemporâneo, sessões de cinema de Manoel de Oliveira, oficinas e visitas orientadas com 650 artistas de 34 nacionalidades. É um grande programa e antes da festa começar oficialmente no Museu de Serralves, a cidade do Porto vai receber a Caravane Séra, um desfile do coreógrafo brasileiro Gustavo Círio, que conta com cerca de 80 elementos e vai espalhar-se pelas ruas da Baixa no dia 28. Vai haver também vários artistas nacionais e internacionais a subirem ao palco. Mãe Morta, por exemplo, o projeto You Origin, a banda britânica The Sabers of Paradise. Há muita coisa a acontecer no Serralves em Festa nos últimos três dias deste mês. É gratuito, é para fechar maio em grande na cidade invicta.
Belíssimos jardins, belíssimos edifícios e agora também um belíssimo evento, Serralves em Festa, entre os dias 29 e 31 deste mês. Notícia de fecho da edição da meia-noite com a Diana Rosa. Diana, vamos ao nosso merecido descanso. Não sei se estás de regresso amanhã.
Eu estou.
Eu não, eu estou de regresso já na próxima quinta-feira para efeitos de podcast.
Estou cá à tua espera.
Mas vou ficar a ouvir-te do outro lado. Um abraço. Tchau.
Tchau, até amanhã.