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Jornal da meia-noite com a edição da Diana Rosa e começamos com o conflito no Médio Oriente. A posição do Irão mantém-se inalterada nas negociações com os Estados Unidos e trava os progressos.
É o que revelam fontes da mediação ao Wall Street Journal. Apesar do otimismo de Donald Trump, que justificou a suspensão dos ataques planeados para hoje com supostos avanços diplomáticos, nada mudou. O impasse em torno de propostas que já falharam anteriormente adensa as dúvidas dos mediadores sobre a viabilidade de uma saída para o conflito a curto prazo. O Irão continua em desacordo com as exigências norte-americanas em relação ao fim definitivo do programa nuclear e também não abdica de exigir o fim dos combates, compensas financeiras pelos danos da guerra e o controle sobre o Estreito de Hormuz.
Contrariamente ao que avança a Wall Street Journal, o vice-presidente dos Estados Unidos garante que as negociações com o Irão estão a correr bem.
J.D. Vance insiste que foram feitos muitos progressos, mas não descarta a possibilidade de novos ataques.
O vice-presidente dos Estados Unidos está disposto a chegar a um acordo, desde que os iranianos estejam dispostos a voltar a reunir-se conosco sobre a questão fundamental de nunca possuírem armas nucleares. Consideramos que fizemos muitos progressos. Acho que os iranianos querem chegar a um acordo. O presidente dos Estados Unidos pediu-nos para negociarmos de boa-fé e foi exatamente isso que fizemos. Portanto, estamos numa posição bastante favorável, mas existe uma opção B, e a opção B é que poderíamos reiniciar a ofensiva militar para continuar a levar o caso adiante e a tentar alcançar os objetivos militares dos Estados Unidos. E poderíamos falar um pouco sobre como isso traduziria, mas não é isso que o presidente quer e creio que os iranianos também não.
Garantia do vice-presidente norte-americano em conferência de imprensa em Washington.
E Diana, Vance falou também sobre os militares norte-americanos destacados na Europa.
Afasta uma retirada total dos contingentes, mas admite uma redistribuição, segundo os interesses de segurança de Washington. O vice-presidente norte-americano fala de uma oportunidade para o velho continente assumir mais responsabilidades.
E pela primeira vez, Diana, o Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução para limitar poderes de guerra de Trump contra o Irão.
A medida tem como objetivo restringir a capacidade do presidente norte-americano de lançar operações militares contra o Irão sem autorização parlamentar. A moção foi aprovada com 50 votos a favor e 47 contra, assinalando uma vitória para os democratas depois de sete tentativas sem sucesso. A resolução, liderada pelo senador Tim Kaine, determina que o presidente deve retirar as Forças Armadas de quaisquer hostilidades contra o Irão, a menos que exista uma declaração de guerra explícita ou uma autorização específica do Congresso.
E o ministro da Economia e da Coesão recusa constrangimentos no turismo em Portugal por causa do aumento do preço dos combustíveis.
Afirma que o combustível para aviões não vai ser um problema. Com as constantes subidas nos preços do petróleo, Manuel Castro Almeida garante que pelo menos falhas não vai haver. E quanto aos portugueses, o ministro apela a que façam férias cá dentro.
Com os dados que nós temos hoje, não será um problema o turismo por causa do efeito do combustível dos aviões. Reparo aqui o nosso ponto é acentuar esta realidade que as pessoas não devem esquecer. Houve um problema grave no centro do país, na região de Leiria, nos territórios próximos de Leiria, e o país é muito solidário. Na hora de fazer escolhas, apelamos a que o país se lembre de que é solidário e que esta região precisa mais do que as outras.
O ministro Castro Almeida, ainda relativamente ao poder de compra dos portugueses com este aumento de preços, lembra que cada um faz as férias que pode fazer. O risco de pobreza em Portugal desceu pelo segundo ano consecutivo em 2025. No entanto, os números ainda são alarmantes. Atinge mais de 1 milhão e 600 mil pessoas. São os dados do relatório Portugal Balanço Social, que vai ser apresentado esta quarta-feira. O risco de pobreza desceu para 15,4%, menos 1,2 pontos percentuais face a 2024, continuando a trajetória de descida iniciada em 2023. O documento revela ainda que os grupos mais vulneráveis são os desempregados, famílias monoparentais e pessoas com menor escolaridade. Mas em relação ao futuro e com o aumento do custo de vida, é provável que os portugueses comecem a fechar os cordões à bolsa, explica uma das autoras do relatório, Susana Peralta.
O rendimento real diminui por causa da inflação e, portanto, se calhar vais ver menos pessoas a responder que conseguem gastar algum dinheiro consigo próprio, menos pessoas a dizer que consomem proteínas em dias alternados, menos pessoas a dizer que têm capacidade econômica para convidar amigos, conhecidos e familiares a casa para alguns eventos sociais pontuais.
Susana Peralta, também comentadora da Rádio Observador, não antevê números risonhos para os próximos anos.
Se houver uma contração da economia, é muito difícil que a pobreza não aumente. Se houver uma desaceleração da economia, que é o cenário mais provável neste momento, o que pode vir a acontecer é que a pobreza não diminua a um ritmo tão acelerado. Agora, de facto, a inflação vai refletir-se mais diretamente e rapidamente nas medidas de privação do que propriamente na medida de pobreza.
O relatório do Balanço Social 2025 é uma iniciativa da Fundação la Caixa, BPI e Nova SBE.
E Diana, é Tuga ou Nada, é assim que se chama a canção de apoio à seleção portuguesa de futebol no Mundial deste ano.
Foi apresentada hoje, dia em que foram também conhecidos os convocados de Roberto Martínez. Sam the Kid criou a música e convocou Ricardo Lopes, quatro rappers para criar a letra e dar voz a esta canção.
É tuga ou nada! Bora!
É tuga ou nada. É este o mote que dá nome ao tema oficial de apoio à seleção. Sam the Kid fez de selecionador nacional e convocou quatro rappers para entrar em campo.
Chamei o Papillon, chamei o Bispo, o Sir Scratch e o Gsan.
Como qualquer selecionador, explica as decisões e admite que outros nomes também encaixariam na tática definida.
Eu sabia que queria dois rappers, dois rappers e alguém no refrão. Neste caso, o Gsan também ficou no refrão e numa das pequenas partes de um verso. Se houvesse espaço para esse quinto verso, seria o Plutónio.
Gsan, que ficou encarregue do refrão "Orelhudo", recorre ao passado para projetar o futuro.
Acho que é incrível. Estou me a lembrar agora do Euro de 2016, em que fomos campeões. Estou me a lembrar e claro que daqui a 10 anos, eu quero que os meus putos, os filhos do Scrat se lembrem: "Eles escreveram aquela cena". Estar com uma música que fez Portugal ganhar o Mundial.
Com as expectativas em alta, Sir Scratch lança um desafio.
Eu já imagino a cantarmos esta música na final. Agora já fizemos a nossa parte. Agora, o desafio que a gente faz aos jogadores é: nós queremos cantar, seja no balneário ou com a equipa, na final.
A caminhada da seleção das Quinas começa já a 17 de junho. Até lá, cabe-nos a nós decorar este hino de apoio.
Portugal, Portugal, Portugal.
Ricardo Lopes, que acompanhou a apresentação da música de apoio à seleção portuguesa de futebol.
Diana, vamos ainda a outros temas em destaque a esta hora.
Um homem com cerca de 60 anos foi hoje detido depois de alegadamente ter efetuado disparos num prédio na Ajuda, em Lisboa. Barricou-se em casa. Ao chegarem ao local, os agentes da PSP constataram que havia vestígios do impacto dos projéteis. Foram acionados elementos do Grupo de Operações Especiais, os GOE. O homem estava na posse de uma caçadeira, acabou por ser detido. O suspeito foi conduzido ao Hospital de São José para avaliação psiquiátrica. Devido à instabilidade gerada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão, a Airbus ordenou às equipas um corte de 10% em gastos não essenciais. Notícia da AFP. Num memorando interno consultado pela agência, a gigante da aviação europeia justifica esta contenção de custos como uma medida necessária para enfrentar esta situação instável. A Feira do Livro em Lisboa vai regressar ao Parque Eduardo VII entre os dias 27 deste mês e 14 de junho. Vai contar com mais de 2200 eventos, novidades, como sessões de cinema ao ar livre e leitura silenciosa com auscultadores. O evento vai contar com 350 pavilhões, cerca de 900 chancelas editoriais. A sustentabilidade volta a ganhar destaque com a continuidade da iniciativa Vamos Plantar Livros. E é com esta coisa bonita que vamos terminar.
Era isso que eu ia dizer, uma ótima maneira de fechar este jornal da meia-noite com a edição da Diana Rosa. Diana, até amanhã. Bom descanso.