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8:01, dois. As notícias com o jornalista Luís Soares. Luís, começamos com a greve da função pública. Está marcado para esta hora o primeiro balanço do impacto desta paralisação.
Uma greve que começou à meia-noite e que vai durar 24 horas, foi convocada por três sindicatos afetos à CGTP, que estão a esta hora na Escola Básica Francisco Arruda, na Ajuda, em Lisboa, onde está também o repórter Miguel Gato. Miguel, agora em direto, essa escola, já se sabe, vai estar fechada.
Sim, acabou agora mesmo de ser afixado um papel a dizer: "Escola encerrada por motivo de greve." Antes, estava apenas um papel com o pré-aviso de greve, um papel que alertava os encarregados de educação e também as várias dezenas de alunos que se encontram aqui de que realmente poderia hoje haver uma greve por causa da paralisação que está a haver dos assistentes operacionais. E neste momento fala o dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, Joaquim Ribeiro. Vamos escutar um pouco das declarações.
Quer a carreira, quer os conteúdos funcionais. Esses trabalhadores foram empurrados para as carreiras gerais, com conteúdos funcionais muito abrangentes, com muita polivalência. Nós podemos dizer que os assistentes operacionais, os assistentes técnicos e os técnicos superiores são pau para toda obra da administração pública, mantêm os serviços a funcionar e o governo não dá a mínima resposta. Portanto, é absolutamente necessário que se inicie o processo negocial, que se valorize as carreiras e que se respeite as profissões, que é uma coisa que não tem sido feita. E a adesão à greve, não temos dúvida nenhuma que vai encerrar muitas escolas, vai perturbar muitos serviços públicos no âmbito daquilo que é o atendimento ao público e a manifestação também terá uma forte presença dos trabalhadores.
Em direto para a Rádio Observador, esta Escola Básica Francisco Arruda, na Ajuda, em Lisboa, acabamos de saber que fechou. O sindicato tem a expectativa de que isto poderá acontecer em muitas outras escolas aqui em Lisboa e por todo o país. Há algum número, alguma antevisão que se possa fazer?
Um pouco por todo o país, vai ter escolas encerradas. Nas ilhas também vai haver uma forte adesão à greve, quer na Madeira, quer nos Açores. Aqui, aquilo que podemos dizer daquilo que vem da nossa estrutura, dos trabalhadores, é que as escolas de primeiro ciclo de Lisboa estarão todas encerradas e teremos certamente muitas escolas encerradas em Lisboa e milhares de escolas encerradas no país. Mas aquilo que é importante também nós passarmos é que estamos a falar de trabalhadores das carreiras gerais, cujas funções mantêm os serviços públicos a funcionar. Quando nós vamos ao museu, quem nos vende o bilhete é um assistente técnico. Quando nós vamos a um serviço de atendimento à Segurança Social, quem nos atende é um assistente técnico. Quando nós vamos a uma biblioteca numa universidade, quem nos atende é um técnico superior. Quando nós nos dirigimos aos serviços acadêmicos de uma universidade, estão lá assistentes técnicos e técnicos superiores. Portanto, são trabalhadores que podem parecer invisíveis, mas são os trabalhadores fundamentais para manter a administração pública a funcionar.
E noutros setores, já alguns dados, sem ser na educação, do impacto da paralisação?
Nos setores normais da administração pública, os serviços abrem às 9h00. Portanto, não há valores efetivos. Há esta expectativa. Também tenho a expectativa, por exemplo, no atendimento da Segurança Social em Lisboa, no edifício sede, aquilo que é a nossa perspectiva é que o serviço encerre. Mas não lhe posso dizer concretamente.
E a recolha do lixo durante a noite?
As escolas ainda não abriram. Houve fortes perturbações na recolha do lixo, 99% em Évora, mais de 90% na Amadora. Este é um exemplo concreto de que noutras câmaras municipais isso também aconteceu.
Muito obrigado, Joaquim Ribeiro, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, uma das frentes sindicais que faz parte da CGTP, que convocou a greve de hoje, a greve de 24 horas, que começou à meia-noite e vai terminar às 23h59 desta sexta-feira. A dar conta de que grande parte das escolas do primeiro ciclo em Lisboa vai fechar e também se espera essa paralisação em vários outros setores, não só na educação, mas também nos serviços de segurança social, registro, notariado, justiça e recolha do lixo, como ouvimos aqui também o Joaquim Ribeiro a dizer que a recolha do lixo também foi fortemente perturbada.
Miguel Gato, aqui em direto, este primeiro balanço da greve na função pública, que vai durar todo o dia e, como percebemos, deve afetar sobretudo escolas, administração pública e recolha do lixo. Também hoje começa uma paralisação dos tripulantes de cabine da EasyJet.
Há novas informações sobre o caso das gêmeas. Afinal, António Lacerda Sales interveio noutras situações de saúde ao longo dos últimos anos. O ex-secretário de Estado era frequentemente contactado por políticos e figuras públicas ligadas ao PS.
Que lhe pediam informações, por exemplo, sobre amigos internados no Hospital Santa Maria. António Lacerda Sales fazia de imediato ponto para Luís Pinheiro, antigo diretor clínico do hospital. No caso das gêmeas luso-brasileiras, Lacerda Sales recebeu um pedido do filho de Marcelo Rebelo de Sousa para ajudar no tratamento das crianças e deu seguimento. A investigação mostra que este não foi um caso isolado e que ao longo dos últimos anos foi prática comum. São novos pormenores da investigação do DIAP regional de Lisboa ao caso das gêmeas.
Este é o artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. Portugal venceu a Dinamarca em Copenhaga por 4x2 e está perto de se qualificar para os quartos de final da Liga das Nações. Jorge Jesus evitou falar diretamente sobre Cristiano Ronaldo no final do jogo.
A seleção venceu com gols de João Cancelo, Gonçalo Ramos, Vitinha e João Félix, no primeiro jogo depois da polêmica em torno de Cristiano Ronaldo e no final da partida, Jorge Jesus não se referiu diretamente ao caso, disse apenas que o mais importante é continuar a ganhar.
Uma vitória com muita qualidade, que a equipe portuguesa hoje teve aqui, não é, com quatro gols, com uma exibição, na minha opinião, a um nível alto e não pode passar. E claro, isto é mais importante que tudo o resto que aconteceu. E, portanto, é nisso que eu quero me focar, é no jogo, no próximo jogo, no Dragão. Regressando a Portugal, que o nosso povo de certeza que vai lotar o Dragão. Isso é o mais importante neste momento para mim.
Jorge Jesus já olha para o jogo no Dragão, a conferência de imprensa no final da partida, que foi a primeira sem Cristiano Ronaldo na comitiva. Com esta vitória, Portugal mantém a liderança no grupo A4 da Liga das Nações, soma nove pontos. É a terceira vitória de Jorge Jesus em três jogos à frente da seleção.
O próximo jogo é no domingo, frente ao País de Gales, no Estádio do Dragão. O jogo vai ter relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador. São 8:08, Luís, que outras notícias marcam esta manhã?
O Ministério Público continua sem permitir que António Costa consulte o processo da Operação Influencer. A procuradora alega que António Costa não é arguido ou assistente ou ofendido, mas apenas suspeito, e que por isso não pode saber o conteúdo da investigação, notícia avançada pelo semanário Expresso. No Brasil, a TV Globo cancelou o debate presidencial marcado para ontem à noite. Uma série de decisões judiciais iriam obrigar a alterar o modelo do debate, pelo que a emissora decidiu cancelar. Lula da Silva, candidato do PT, já tinha anunciado que não iria participar. Também Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, acabou por desistir e o debate não se realizou.
E já agora, Luís, o próximo jogo da seleção é no domingo, sim, mas é frente à Noruega, no Estádio do Dragão.
Exatamente.